sábado, 27 de dezembro de 2008

O melhor do Brasil

Até pouco tempo atrás, veiculava na mídia eletrônica um jingle segundo o qual “o melhor do Brasil é o brasileiro”. Propagandas governamentais têm, entre outros, o objetivo de esconder situações ou fatos constrangedores protagonizados pelo governo e todo brasileiro pensante sabe que “nunca neste país” houve tantos como agora. Porém, a musiquinha contém uma verdade: o brasileiro é mesmo fantástico! Que isso é indiscutível provam sua paciência e resignação diante dos desmandos políticos, sua resistência às intempéries, a iniciativa isolada para resolver problemas de responsabilidade pública, seu otimismo e capacidade para esperar sempre o melhor, entre outras demonstrações.

Ultimamente, a grandeza do brasileiro foi escancarada na explosão de solidariedade às vítimas da catástrofe que abateu o estado de Santa Catarina. Particularmente, comoveram-me dois cenários: Primeiro, o da própria catástrofe e da reação das vítimas. Quem pôde ficar insensível diante da mãe que chorava a morte do filho e tentava explicar, mas não conseguia (e confessava isso), a intensidade da sua dor? Quem não se comoveu ao ver a menininha loira tiritando de frio, encharcada, dizendo não ter outra roupa nem calçado (além da sandália havaiana) para trocar? Ou a moreninha com a fala entrecortada pela emoção, tentando segurar o choro, informando que nada tinha comido nem tinha mais para onde ir? Quem pôde ficar indiferente aos chefes de família, pequenos ou médios empresários olhando para o nada, falando pausadamente, emocionados, chorosos, perplexos, tendo perdido tudo e sem saber por onde recomeçar? Só de relembrar o horror, este “escrevinhador”, nascido na Bahia, já está de novo com a garganta obstruída por um nó.

Outro comovente cenário foi o da solidariedade do brasileiro. De norte a sul do país, de regiões abastadas ou não, independentemente de colorido religioso, o empenho em ajudar é indescritivelmente maravilhoso! Evidentemente, os políticos também se engajaram embora nas próximas eleições devam cobrar a fatura; mas a solidariedade de quem nada tem a receber em troca conta mais. Esse é o brasileiro comum que ainda nos faz manter a esperança no futuro do país.

Neste momento, a teoria filosófica, política, sociológica ou religiosa não é bastante. Nesse caso, segundo a Bíblia, é indispensável que a superficialidade dos discursos e mesmo dos rituais religiosos seja suplantada pela prática: “Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo? Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desabrigados, e, se vives o nu, o cubras, e não te escondas do teu semelhante?” (Is 58: 6, 7).

É tempo de colocar em prática o maior dos dons celestiais: o amor. Não recolhamos nossa mão ajudadora; aliás, o tamanho do estrago nos avisa que devemos mantê-la estendida por muito tempo. Em tempo: Que tal se também sempre nos lembrássemos dos nossos irmãos nordestinos, submetidos ao infindável rigor da seca? Afinal, o melhor que o Brasil tem e precisa ser preservado é o brasileiro, de todas as regiões.


PR ZINALDO A. SANTOS

Jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP) e com mestrado em Teologia pelo UNASP, atua na Casa Publicadora Brasileira como Editor da revista Ministério e editor associado da Vida e Saúde.
Leia Mais ►

domingo, 21 de dezembro de 2008

Recreação ou diversão?

Qual Dessas duas palavras se encaixam nas atividades físicas e sociais que os jovens devem fazer? Qual sentido delas?Na verdade as palavras são muito parecidas porém, existe uma diferença notável entre elas, que nos ajudam à entender o porque e como devemos agir.Vamos procurar definir cada uma delas? No dicionário a palavra “diversão” significa entre outras coisas: “divertimento, entretenimento, distração:” não no sentido educativo, construtivo, e sim, passar o tempo, gastar o tempo, abusar do tempo. Isto sem falar de que tipo de diversão, que pode ser as mais diversas possíveis, sem oferecer contudo, algo valioso para quem se diverte.

Não que deixamos de usar a palavra, algo pode ser divertido no sentido de ser alegre e engraçado mas, sempre deve ser construtivo e nunca leviano, hilariante, uma chacota. Como disse o sábio Salomão: “para o insensato, praticar a maldade é divertimento.” Prov.10:23. E falando em bíblia, existem mais três textos referindo-se a diversão:

1. Êxodo. 32:6,7 - Pôr ocasião da adoração ao bezerro de ouro, ele “beberam, comeram, e se divertiram.” No verso 7, a Bíblia classifica essa atividade de corrupção;
2. Juizes. 16: 25,27 - três vezes aparece a palavra neste versos. Como pode ver, numa situação de humilhação, deboche. Você gostaria de estar numa festa dessa? De uma forma ou de outra, este tipo de festa acaba sempre em desastre, como realmente acabou;
3. l.Corintios. 10: 7 - O apóstolo neste verso exprime numa palavra e de forma profunda, aqueles que procuram estas atividades vazias em si mesmas como uma “idolatrias”. A idolatria da auto-satisfação, o desejo egoísta do coração.

“Quem se diverte sempre, nunca se diverte.” Pietro Caracciolo. “Que não devemos viver neste mundo simplesmente para nosso próprio divertimento, para nos agradar a nós mesmos.” Ellen G. White. (T.S. Vol.1, pg. 283). “Devemos encaminhar o espírito em sentido diverso daquilo que é superficial e sem importância, que não tem solidez.” Idem. Alguns conselhos de Ellen G. White para que evitemos algumas formas de diversões tais como:

• Jogos nos quais acaba sendo envolvido dinheiro. M.J. 392;
• Jogos de cartas e outros jogos de azar. M.J. 379,380,392;
• Freqüência ao teatro e a ópera. P.P. 459,460;
• Danças. M.J. 392,390;
• Eventos esportivos e competições comercializadas. M.J. 213;
• Televisão e vídeo com apresentações teatrais ou produções que não estejam diacordo com os padrões cristãos. P.P. 459, 460.

As vezes, pôr não se falar tanto no que não deve ser feito, esquecemos de dizer o que deve ser feito. Em muitas igrejas que conheço há uma verdadeira repressão na juventude apenas dizendo “não faça isto, ou aquilo,” em muitos casos não dando a orientação devida à juventude. Se não temos condições de ajudar, estar presente, participar das recreações dos jovens, não temos o direito moral e cristão de criticar o que o jovens fazem.

Vejam o que Ellen G. White fala a esse respeito. Existe o perigo de dois extremos. O primeiro considerar toda recreação um pecado. Segundo extremo é depender da recreação constantemente como um entase de excitação. “Essas pessoas estão continuamente lamentado sua desaprovação, e gemendo pôr um suposto mal. Não há amor em seu coração; têm sempre um semblante carregado.

Ficam frios ao inocente riso da juventude ou de quem quer que seja. Consideram toda recreação ou diversão um pecado, e pensam que a mente deve estar constantemente trabalhando no mesmo grau de severa tensão. Isto é um extremo. Outros acham que a mente deve estar de contínuo em tensão para inventar entretenimento e diversões a fim de obter saúde. Aprendem a depender da excitação, e ficam desassossegadas quando sem isso. Tais pessoas não são verdadeiros cristãos.” Lar Adventista, p. 79.

Em outro lugar Ellen G. White fala da falta de compreensão quanto as condições físicas e biológicas da juventude, que exige atividade. “Mão se pode fazer os moços tão quietos e graves como as pessoas de idade, a criança tão séria como o pai. Conquanto as diversões pecaminosas sejam condenadas, como devem ser, provejam os pais, os mestres u pessoas delas carregadas, no lugar das mesmas, prazeres inocentes, que não mancham nem corrompem a moral. Não cinjais os jovens as rígidas exigências que os induzam a sentir-se oprimidos, e a infringi-las, precipitando-se em caminhos de loucura e destruição.” C.P.P.E. pg.355.

Assim, a palavra recreação tem um sentido muito importante e poderoso no contexto da juventude, como também, de suma importância para as pessoas de maior idade. Sabe-se hoje que é fundamental para a saúde de qualquer pessoa a atividade física ou recreação. Vejam que o dicionário define recreação como: “De recrear mais ação”, quer dizer:

Colocar em atividade, ação, em momento de folga, lazer, ou brincadeiras. Este é o sentido importante. O sentido profundo, poderoso que define recreação é com “recriação”. Pôr esta razão é que devemos buscar atividades construtivas físicas e sociais que produza efeitos positivos ao caráter, quanto a nossa espiritualidade. Na Bíblia encontrei três textos que falam de recreação.

Os três encerram lições muitos profundas para nossa discussão e aprimoramento espiritual. Vamos ver?

1. Eclesiástes. 11:9 - O sábio Salomão insta a juventude à recreação. Responda estas perguntas!a) Pôr que ele fez isto?
b) será que Salomão não tinha conhecimento das necessidades físicas dos jovens?
c) Quem o inspirou para dar esta recomendação para a juventude?
d) Qual é a advertência dada quanto a escolha da recreação e porque?

2. corintios.7:13 - Qual o sentido da recreação neste verso? Espiritual, trabalho, companheirismo, gratidão e alegria, atividade física. Qual o contexto do capítulo?

3. Romanos.15:32 - Qual o sentido da recreação neste verso? Será que o apóstolo não estava preocupado com a recreação? Em 1.Coríntios 9:25 e 2. Timóteo. 2:5, o apóstolo compara o cristão como um atleta. Você vê alguma relação de importância entre o cristão, o atleta e a recreação?

Mais do que eu responder a estas perguntas, gostaria que você refletisse e desse suas respostas. “Existe diferença entre recreação e divertimento. Recreação, quando fiel ao seu nome - Recriação, tende a fortalecer e erguer…….A diversão, pôr outro lado, é procurada como fonte de prazer e, muitas vezes é levada a excesso; absorve as energias que seriam necessárias ao trabalho útil e assim representa um obstáculo ao verdadeiro sucesso na vida. Ellen G. White. Educação, pág. 207.

Você pode fazer um teste para saber se a recreação está dentro dos princípios ou não. Veja: “Julgai todas as coisas, retendo o que é bom”(I Tes 5:21). Será você capaz de suplicar a benção de Deus sobre a recreação que irá praticar? (Veja conselhos aos professores, pais e estudantes, p. 337; Mensagens aos Jovens, p. 386)

• Ela lhe aproxima de Deus ou lhe rouba o desejo de orar? (Mensagens aos Jovens, p. 407 e 408)
• Promove integridade e auto controle? (Mensagens aos Jovens, p. 412, 425 e 416)
• Facilita a resistência à tentação? (Parábola de Jesus p. 49 e 50)
• Que influência terá sobre a saúde física e mental? (Mensagens aos jovens p. 379)
• Prepara melhor para os deveres diários? Tem a tendência de refinar, purificar, nos tornar virtuosos ou contribui para o orgulho no vestuário, com vulgaridade? (Mensagens aos Jovens, p. 382; Patriarcas e Profetas, p. 460 e 461; Conselho aos Professores e estudantes 366-368)
• Vale a pena gastar o tempo que requer? (Mensagens aos Jovens, p. 373 e 379)
• Desenvolve a cortesia, a generosidade e mais respeito pelos outro ou fere o autorespeito das pessoas? Estimula a bondade ou conduz ao uso de força e brutalidade? (Educação, p. 210)

“Procurar Meios de Recreação Instrutiva e Inocente. - Há modos de recreação que são latamente benéficos tanto à mente como ao corpo. Um espírito esclarecido e discernidor encontrará abundantes meios de entretenimento e diversão em fontes não apenas inocentes, mas instrutivas. Recreação ao ar livre, a contemplação das obras de Deus na Natureza, será do mais alto benefício.

Creio, porém que ao passo que estamos buscando refrigerar nosso espírito e revigorar o corpo, é-nos exigido por Deus que empreguemos todas as nossas faculdades em todo tempo para os melhores fins. Podemos associar-nos como estamos fazendo hoje* aqui e fazer tudo para glória de Deus. Podemos e devemos dirigir nossas recreações de tal maneira que sejamos habilitados a cumpri melhor nossos de veres, e que nossa influência seja mais benéfica sobre aqueles com quem nos associamos.

Isto se aplicaria especialmente a um ocasião como esta, que deve ser animação para todos nós. Podemos voltar a nosso lares com a mente revigorada e refrigerado o corpo, preparados para reencetar o trabalho com mais esperança e ânimo”. Ellen G. White. “O Lar Adventista”. Pg. 496.


VINÍCIUS A. MIRANDA

Tecnólogo em Comércio Exterior, Teólogo (nível básico), Regional J.A, Líder Master de Jovens e primeira medalha de dedicação do Paraná. Casado com Juliana dos Reis Nogueira Miranda.

Editor geral do Blog Tinguiteen, Blog Esperança, Central de Diretores J.A., Portal J.A. e Colunista do Blog Ação J.A.
Leia Mais ►

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Ação e Omissão


É sempre mais fácil não fazer;
É sempre mais fácil omitir-se diante da realidade;
É muito mais fácil não se meter;
É muito mais fácil economizar-se;
É sempre mais fácil fingir que não viu;
É sempre mais fácil dizer que não tem tempo;
É muito mais fácil negar-se a participar;
É sempre mais fácil recolher-se só no seu canto;
É muito mais fácil criticar quem faz;
É sempre mais fácil achar erros nos que agem;
É muito mais fácil ser extremamente prudente;
É sempre mais fácil não errar por não fazer;
É sempre mais fácil achar-se impotente;
É muito mais fácil achar quem faz metido;
É muito mais fácil ser rígido que flexível;
É sempre mais fácil ser autoritário que democrata;
É muito mais fácil discutir com ignorantes;
É muito mais fácil fugir do que é novo;
É sempre mais fácil repetir velhas fórmulas;
É sempre mais fácil achar-se perseguido pelos outros;
É muito mais fácil tramar pelas costas;
É muito mais fácil não acreditar em ninguém;
É sempre mais fácil achar-se o dono da verdade;
É sempre mais fácil vestir-se a carapuça no outro;
É muito mais fácil ser falso que autêntico;
É muito mais fácil ser ateu, agnóstico, que cristão;
É sempre mais fácil achar quem faz puxa-saco;
É sempre mais fácil não pedir ajuda a ninguém;
É sempre mais fácil ser auto-suficiente que reconhecer as limitações;
É sempre mais fácil exigir total fidelidade do que ser fiel;
É sempre mais fácil esquecer-se de agradecer;
É sempre mais fácil ser mesquinho do que dar;
É muito mais dizer não do que sim;
É muito mais fácil achar que os outros estão “abusando”;
É muito mais fácil não admitir do que compreender;
É sempre mais fácil cortar do que atar, emendar, permitir;
É muito mais fácil achar os outros ignorantes do que se analisar;
É muito mais fácil não se comprometer com o “social”;
É sempre mais fácil querer tudo por escrito para não se comprometer;
É sempre mais fácil sair limpo, do que sujar-se na ação;
É muito mais fácil só ter amigos;
É muito mais fácil ser morno;
É sempre mais fácil deixar-se corromper do que denunciar;
É sempre mais fácil subornar do que enfrentar;
É muito mais fácil ir devagar do que depressa;
É muito mais fácil achar que o “mundo é assim mesmo”;
É sempre mais fácil não confiar no ser humano do que crer no Homem;
É sempre mais fácil desconfiar de todo mundo;
É sempre mais fácil estar “bem” com todo mundo;
É muito mais fácil dizer: “eu sou assim mesmo e não vou mudar”;
É muito mais fácil achar perigoso do que correr riscos;

É sempre mais fácil não fazer. Pense Nisso. Sucesso!


PROF. LUIZ MARINS

Antropólogo. Estudou Antropologia na Austrália (Macquarie University/School of Behavioural Sciences) sob a orientação do renomado antropólogo indiano Prof. Dr. Chandra Jayawardena e na Universidade de São Paulo (USP), sob a orientação da Profa.Dra. Thekla Hartmann;

- Licenciado em História (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba); estudou Direito (Faculdade de Direito de Sorocaba); Ciência Política (Universidade de Brasília - UnB); Negociação (New York University, NY, USA); Planejamento e Marketing (Wharton School, Pennsylvannia, USA); Antropologia Econômica e Macroeconomia (Curso especial da London School of Economics em New South Wales) e outros cursos em universidades no Brasil e no exterior.

Site: Anthropos
Leia Mais ►

Sem Crise no Crescimento da Igreja

O The New York Times do dia 13 de dezembro trouxe uma reportagem, de James Estrin, sobre os efeitos da crise nas igrejas, apresentando três exemplos.

O repentino crescimento no número de adoradores na pequena Shelter Rock Church em Nova Iorque forçou o pastor a implementar uma sala com circuito interno de TV e cem cadeiras extras, e que não estão dando conta da demanda.

Em Seattle, a Mars Hill Church, uma das que mais cresce nos Estados Unidos, chegou a 7 mil membros recentemente. Na Life Christian Church em Nova Jersey, os pedidos de oração dobraram -- quase todos relacionados a empregos.
Assim como muitas igrejas evangélicas, essas três têm visto um crescimento contínuo na última década. Mas desde setembro, os pastores têm notado um despertar de interesse pelas igrejas, confirmando a conhecida máxima: momentos de crise são propícios para as igrejas.

"É um momento excelente, uma grande oportunidade evangelística", disse o Rev. A. R. Bernard da Christian Cultural Center, a maior congregação evangélica de Nova Iorque.

Por todo o país, as igrejas estão apresentando programas com conselhos financeiros práticos. Os pastores têm mudado a temática dos sermões. As Testemunhas de Jeová, que vinham fazendo o seu trabalho de porta em porta à noite, voltaram para as horas do dia. Pastores estão abrindo grupos de oração pelas cidades.

Um estudo no ano passado entitulado "Orando por Recessão" feito por David Beckworth, professor de economia na Universidade do Texas, procurou estabelecer tendências de crescimento entre igrejas evangélicas e tradicionais.

O Pastor Don MacKintosh, um evangelista adventista do sétimo dia da Califórnia entrou em contato com o Dr. Beckworth recentemente: "Precisamos aproveitar esse momento, todos os reavivamentos cristãos na história deste país vieram em períodos de temor".

A noção do momento histórico é reforçado especialmente por aqueles que relembraram dos 150 anos do Fulton Street Prayer Revival. Durante o pânico de 1857, um grupo de financistas reuniu-se ao meio-dia para um culto de oração no distrito financeiro de Manhattan.

Para alguns, a resposta é óbvia: "Temos o melhor produto da Terra." Mas para o Dr. Beckworth, os evangélicos, de forma geral, tendem a ser mais pobres do que membros de outras igrejas e, portanto, dependem mais das suas igrejas em tempos de crise, tanto para o apoio material, como espiritual.


PR. MARCELO DIAS

Professor no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Pastor do distrito do Parque dos Trabalhadores da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Estudou teologia no Brasil e Administração nos EUA. Completou o MBA na Califórnia e cursa o Mestrado em Teologia em São Paulo. É casado com Ana Cláudia V. Mainer.
Leia Mais ►

Bispos franceses e o "Dia do Senhor"

"O domingo em risco na vida atual" é o título do documento que os bispos franceses divulgaram na segunda-feira passada, 15 de dezembro, por ocasião do projeto de lei francês sobre o trabalho no domingo. O documento foi elaborado pelo Conselho para as questões familiares e sociais da Conferência dos bispos da França. Os bispos aduzem razões tanto sociais como antropológicas para argumentar sobre a importância do dia de descanso semanal na cultura ocidental e para o bem-estar das famílias.

Por um lado, afirmam, é necessário "um tempo para descansar, viver em família, ter uma vida social e desfrutar de diversas atividades culturais e esportivas, etc.", escapando das constrições impostas pelo trabalho durante o resto da semana. Com relação às razões sociais que aconselham não eliminar o dia de descanso semanal, os prelados advertem que a economia e o trabalho "não podem ter a última palavra na vida social", e recordam que quando se regulou pela última vez esta questão, em 1906, afirmava-se que o domingo supõe "uma experiência social que é importante respeitar".

Os defensores da consideração do domingo como dia de trabalho, precisam os bispos, são sobretudo as grandes superfícies comerciais, que pretendem assim "dinamizar a economia", mas, advertem, esta medida está "distante de ser eficaz", porque o problema "tem mais a ver com o poder aquisitivo real dos consumidores", acrescentam.

Também, para os trabalhadores, as vantagens salariais do trabalho extraordinário desapareceram, "a menos que se recorra a empregos em tempo parcial que continuem reforçando as situações de estado precário de muitas famílias".

Finalmente, advertem, apagar o caráter particular do domingo "é um caminho fácil que, com o pretexto do liberalismo, retira do homem uma indicação objetiva, inscrita no tempo, de sua dimensão espiritual".

"A abertura das lojas no domingo voltaria a banalizar esse dia e a fazer as leis do comércio passarem por cima da dimensão amistosa, familiar e espiritual da existência. Isso acentuaria a atomização da sociedade francesa", sublinha o Conselho para as questões familiares e sociais da Conferência dos bispos da França.

Para os cristãos, o domingo é o dia do descanso [sic] e também da libertação do mal mediante a ressurreição de Cristo. "A assembléia dominical celebra com antecipação o 'banquete celeste' e a esperança da volta do Senhor. A missa do domingo expressa ao mesmo tempo o sentido e a finalidade da vida dos cristãos", explica o documento.

Desde os primeiros séculos, o significado do domingo como dia da Eucaristia "precedeu a instauração do domingo como dia de descanso semanal", a qual "permitiu enriquecer a celebração do dia do Senhor" como "dia dedicado à família e à contemplação espiritual".

Atualmente, diante do desespero do desaparecimento do descanso dominical, advertem os bispos, "os cristãos, guardando o domingo, fazem um chamado profético: o homem não vive só de pão".

A Igreja, ao defender o domingo, não só "manifesta sua vontade de que os cristãos vivam esse dia em condições favoráveis", mas também "deseja prestar um serviço a toda a sociedade, para que possa encontrar um caminho que permita tornar a vida humana cada vez mais humana".

(Do site católico Zenit)

Nota: Biblicamente falando, o domingo é apenas o primeiro dia da semana (Êx 20). O único dia separado por Deus para "contemplação religiosa" especial foi o sétimo dia, o sábado do quarto mandamento. O sábado, além de um selo de santificação (Ez 20:20), é o memorial da criação, que aponta para Aquele que fez os "céus, a terra e as fontes das águas". Os primeiros cristãos guardaram o sábado, seguindo o exemplo do Mestre (Lc 4:16) e de Seus discípulos. Séculos depois é que o poder previsto em Daniel 7:25 acabou por substituir a observância sabática pela dominical. Agora o Vaticano luta por recuperar o domingo secularizado do Ocidente. E usa todo tipo de argumento para isso, desde a necessidade de salvar o planeta, concedendo-lhe um dia de "repouso", até a libertação do espírito capitalista e a salvação da família. Anote: esse assunto ainda vai ganhar muito destaque. Aguarde (e se prepare) para ver.


MICHELSON BORGES
É jornalista, mestrando em Teologia pelo Unasp e membro da Sociedade Criacionista Brasileira . É editor na Casa Publicadora Brasileira e autor dos livros /A História da Vida / e /Por Que Creio / (sobre criacionismo), /Nos Bastidores da Mídia / e da Série Grandes Impérios e Civilizações, composta de seis volumes. Casado com Débora Tatiane, tem duas filhas.
Editor do Blog Criacionismo
Leia Mais ►

Pensamentos do Espírito de Profecia (13)


ESTAMOS QUASE NO LAR!


Desejo-vos um feliz ano novo. Deixemos de lado, para sempre, tudo o que se assemelha a desconfiança e falta de fé em Jesus. Iniciemos uma vida de singela confiança como a de uma criança, não confiando nos sentimentos, mas na fé.
Deus quer que sejais livres, quer que sejais crentes e confiantes, e apenas deixeis de duvidar, passando a crer. Oxalá Deus vos ajude. ... Um novo ano descerrou-se diante de nós. Seja ele um novo ano feliz. ... Abrigai-vos nos acolhedores braços de Jesus, e não procureis desvencilhar-vos de Seus braços. Crede somente e louvai a Deus, e avançai.
Quase estamos no lar. Carta 59, 1886.

DANIEL SILVEIRA

Ancião da Igreja Adventista de Osório-RS. Pai do Ex-pastor Silvio Silveira (Falecido) e casado com Areli Silveira.
Leia Mais ►

A pergunta que Deus não pode responder



Hoje o nosso tema é: ''A pergunta Que Deus não pode responder.''

Este é um título estranho, porque Deus é Todo-Poderoso; Ele pode responder a todas as perguntas; Deus é cheio de sabedoria; Ele conhece a resposta a todas as perguntas. Ninguém conseguirá deixá-Lo sem resposta.

Podemos nós formular uma pergunta que Ele não responda? Pode o ser finito fazer uma pergunta que o Ser infinito não encontre resposta? Mas há uma pergunta que Deus não pode responder. Mas o mais impressionante é que a pergunta que Deus não pode responder foi inspirada por Ele mesmo.

Vamos encontrar essa pergunta em Heb. 2:3: ''Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram." Esta é a pergunta que Deus não pode responder: ''Como escaparemos nós se negligenciarmos tão grande Salvação?" E por que Ele não pode responder? Simplesmente porque ela não tem resposta; Ele não pode achar um outro modo. Ou seja: Se nós negligenciarmos esta Salvação, esta tão grande Salvação, nós não escaparemos; não haverá outro meio de nos salvarmos; este Evangelho é o único meio.

Esta é uma solene advertência. Como o lavrador perderá sua colheita por simples negligência; como o comerciante irá à falência por simples negligência; como o operário perderá o seu emprego por simples negligência; assim virá a ruína da alma por simples negligência da Salvação. Se nós descuidarmos da Salvação, nem mesmo Deus poderá fazer qualquer coisa por nós. Estaremos irremediavelmente perdidos.

Não haverá escape, se negligenciarmos tão grande salvação:

Não há escape, porque não há outra Salvação;

Não há escape, porque não há outro Salvador;

Não há escape, porque não há outro Deus.

Mas notemos 3 PONTOS SALIENTES que se destacam do nosso texto, 3 questões importantes.


I – A SALVAÇÃO PROVIDA É UMA GRANDE SALVAÇÃO

1- Foi anunciada por Jesus Cristo, pessoalmente. Ele veio a este mundo, deixando a glória do Céu, a companhia dos anjos, a adoração dos mundos que não caíram em pecado, e veio para nos anunciar a Salvação. De que modo Ele veio? Ele precisou assumir a natureza humana, se tornar um Homem, a fim de cumprir este propósito tão importante. Ele precisou Se submeter às tentações de Satanás, ser maltratado entre os homens, e finalmente ser crucificado entre dois ladrões, assumindo os pecados de todos e receber a ira de Deus morrendo para que os pecadores pudessem ter a vida eterna.

2- Foi testemunhada por Deus, com sinais e milagres. Alguns nos perguntam: Por que Deus não realiza por nós aqueles milagres que Ele realizava nos tempos de Cristo? Aqui está a resposta: O objetivo daquela demonstração de poder em sinais e milagres e prodígios era para testificar desta tão grande Salvação.

Hoje a Salvação já tem o próprio testemunho do poder de Deus, que Se houve maravilhosamente, ratificando o poder salvador de Cristo através das maravilhas do Seu poder, dando vista aos cegos, levantando paralíticos, purificando leprosos, ressuscitando mortos, andando sobre o mar e deixando os homens admirados, dizendo: ''Hoje vimos prodígios extraordinários!'' e ''Deus visitou o Seu povo.''

3- Foi selada pelo Espírito Santo, com os dons espirituais. Quando a Salvação se manifestou em Cristo, o Espírito Santo estava lá, selando com os dons espirituais, a fim de que os homens pudessem não só sentir a convicção do pecado, mas adquirir poder para receber a Salvação.

No momento da pregação de Jesus, Ele estava lá despertando as consciências, dando dons aos homens. Quando Cristo morreu, Ele despertou a muitas pessoas. Quando Jesus ressuscitou e foi assunto ao Céu, Ele deu dons aos homens. No Pentecostes, novamente e de modo extraordinário, o Espírito Santo Se manifestou com Suas distribuições, de tal modo que os apóstolos em pouco tempo iluminaram o mundo todo com a glória do conhecimento de Deus e de Sua Salvação.

Esta, com efeito, é uma grande salvação. Você não estaria negligenciando uma Salvação provida por seus amigos, nem por seus parentes, o que já seria grande. Por exemplo: Noutro dia saiu a notícia na Televisão, dos pais de um menino que deram parte dos seus pulmões para o seu filho poder respirar direito e assim se salvar, evitando a morte certa. Foi um ação nobre daqueles pais que comoveu o País inteiro: três operações realizadas por médicos experientes numa tentativa de os pais salvarem o seu filho. Isso foi uma grande e comovente salvação.

Isso seria uma grande salvação se fosse provida por anjos que viessem lá do Céu a fim de nos dar um meio de escape.

Mas nada pode ser comparada à esta Salvação em grandeza, porque ela foi providenciada pela própria Trindade. E, portanto, negligenciar a Salvação provida pela Divindade, é certamente uma grande negligência, que por sua vez levará à uma grande perda, da qual não há escape.


II – POR QUE AS PESSOAS NEGLIGENCIAM A SALVAÇÃO

Se a Salvação é tão grande e tão especial, e se não há escape fora dela, por que as pessoas a negligenciam? Seria por que não amam a vida? mas eles gostam de viver. Seria por que lhes falta conhecimento? mas a maioria possui abundante conhecimento e ainda estão em negligência de sua própria Salvação. Então, por que eles tem sido culpados desta negligência?

1. Demasiada preocupação pelas coisas do mundo.

Vamos ler uma advertência de Jesus: Lucas 17:26-30: "Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do Homem: comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e destruiu a todos. O mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e destruiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do Homem se manifestar."

Qual foi o pecado especial dos antediluvianos? Disse Jesus Cristo que eles comiam e bebiam, plantavam e edificavam, compravam e vendiam, casavam e davam-se em casamento. Alguém, interpretando esta passagem, disse que o pecado não estava em casar-se, mas em dar-se em casamento. Mas se enganou; este não era o problema. O maior pecado dos homens que pereceram no Dilúvio foi o de fazer das coisas comuns da vida tudo o que faziam. O seu maior pecado foi o de negligenciar a Salvação, preocupados apenas com as coisas desta vida, e nada mais. Eles faziam tudo; menos a coisa mais importante que é buscar a própria Salvação.

Esse também foi o pecado de Sodoma e Gomorra. Eles estavam tão envolvidos com as suas coisas materiais que não tinham tempo para se preocupar com as coisas espirituais. E finalmente o pecado da negligência os apanhou numa esmagadora surpresa.

Hoje a História se repete: os homens negligenciam a salvação porque estão preocupados demais com as coisas do mundo. Mas o apóstolo João também adverte: 1Jo. 2:15-17: "Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.''

São as corridas de cavalos, os espetáculos de futebol, os ídolos da TV, os vídeos, os filmes e as novelas; são as diversões do mundo em geral que roubam o tempo de graça de milhões de pessoas.

Mesmo entre os cristãos encontramos pessoas tão apegadas às coisas do mundo, tão iludidas, tão impressionadas com os encantos das luzes vermelhas do pecado! Mas ''que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?'' (Mc. 8:36) Que nos aproveita partilhar das coisas do mundo e negligenciar a própria Salvação, se desse modo podemos nos perder?

A Bíblia fala de Demas, que abandonando o apóstolo Paulo, amou o presente século, apegou-se às coisas do mundo, deixando um péssimo exemplo na caminhada cristã.

Mas Cristo completa, dizendo: ''Assim também será na Vinda do Filho do Homem.'' Portanto ''acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que os vossos corações fiquem sobrecarregados com as conseqüências da orgia, da embriaguez e das preocupações deste mundo, e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço'' (Luc. 21:34), apanhando-nos numa esmagadora surpresa.

2- Falta de visão espiritual. É outra razão para a negligência.

Caim não tinha esta visão espiritual indispensável para mover as pessoas que desejam se salvar. Ele não enxergava os seus próprios pecados, não via o significado do sangue de um cordeiro que não tinha nada com o seu pecado, e portanto foi ao campo e trouxe algumas frutas, julgando que seria aceito assim tão cegamente. Não tinha a visão do Salvador que haveria de morrer em seu lugar.

A mulher de Ló também não tinha visão espiritual. Disse Jesus: ''Lembrai-vos da mulher de Ló.'' Por que? Onde estava a sua visão? Em Sodoma, nas jóias que deixara lá, no dinheiro que estava perdendo, nas suas propriedades e na sua bela casa. Não viu que poderia se perder na desobediência de uma ordem explícita de Deus. Tinha tudo para se salvar, mas em poucos segundos foi transformada em uma estátua de sal, porque olhou para trás, e deixou de olhar para a frente onde estava a Salvação. ''Escapa-te por tua vida!'' disseram os anjos. Mas ela negligenciou aquela grande salvação, e não pôde escapar. Perdeu-se, e confirmou-se a verdade da pergunta que nem Deus pode responder: ''Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande Salvação?''

Judas também tinha os olhos no dinheiro. Era ladrão, interesseiro, e se tornou traidor do próprio Cristo por amor ao dinheiro. Tudo por falta de visão espiritual; ele era cego para as coisas de Deus e negligenciou a sua salvação estando tão perto do Salvador. E hoje, semelhantemente, quantos traem a Cristo por amor ao dinheiro!
Note o que nos disse o apóstolo Pedro, em 2 Ped. 1:9: "Pois aquele a quem estas coisas não estão presentes é cego, vendo só o que está perto, esquecido da purificação dos seus pecados de outrora." As pessoas que negligenciam a salvação, elas são cegas espiritualmente:

Eles não vêem a sua necessidade. O fariseu orava: ''Graças Te dou, Senhor, porque não sou como os demais, homens pecadores, roubadores e adúlteros; nem como esse publicano ali.'' Cantava um hino de louvor a si mesmo, porque não sentia a sua própria necessidade de Salvação, julgando-se melhor que os outros, não reconhecendo a pecaminosidade que é tão própria a todos. Não sentiu a necessidade de um Deus Salvador, e voltou vazio para a casa sem a bênção.

Visitei uma senhora com quem estudei a Bíblia por algum tempo, indicando as mensagens de Deus. Ela ia às vezes à Igreja. Mas nunca se decidiu pela sua Salvação. Finalmente, fui fazer um último apelo de minha parte. Ela disse: ''Eu não sinto necessidade de me batizar.'' O esposo é Adventista, ela conhecia bem a Verdade, já passara por um ataque cardíaco, era idosa, a morte se aproximava, porém ela negligenciava a Salvação, porque não sentia necessidade disso.

Os cegos espirituais

  • não vêem a sua necessidade,
  • não vêem os sinais dos tempos, não podem perceber que o tempo está se esgotando para todo o mundo,
  • não vêem a glória de tão grande Salvação, provida pelo maravilhoso Salvador Jesus Cristo, junto ao Pai e o Seu Espírito,
  • Eles não percebem o perigo, falta visão espiritual para pressentir o perigo e a gravidade do que significa negligenciar tão grande e extraordinária Salvação, oferecida gratuitamente.

Mas outras pessoas sentem tudo isso, percebem toda essa maravilha e anseiam se salvar. O publicano dizia: ''Senhor, tem compaixão de mim, pecador'', e batia no peito, dizendo: ''Minha culpa, minha culpa! Sê propício para comigo, Senhor!'' E nem ainda levantava a cabeça para o alto. E disse Jesus que este saiu justificado, e não o outro.

Disse Jesus: ''Bem-aventurado os que tem fome e sede de justiça, porque serão fartos.'' Se você não sente fome e sede da Salvação, então não perca mais tempo: Vai a Jesus, entregue-Lhe o seu coração e a vida, e busca a Salvação, antes que seja tarde demais. Não deixe para depois, acerte logo o seu caso com Deus. Abandone aquele pecado, converte-se inteiramente a Jesus Cristo.

Não fique numa falsa segurança. Não há nenhuma segurança em procrastinar, em adiar a Salvação. Não é seguro deixar o preparo da alma negligentemente para depois. Não é seguro adiar, pensando que Deus terá misericórdia de você, enquanto outros estão se perdendo, mas você não vai se perder negligenciando tão grande Salvação. É presunção achar-se seguro, quando somos culpados de negligenciar a própria Salvação.

Outra razão por que as pessoas negligenciam a Salvação:

3-Desejo de agradar às pessoas erradas.

Muitos estão negligenciando a Salvação, porque querem agradar a certas pessoas que eles estimam, que pode lhes garantir uma boa reputação, e essas pessoas gostam de ser louvadas e glorificadas. Eles se esforçam por agradar os amigos: - não podem decepcioná-los, não podem desfazer-se aquele círculo social. ''O que dirão os meus amigos?'' Realmente, eles perderiam os seus melhores amigos, se estivessem envolvidos com as coisas desses crentes.

Saul apreciava tanto a popularidade, os aplausos humanos, que ele ficou arruinado quando o coral cantou: ''Saul feriu os seus milhares; porém Davi os seus dez milhares.'' O medo de perder a popularidade, o receio de perder a reputação entre conhecidos, parentes e amigos é realmente um grande obstáculo à Salvação.

Pilatos estava diante da própria Salvação em pessoa. Diante de Cristo, perguntou: " 'O que é a Verdade?' O que é a verdade de Deus, da Vida e da Salvação?'' Estava ali com sua oportunidade áurea para saber o que é a Verdade e se salvar, mas não esperou para ouvir a resposta de Jesus. A multidão lá fora exigia uma resposta pronta, e ele tinha receio de desagradar ao povo, e negligenciou à própria Salvação por querer agradar às pessoas erradas, e se perdeu.

Você está negligenciando a Salvação? A quem realmente você quer agradar? A Satanás? Aos amigos do mundo? Ou a si mesmo? Mas se você quiser agradar sinceramente às pessoas certas, então você jamais negligenciará a Salvação, porque você estará agradando a Deus, a Jesus Cristo e ao Espírito Santo, os Autores desta gloriosa Salvação, e também estará agradando a outras pessoas certas como os anjos que são ''espíritos ministradores enviados a favor dos que hão de herdar a Salvação'', e também estará agradando aos sinceros cristãos que já estão empenhados nesta tão grande Salvação. Realmente, você estará agradando às pessoas absolutamente certas. E finalmente, você agradará a si mesmo, com os resultados seguintes: - você terá prazer e alegria nesta Salvação maravilhosa.


III – COMO PROMOVER A SALVAÇÃO

O que disse o apóstolo Paulo na epístola aos Hebreus? (2:1): ''Importa que nos apeguemos...'' Enquanto que muitos negligenciam, nós devemos promover esta salvação. E como o faremos? ''Apegando-nos mais firmemente...'' A que estamos nós apegados? Muitos estão apegados às coisas deste mundo e desta vida, esquecendo-se do que é mais importante.

Ao que devemos nos apegar? ''Às verdades ouvidas.'' Alguns estão procurando novidades, ''como que sentindo coceira nos ouvidos'', insatisfeitos com as verdades que ouviram da Palavra de Deus.

Noutro dia fui visitar um pastor de outra denominação, que já estava guardando o Sábado e no entender dos irmãos ele seria um futuro Adventista. Aliás, não se pode dizer que era de outra denominação, porque disseram depois que eles estão fundando uma igreja sem denominação e sem placa. Então, eu disse que isso era difícil de dar certo, porque qualquer coisa diferente que fizessem haveria de caracterizá-los, e então isso exigiria uma placa. E ademais sabemos que a igreja deles já existe e se chama ''Igreja Interdenominacional'' ou a ''Igreja sem Nome.'' Mas isso já é uma placa. E logo o pastor começou a criticar a nossa igreja, dizendo que não é só a guarda do Sábado, e entrou noutros assuntos.

Mas o que mais me impressionou foi o fato de que um irmão recentemente batizado estava se unindo com eles pensando que estava descobrindo uma nova verdade não revelada. Ele havia feito um curso completo do Apocalipse, e ao invés de se apegar às verdades ouvidas, ele já estava se perdendo com um povo que não tem segurança, embalado por qualquer vento de doutrina.

De que jeito nós devemos nos apegar? Com mais firmeza, para não deixar isso escapar de nós. Disse Jesus Cristo à Igreja de Filadélfia: ''Venho sem demora; conserva o que tens para que ninguém tome a tua coroa.'' [Apo. 3:11]

Devemos estudar a Bíblia, para promover a Salvação (2 Tim. 3:15).

Devemos guardar os mandamentos de Deus (Sal. 119:166).

Devemos orar sem cessar, numa contínua comunhão com Deus.

Devemos assistir aos cultos da igreja, ''não deixando de congregar-nos, como é costume de alguns.'' (Heb. 10:25)

Devemos ler as mensagens do Espírito de Profecia (Apo. 19:10; 22:6-7), que nos foram dadas por Deus para que nós promovêssemos a Salvação, jamais negligenciando tão preciosa Dádiva.

Desse modo, estaremos promovendo e desenvolvendo a nossa Salvação, ''olhando firmemente para Jesus, o Autor e Consumador de nossa fé.'' (Heb. 12:1)


CONCLUSÃO

Vamos cuidar para não negligenciarmos a Salvação, que nos é oferecida gratuitamente, mas que custou um preço infinito a Jesus que morreu para nos garantir tão grande e preciosa Redenção.

Vamos promover a Salvação, vindo à igreja, estudando a Bíblia, fazendo o nosso culto familiar, e a nossa devoção, apegando-nos às verdades ouvidas da Palavra de Deus, olhando firmemente para Jesus, o Autor de nossa fé.

Vamos louvar a Deus por esta maravilhosa Salvação, engrandecendo a Jesus Cristo que não mediu esforços para que nós fôssemos salvos com abundante provisão por toda a eternidade.


PR. ROBERTO BIAGINI
Teólogo, Mestre em Teologia. Realizou vários cursos de Extensão Teológica da Andrews University e do Centro de Educação Contínua da DSA. Trabalhou como distrital de várias igrejas do centro, norte e sul do país. É casado com a Profª. Silvane Luckow Biagini, e tem dois filhos, Ângela e Roberto.
Leia Mais ►

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Análise simplificada do tempo do fim



















SELAMENTO


* A fim de preparar seus filhos para o tempo de angústia, Deus deseja imprimir o selo de sua lei, de seu caráter e de sua perfeição.

* Esta obra já está se verificando.

* Processo que começa na conversão e termina com o fim do tempo da graça, seja por ocasião da morte do crente ou pelo juízo investigativo.

* O selamento requer da parte de cada um limpeza de todo o pecado e a vitória sobre cada fraqueza e defeito.

* Só os que estão preparados poderão ser selados. Só os que tiverem selados poderão passar sobranceiros pelo tempo de agústia e enfrentar a presença do Senhor em sua segunda vinda.



CHUVA SERÔDIA, PREGAÇÃO INTENSIVA E TERMINAÇÃO DA OBRA

* Deus deseja derramar sobre o seu povo a chuva serôdia do Espírito santo assim como derramou a chuva temporã sobre os discípulos no dia do pentecostes. A Igreja deve orar por essa chuva.

* A chuva permitirá que o povo esteja preparado para completar a obra pregando a mensagem de salvação a toda tribo, língua e povos com a mensagem angélica.

* A promessa do derramamento é para hoje e não para uma época futura.

* Para que se cumpra é necessário que a grande maioria esteja envolvida na consagração profunda e dedicação de seus dons ao serviço de Cristo.

* Este período é de reforma e santificação.



A SACUDIDURA

* Todo filho de Deus individualmente, e a igreja no conjunto, passarão por uma prova espiritual que sacudirá a nossa fé, prova essa que denomina “sacudidura”.

* Sacudidura é um vocabulário figurativo que designa uma experiência especial de seleção e apostasia do povo de Deus . O grão é sacudido para que os quebrados, ou qualquer outro corpo estranho caiam por entre os furos da penera, e a palha seja assoprada para fora.

* As causas principais da queda de muitos:

1. Indiferença Religiosa.
2. Perseguição pelas leis dominicais.
3. Falta de aceitação da mensagem de arrependimento e reforma.
4. O conhecimento superficial da verdade, sendo desviado pelas falsas doutrinas.



TEMPO DE ANGÚSTIA PRÉVIO

* As última horas do tempo de graça serão tempestuosas e difíceis para o mundo em geral e para os filhos de Deus.

* As lutas, confusões, problemas políticos, econômicos e sociais, a desagregação da família, o temor e a angústia.

* As horas de angústia prévia serão agravadas pela perseguição, de que seremos objetos por parte dos poderes apóstatas.

* Todavia o senhor estará conosco para nos fortalecer.



A PERSEGUIÇÃO

* Começa antes do tempo de fechar a porta da graça e se agrava no período chamado angústia de Jacó.

Fonte: Preparação para a Crise Final - Fernando Chaij - CPB


PR. FÁBIO DOS SANTOS
Teólogo, Pastor Local da Igreja Adventista em Osório - RS, casado com Margarete Elisia dos Santos, professora da Escola Adventista nesta cidade. Filho de Adventistas (Nildo F. dos Santos - "Obreiro da CPB" e Lucila G. dos Santos - "Colportora da APC").
Webmaster e Editor geral do Blog Nisto Cremos
Leia Mais ►

sábado, 13 de dezembro de 2008

Filosofia Adventista do Sétimo Dia com Relação à Música


Votado: Aprovar a Filosofia Adventista do Sétimo Dia com Relação à Música, como segue:

Deus compôs a música exatamente na estrutura de Sua criação. Lemos que, quando Ele criou todas as coisas, "as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus" (Jó 38:7). O Livro do Apocalipse retrata o Céu como um lugar de louvor incessante, com hinos de adoração a Deus e ao Cordeiro ressoando de todas as partes (Apocalipse 4:9-11; 5:9-13; 7:10-12; 12:10-12; 14:1-3; 15:2-4; 19:1-8).

Visto que Deus criou os seres humanos à Sua imagem, partilhamos do amor e apreciação pela música com todos os Seus seres criados. Na verdade, a música pode nos atingir e tocar com um poder que vai além das palavras ou qualquer outro tipo de comunicação. Na sua forma mais pura e refinada, a música eleva nosso ser à presença de Deus, onde anjos e seres não caídos O adoram com cânticos.

O pecado, porém, lançou sua praga sobre a Criação. A imagem divina foi desfigurada e quase apagada. Em todos os aspectos, este mundo e as dádivas de Deus vêm a nós com uma mistura de bem e mal. A música não é moral nem espiritualmente neutra. Pode nos levar a alcançar a mais exaltada experiência humana, pode ser usada pelo príncipe do mal para degenerar e degradar, para suscitar a luxúria, paixão, desesperança, ira e ódio.

A mensageira do Senhor, Ellen G. White, nos aconselha continuamente a elevar nosso conceito a respeito da música. Ela nos diz: "A música, quando não abusiva, é uma grande bênção; mas quando usada erroneamente, é uma terrível maldição." – O Lar Adventista, pág. 408.

"Corretamente empregada, porém, é um dom precioso de Deus, destinado a erguer os pensamentos a coisas altas e nobres, a inspirar e elevar a alma." – Educação, pág. 167.

Quanto ao poder da música, ela escreve: "É um dos meios mais eficazes para impressionar o coração com as verdades espirituais. Quantas vezes, ao coração oprimido duramente e pronto a desesperar, vêm à memória algumas das palavras de Deus – as de um estribilho, há muito esquecido, de um hino da infância – e as tentações perdem o seu poder, a vida assume nova significação e novo propósito, e o ânimo e a alegria se comunicam a outras pessoas! ... Como parte do culto, o canto é um ato de adoração tanto como a oração. Efetivamente, muitos hinos são orações. ... Ao guiar-nos nosso Redentor ao limiar do Infinito, resplandecente com a glória de Deus, podemos aprender o assunto dos louvores e ações de graças do coro celestial em redor do trono; e despertando-se o eco do cântico dos anjos em nossos lares terrestres, os corações serão levados para mais perto dos cantores celestiais. A comunhão do Céu começa na Terra. Aqui aprendemos a nota tônica de seu louvor." – Educação, pág. 168.


Como adventistas do sétimo dia, cremos e pregamos que Jesus virá novamente, em breve. Em nossa proclamação mundial da tríplice mensagem angélica, de Apocalipse 14:6-12, conclamamos a todas as pessoas a aceitarem o evangelho eterno para louvar a Deus o Criador, e a se prepararem para encontrar o Senhor. Desafiamos a todos que escolhem o bem e não o mal a renunciar "à impiedade e às paixões mundanas, [vivermos] no presente mundo sóbria, e justa, e piamente, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus". (Tito 2:12, 13.)

Cremos que o evangelho exerce impacto em todas as áreas da vida. Por conseguinte, sustentamos que, por causa do vasto potencial da música para o bem ou para o mal, não podemos ser indiferentes a ela. Embora reconhecendo que o gosto, na questão da música, varia grandemente de indivíduo para indivíduo, cremos que a Bíblia e os escritos de Ellen G. White sugerem princípios que podem formar nossas escolhas.

A expressão "música sacra" é usada neste documento para se referir, normalmente, à música religiosa. Designa a música que se centraliza em Deus, em temas bíblicos e cristãos. Na maioria dos casos, é música composta para ser utilizada nos cultos, nas reuniões de evangelismo ou na devoção pessoal, e pode ser música vocal e instrumental.

No entanto, nem toda música considerada sacra ou religiosa, pode ser aceitável para um adventista do sétimo dia. A música sacra não deve evocar associações seculares ou sugerir a conformação com normas de pensamento ou comportamento da sociedade em geral.

"Música secular" é uma música composta para ambientes alheios ao serviço de culto ou de devoção pessoal e apela aos assuntos comuns da vida e das emoções básicas do ser humano. Tem sua origem no homem e é uma reação do espírito humano para a vida, para o amor e para o mundo em que Deus nos colocou. Pode elevar ou degradar moralmente o ser humano. Embora não esteja destinada a louvar a Deus, pode ter um lugar autêntico na vida do cristão. Em sua escolha devem ser seguidos os princípios apresentados neste documento.
Princípios que Orientam o Cristão

A música com a qual o cristão se deleita deve ser regida pelos seguintes princípios:

Toda música que se ouve, toca ou compõe, quer seja sacra ou secular, deve glorificar a Deus.

"Portanto, quer comais quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus." (I Coríntios 10:31.) Este é o princípio bíblico fundamental. Tudo o que não atende a esse elevado padrão, enfraquecerá nossa experiência com Ele.

Toda música que o cristão ouve, toca ou compõe, quer seja sacra ou secular, deve ser a mais nobre e melhor.

"Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai." (Filipenses 4:8.) Como seguidores de Jesus Cristo, que aguardam e esperam unir-se ao coro celestial, vemos a vida na Terra como um preparo para a vida no Céu e uma antecipação dela.

Desses dois fundamentos – glorificar a Deus em todas as coisas e escolher o mais nobre e o melhor – dependem os demais princípios relacionados abaixo, para a escolha musical.

A música se caracteriza pela qualidade, equilíbrio, adequação e autenticidade. A música favorece nossa sensibilidade espiritual, psicológica e social, como também nosso crescimento intelectual.

A música apela tanto ao intelecto como às emoções, afetando o corpo de forma positiva.

A música revela criatividade e obtém melodia de qualidade. Se harmonizada, deve ser usada de uma forma interessante e artística, com um ritmo que a complemente.

A música vocal emprega versos que estimulam positivamente a capacidade intelectual como também nossas emoções e nosso poder da vontade. Os bons versos são criativos, ricos no conteúdo e bem compostos. Focalizam no positivo e refletem os valores morais; instruem e enaltecem; e estão em harmonia com a sólida teologia bíblica.

Os elementos musicais e literários operam juntos e em harmonia para influenciar o pensamento e o comportamento em concordância com os valores bíblicos.

A música mantém judicioso equilíbrio dos elementos espiritual, intelectual e emocional.
Devemos reconhecer e aceitar a contribuição de culturas diferentes na adoração a Deus. As formas e instrumentos musicais variam grandemente na família mundial adventista do sétimo dia, e a música proveniente de uma cultura pode soar e parecer estranha a outra cultura.

Fazer música adventista do sétimo dia requer a escolha do melhor. Nessa tarefa, acima de tudo, nos aproximamos de nosso Criador e Senhor e O glorificamos. Cumpre-nos aceitar o desafio de ter uma visão musical diferenciada e viável, como parte de nossa mensagem profética, dando assim uma contribuição musical adventista importante e mostrando ao mundo um povo que aguarda a breve volta de Cristo.

Orientações com Relação à Música para a Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul
A Igreja Adventista do Sétimo Dia surgiu em cumprimento à profecia. Foi escolhida como um instrumento divino para proclamar, a todo o mundo, as boas novas de salvação, pela fé no sacrifício de Cristo, e em obediência aos Seus mandamentos, com o objetivo de preparar um povo para o retorno de Jesus.

A vida daqueles que aceitam essa responsabilidade deve ser tão consagrada como sua própria mensagem. Esse princípio se aplica, de maneira especial, àqueles que, através da música, têm a missão de conduzir a igreja de Deus na adoração, no louvor e na evangelização, uma vez que “a música só é aceitável a Deus quando o coração é consagrado e enternecido e santificado”. – Ellen White, Carta 198 – 1895. É preciso primeiro receber para depois oferecer. É preciso ter um compromisso pessoal com a mensagem, para depois poder transmiti-la. É preciso ter um encontro pessoal com Deus, para então, reconhecer Sua santidade, desenvolvendo assim uma adequada sensibilidade musical.

Diante dessa realidade, aqueles que produzem, selecionam ou executam a música usada na igreja, necessitam de muita comunhão, sabedoria, orientação e apoio. Precisam ter a visão da grandeza do ministério que tem em suas mãos, bem como o máximo cuidado ao fazerem suas escolhas. “Não é suficiente conhecer os rudimentos do canto; porém, aliado ao conhecimento, deve haver tal ligação com o Céu que os anjos possam cantar através de nós.” – Ellen White, Manuscrito 306, maio de 1874.

A música é um dos maiores dons dados por Deus e, por isso mesmo, ela se constitui em um elemento indispensável no processo de crescimento cristão. “A música é um dos grandes dons que Deus concedeu ao homem, e um dos elementos mais importantes num programa espiritual. É uma avenida de comunicação com Deus, e é um dos meios mais eficazes para impressionar o coração com as verdades espirituais.” – Educação, pág. 167.

Ela exerce influência sobre assuntos de conseqüências eternas. Pode elevar ou degradar, e ser empregada tanto para o bem como para o mal. "Tem poder para subjugar naturezas rudes e incultas, poder para suscitar pensamentos e despertar simpatia; para promover a harmonia de ação e banir a tristeza e os maus pressentimentos, os quais destroem o ânimo e debilitam o esforço." Ibidem.

A música é um dos elementos mais importantes em cada atividade da igreja, e por isso deve ser utilizada sempre de maneira edificante. "O canto é um dos meios mais eficazes para gravar a verdade espiritual no coração. Muitas vezes se têm descerrado pelas palavras do canto sagrado, as fontes do arrependimento e da fé." – Evangelismo, pág. 500.

Buscando o crescimento da área de música, de cada músico envolvido e da igreja como um todo, é que são apresentadas as orientações a seguir. Desta maneira, tem-se um complemento aos princípios apresentados pela Associação Geral, e devem direcionar a música dentro da Igreja Adventista na América do Sul. Sua aceitação vai proporcionar sábias escolhas, o cumprimento da missão e a conquista de melhores resultados.

Tendo em vista identificar corretamente o papel da música e dos músicos adventistas, toda a atividade musical da igreja deverá ser chamada de Ministério da Música. Assim, os músicos adventistas passarão a ter uma visão clara de seu papel como ministros, e a igreja, uma visão distinta da música, seu objetivo e sua mensagem, como um ministério.

I. O Músico

Deve cultivar uma vida devocional à altura de um cristão autêntico, baseada na prática regular da oração e da leitura da Bíblia.

Precisa, por meio de sua música, expressar seu encontro pessoal com Cristo.

Trata a música, em conseqüência, como uma oração ou um sermão, preparando-se espiritualmente para cada apresentação. (Ver Evangelismo, pág. 508.)

Deve representar corretamente, em sua vida, os princípios da igreja e refletir a mensagem das músicas que apresenta, edita ou compõe.

Deve estar em harmonia com as normas da igreja, vivendo os princípios de mordomia cristã e sendo membro ativo de uma igreja local.

Precisa aplicar a arte, em todas as suas atividades, como um ministério. Não destaca sua imagem pessoal, mas sim a mensagem a ser transmitida.

Cuida de sua aparência pessoal, para que reflita o padrão de modéstia e decência apresentado pela Bíblia.

Canta com entoação clara, pronúncia correta e perfeita enunciação. (Ver Obreiros Evangélicos, pág. 357.)

Evita tudo o que possa tirar a atenção da mensagem da música, como gesticulação excessiva e extravagante e orgulho na apresentação. (Ver Evangelismo, pág. 501.)

Evita, em suas apresentações, a amplificação exagerada, tanto vocal como instrumental.

Evita o uso de tonalidades estridentes, distorções vocais ou instrumentais, bem como o estilo dos cantores populares.

Respeita o ambiente da igreja e as horas do sábado ao vender seus materiais.

Deve receber orientação e apoio espiritual da liderança do Ministério da Música, líderes da igreja e do pastor local.

II. A Música

Glorifica a Deus e ajuda os ouvintes a adorá-Lo de maneira aceitável.
Deve ser compatível com a mensagem, mantendo o equilíbrio entre ritmo, melodia e harmonia (I Crônicas 25:1, 6 e 7).

Deve harmonizar letra e melodia, sem combinar o sagrado com o profano.

Não segue tendências que abram a mente para pensamentos impuros, que levem a comportamentos pecaminosos ou que destruam a apreciação pelo que é santo e puro."A música profana ou a que seja de natureza duvidosa ou questionável, nunca dever ser introduzida em nossos cultos". – Manual da Igreja, pág. 72.

Não se deixa guiar apenas pelo gosto e experiência pessoal. Os hábitos e a cultura não são guias suficientes na escolha da música. "Tenho ouvido em algumas de nossas igrejas solos que eram de todo inadequados ao culto da casa do Senhor. As notas longamente puxadas e os sons peculiares, comuns no canto de óperas, não agradam aos anjos. Eles se deleitam em ouvir os simples cantos de louvor entoados em tom natural." – Ellen White, Manuscrito 91.

Não deve ser rebaixada a fim de obter conversões, mas deve elevar o pecador a Deus. (Ver Evangelismo, pág. 137.) Ellen White diz que "haveriam de ter lugar imediatamente antes da terminação da graça ... gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo. O Espírito Santo nunca Se revela por tais métodos, em tal balbúrdia de ruído. Isto é uma invenção de Satanás para encobrir seus engenhosos métodos para anular o efeito da pura, sincera, elevadora, enobrecedora e santificante verdade para este tempo." – Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 36.

Provoca uma reação positiva e saudável naqueles que a ouvem.

III. A Letra

Deve ser de fácil compreensão e estar em harmonia com os ensinamentos da Bíblia.
Deve ter valor literário e teológico consistente. Não usa letras levianas, vagas e sentimentais, que apelem somente às emoções.

Não é superada pelos arranjos ou instrumentos de acompanhamento.

Mantém o equilíbrio entre hinos dirigidos a Deus e cânticos que contêm petições, apelos, ensinos, testemunhos, admoestações e encorajamento (Colossenses 3:16; Efésios 5:19).
Deve evitar ser apresentada em outra língua, que não a nativa, para que possa ser compreendida e os ouvintes, edificados.


IV. O Louvor Congregacional

Deve ser mais valorizado, pois através dele toda a igreja é envolvida. “Nem sempre o canto deve ser feito por apenas alguns. Tanto quanto possível, permita-se que toda a congregação participe.”– Testimonies, vol. 9, pág. 144. Os momentos de louvor congregacional:

Envolvem a participação de todos no culto.

Harmonizam o coração do homem com Deus.

Exercem uma influência unificadora do povo de Deus em um só pensamento.

Dão oportunidade para expressar as emoções e sentimentos pessoais.

Fortalecem o caráter.

Tem grande valor educacional.

Destacam um bom princípio de mordomia, desenvolvendo um talento dado por Deus.

Dirigem o ouvinte a Cristo.

Não deve ser utilizado para preencher espaços vagos, ou imprevistos. Deve estar inserido dentro de qualquer culto ou programa, em momento nobre, valorizando sua importância.

Não deve ser realizado de maneira fria, automática ou despreparada. Os hinos a serem cantados e a mensagem a ser exposta devem ter ligação entre si, fruto do planejamento e da cuidadosa organização entre os líderes e o Ministério da Música. (Ver Testemunhos Seletos, vol.1, pág. 457.)

Sempre que possível, o ministro do louvor deve ocupar um lugar à plataforma, como um dos participantes no culto de adoração.

Devem ser estimulados grupos musicais que envolvam uma boa quantidade de pessoas. “Raras vezes deve o cântico ser entoado por uns poucos.” – Conselhos Sobre Saúde, pág. 481.
Deve haver um cuidado especial para não utilizar músicas que apenas agradem os sentidos, tenham ligação com o carismatismo, ou tenham predominância de ritmo.

V. Os Instrumentos

Os instrumentistas da igreja devem sempre ser estimulados a participar dos cultos de adoração, com instrumental ao vivo. Ellen White recomenda que o canto "seja acompanhado por instrumentos de música habilmente tocados. Não nos devemos opor ao uso de instrumentos musicais em nossa obra.” – Testimonies, vol. 9, pág. 143.

Deve haver muito cuidado ao serem usados instrumentos associados com a música popular e folclórica ou que necessitem de exagerada amplificação. Quando mal utilizados, concorrem para o enfraquecimento da mensagem da música.

O uso de play-backs deve ser uma alternativa para momentos especiais. Devem ser utilizados de modo equilibrado, sempre em apoio ao canto congregacional.

O instrumental deve ocupar seu papel de acompanhamento, dando prioridade à mensagem. “A voz humana que entoa a música de Deus vinda de um coração cheio de reconhecimento e ações de graças, é incomparavelmente mais aprazível a Ele do que a melodia de todos os instrumentos de música já inventados pelas mãos humanas.” – Evangelismo, pág. 506.

Deve ser priorizada por orquestras, bandas e outros grupos instrumentais a apresentação de músicas que estejam dentro das recomendações da igreja e que edifiquem seus ouvintes.

VI. As Produções Musicais

As produções musicais adventistas devem se caracterizar pelo destaque dado à nossa mensagem distintiva.

Compositores, arranjadores, produtores e arregimentadores devem priorizar, valorizar e trabalhar com músicos que estejam comprometidos com os princípios musicais da igreja.
As produções musicais das instituições adventistas devem ser paradigmas dos valores musicais da igreja.

Atenção e cuidado especial devem ser dados às produções vendidas nas lojas de propriedade da igreja, para que reflitam nossos valores musicais.

As músicas apresentadas nas rádios e TVs de propriedade da igreja devem refletir, também, nossos valores musicais. Elas possuem influência destacada, formam a cultura musical da igreja e se tornam uma referência musical da igreja para os ouvintes e telespectadores.

VII. A Educação Musical

Deve ser considerada a possibilidade de apoiar as crianças em seu treinamento musical a fim de preparar futuros músicos que possam servir à igreja. Este apoio poderá ser dado através de professores de música da própria igreja ou patrocinar aulas de música para algum interessado.

A música deve ser valorizada e bem trabalhada nos lares cristãos. A instrução e a formação de um saudável gosto musical devem começar cedo na vida das crianças. Os pais precisam conversar com os filhos, orientá-los e ser um modelo positivo para eles, escolhendo com sabedoria a música que será utilizada em casa.

A Educação Adventista deve estimular os alunos no aprendizado de instrumentos musicais, leitura de partituras e cântico vocal em corais ou grupos.

As apresentações musicais em todas as instituições educacionais adventistas do sétimo dia devem estar em harmonia com as diretrizes da igreja. Isso se aplica aos talentos locais como também a artistas e grupos visitantes. O mesmo se aplica para o uso da mídia de entretenimento (filmes e outros) patrocinada oficialmente pela instituição.

VIII. A Administração da Música na Igreja

Cada igreja deve ter sua comissão de música devidamente organizada e mantendo reuniões regulares. A administração do Ministério da Música não deve estar nas mãos de apenas uma pessoa.

Devem ser realizadas palestras, sermões, seminários ou festivais de louvor envolvendo cantores ou grupos e fortalecendo o envolvimento com a igreja e seus princípios musicais.

A liderança da igreja deve encorajar os membros a desenvolverem seus talentos musicais, estabelecendo um coral, quarteto, grupo musical, orquestra ou fortalecendo um talento individual.

A igreja deve, dentro do possível, procurar adquirir algum instrumento musical próprio para fortalecer o louvor e a formação musical.

A direção do Ministério da Música deve organizar e providenciar música especial e um responsável pelo louvor congregacional para todos os cultos da igreja.

A saída ou recebimento de grupos musicais ou cantores deve ser acompanhada de uma recomendação oficial da igreja da qual são membros. Essa atitude valoriza os bons músicos e traz segurança à igreja.

A música não deve ser motivo de discussões ou atitudes radicais. A busca pelo padrão divino deve ser guiada pelo amor e oração e não pela imposição.

IX. A Música no Evangelismo

Sempre que possível, uma apresentação musical deve conter uma mensagem bíblica, um apelo ou o oferecimento de um curso bíblico àqueles que ainda não sejam batizados, buscando levá-los a Jesus.

Grupos musicais e cantores devem buscar maneiras de atuar diretamente, e de forma sistemática, nas campanhas missionárias e evangelísticas da igreja, ou desenvolver seus próprios projetos para cumprir a missão.

X. A Música no Culto

A música deve ocupar um lugar tão especial quanto a oração e a mensagem da Bíblia, dentro do culto e da adoração a Deus. Ela é um sacrifício de louvor, um meio de promover o crescimento espiritual, de glorificar a Deus e dirigir o ouvinte a Ele.

A música especial ou o louvor congregacional deve estar em harmonia com a mensagem bíblica que será apresentada. Isso fortalece o seu impacto.

A música para o culto deve ter beleza, emoção e poder. (Ver Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 457.)

A música deve ser escolhida de maneira específica para cada ambiente, programa ou culto da igreja. "Os que fazem do cântico uma parte do culto divino, devem escolher hinos com música apropriada para a ocasião, não notas de funeral, porém melodias alegres e, todavia, solenes." – Evangelismo, pág. 508.

XI. A Equipe de Áudio e Vídeo

Deve trabalhar em parceria com o Ministério de Música no planejamento e organização do programa musical da igreja.

Mantém os princípios apresentados neste documento, especialmente no que diz respeito ao uso de materiais sonoros e visuais na adoração, louvor e liturgia.

Oferece apoio técnico aos cantores, músicos, grupos vocais e instrumentais, antes e durante as apresentações, visando à boa qualidade na adoração e louvor.

XII. Músicas Seculares

Os princípios de escolha musical devem servir tanto para a música “sacra” quanto para a “secular”. Em momento algum deixamos de ser filhos e filhas de Deus que buscam glorificá-Lo em todas as coisas. Escolhemos sempre e apenas o melhor.

A escolha da música “secular” deve ser caracterizada por um equilíbrio saudável nos elementos do ritmo, melodia e harmonia com uma letra que expresse ideais de alto valor.

Em programas especiais, dentro da igreja, tais como: cerimônias de casamento, cultos de ação de graças, seminários e outros, deve haver cuidado especial na escolha das músicas.

Conclusões

Vivemos um momento difícil em que cada vez mais as pessoas e as sociedades expressam sentimentos religiosos sem uma clara orientação cristã e bíblica. A música tornou-se uma questão fundamental que requer discernimento e decisão espirituais. Conseqüentemente, devemos fazer estas importantes perguntas enquanto buscamos fazer boas escolhas musicais:
A música que estamos ouvindo ou apresentando tem consistência moral e teológica tanto na letra como na melodia?

Qual a intenção que está por trás da música? Ela transmite uma mensagem positiva ou negativa? Glorifica a Deus (I Coríntios 10:31) e oferece o que é mais nobre e melhor (Filipenses 4:8)?
O propósito da música está sendo transmitido com eficácia? O músico está promovendo uma atmosfera de reverência? A letra e a música dizem a mesma coisa?


Estamos buscando a orientação do Espírito Santo na escolha da música religiosa e secular?

O conselho de Paulo é claro: “Cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento.” (I Coríntios 14:15). Não há dúvida de que a música é uma expressão artística, que toca os sentimentos. Isto nos leva a avaliar, escolher e produzir a música de maneira racional, tendo em vista o seu poder, e buscando cumprir o propósito de Deus para a edificação da igreja e a salvação do mundo.

Não podemos esquecer que “A música é de origem celestial. Há grande poder na música. Foi a música dos anjos que fez vibrar o coração dos pastores nas planícies de Belém e envolveu o mundo todo. É através da música que os nossos louvores se erguem Àquele que é a personificação da pureza e harmonia. É com música e cânticos de vitória que os redimidos finalmente tomarão posse da recompensa imortal.” – Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 335.


Leia Mais ►

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

É Melhor Namorar por Pouco Tempo e Casar Logo?

O velho ditado diz que a pressa é inimiga da perfeição. Quando o indivíduo casa muito rapidamente pode pensar que está casando por amor quando está casando por sentimento apenas.

É necessário tempo para que se conheçam e saibam se realmente essa é a pessoa ideal. A resposta correta, para nossa segurança, é não.

Falando sobre o tempo, alguns pensam em cinco, sete, dez anos de namoro para depois casarem. É claro que isto já está fora de propósito. Não é esse tempo, assim prolongado, o ideal. E também não há um tempo limitado; não há tempo mínimo nem máximo.

Jacó trabalhou durante sete anos antes de casar. Não podemos legislar quanto ao tempo. O segredo é ter maturidade e conhecerem bem um ao outro - o suficiente para poderem decidir se estão dando um passo certo ou não.

Sei de um rapaz que namorava há um bom número de anos porque não sabia se aquela era a pessoa ideal. Ele não tinha certeza se ela era a pessoa certa, mas também não estava certo de não ser. Indeciso, não casava e nem rompia o relacionamento. Precisei levá-lo a uma situação decisiva para que ele se manifestasse mais rápido. Até a moça já estava desistindo, porque parecia não haver interesse da parte dele, enquanto o rapaz só queria o “ideal”.

Se você espera que o relacionamento seja perfeito, para então se casar, você nunca se casará - e essa é a mais pura verdade.

O casamento não é uma escola onde você se diploma primeiro para depois se matricular. Você entra na escola – o casamento é uma escola – e o processo de conhecimento mútuo continua, só que mais amplo, muito mais complexo.

Não conheceremos todas as características do companheiro antes de nos casarmos, mas precisamos do mínimo de conhecimento para decidirmos com sabedoria se realmente queremos continuar a conhecer durante convivência comprometida em amar, adaptar e aceitar tudo o que ainda não conhecemos nessa pessoa.

O casamento é algo muito bom, é o estado civil ideal para pessoas adultas, maduras e decididas a assumir um compromisso para toda a vida.

PR. JOSÉ CARLOS EBLING
Doutor em Educação Religiosa e Aconselhamento Matrimonial pela Andrews University. Professor universitário e conselheiro matrimonial no UNASP - campus Engenheiro Coelho, SP. Autor dos livros : Namoro No Escuro, Mosaico Do Amor, Amigos Para Sempre, Sentido Único, Saúde No Relacionamento Familiar, Depressão : Você Não Está Sozinho, Perdas e Danos. Casado com Nair Ebling Coordenadora da Extensão Universitária do Unasp - Campus II e autora de diversos livros Didáticos publicados pela CPB.

Leia Mais ►

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

10 Motivos para a abstinência sexual


1. A pureza ajuda a ter uma boa comunicação com sua/seu namorada/o

Quando um casal de namorados vive a abstinência sexual, sua comunicação é boa porque não se concentram somente no prazer, mas na alegria de compartilhar pontos de vista e experiências; além disso, suas conversas são mais profundas. Pelo contrário, a intimidade física é uma forma fácil de se relacionar, mas ofusca outras formas de comunicação. É um modo de evitar o trabalho que supõe a verdadeira intimidade emocional, como falar de temas pessoais e profundos, além de conhecer as diferenças básicas que existem entre ambos.

2. Cresce o lado amistoso do relacionamento

A proximidade física pode provocar que os jovens pensem que estão emocionalmente próximos, quando na verdade não estão. Um relacionamento romântico consiste essencialmente em cultivar uma amizade e não há amizade sem conversação e sem compartilhar interesses. A conversação pessoal cria laços de amizade e ajuda um a descobrir o outro, a conhecer seus defeitos e qualidades. Alguns jovens se deixam levar por paixões e, depois, quando se conhecem em profundidade, se desencantam. Muitas vezes, nem sequer chegam a se conhecer porque não foram amigos, somente namorados com direitos.

3. Existe um melhor relacionamento com os pais de ambas as famílias

Quando o homem e a mulher se respeitam mutuamente, amadurece o carinho e melhora a amizade com os pais de ambos. Geralmente, os pais de família preferem que seus filhos solteiros vivam a continência sexual e se sentem mal quando sabem que eles estão sexualmente ativos, sem estar casados. Quando um casal sabe que deve esconder suas relações sexuais, cresce a culpa e o estresse. Os jovens que vivem a pureza se relacionam mais cordialmente com os próprios pais e com os pais da namorada/o.

4. As relações sexuais têm o poder de unir duas pessoas com força e podem prolongar uma relação pouco sã, baseada na atração física ou na necessidade de segurança.

Uma pessoa pode se sentir “presa” em um relacionamento do qual gostaria de sair porque – no fundo – não o deseja, mas não sabe como fazer. Uma pessoa casta pode romper com maior facilidade o vínculo afetivo que o ata ao outro, pois não houve uma intimidade tão poderosa no aspecto físico.

5. Estimula a generosidade contra o egoísmo

As relações sexuais durante o namoro convidam ao egoísmo e à própria satisfação, inclinam a sentir-se em concorrência com outras pessoas que podem chamar a atenção da namorada/o. Estimulam a insegurança e o egoísmo porque o fato de começar a entrar em intimidade convida a pedir mais e mais.

6. Há menos risco de abuso físico ou verbal

O sexo, fora do casamento, pode se associar à violência e a outras formas de abuso. Por exemplo, há duas vezes mais ocorrência de agressão física entre casais que convivem sem compromisso, do que entre pessoas casadas. Há menos ciúmes e menos egoísmo nos casais de namorados que vivem a pureza do que naqueles que se deixam levar pelas paixões.

7. Aumenta o repertório de modos de demonstrar afeto

Os namorados que vivem a abstinência encontram detalhes “novos” para demonstrar afeto, e contam com iniciativas e idéias para passar bem e demonstrar mutuamente seu carinho. O namoro se fortalece e eles têm mais oportunidades de se conhecer no que diz respeito à personalidade, costumes e maneira de manter um relacionamento.

8. Existem mais possibilidades de triunfar no casamento

As pesquisas têm demonstrado que os casais que já viveram juntos têm mais possibilidades de se divorciar do que os que não fizeram esta experiência.

9. Se você decidir terminar o namoro, doerá menos.

Os laços criados pela atividade sexual, por natureza, vinculam fortemente. Então, se houver uma ruptura, será mais intensa a dor produzida pela separação, devido aos vínculos estabelecidos. Quando não tiverem relações íntimas e decidirem se separar, o processo será menos doloroso.

10. Você se sentirá melhor como pessoa

Os adolescentes sexualmente ativos freqüentemente perdem a auto-estima e admitem viver com culpas. Quando decidem deixar de lado a intimidade física e viver castamente, sentem-se como novos e crescem como pessoas. Além disso, melhoram seu potencial intelectual, artístico e social. Com o sexo não se deve jogar. Quando alguém lhe pressionar (“Só te peço sexo uma vez e não insistirei mais”), uma boa resposta seria: “Isso é justamente o que me preocupa. Prefiro me conservar para alguém que vai me querer toda a minha vida”.


VINÍCIUS A. MIRANDA

Tecnólogo em Comércio Exterior, Teólogo (nível básico), Regional J.A, Líder Master de Jovens e primeira medalha de dedicação do Paraná. Casado com Juliana dos Reis Nogueira Miranda.

Editor geral do Blog Tinguiteen, Blog Esperança, Central de Diretores J.A., Portal J.A. e Colunista do Blog Ação J.A.
Leia Mais ►

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

A Verdadeira História do Papai Noel

Papai Noel, Santa Claus, Saint Nicholas, Peres Noel, Father Christmas, etc, são nomes do Papai Noel.

Vou contar a história verdadeira dele.

Em 300 d.C. viveu um garoto chamado Nicolas. Ele morava num pequeno país da Ásia Menor, chamado Lícia (Paulo já pregou em Lícia).

Os pais de Nicolas, muito ricos, morreram quando ele tinha 9 anos. Em vez de ficar infeliz, decidiu ajudar às crianças órfãs pobres.

Arrumava maneiras criativas de dar seus presentes, e de preferência à noite. O anonimato era para as pessoas darem glórias a Deus.

Quando era adolescente ficou sabendo que um homem pobre tinha 3 filhas, e não tinha dinheiro para o dote delas, que era dado pelo pai da noiva ao noivo. Uma das irmãs resolveu se doar como escrava para pagar o casamento das outras irmãs.

Quando Nicolas soube da história, ele pegou o dinheiro que aquela família precisava e colocou dentro de uma sacola e jogou pela janela da casa. E assim Nicolas ajudava as pessoas. Ele se tornou um bispo e vestia roupas vermelhas.

Depois da morte de Nicolas, as pessoas resolveram imitar suas boas obras e dar presentes aos pobres.

PR. YURI RAVEM
Mestre em teologia e pastor da Igreja Adventista em Pelotas - RS Casado com Andressa, mestre em educação.
Editor Associado do Blog Nisto Cremos e Editor do Blog Igreja Adventista de Pelotas
Leia Mais ►
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...