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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Enganos Satânicos dos Últimos Dias

“Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos”. Mat. 24:24

Você já estudou os sinais dos últimos dias e como estar alerta para a volta de Cristo. Hoje você vai conhecer os últimos enganos de Satanás.

No início do cristianismo a estratégia do inimigo de Deus era destruir o Seu povo pela força. Ele perseguiu a igreja por vários séculos, matando, prendendo e humilhando aqueles que escolhiam ser fiéis a Cristo.

Mas foi a partir do segundo século que o diabo logrou êxito na sua obra de enganar. Deixou a espada e usou de astúcia se infiltrando na igreja e misturando a verdade com o erro, como ele fez com Eva no primeiro engano.

A Liga Satânica

Hoje a estratégia permanece a mesma! Satanás procura ser o dirigente do mundo cristão, e infelizmente está conseguindo, e sabemos que ele conseguirá unir em um só objetivo a igreja romana, os evangélicos e o espiritismo.

O domingo e a imortalidade da alma são as doutrinas que produzem a liga entre essas religiões, que unidas tentarão destruir à espada os fiéis aos mandamentos de Deus.

“Mediante os dois grandes erros - a imortalidade da alma e a santidade do domingo - Satanás há de enredar o povo em suas malhas. Enquanto o primeiro lança o fundamento do espiritismo, o último cria um laço de simpatia com Roma”. EF, 137.

Personificação dos Mortos

Mediante a falsa compreensão do estado dos mortos, os anjos caídos enganarão a muitos, até mesmo entre os que se dizem fiéis a Deus. Eles fingirão ser aqueles que já morreram!

É necessária uma clara compreensão deste assunto e plena confiança na Palavra de Deus, “pois os espíritos de demônios lhes aparecerão, pretendendo ser amigos e parentes amados, os quais lhes declararão que o sábado foi mudado, bem como outras doutrinas não escriturísticas”. EF, 136.

Os demônios são conhecedores da vida dos seres humanos, e por isso, eles relatam fatos íntimos e demonstram conhecimento de assuntos pessoais, facilitando o engano.

Como você já sabe, nossa única salvaguarda é a Bíblia. Creia incondicionalmente nela!

Falsos Reavivamentos

Satanás tem sido o líder de muitas denominações cristãs. Ele está produzindo falsos reavivamentos onde os milagres são mais importantes do que as verdades bíblicas. O que Deus revelou sobre isso no Espírito de Profecia já está se cumprindo no Pentecostalismo e Carismatismo: “Efetuarão maravilhosos prodígios de cura, afirmando terem recebido do Céu revelações que contradizem o testemunho das Escrituras”. EF, 137.

O dom de profecia também tem sido distorcido nas igrejas hoje. Profetizar passou significar revelação de pecados ocultos e meras previsões futuras. Da mesma forma que o diabo enganou a Saul, revelando seus pecados e “profetizando” sua derrota e morte (ISam. 28:17 a 19), ele o faz hoje para enganar. Não que ele tenha a capacidade de conhecer o futuro, mas usa sua experiência milenar e deduções lógicas.

Cultos barulhentos são parte dos enganos satânicos. O sentimentalismo suplanta os princípios da verdade bíblica. A atuação do Espírito Santo é confundida com o êxtase emocional e sensações estranhas mediante ao falso falar em línguas.

O fanatismo, a exaltação, o falso falar línguas e os cultos ruidosos, têm sido considerados dons postos na igreja por Deus. O fanatismo e o ruído têm sido considerados indícios especiais de fé. Algumas pessoas não se satisfazem com uma reunião, a menos que experimentem momentos de poder e de gozo. EF, 139.

Prodígios

Os anjos caídos aparecerão na terra com humanos para enganar. Eles atuarão entre os crentes para contradizer as verdades da Bíblia e os ensinos dos mensageiros divinos.

Eles se farão presentes em nossas reuniões e cultos para atrapalhar a ação do Espírito Santo.
Mas os anjos de Deus também estarão entre nós, para proteger àqueles que se posicionaram ao lado de Jesus.

Que maravilha saber disso! Deus nunca desampara Seus amados, ainda que pareça assim, Ele sempre surpreende aos que O amam e guardam Seus mandamentos.

O Maior de Todos os Enganos

O último e o maior de todos os enganos de Satanás será a personificação do próprio Jesus Cristo.

Desde já o terreno para esta contrafação está sendo preparado, pois quase todas as igrejas cristãs não acreditam mais na segunda vinda literal de Cristo nas nuvens do céu, mas em um arrebatamento secreto, sem a presença do Salvador, ou em manifestações espirituais.

Outro fator que ajudará neste engano é a ênfase em sinais e milagres que suplantam a autoridade Bíblica.

Será neste ambiente que o Diabo simulará a volta de Jesus, aparecendo como um ser majestoso, com a aparência e características de Cristo, com uma glória sobrenatural nunca vista antes.

O povo se prostra em adoração diante dele, enquanto este ergue as mãos e sobre eles pronuncia uma bênção, assim como Cristo abençoava Seus discípulos quando aqui na Terra esteve. Sua voz é meiga e branda, cheia de melodia... cura as moléstias do povo, e então, em seu pretenso caráter de Cristo, alega ter mudado o sábado para o domingo, ordenando a todos que santifiquem o dia que ele abençoou. GC, 624.

Que descrição incrível! Mas somente aqueles que não fizeram da Bíblia sua fonte de verdade serão enganados.

Mas não pára por aí! Ele tenta iludir os fiéis como sendo a resposta de suas orações, ou seja, a libertação final do pecado e a salvação tão almejada.

Não devemos colocar os sinais e milagres acima da Palavra de Deus. Quem assim o fizer será enganado certamente. É com esta artimanha que o diabo vai enredar a muitos.

Hoje já vemos manifestações de curas e milagres em muitas igrejas que pisam os mandamentos de Deus. Não devemos no esquecer que o inimigo tem poder para deixar uma pessoa doente e depois curá-la! Tem poder para tomar a mente de alguém e depois simular um exorcismo!
Mas não precisamos ficar temerosos! É muito fácil saber quem é o verdadeiro Jesus, basta confiar na Palavra de Jesus e o que Ele nos deixou escrito. Veja só este quadro:

Cristo - Falso Cristo

Virá nas nuvens - Aparições na terra
Virá com todos os anjos - Sozinho ou com poucos anjos caídos
Aparição universal e gloriosa - Aparições limitadas
Visto simultaneamente por todos - Visto somente por alguns
Não toca a Terra - Toca a Terra
Ressuscita os mortos salvos - Não há ressurreição
Não opera curas e milagres individuais - Operação de milagres e curas
Não muda Sua lei - Alega ter mudado o sábado
Destrói os ímpios - Não há destruição

É hora de fidelidade incondicional a Cristo! Quem não consegue ser fiel hoje nas pequenas situações relacionadas com a guarda do sábado, dízimos, alimentação, uso de jóias e conduta realmente cristã, com certeza será facilmente levado a adorar a Satanás.

Cuidado com o falso cristianismo! Freqüentar a igreja e ser membro regular não é garantia de salvação.

“O mais forte baluarte do vício em nosso mundo não é a vida iníqua do pecador declarado ou do degradado proscrito; é a vida que parece virtuosa, honrada e nobre, mas em que se alimenta um pecado ou se acaricia um vício. Gênio, talento, simpatia, mesmo ações generosas e benévolas, podem assim tornar-se engodos de Satanás para levar almas ao precipício da ruína”. EF, 135 e 136.

Hoje Jesus te convida a ter um relacionamento íntimo com Ele. Confesse seus pecados a Cristo!
Reconheça se você está se iludindo com uma falsa aparência de Cristão! O que seus filhos, cônjuge, colegas de trabalho ou escola e vizinhos pensam do seu cristianismo? Você revela a imagem de Jesus para Eles? Eles vêem em você a personificação de Cristo?
Vamos orar por este ideal! E quando a prova final chegar seremos fiéis até perante a morte.
Pr. Yuri Ravem
Mestre em teologia e pastor da Igreja Adventista em Pelotas - RS Casado com Andressa, mestre em educação.
Editor Associado do Blog Nisto Cremos e Editor do Blog Igreja Adventista de Pelotas
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terça-feira, 25 de novembro de 2008

Pessoas felizes vêem menos TV e lêem mais jornal

As pessoas felizes passam muito tempo em atividades sociais, na igreja ou lendo jornais - mas não dedicam muito tempo à televisão, constatou um novo estudo publicado pela Social Indicators Research.

Assistir televisão é algo que pessoas infelizes fazem. Ainda que os indivíduos que se descrevem como felizes digam apreciar televisão, essa é a única atividade que praticam com freqüência menor que as pessoas infelizes, disse John Robinson, professor de sociologia na Universidade de Maryland e autor do estudo.

Embora a maior parte dos estudos de grande porte sobre a felicidade tenha se concentrado nas características demográficas - fatores como idade e situação matrimonial -, Robinson e seus colegas tentaram identificar que atividades as pessoas felizes preferem realizar.

O estudo se baseia primordialmente nas respostas de 45 mil norte-americanos que foram recolhidas pela Pesquisa Social Geral da Universidade de Chicago ao longo de 35 anos, e em estudos sobre “diários de tempo” nos quais os participantes do estudo registram suas atividades cotidianas.

“Nós consideramos entre oito e 10 atividades às quais as pessoas felizes se dedicam, e, para cada uma delas, constatamos que as pessoas que as fazem com mais freqüência - visitas a amigos, ir à igreja, coisas como essa - são as mais felizes”, ele disse. “Já assistir televisão era a única atividade para a qual a correlação era negativa. As pessoas infelizes assistem mais TV do que as felizes”.

Mas os pesquisadores não foram capazes de determinar se pessoas infelizes assistem mais TV ou se assistir mais TV torna as pessoas infelizes. “Não sei se desligar o televisor tornaria alguém mais feliz”, disse Robinson. Mas ele ainda assim acredita que os dados comprovem que as pessoas que assistem mais televisão são as menos felizes, em longo prazo.

Já que o maior fator para prever o tempo dedicado a assistir televisão é se uma pessoa trabalha ou não, acrescentou Robinson, é possível que uma alta no desemprego leve as pessoas a passar mais tempo diante de seus televisores.

(Fonte: Terra)

Nota:

O investimento correto do uso do tempo é imprescindível para a felicidade. Principalmente se dedicado a Deus e sua obra.

Fico imaginando como milhares de pessoas conseguem passar 8 horas na frente de um televisor. Vale lembrar que a televisão informa, mas também deforma. A maioria dos programas oferecidos pelos canais de TV aberto não são educativos, pois seu objetivo é entreter, vender idéias e produtos e manipular o comportamento das pessoas.

Essa pesquisa não acrescentou uma nova idéia, mas confirmou aquilo que já sabíamos.
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O Membro Itinerante

Em cidades com mais de uma igreja, existe uma forte tendência a existir um grupo de membros itinerantes, que a cada culto buscam uma congregação diferente. Num artigo interessante da Adventist Review, foram apresentados os problemas daqueles que não tem o hábito de freqüentar sempre a mesma igreja, com uma pitada de imaginação:



1. Relacionamentos não são desenvolvidos: Já que a pessoa nem sempre está ali para conhecer e ser conhecida, poucos relacionamentos são desenvolvidos.


2. Falta de responsabilidade: Não dão satisfação da sua vida espiritual para ninguém. Essa é uma parte importante do desenvolvimento espiritual. Os membros itinerantes não criam vínculo com nenhuma igreja. Não fazem parte de um grupo e nem conhecem o nome das pessoas. Por mais que muitas pessoas não entendam a significância disso, é importante que os demais membros da família espiritual "monitorem" o crescimento e desenvolvimento espiritual uns dos outros.

3. Dons espirituais não desenvolvidos: Nessas circunstâncias raramente o membro coloca os seus dons à disposição da igreja. Na verdade, alguns dons ficam escondidos. Dons que poderiam ser ferramentas poderosas nas mãos de Deus.

4. Dificuldade em encontrar um parceiro: Acredite ou não, o membro itinerante tem mais dificuldade de encontrar um parceiro ou parceira. Os itinerantes não chegam a conhecer todos os membros da igreja porque estão se movendo muito rapidamente.

5. Jesus deu o exemplo: Jerusalém provavelmente dava a oportunidade de visitar sinagogas, mas Jesus deu o exemplo. Ele provavelmente chegava para os cultos um pouco antes do início, juntamente com amigos, e se prontificava a ajudar. Ele conhecia as outras pessoas da congregação e participava com eles a cada sábado. Após o culto, eles comiam juntos e conversavam.

Conselho final: Tente permanecer na igreja de sua preferência, sábado após sábado, durante todo o ano. Em vez de buscar uma bênção, seja uma!



Leia o artigo inteiro de Benjamin J. Baker.



PR. MARCELO DIAS

Professor no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Pastor do distrito do Parque dos Trabalhadores da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Estudou teologia no Brasil e Administração nos EUA. Completou o MBA na Califórnia e cursa o Mestrado em Teologia em São Paulo. É casado com Ana Cláudia V. Mainer.

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O Ministério Cibernético

O Instituto Jetro recentemente chamou a atenção para um artigo intitulado "Porque inovar é um ministério" de José Granado Garcia Filho. Com uma linguagem "tecnológica", o autor fala sobre como a igreja também deve fazer parte dessa nova realidade.


"Grandes inovações surgem não somente para superar uma dificuldade, mas geralmente são criadas a partir dela. A história e a Bíblia nos mostram que, durante os séculos, o Cristianismo institucionalizado tem sido confrontado com novos desafios todos os dias que, na maioria das vezes, são vencidos com mudanças."

"Logo após a ascensão de Jesus, encontramos os discípulos com uma grande dificuldade a ser vencida: sem a presença do Mestre, que continuamente lhes ensinava lições práticas e os instruía como agir, eram eles agora que deveriam dar conta de estabelecer os fundamentos da Igreja do Senhor. Como fazer isso?"

Dilema atualizado
"O tech way of life dos dias atuais pode assustar os ministros evangélicos. Afinal, como lidar com audiências virtuais - cada vez maiores - que buscam informações atualizadas continuamente, tem na imagem sua principal referência de informação e exigem o direito à interatividade?"

"Não se trata de mudar a mensagem da cruz. Mesmo porque a Palavra de Deus e Seus princípios nunca mudam. O que pode – e deve - mudar são as formas de apresentá-los. A Igreja do Senhor não deve se abster de usar as novas tecnologias para obter um nível de influência muito maior do que já possui."

Igreja 2.0
"Imagine uma comunidade oficial para os jovens da Igreja no Orkut. Quantos sinais e dicas daqueles que precisam de ajuda você conseguiria pegar através dos recados postados ali? E ainda: quantos adolescentes e jovens não gostariam de fazer parte de uma igreja dessas?"

"Quantos testemunhos não são dados no púlpito porque o horário do culto é apertado? Experimente gravá-los em áudio ou vídeo e disponibiliza-los no site da igreja. Não só os membros, mas pessoas de todas as parte do mundo poderão ser abençoadas."

"Para que esperar as reuniões para recolher os pedidos de oração do povo? Recolha-os 24 horas através de um formulário padrão via e-mail."

"A igreja é muito numerosa e os membros não conseguem se comunicar com o pastor principal? É hora – aliás, já passou – do pastor ter um blog para fortalecer a visão da Igreja e sentir o pulso do povo através dos recados que eles deixarão. E olha que não serão poucos."

"Não dá pra deixar de falar da transmissão online de cultos e de aulas, que já é uma realidade em muitas igrejas, mas ainda precisa ser muito aprimorada."


"Rádios via Web são um tesouro pouco explorado que podem, a curto e médio prazo, trazer novos membros para a Igreja. Aliás, você sabia que 85% das pessoas que vão conhecer uma igreja nos Estados Unidos visitam antes o site dessa igreja?"

"As pessoas escolhidas para trabalhar nesse Ministério devem ser 100% identificadas com a visão da Igreja, fiéis aos pastores, conhecedoras da Palavra, com muita disposição para trabalhar, criativas, madrugadoras e, acima de tudo, devem amar servir nessa nova frente."

O artigo sugere os seguintes sites:


www.collidemagazine.com
http://thedigitalsanctuary.org
www.worshiphousemedia.com
http://church20.blogspot.com
http://faithvisuals.com


PR. MARCELO DIAS

Professor no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Pastor do distrito do Parque dos Trabalhadores da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Estudou teologia no Brasil e Administração nos EUA. Completou o MBA na Califórnia e cursa o Mestrado em Teologia em São Paulo. É casado com Ana Cláudia V. Mainer.

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Sutiã para homens vira sucesso no Japão

Quem disse que sutiãs são apenas para mulheres? No Japão, um dos produtos mais vendidos em uma loja on-line de lingeries é o sutiã para homens. A Wishroom foi inaugurada há duas semanas no “shopping virtual” Rakuten, e já vendeu mais de 300 sutiãs masculinos, ao preço de US$ 30 cada (2.800 yens). A loja também vende calcinhas para homens, além das lingeries tradicionais para mulheres.

“Eu gosto dessa sensação”, diz Masayuki Tsuchiya, representante da loja, enquanto exibe o sutiã masculino, que pode ser vestido discretamente sob a roupa.

Akiko Okunomiya, diretora-executiva da Wishroom, diz que está surpresa com a intensa procura pelo sutiã masculino.

“Cada vez mais homens estão se interessando pelo sutiã. Desde que lançamos o produto, recebemos mensagens dos clientes dizendo que esperavam por isso há muito tempo”, diz ela. ...

(G1 Notícias)
http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL871929-6091,00.html

Nota: Dizem que mulheres que gostam de usar cueca já é algo até comum, mas essa agora... Isso evidencia mais uma vez a inversão de papéis na sociedade moderna. Masculinidade e feminilidade estão sendo ofuscadas sob a bandeira da “igualdade” sexual. É verdade que temos que lutar pelos direitos de ambos os sexos e deixar claro que Deus criou homem e mulher em pé de igualdade, para serem companheiros e viverem numa relação de respeito e mútua submissão. Mas também é certo que foi Deus quem criou as abençoadas diferenças de gênero a fim de que homem e mulher se complementem numa relação de união física, mental e emocional. O que foge disso não traz a satisfação e felicidade genuínas.[MB]

Aliás, falando em diferenças, leia também o artigo “Matrimônio à Bangu”, de José Inácio Werneck.


MICHELSON BORGES
É jornalista, mestrando em Teologia pelo Unasp e membro da Sociedade Criacionista Brasileira . É editor na Casa Publicadora Brasileira e autor dos livros /A História da Vida / e /Por Que Creio / (sobre criacionismo), /Nos Bastidores da Mídia / e da Série Grandes Impérios e Civilizações, composta de seis volumes. Casado com Débora Tatiane, tem duas filhas.
Editor do Blog Criacionismo
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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Por Que Deus Permitiu que a Carne Fosse Usada como Alimento?

Não é necessário dizer que a carne não é o alimento ideal e o melhor seria deixarmos deste tipo de alimento, todavia ainda o vegetarianismo é pouco praticado no meio adventista.

Meu objetivo aqui é mostrar uma confirmação científica daquilo que Deus já revelou no passado através de Ellen White e explicar por que Deus permitiu este alimento, se depois, viria a proibi-lo a Seu povo.

Se a carne não serve como alimento por que Deus permitiu que ela fosse usada para esse fim após o dilúvio? E por que Deus mandou carne para o povo de Israel no deserto? A carne é prejudicial? Deve ser substituída?

Entendendo que você é um adventista (ou amigo da igreja) e crê que o Espírito de Profecia é inspirado, normativo e autoritativo, vou usá-lo de forma direta para essas respostas.
Fique tranqüilo! Não vou afirmar que quem come carne não vai para o Céu ou se perder! Também não quero ser mais um feroz vegetariano que “devora” o próximo. Mas por favor, saiba os porquês e as conseqüências deste hábito, para poder tomar decisões sábias.

Por que Deus permitiu que após o dilúvio o homem comesse carne se esse não é um bom alimento?

Muitos de nós pensamos que Deus permitiu a carne como alimento por causa da destruição dos vegetais pelas águas do dilúvio. Mas pasmem, não foi esse o motivo, muito pelo contrário, assim como os vegetais foram destruídos, os animais também foram, e a recuperação da vida vegetal é muito mais rápida do que a animal. Note também que os animais limpos que entraram em 7 pares, foram usados nos sacrifícios após o dilúvio (Gn. 8:20). Leia com atenção o motivo nas palavras inspiradas:

“E permitiu Ele que aquela raça de gente longeva comesse alimento animal, a fim de abreviar sua vida pecaminosa. Logo após o dilúvio o gênero humano começou a decrescer rapidamente em tamanho, e na extensão dos anos”. Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p. 373

Abreviar a vida do ser humano! Esse foi o motivo.

O ser humano vivia muitos anos, quase um milênio, e a maldade estava se acumulando. Imagine homens maldosos vivendo quase mil anos? Imagine com essa longevidade Nero, Herodes, Hitler, etc.

Para reduzir a vida do ser humano para 120 anos, segundo Gênesis 6:3, Deus alterou as condições de vida na Terra após o dilúvio, e a alimentação cárnea foi uma das mudanças para abreviar a vida do homem.

Por que Deus mandou carne para o povo de Israel no deserto se esse alimento não é bom?

“Escolhendo a comida do homem, no Éden, mostrou o Senhor qual era o melhor regime; na escolha feita para Israel, ensinou Ele a mesma lição. Tirou os israelitas do Egito, e empreendeu educá-los, a fim de serem um povo para Sua possessão própria. Desejava, por intermédio deles, abençoar e ensinar o mundo inteiro.

Proveu-lhes o alimento mais adaptado ao Seu desígnio; não carne, mas o maná, "o pão do Céu". João 6:31. Foi unicamente devido a seu descontentamento e murmuração em torno das panelas de carne do Egito, que lhes foi concedido alimento cárneo, e isto apenas por pouco tempo. Seu uso trouxe doença e morte a milhares. Todavia a restrição a um regime sem carne não foi nunca aceita de coração. Continuou a ser causa de descontentamento e murmuração, franca ou secreta, e não ficou permanente”. Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 374

A Carne e a Moral

“Os males morais do regime cárneo não são menos assinalados do que os físicos. A comida de carne é prejudicial à saúde, e seja o que for que afete ao corpo, tem seu efeito correspondente na mente e na alma. Pensai na crueldade que o regime cárneo envolve para com os animais, e seus efeitos sobre os que a infligem e nos que a observam. Como isso destrói a ternura com que devemos considerar as criaturas de Deus!” A Ciência do Bom Viver, pág. 315.

A Carne e as Doenças

Segundo os textos inspirados, a alimentação cárnea é causa de doenças e debilidades:

“O uso comum de carne de animais mortos tem tido influência deteriorante sobre a moral, bem como na constituição física. A má saúde, em uma variedade de formas, caso fosse rastreada até à causa, mostraria o seguro resultado da alimentação cárnea”. Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 383.

A Carne e o Câncer

“Os que usam carne menosprezam todas as advertências que Deus tem dado relativamente a esta questão. Não possuem nenhuma prova de estar andando em caminhos seguros. Não têm a mínima desculpa quanto a comer a carne de animais mortos. A maldição de Deus repousa sobre a criação animal. Muitas vezes, ao ser comida, a carne deteriora-se no estômago, e cria doença. Câncer, tumores e doenças do pulmão são em grande escala produzidos por comer carne”. Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 383

E para você que não crê no Espírito de Profecia, a ciência secular confirma a relação da carne com as doenças e o câncer. Note esta citação:

“La carne roja. Cuando se consume con una superficie quemada puede ser un factor de riesgo independiente para la neoplasia colorrectal benigna y maligna. (A carne vermelha. Quando comemos com a superfície queimada, pode aumentar o risco de ser afetado por tumor coloretal benigno ou maligno.)

“Los vegetales y las frutas. Contienen una amplia cantidad de substancias potencialmente anticarcinogénicas que pueden funcionar a través de uno o varios mecanismos independientes o codependientes. En general, el consumo de vegetales ha sido uno de los predictores más consistentes para reducir el riesgo de cáncer colorrectal” (Os vegetais e as frutas. Contém uma ampla quantidade de substâncias anti-cancerígenas que podem funcionar por meio de um ou vários mecanismos independentes ou co-dependentes. Em geral, o consumo de vegetais tem sido um dos mais eficientes precursores para reduzir o risco de câncer coloretal). (María T. Galiano de Sánchez. Revista Colombiana de GastroenterologiaPrint ISSN 0120-9957. Rev Col Gastroenterol vol.20 no.1 Bogotá Mar. 2005. Cáncer colorrectal)

A Carne deve ser substituída?

Muitos nutricionistas afirmam que não podemos deixar a carne como fonte de proteína sem substituí-la cuidadosamente. Outros até dizem que os vegetarianos tendem a ficar fracos e anêmicos. Parece que a história de Daniel e seus amigos se repete hoje!

Daniel e seus amigos provaram que os vegetais são suficientes para uma boa nutrição, e por favor, você não acha que Deus, que nos criou, errou ao designar a alimentação vegetariana como a ideal desde o princípio?!

A carne não precisa ser substituída! O problema real é o mesmo de Israel quando saiu do Egito, o gosto pela carne! Não deixamos a carne por causa das suas “proteínas”, mas pelo sabor e seu efeito estimulante!

Conclusão:

Agora você já tem algumas informações importantes sobre a alimentação da carne. Não seja radical! Aplique essas informações para si mesmo. O exemplo vale mais que mil sermões!

Por favor, não ignore essas recomendações! É triste ver amigos adventistas sofrendo por doenças causadas pela alimentação errada. Não tenha medo de fazer o certo, e vamos nos unir para crescermos neste aspecto do evangelho.

“Tem-me sido repetidamente mostrado que Deus está procurando levar-nos de volta, passo a passo, a Seu desígnio original - que o homem subsista com os produtos naturais da terra”. Conselhos Sobre Saúde, pág. 450.

“É para o bem deles próprios que o Senhor aconselha a igreja remanescente a rejeitar o uso de alimentos cárneos, chá, café e outros alimentos nocivos. Há quantidade de outras coisas de que nos podemos alimentar, as quais são benéficas e boas”. Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 381

PR. YURI RAVEM
Mestre em teologia e pastor da Igreja Adventista em Pelotas - RS Casado com Andressa, mestre em educação.
Editor Associado do Blog Nisto Cremos e Editor do Blog Igreja Adventista de Pelotas
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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Pesquisa: Adventistas Vegetarianos Vivem Mais

Reportagem publicada em 24.02.2008 no site do Fantástico, Programa da Rede Globo de TV.

Conheça os segredos para uma vida mais longa e saudável

Viver mais e melhor, este é o sonho de qualquer um. Novas pesquisas mostram como é possível levar uma vida saudável por muito tempo.

É só olhar para qualquer grupo de idosos: há sempre mais mulheres do que homens. É uma vantagem genética das mulheres, diz a ciência, que, no entanto, tem boas notícias para os homens.

“A genética representa de 25% a 30% dos fatores que interferem na longevidade. Isso deixa 70% que podem ser modificados”, diz a doutora Laurel Yates.

A médica chefiou uma equipe de pesquisadores de um hospital em Boston e, durante 25 anos, acompanhou a vida de 2,3 mil homens. O hospital não permite imagens deles, mas informa que todos tinham mais de 70 anos quando o estudo começou, em 1981.

Ao todo, 970 ainda estão vivos, têm mais de 90 anos e estão bem de saúde. O mais velho está com 104 anos. A doutora Yates explica que há cinco fatores que fazem viver mais.

“Não fumar, não ser obeso, não ter diabetes ou pressão alta e seguir um programa rigoroso de exercícios físicos, duas ou três vezes por semana”, enumera.

Entre esses fatores, há algum mais importante? “Fumar é a pior coisa, porque dobra o risco de não viver por um longo tempo. Além de não fumar, a melhor coisa que se pode fazer é se exercitar, porque a atividade física tem reflexo nos outros fatores: ajuda a melhorar a pressão sangüínea, ajuda a controlar a diabetes e, certamente, contribui para manter o peso”, acrescenta a doutora Yates.

Segundo a pesquisa, os homens que fazem exercício têm de 20% a 30% mais chances de passar dos 90 anos do que aqueles que não têm nenhuma atividade física. E será que há uma época certa na vida para começar a se cuidar?

“Nunca se é jovem demais e nunca é tarde demais. Devemos começar o mais cedo possível. O estudo mostrou homens que começaram a ter bons hábitos depois dos setenta e foram beneficiados. Eles também viveram mais e tiveram mais qualidade de vida”, explica a doutora.

Sempre foi um sonho da humanidade: viver mais e melhor, descobrir a fonte da juventude. Isso, de certo modo, já acontece. Em três lugares do mundo, o relógio biológico de seus habitantes demora mais a dar voltas.

A província de Okinawa, no Japão, tem uma população de um milhão de pessoas. Novecentas delas já passaram dos 100 anos. Para se ter uma idéia de como esse número é alto, confira a comparação com São Luís, a cidade brasileira com mais centenários. A capital maranhense tem aproximadamente a mesma população, quase um milhão de habitantes. Mas apenas 114 velhinhos já completaram um século de vida. A província japonesa tem oito vezes mais.

Sardenha, na Itália, é outra ilha de longevidade, assim como Loma Linda, na Califórnia, Estados Unidos. O fenômeno comum aos três lugares intriga os cientistas. Um pesquisador passou os últimos 30 anos tentando decifrar por que os moradores de Okinawa envelhecem de forma tão saudável. As respostas já começaram a surgir.

Uma das explicações está em um mercado, onde a população se abastece. A dieta do arco-íris tem como base a batata doce de cor púrpura, cenouras e vegetais verde-escuros e amarelos. A comida de Okinawa é antioxidante, desacelera o envelhecimento das células.

“Os moradores de Okinawa consomem mais tofu e produtos de soja do que qualquer outra população do mundo”, destaca o pesquisador.

Mas o que os velhinhos de Okinawa não comem também pode explicar sua longevidade. Em um dia típico, Matsu só consome cerca de 1,2 mil calorias. De acordo com a ONU, o mínimo para um adulto deveria ser duas mil calorias. Os médicos ainda investigam por que essa restrição calórica tem ajudado o povo de Okinawa a viver mais.

Na Sardenha é bem diferente. Os moradores de Ovodda, como bons italianos, não fazem restrições a qualquer tipo de carne ou bebida. Nem por isso a vida tem sido pior ou mais curta. Lá, a explicação é genética.

A família Vacca convive com um exemplo dentro de casa. Maria tem 104 anos.

“De um ponto de vista genético, quando isso acontece, existe uma probabilidade maior de haver doenças congênitas. Mas, por aqui, surgiram resultados positivos, como este grande número de centenários”, aponta o professor Luca Deiana.

Na cidade americana de Loma Linda, a fonte da juventude é especialmente generosa com os fiéis da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Eles vivem de cinco a dez anos mais que o resto da população. Adventistas não bebem, não fumam e seguem a dieta vegetariana recomendada pela igreja.

O cientista Gary Fraser arrisca um palpite: “Pessoas que vão à igreja regularmente, independentemente da fé que praticam, vivem mais, não há dúvidas quanto a isso. E isso não se deve ao fato de se sentarem nos bancos duros dos templos”.

Amostras de sangue e saliva comprovam: os fiéis têm níveis mais baixos de hormônios relacionados ao estresse. Aliás, esta é a característica comum às três comunidades: por circunstâncias diversas, todos aprenderam a controlar a ansiedade. A fórmula para uma vida longa talvez seja essa: não levá-la tão a sério.

Assista a reportagem do SBT sobre a logenvidade adventista no link abaixo:

http://br.youtube.com/watch?v=cMlTd1uVooo

Por que não estamos vivendo, na grande maioria, a mensagem da reforma de saúde? Será que dados como esse não são suficientes para nos alertar daquilo que Deus já nos revelou a mais de cem anos por Ellen G. White? Pense e tome sua decisão!!!

PR. YURI RAVEM
Mestre em teologia e pastor da Igreja Adventista em Pelotas - RS Casado com Andressa, mestre em educação.
Editor Associado do Blog Nisto Cremos e Editor do Blog Igreja Adventista de Pelotas
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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Traga-me os Livros!

Quando fazia faculdade, nos tempos de agruras e privações materiais, eu lembro bem que, muitas vezes, “namorava” os livros nas estantes das livrarias de São Paulo e, depois, me conformava lendo alguns deles na Biblioteca do IAE – sonhando com o dia em que teria o meu acervo pessoal de bons livros.

Hoje, posso dizer que disponho de uma excelente biblioteca particular. O que falta mesmo é espaço para mais estantes, já que todas estão abarrotadas e há pilhas de livros ainda à espera de um lugarzinho especial (Esta semana chegaram mais de 70, entre os novos da CPB e de outras editoras) entre os “pares”.

Graças a Deus, disponho de recursos para adquirir todos aqueles que me interessam entre os que são lançados todos os dias. No entanto, uma coisa não arrefeceu em mim com o passar do tempo: o amor pelos livros e a paixão pela leitura. De modo particular, associo o estudo da Bíblia e de outros bons livros não apenas à cultura da informação, desenvolvimento do intelecto, mas, acima de tudo, à nutrição e crescimento espiritual.

“Que outros se jactem das páginas que escreveram; a mim me orgulham as que tenho lido”, afirma Jorge Luis Borges. Concordo plenamente com o maior escritor argentino de todos os tempos – alvo de uma das maiores injustiças dos organizadores do Prêmio Nobel, ao ser preterido para o Nobel de Literatura – a leitura é um prazer raro. Ler um bom livro é como degustar um fino manjar, uma comida deliciosa.

Concordo ainda com Francis Bacon, quando diz: “Alguns livros são para serem degustados, outros para serem engolidos, e alguns poucos para serem mastigados e digeridos. A leitura torna o homem completo, as preleções dão a ele prontidão, e a escrita torna-o exato”; mas, não vem deles e nem de centenas de outros escritores, filósofos e pensadores “a mais perfeita tradução” dos meus sentimentos e impressões mais sublimes sobre o sagrado exercício da leitura. Ela vem, ou melhor, encontra eco, nas palavras do pastor evangélico e escritor John Piper:

“Digo-lhes que meu principal sustento espiritual vem do Espírito Santo por meio da leitura. Por conseguinte, ler é mais importante para mim do que comer. Se eu ficasse cego, pagaria a alguém a fim de que lesse para mim. Tentaria aprender braile. Compraria livros gravados em fitas cassetes. Preferiria viver sem comida a viver sem livros”.

É impossível exagerar a importância da boa leitura, o valor dos bons livros que saem do prelo da CPB, Ados, Fiel, Vida, Mundo Cristão e tantas outras boas editoras. Daniel Webster disse:

“Se livros religiosos não circularem amplamente entre as massas, neste país, não sei o que nos tornaremos como nação. Se a verdade não for difundida, o erro o será. Se Deus e Sua Palavra não forem conhecidos e recebidos, o diabo e suas obras ganharão ascendência. Se os livros evangélicos não alcançarem cada vilarejo, as páginas de literatura corrupta e licenciosa alcançarão”.

A minha manutenção financeira nos quatro anos de Teologia foi assegurada pela venda de livros da Casa Publicadora Brasileira – a chamada “Colportagem”. Certamente, os valentes “Ministros da Página Impressa”, da mesma forma que aconteceu comigo ao ler a citação acima, se vêem nas palavras de Webster; eles fazem um trabalho tão elevado de transformação de vidas que em nada pode ser posto como inferior ao dos pastores e educadores cristãos.

Retomando os trilhos das minhas reflexões pessoais sobre a importância da leitura, faço uso novamente das palavras de John Piper:

“A Igreja primitiva foi estabelecida pelos escritos dos apóstolos, bem como pela pregação deles. Deus resolveu enviar Sua Palavra Viva ao mundo por trinta anos, e Sua Palavra escrita, por dois mil anos. Pense sobre a intenção que estava por trás desta resolução divina. As pessoas, em cada geração, seriam dependentes daqueles que lêem. Algumas pessoas, se não todas, teriam que aprender a ler – e ler bem – para serem fiéis a Deus”.

Concluo estas reflexões, convidando o leitor a fazer mentalmente comigo uma viagem ao primeiro século da Era Cristã – mais precisamente entre os anos 64 a 67. Numa prisão em Roma, abandonado pela quase totalidade dos amigos (II Timóteo 4:9-11), encontramos um homem idoso que, após o cumprimento da mais fantástica obra evangelística de todos os tempos, espera com fé o cumprimento dos desígnios divinos (II Timóteo 4:6-8).

Não sei – honestamente falando – o que eu e você, leitor, esperaríamos da vida nesta idade e a esta altura dos fatos. Se alguém dissesse para você: “Pode escolher livremente duas coisas que eu levo para você”, o que você escolheria? Paulo fez apenas um pedido singelo para o discípulo, Timóteo: “Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, bem como os livros, especialmente os pergaminhos” (II Timóteo 4:13).

Bem, quanto à capa, ela se fazia “necessária na fria e úmida prisão do apóstolo. Paulo não pedia nada supérfluo”, afirmam os comentaristas. E os livros? Para que livros a esta altura dos acontecimentos? Para que livros, se o grande evangelista, agora no final da vida, já não devia nem conseguir enxergar direito?

Faz muitos anos, li um pequeno texto no qual o articulista comentava exatamente esse pedido singelo e inusitado. Perdi esse fragmento literário e, portanto, não tenho as palavras na íntegra; no entanto, lembro que o autor dizia mais ou menos assim:

“Ele teve um encontro pessoal com Cristo e, no entanto, pede livros;
Ele foi um dos mais brilhantes e eruditos de todos os pregadores do Evangelho, e, no entanto, pede livros;
Ele foi arrebatado até ao terceiro Céu, e, no entanto, pede livros;
Ele foi colocado como a mais perfeita imitação de Cristo, e, no entanto, pede livros”.

Amigos, se este homem de Deus, este gigante espiritual que foi Paulo, no momento extremo da vida não pediu alimentos, remédios ou qualquer outra coisa, apenas pediu “traga-me os livros”, o que dirá de nós, pobres e indigentes espirituais?

Há uma frase que quero deixar com você, dos meus tempos de grande aperto financeiro. Ela joga por terra a desculpa esfarrapada daqueles que dizem que não lêem mais e não compram mais livros por falta de dinheiro – enquanto vivem gastando o dinheiro com “aquilo que não é pão e leite”, coisas supérfluas.

Não lembro mais o autor, e é o que menos importa, mas sei que é um filósofo e dizia o seguinte: “Venda a camisa e compre livros!” Estão lembrados da frase de John Piper: “Preferiria viver sem comida a viver sem livros”?

Da mesma forma que Paulo, afirmemos hoje: “Traga-me os livros!”


PR. ELIZEU LIRA

Pastor em Uberlândia. Atualmente faz pós-graduação em Ciência da Religião e prepara-se para iniciar o Mestrado em Educação.

Editor do Blog 7 com news
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Menino ou menina?

O transgênero é uma expressão normalmente atribuída a adultos em crise sobre sua verdadeira sexualidade – são pessoas que se sentem desconfortáveis com o papel social que lhes é atribuído em razão de seu sexo. Na América do Norte e na Europa, porém, cresce o número de crianças classificadas como transgêneros. A revista The Atlantic aborda o caso do menino americano Brandon, que tem oito anos e que desde cedo se dizia menina. Usava roupas de personagens femininos, preferia bonecas a carrinhos e declarava ser “uma garota”. Quando ele tinha cinco anos, sua mãe tentou convencê-lo de que Deus o havia feito homem “por uma razão especial”, ao que Brandon respondeu: “Deus cometeu um erro.”

Tina, a mãe de Brandon, que é separada do pai biológico dele, não demorou a descobrir que o menino não era um exemplo isolado. A Atlantic cita vários casos, como o de Kenneth Zucker, diretor de uma clínica canadense especializada em transgêneros jovens, que relata que o número de seus pacientes quadruplicou em quatro anos.

A reportagem mostra as diversas reações de especialistas ao fenômeno. Psicanalistas condenam os pais que cedem aos filhos e não os reprimem logo cedo. Alguns recomendam que se recompense a criança sempre que ela agir de acordo com seu sexo. Na outra ponta, porém, há os médicos que defendem o uso de bloqueadores hormonais para impedir que as crianças desenvolvam as características de seu sexo – meninos não engrossarão a voz; meninas não terão seios – até que elas decidam o que querem ser. A idéia é evitar que elas enfrentem os dissabores sociais de sua condição de transgênero enquanto a transição não é concluída, se é que será.

No meio termo, há os especialistas que dizem que as crianças têm um raciocínio bastante concreto; assim, se um menino tem vontade de se vestir como menina, ele acredita que seja uma menina. O trabalho dos pais, nesse caso, é ajudar os filhos a pensar de maneira mais flexível – permitir que a criança escolha o gênero seria uma saída superficial, que não atingiria o problema psicológico em si. “Se uma criança tem grave ansiedade provocada pela separação e não quer ir à escola, uma solução é deixá-la ficar em casa”, compara Zucker. “Isso resolveria um nível do problema, mas não todo ele. Assim funciona com a identidade de gênero.”

No entanto, Tina, a mãe de Brandon, decidiu aceitar a opção dele. Deu todas as roupas do menino a um vizinho, comprou-lhe vestidos adequados e passou a chamá-lo de Bridget.

(Marcos Guterman)

Colaboração: Marcello Flores

Nota: Sabe-se que a orientação sexual de uma pessoa já começa no ventre materno com a exposição do feto a hormônios secretados pela mãe. O que ocorre é que o estilo de vida moderno e os alimentos industrializados estão fazendo uma bagunça aí. Além disso, a deterioração da família e a pregação do sexo livre (com conseqüente aumento do número de mães solteiras) está originando uma geração de filhos sem pais. Meninos sem referenciais masculinos (ou com maus referenciais) e expostos a uma mídia que exibe padrões de comportamento impróprios tendem a sofrer cada vez mais essa crise de identidade sexual.


MICHELSON BORGES
É jornalista, mestrando em Teologia pelo Unasp e membro da Sociedade Criacionista Brasileira . É editor na Casa Publicadora Brasileira e autor dos livros /A História da Vida / e /Por Que Creio / (sobre criacionismo), /Nos Bastidores da Mídia / e da Série Grandes Impérios e Civilizações, composta de seis volumes. Casado com Débora Tatiane, tem duas filhas.
Editor do Blog Criacionismo
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Pensamentos do Espírito de Profecia (10)

O BOM TEMPO DE IR PARA UMA ESCOLA!

As crianças não devem estar encerradas muito tempo em casa, nem se deve exigir que se dêem a um estudo aplicado antes que se haja estabelecido um bom fundamento para o desenvolvimento físico. Para os primeiros oito ou dez anos da vida de uma criança, o campo ou o jardim é a melhor sala de aula, a mãe é o melhor professor, a natureza o melhor livro. Mesmo quando a criança tem idade suficiente para freqüentar a escola, a sua saúde deve ser considerada de maior importância do que o conhecimento dos livros. Deve ser rodeada das condições mais favoráveis, tanto para o crescimento físico como para o mental.
Educação, pág. 208.


DANIEL SILVEIRA

Ancião da Igreja Adventista de Osório-RS. Pai do Ex-pastor Silvio Silveira (Falecido) e casado com Areli Silveira.

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Crise financeira: supermercados fecharão aos domingos

A crise financeira mundial levou o comércio de alimentos a baixar as portas aos domingos. O fechamento dos supermercados aos domingos pode até parecer polêmica, mas grande parte dos consumidores acredita que não terá o cotidiano afetado caso a medida seja posta em prática.

A redução de custos é a principal explicação para manter os estabelecimentos fechados, destaca o superintendente da Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), Héli Schneider.

"O reflexo da crise vai bater às nossas portas em 2009 e, por uma questão de responsabilidade, temos que diminuir custos. Aproveitamos, então, a assinatura do documento para tomar essa decisão. O acordo é por um período e teve aprovação de 99% dos empresários. Em 2009, quando tivermos a próxima convenção voltaremos a discutir o assunto", ressalta.

Continua...

NOTA: Como já era de se esperar, mais um "argumento" para se instituir uma Lei Dominical disfarçada. Tudo indica que essa onda vai pegar mesmo, e as minorias (principalmente religiosas) é que vão ter que arcar com as conseqüências.


PR. SÉRGIO SANTELI

Bacharel em Teologia, mestrando em Teologia pelo Unasp e Pastor em São Paulo.Editor do Blog Minuto Profético

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Argumentos que o criacionista NÃO deve usar

“Darwin se converteu antes de morrer.” Muitos usam essa história, entretanto, provavelmente ela não seja verdadeira, e não há corroboração daqueles que eram próximos a ele – nem mesmo de sua mulher Emma, que era contrária à idéia evolucionária. E também o fato de alguém abandonar uma filosofia não serve para desprovar tal filosofia. Muitos abandonam o cristianismo, mas isso não invalida sua exatidão.

“Os computadores da Nasa, ao calcular as posições dos planetas, descobriram o dia perdido de Josué e mais 40 minutos do relógio de Acaz.” Essa história é uma fabricação. A mesma história apareceu num livro não muito confiável chamado The Harmony of Science and Scripture (1936), por Harry Rimmer. Atribuir tal feito a um computador da Nasa está além da sua capacidade. Nenhuma autoridade da Nasa jamais confirmou essa história. Ela é mais uma lenda urbana. (O que aconteceu nesses dois casos foi que Deus provavelmente retardou o movimento de rotação da terra. O ponto de referência do escritor é a Terra, por isso que ele diz que o Sol “parou”.)

“Mamutes foram congelados vivos no Dilúvio.” Isso contradiz a formação geológica em que os mamutes são descobertos. Provavelmente eles pereceram no fim da Idade do Gelo, possivelmente numa catastrófica tempestade de gelo/neve. Comida parcialmente digerida no estômago não é prova de um rápido congelamento. Um mastodonte com conteúdo estomacal parcialmente preservado foi descoberto no oeste dos EUA, onde o solo não estava congelado.

“A Segunda Lei da Termodinâmica começou na Queda.” A lei afirma que a entropia aumenta com o tempo. Entretanto, a entropia (desordem) nem sempre é ruim. Digestão e fricção são formas de entropia. Se a Segunta Lei não estivesse em efeito na criação, Adão e Eva teriam resvalado ao caminhar sobre o Jardim do Éden. Respiração também é uma forma de entropia, até mesmo o desenvolvimento de um embrião em um adulto aumenta a desordem do Universo, mostrando que a Segunda Lei da Termodinâmica não é sempre uma maldição. Provavelmente, Deus recuou alguns dos seus poderes de manutenção e sustentação na Queda; assim, o efeito degenerativo da Segunda Lei não foi mais balanceado.

“Se nós evoluímos do macaco, os macacos não deveriam existir hoje.” O evolucionista certamente responderia que ele não acredita que o homem evoluiu do macaco, mas que ambos evoluíram de um ancestral comum. Muitos evolucionistas acreditam que um pequeno grupo de criaturas se afastou do grupo principal e tornou-se isolado, o que os levou a formar uma nova espécie.

“As mulheres tem uma costela a mais que o homem.” Na verdade, isso é uma falácia. Ambos têm 12 pares de costelas. A remoção da costela de Adão não iria afetar a instrução genética passada para os filhos. Se eu perder um braço, meu filho não nascerá sem braço. Adão também não teria uma deficiência permanente, porque o osso da costela pode crescer novamente, se a membrana que o envolve permanecer intacta.

“Archaeopteryx é uma fraude.” O Archaeopteryx era genuíno. Era um pássaro verdadeiro, não um elo perdido entre dinossauros e pássaros.

“Não há mutações benéficas.” Há, na verdade, mutações benéficas que conferem vantagem em algumas situações. Mas até agora nunca foi descoberta uma mutação que aumentasse a informação genética, mesmo quando ela raramente confere alguma vantagem.

“Nenhuma nova espécie tem sido produzida.” Formação de novas espécies tem sido observada. Especiação rápida é, na verdade, uma parte importante do modelo criacionista. Mas essa especiação acontece somente dentro de um tipo ou família e não envolve nova informação genética.

“O eixo de inclinação da Terra era vertical antes do Dilúvio.” Não há base para essa afirmação. Estações são mencionadas em Gênesis 1:14, o que sugere que o eixo da Terra já estava inclinado desde a Criação.

“Darwin mencionou o aspecto absurdo da evolução do olho em Origem das Espécies.” Isso é uma citação fora de contexto. Darwin estava falando que embora parecesse absurdo (e que isso o deixava desconfortável), era possível imaginar que o olho fosse construído passo a passo.

“A frase ‘falsamente chamada ciência’ em 1 Timóteo 6:20 refere-se à evolução.” É necessário compreender o contexto histórico e lingüístico do Novo Testamento. A palavra “ciência” é gnosis em grego, e nesse contexto se refere a uma elite esotérica cuja ciência ou conhecimento era a chave para as religiões de mistério. Mais tarde isso se desenvolveu na heresia do gnosticismo. Uma tradução mais atual dessa frase seria: “falsamente chamado de conhecimento”.

“Geocentrismo (a idéia clássica de que a Terra é um ponto de referência absoluto) é ensinado pelas Escrituras e o heliocentrismo é antibíblico.” Passagens bíblicas como “o nascer e o pôr-do-sol” devem ser entendidas como alguém que toma a Terra como ponto de referência, o qual é um dos muitos pontos de referência fisicamente válidos. [Mesmo os astrônomos de hoje usam a expressão “pôr-do-sol”.]

“Einstein, apesar da grande pressão que sofria, acreditava em um Criador.” Não, Einstein não acreditava nisso. Suas idéias de Deus eram evolucionárias e panteístas.

“Evolução é só uma teoria.” Quando as pessoas usam esse “argumento”, querem dizer que pelo fato de tal coisa ser uma teoria, ela não deve ser enfatizada dogmaticamente. Mas os cientistas usam a palavra “teoria” como uma explicação substanciada dos dados. Isso inclui a Teoria da Relatividade de Einstein e a Teoria da Gravitação Universal de Newton. É melhor dizer que a evolução de partículas para o homem é uma hipótese ou conjectura não substanciada.

“Os criacionistas acreditam em microevolução mas não em macroevolução.” Esses termos que focalizam em pequenas versus grandes mudanças distraem nossa atenção do importante e crucial assunto da informação. Isto é, a evolução de partículas para o ser humano requer mudanças que aumentem a informação genética, mas observamos apenas seleção e perda de informação.

(Fonte: Answers In Genesis; tradução e resumo: Tony Pasquel)


MICHELSON BORGES
É jornalista, mestrando em Teologia pelo Unasp e membro da Sociedade Criacionista Brasileira . É editor na Casa Publicadora Brasileira e autor dos livros /A História da Vida / e /Por Que Creio / (sobre criacionismo), /Nos Bastidores da Mídia / e da Série Grandes Impérios e Civilizações, composta de seis volumes. Casado com Débora Tatiane, tem duas filhas.
Editor do Blog Criacionismo
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Comentário - Lição da Escola Sabatina (4º Trimestre de 2008 - Lição 7)

Pr. João Antonio Alves
Professor de Teologia do IAENE



EXPIAÇÃO EM SÍMBOLOS II



Verso Para Memorizar: “Entremos na Sua morada, adoremos ante o estrado de Seus pés” (Salmo 132:7).

Pensamento-chave: Examinar a obra de expiação de Cristo, revelada particularmente no serviço do santuário no Dia da Expiação.

O Dia da Expiação era o clímax do sistema de culto do antigo Israel. Era celebrado apenas uma vez ao ano. Nos rituais prescritos por Deus, e realizados durante todo o ano, era feita provisão para os pecados cometidos pelo povo de Deus. Quando alguém incorria em algum pecado, o rito deveria ser seguido. O pecador era perdoado e restaurado em sua aliança com o Senhor. O ofensor recebia perdão por seu pecado, era purificado, e continuava como integrante do povo da aliança. Mas o resultado deste processo era a contaminação do santuário, em razão dos pecados do povo que eram simbolicamente transferidos para o santuário.

Para resolver o problema da contaminação do santuário, realizavam-se, então, os rituais do Dia da Expiação. Nesse dia acontecia a segunda fase da limpeza/purificação do santuário com respeito a todos os pecados acumulados do povo. Era a conclusão do processo da expiação. Simbolicamente, apontava também para a obra final de Cristo. Esta obra teve início com a oferta perfeita do “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29), seguida de Sua ressurreição, ascensão, entronização e ministério sacerdotal no santuário celestial. Ali, Ele é “ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo, que o Senhor erigiu, não o homem” (Hb 8:2). Ali, Ele conduz a fase final da obra iniciada na cruz do Calvário, para dar fim à grande controvérsia entre o bem e o mal. Para o povo de Israel do passado, o Dia da Expiação era um dia de juízo. Para o povo de Deus do presente, que vive no dia antitípico da Expiação, este também é um tempo de juízo. Deus nos convida a comparecer a Seu santuário, para que, através da fé em Jesus, o perfeito sacrifício, sejamos purificados e, na Sua vinda, façamos parte da comunidade dos salvos, por toda a eternidade.

Santuário e expiação

Conforme visto na Lição 5, a expiação foi anunciada de diversas formas e a distintas pessoas. A promessa da salvação foi apresentada de maneira clara quando Deus Se manifestou gloriosamente no Sinai e revelou o programa divino de redenção para o mundo. No sistema de sacrifícios do santuário terrestre, Deus tornou disponível para o pecador o método divino da redenção humana e da erradicação do pecado do Universo.

A revelação do santuário estava centralizada na pessoa de Jesus. Tudo ali apontava para Sua morte sacrifical na cruz do Calvário e Seu posterior ministério sacerdotal no santuário celestial. O santuário revelava o panorama da redenção e juízo, o amor de Deus pelos pecadores e Sua aversão ao pecado, que seria finalmente eliminado do meio de Seu povo.O santuário israelita era um centro de culto, mediação e sacrifício. Era o lugar por excelência a que os israelitas compareciam para adorar ao Senhor. E, na estrutura do santuário, o tema do sacrifício se destacava, com todos os sacrifícios de animais que ali eram realizados. O altar de sacrifícios, no pátio do santuário, estava associado com a presença do Senhor; através dele, os israelitas tinham acesso a Deus (Sl 43:4). O simbolismo é evidente: a cruz, o altar de Deus plantado neste mundo, onde foi imolado o Cordeiro de Deus, é o caminho a ser seguido por todo pecador. Não há outro. Jesus é o caminho (João 14:6). Somente encontramos a salvação no caminho da cruz, pois ali foi derramado o sangue que nos perdoa e purifica de todo pecado (1Jo 1:9).

Trabalho sacerdotal e expiação

Eram muitas as responsabilidades dos sacerdotes, mas sua principal tarefa era religiosa: servir de mediadores entre Deus e Seu povo. Na carta aos Hebreus, lemos: “Porque todo sumo sacerdote, sendo tomado dentre os homens, é constituído nas coisas concernentes a Deus, a favor dos homens, para oferecer tanto dons como sacrifícios pelos pecados” (Hb 5:1).

Na pessoa do sacerdote, o povo tinha acesso à presença de Deus. A lição era clara: o pecador não podia, por si mesmo, comparecer diante de Deus. Necessitava de alguém que o representasse. O pecado exclui o ser humano do relacionamento de concerto com Deus. O mediador restaura o pacto rompido e restitui a pessoa às bênçãos do concerto. O papel de mediação do sacerdote era revelado de forma clara mediante o sistema de sacrifícios. Conforme expresso no texto de Hebreus 5:1, o sacerdote oferece “sacrifícios pelos pecados”. A tarefa do pecador era matar a vítima sacrifical, só isso. Ele não podia fazer mais nada. Havia pecado e, como conseqüência, o animal morria. A partir daí, o sacerdote assumia o ritual. Era ele quem oficiava os ritos, fosse a queima de parte da oferta, ou, especialmente, a manipulação do sangue. Somente ele tinha acesso ao interior do santuário, enquanto o sumo sacerdote tinha permissão de ir além do véu, para entrar no santo dos santos. O pecador entregava seu caso nas mãos do mediador humano, estabelecido por Deus para este fim. Devido ao seu pecado, o pecador não poderia comparecer na presença de um Deus santo, pois isto causaria sua morte. O sacerdote era a esperança de vida para o pecador.

Isto é especialmente verdadeiro quando entendemos que o sacerdote era um tipo de Cristo, do ministério que o Salvador realizaria em favor dos pecadores. Ele é o verdadeiro e único Mediador (1Tm 2:5). Ele é nosso Advogado (1Jo 2:1) e nosso Intercessor (Hb 7:25; Rm 8:34). Considerando que os escritores inspirados se referem de forma clara e repetidas vezes à obra sacerdotal de Cristo, resulta evidente que o ministério de Cristo no santuário celestial é profundamente significativo para os seres humanos, no contexto do grande conflito entre o bem e o mal. Não deveria causar estranheza, portanto, o fato de que, constantemente, alguém apresente críticas à doutrina do santuário. Trata-se do quartel-general do plano da salvação. Por isso mesmo, a verdade relativa ao santuário está continuamente sendo assaltada pelo inimigo. Quando desviamos o olhar da obra de Cristo no santuário celestial, onde Ele apresenta, em nosso favor, os méritos conquistados na cruz, ficamos sem proteção na luta contra o mal. Nossa única esperança está no que Cristo fez e faz por nós. Por isso, é importante entender a lição ensinada no sistema do santuário levítico, com seus sacerdotes levando diante de Deus os nomes dos filhos de Israel. Hoje, é Jesus quem apresenta nosso nome diante do Pai e de Seus anjos.

Dia da Expiação: I

Nos rituais estabelecidos pelo próprio Deus, o pecador era perdoado/purificado de seu pecado, mas, em contrapartida, o santuário era contaminado. Os pecados confessados sobre o animal sacrifical eram simbolicamente transferidos para o santuário, onde ficavam depositados até o Dia da Expiação, quando os rituais prescritos para esse dia purificavam o santuário de todos os pecados que se acumulavam ali durante o ano. Nesse dia, o santuário era “restaurado à sua original pureza e santidade”.

Os rituais desse dia eram a resposta final de Deus ao problema causado pelo pecado. Observe que, durante o ano, o movimento era de fora para dentro: transferência dos pecados para o animal, que era sacrificado no pátio, e o sangue era levado para o santuário, resultando na sua contaminação. No Dia da Expiação, o movimento era de dentro para fora: santuário>tenda da congregação>altar, “que está perante o Senhor” (Lv 16:16, 18, 20). No caso do bode para o Senhor, é importante destacar que não há nenhuma referência à imposição de mãos ou confissão de pecados sobre a cabeça do animal. O sangue desse bode era um agente de purificação e não de transferência de pecados. Para lidar com o problema dos pecados, transferidos simbolicamente para o santuário por meio de sangue, Deus estabeleceu que mais sangue deveria ser derramado. No primeiro caso, o sangue contaminava; no segundo, purificava.
Como Adventistas, entendemos que desde 1844 estamos vivendo no dia antitípico da expiação. Embora o espaço não nos permita uma análise detalhada dos vínculos entre Daniel 8:14 e Levítico 16, destacamos alguns pontos para consideração:

(1) os animais da visão de Daniel 8, ou seja, o carneiro e o bode, eram usados juntos somente no serviço do santuário no dia da expiação. Assim, desde o começo, a profecia já apontava para o dia da expiação.

* (2) Três palavras distintas são usadas em referência ao santuário em Daniel 8 e são, obviamente, termos empregados no contexto do culto israelita:
* (2.a) Mekôn (lugar) para designar os santuários terrestre (Is 4:5) e celestial (1Rs 8:39) de Deus;
* (2.b) Miqdaš (“santuário” – Dn 8:11; Lv 26:2; Sl 68:33-35) refere-se ao santuário como um todo – Na sua maioria, o terrestre; algumas vezes, o celestial. Identifica o santuário como objeto de ataque dos inimigos de Deus (em Dn 8 é atacado pelo chifre pequeno);
* (2.c) Qodeš (qodesh - “Santuário”) – palavra hebraica para santuário usada em Dn 8:14. Esta mesma palavra é usada sete vezes em Levítico 16 (versos 2, 3, 16, 20, 23, 27, 33) para designar o lugar santíssimo do santuário israelita que era purificado no Dia da Expiação. No mesmo capítulo, o lugar santo é mencionado como “o tabernáculo da congregação”. Portanto, o uso da palavra qodesh (santuário) refere-se ao ministério especial de juízo realizado no lugar santíssimo pelo sumo-sacerdote no Dia da Expiação, o décimo dia do sétimo mês do ano religioso israelita. Considerando Daniel 8:14 como se referindo ao qodesh antitípico, i.e., o santuário celestial (comp. Hb 8:1, 2; 9:1-14), podemos concluir que Daniel estava se referindo a um juízo celestial conduzido no lugar santíssimo do santuário celestial. Da mesma forma como havia uma purificação sobre a Terra, também há uma purificação no Céu.

(3) Os seres celestiais mencionados em Dn 8:13 são chamados “santos" (qadôš - qadosh). No AT, o termo usual para “anjos” é malak. Em Daniel 8 se usa qadôš para estabelecer um vínculo com a terminologia do santuário. E onde encontramos um “santo” frente a outro “santo” no santuário? No lugar santíssimo.

(4) Na expressão “sacrifício diário” – hattamid – encontramos uma referência às atividades sacerdotais conduzidas no santuário (é importante lembrar que o substantivo sacrifício não aparece no original; o texto diz apenas que o diário, ou contínuo, isto é, o ministério sacerdotal de Cristo, foi removido pelo chifre pequeno, que estabeleceu um sistema rival de salvação).

Há outros vínculos, mas os apresentados permitem a conclusão de que Daniel 8 é uma profecia acerca do santuário que se vincula, naturalmente, com Levítico, onde se encontram as leis do santuário.

Portanto, ao fim dos 2.300 anos da profecia de Daniel 8:14, teve início o dia antitípico da expiação, a purificação do santuário. O que se esperava do israelita no ritual típico? Algumas atividades deveriam ser realizadas pelo israelita no dia da expiação, e que indicam a nós, israelitas espirituais, qual deve ser a nossa posição neste período solene da história da salvação:

1. “Tereis santa convocação” (Lv 23:27), ou seja, o israelita deveria comparecer ao santuário. Da mesma forma, o israelita espiritual, neste dia antitípico da expiação, deve comparecer, pela fé, no santuário celestial, e contemplar a Jesus, o sumo sacerdote, em Sua obra em favor dos pecadores.
2. Observar este dia como um “sábado de descanso solene” (Lv 23:32), não deveriam realizar nenhuma obra (v. 28). Isto não significa que hoje não se deve trabalhar. A idéia é de repouso em Cristo, repouso da graça, confiando na salvação que só Ele pode oferecer. Entretanto, aquele que é justificado pela fé no sacrifício de Jesus tem alegria em reparar a brecha na lei divina, restaurando a verdade do sábado, não apenas em teoria, mas de maneira prática, em sua vida, não buscando justificativas para a transgressão e, sim, maiores e melhores oportunidades para entrar em comunhão com o Salvador.
3. Afligir a alma (Lv 23:27, 32) – uma atitude que revela humilde submissão a Deus. Envolve jejum (Sl 35:13) e oração, avaliação do coração, tristeza pelo pecado e arrependimento.
4. “Trareis oferta queimada ao Senhor” (Lv 23:27) – como anteriormente visto (Lição 6), a oferta queimada simboliza a total consagração do ofertante, livre e voluntariamente se entregando ao Senhor. Nesse dia antitípico da expiação, quão importante é que todos nos consagremos inteiramente ao nosso Deus.
5. O dia da expiação era uma obra de purificação (Lv 16:30), um chamado à santidade. Para o cristão atual, enquanto o santuário celestial está sendo purificado, cada adorador neste mundo deve ser purificado em seu templo interior (ver Ml 3:1-3; Ez 36:25-28). Essa santificação não deve ser fruto de uma compreensão equivocada da salvação. O Deus que salva é o mesmo que santifica. É obra divina. É por graça. O resultado deve ser para a glória de Deus.
6. Finalmente, quem não se conduzisse convenientemente no dia da expiação seria “eliminado do seu povo” (Lv 23:29). As palavras são ainda mais fortes no v. 30: “Quem nesse dia fizer alguma obra, a esse Eu destruirei do meio do seu povo”.

Vivemos dias solenes. O dia antitípico da expiação está em andamento. Jesus está procedendo aos movimentos finais na obra da salvação. Ele ainda é nosso sumo sacerdote. Somos convidados a comparecer em Seu santuário, para ser perdoados, purificados e transformados em novas criaturas. Não é obra do homem. É obra divina. A nós compete aceitar Sua oferta de graça e redenção.

Dia da Expiação: II

No dia da expiação, três ritos se destacavam: o sacrifício do novilho e do bode para o Senhor (Lv 16), que faziam purificação e o rito do bode para Azazel, que não era sacrificado, mas levado vivo para o deserto, removendo simbolicamente para fora do arraial os pecados acumulados de Israel. Conforme destacado na Lição, este era um rito de eliminação, ou de remoção, dos pecados e impurezas, que não deviam permanecer na presença do Senhor, em Seu santuário.

Quem era representado pelo bode para Azazel? Muita discussão existe acerca deste assunto. Os argumentos apresentados na Lição destacam as razões pelas quais identificamos este bode com Satanás. Não vamos multiplicar os argumentos. Recomendamos a leitura do texto da Lição. Por outro lado, há um aspecto que merece consideração adicional, visto que poderia sugerir algo que contradiz nossa compreensão do papel do bode para Azazel no contexto geral da expiação.

Em Levítico 16:10 se lê: “Mas o bode sobre que cair a sorte para bode emissário, será apresentado vivo perante o Senhor, para fazer expiação por meio dele e enviá-lo ao deserto como bode emissário”. A expressão destacada no texto requer alguma interpretação. O que significa o texto? Será que realmente o bode emissário é parte da expiação que se faz neste dia? Ou haveria outro significado presente aqui? Na verdade, o problema desaparece quando se compreende o uso da preposição hebraica presente no texto. Na interpretação de um autor (Levine, In the Presence of the Lord, 80; citado por Hasel, Redenção Divina Hoje, 33, 39), a expressão “fazer expiação por meio dele” significa “realizar ritos de expiação ao lado dele” ou em proximidade com ele. “O bode expiatório era meramente deixado próximo do altar, enquanto o sacerdote tomava algo do sangue sacrifical [do bode para o Senhor] para utilizar nos ritos expiatórios”. O v. 21 deixa claro que nenhum ritual de expiação era realizado por meio do bode emissário: o bode estava vivo quando Arão confessava os pecados sobre ele. E era assim, com vida, que ele era enviado ao deserto. Portanto, o rito do bode para Azazel era um rito de eliminação dos pecados e impurezas que se haviam acumulado no santuário.

Expiação: o que é?

Conforme destaca a Lição, o verbo hebraico kipper, traduzido em Levítico como “fazer expiação”, expressa a idéia de remoção. O que é removido? No contexto do ritual do santuário, são removidos os pecados e impurezas. No caso dos seres humanos, estes são purificados. Desta forma, os pecados são removidos do caminho, e o relacionamento com Deus é restaurado. Quando o Senhor realiza expiação por nossos pecados, Ele nos separa de nossos pecados a fim de curar nosso relacionamento com Ele. A essência do ministério de Cristo é salvar-nos de nossos pecados (Mt 1:21), não em nossos pecados. Os pecados/impurezas devem ser removidos, porque não são compatíveis com a santidade de Deus. Eles são estranhos a Deus.

Em Levítico 17:11, encontramos outra idéia relacionada ao conceito da expiação. O texto diz: “Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas: porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida”. Neste verso está presente a idéia de pagar um resgate. Um pagamento é realizado, de maneira que a vida do substituto (o animal) é aceita em lugar da vida do homem pecador. O sangue do sacrifício é o pagamento pela vida do transgressor, de forma que ele possa continuar vivendo.

A lição é clara: o sangue de Cristo expia nossos pecados, reconcilia-nos com Deus, resgata nossa vida da morte e abre diante de todos as infinitas possibilidades das bênçãos celestiais. E isto é possível porque Jesus entregou Sua vida por nós. Esta é uma realidade muito séria. Não deve ser considerada levianamente. É impossível compreender plenamente o sacrifício de Jesus. Foi o sacrifício do Deus-homem. A morte que nós merecemos, Ele a sofreu para que a vida, que pertence a Ele, seja a nossa herança. Que pensamento! Que inspiração! Mas isto exige uma decisão da nossa parte: entregar nossa vida no altar do Senhor, como oferta de cheiro suave, em gratidão por Sua eterna salvação.
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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Walisson da Costa - 10 anos: Dedicação e Serviço

Depois de ser batizado no dia 23 de junho de 2007, este garoto de apenas 10 anos mostrou-se fiel seguidor de Cristo.

Único adventista de sua casa, ele frequenta o grupo adventista do bairro Dunas, cidade de Pelotas, onde mora.

Não falta nenhum culto ou programação da igreja, e participa de treinamentos e capacitações da ASR.

Foi eleito para 2009 diácono, diretor de comunicação e sonoplasta da sua igreja. Já prega, passa a lição e participa ativamente dos trabalhos missionários.

Nesta foto ele expressa sua alegria de ser presenteado pelo presidente da ASR, Pr. José Elias, com o Kit Missionário Teen.
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terça-feira, 11 de novembro de 2008

É Melhor Casar com a Pessoa Errada do que Ficar Sozinho a Vida Toda?

Não é bom que o homem esteja só.” (Gênesis 2:18). Mas, por que realmente Deus inventou a família? O plano de Deus é a felicidade, e baseado na felicidade humana Ele instituiu o matrimônio. Por isso não vale a pena casar para ser infeliz.

Existem quatro grupos de pessoas: os solteiros felizes, os solteiros infelizes, os casados felizes e os casados infelizes. O indivíduo que é solteiro feliz, só deve casar para ser casado feliz, porque se ele casar para ser infeliz, a situação será pior do que antes.

O indivíduo que é solteiro infeliz precisa casar para ser casado feliz, porque se ele se casar e continuar infeliz, é bem pior do que ser solteiro e infeliz. Por quê? Porque estando casado, compromete a felicidade de outra pessoa e talvez de uma terceira e outras mais; dos filhos que podem aparecer, das famílias que enfrentam vexames e dificuldades sociais, além do sofrimento que um casamento infeliz provoca na família inteira.

Deus deseja nossa felicidade, casados ou solteiros; o que importa é ser feliz. E é preferível permanecer solteiro a estar casado com a pessoa errada. Pode acreditar.

Alguns perguntam sobre como evitar o casamento com a pessoa errada. Para isso é preciso observar algumas coisas. A sociedade determina uma série de atributos que contribuem para o sucesso do casamento, mas eu gostaria de sugerir outros que são mais importantes do que os que a sociedade normalmente aprova.

Observe coisas como a família de origem. Somerset Maugham escreveu em “O fio da navalha”:
“Pois os homens e as mulheres não são somente eles mesmos. São a região onde nasceram, o apartamento da cidade onde aprenderam a andar, as brincadeiras que brincaram na infância, as conversas fiadas que ouviram por acaso, os alimentos que comeram, as escolas que frequentaram, os esportes que praticaram, os poemas que leram e o Deus em que creram.”

Normalmente, o lar reflete o tipo de pessoa que esse indivíduo poderá ser quando se casar. Em geral, as expectativas do indivíduo são basicamente semelhantes às de seus pais. Se o pai é um indivíduo ausente, é possível que o rapaz, ao casar, também seja mais ou menos ausente. Mas, como toda regra tem exceção, é também possível que ele se conscientize dos problemas do lar em que viveu e, conscientemente procure mudar. Se não fizer isso, naturalmente há de refletir no seu lar as mesmas características do lar de onde veio.

É duro falar uma coisa dessas, mas é verdade. Há possibilidades de mudança se nos conscientizarmos, mas a maioria não se conscientiza disso e vai vivendo sem “trabalhar” a própria personalidade.

O segundo fator é o temperamento. Normalmente, os opostos se atraem. Uma pessoa muito calma, tranqüila, geralmente se casa com uma pessoa mais ativa, expansiva... e assim eles se complementam. Se os dois são ativos e querem falar ao mesmo tempo, poderá haver certa confusão em casa. Se os dois são parados, quietos, a convivência poderá ser um pouco maçante e tediosa. Os opostos se atraem, e esta questão de temperamento deve ser observada atentamente, visando a harmonia.

O terceiro ponto a ser considerado é o uso do dinheiro. Isso fala muito alto em termos de felicidade conjugal depois de um tempo. Sei dum caso recente de um casal que se separou. Um dos comentários é que não havia dinheiro que chegasse para um dos cônjuges.

Observe a questão do dinheiro. Ela está sempre na última moda? Quantas dívidas ele tem? Que tipo de economia faz? Estas coisas precisam ser consideradas para que você não sofra por dinheiro mais do que o necessário, porque se casou com uma pessoa descontrolada.

Um quarto detalhe é a questão dos valores, a valorização do tempo e das outras pessoas. Quem só pensa em si mesmo e nas próprias necessidades, normalmente é uma pessoa egoísta, e, no casamento vai exigir tudo do outro para si, sem dar nada de si para o outro.

O quinto elemento que eu creio ter bastante valor é o senso de humor. O ser humano precisa ter senso de humor para que as coisas se saiam bem. A pessoa que não sabe rir de nada, normalmente se leva a sério demais. O indivíduo que se leva muito a sério, normalmente é orgulhoso. É preciso a humildade do senso de humor. O senso de humor faz parte da vida das pessoas felizes, e é importante para os seres imperfeitos.

Cuidado também com o outro extremo, com o indivíduo que não para nunca de rir, que ridiculariza tudo em todas as circunstâncias, e acha graça até das coisas sérias. Aí já não é senso de humor, e sim, falta de equilíbrio!

A sexta questão, e uma das mais importantes, é a questão dos sentimentos. Procure alguém que tenha iniciativa, que tenha sentimentos. Ter sentimentos! Existe uma conspiração contra os sentimentos na sociedade. “Mulher pode chorar! Homem que é homem, não chora!” , e outras coisas desse tipo. Às vezes a pessoa está frustrada e não sabe como expressar seus sentimentos de maneira adequada reprime

tudo e depois explode, prejudicando o relacionamento, causando vexame ou contraindo doenças psicossomáticas. Sugiro que você observe o seguinte na pessoa com quem está se envolvendo: Pode chorar com você? Pode alegrar-se com você? Cuidado com a pessoa de aço que não pode verter uma lágrima! Quando a pessoa bloqueia esses sentimentos, não está sento totalmente ela; precisa de auxílio. É preciso equilíbrio sentimental para que o lar funcione bem.

Todo mundo precisa de alguém que tenha paciência e ternura. Uma boa forma para você medir a paciência e ternura de seu futuro cônjuge é prestar atenção no seu comportamento em relação a crianças e animais.

O indivíduo que maltrata animais e crianças tem problemas com os próprios sentimentos. Ele necessita melhorar antes, para casar depois. Você pode enfrentar sérias dificuldades ao unir-se com alguém que não tenha bom relacionamento com crianças e com animais.

PR. JOSÉ CARLOS EBLING
Doutor em Educação Religiosa e Aconselhamento Matrimonial pela Andrews University. Professor universitário e conselheiro matrimonial no UNASP - campus Engenheiro Coelho, SP. Autor dos livros : Namoro No Escuro, Mosaico Do Amor, Amigos Para Sempre, Sentido Único, Saúde No Relacionamento Familiar, Depressão : Você Não Está Sozinho, Perdas e Danos. Casado com Nair Ebling Coordenadora da Extensão Universitária do Unasp - Campus II e autora de diversos livros Didáticos publicados pela CPB.
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Para casar, mulher não deve morar com namorado

Um estudo recente publicado na revista científica Journal of Marriage and Family descobriu que mulheres que se mudam com os namorados mais de uma vez têm menos chances de casar e, caso chegue a casar, as taxas de divórcio são imensas. Pesquisadores da Universidade de Cornell e Ohio, nos EUA, usaram os dados de uma pesquisa nacional para realizar o estudo. Pessoas que moram juntas muitas vezes têm menos chances de casar do que as que fazem isso apenas uma vez. E quando casam, as chances de divórcio são altíssimas: mais do que o dobro do que para as mulheres que moraram apenas com um namorado com o qual vieram a casar. Os resultados também mostraram que apenas uma minoria entre 15% e 20% morou com mais de um namorado. A maior parte dessas mulheres era de classe econômica inferior com baixa renda e nível de educação.

(Hypescience)

Nota: Quando li essa notícia, lembrei-me de outras pesquisas que dão conta de que os jovens que se iniciam sexualmente muito cedo e têm multiplicidade de parceiros, além dos riscos óbvios para a saúde física, estão mais propensos à depressão, baixa auto-estima e até anorexia. Também me lembrei de outra pesquisa que apontou o Brasil como o segundo país que mais faz sexo, mas com índice de mais de 40% de insatisfação com a vida sexual. Motivo: falta de romantismo e compromisso. Claro, ninguém gosta de se sentir descartável, por mais que a mídia apregoe o “sexo livre”. O ser humano dá voltas, inventa estilos de vida “alternativos”, mas os fatos demonstram que a proposta bíblica para os relacionamentos continua sendo a mais satisfatória.


MICHELSON BORGES
É jornalista, mestrando em Teologia pelo Unasp e membro da Sociedade Criacionista Brasileira . É editor na Casa Publicadora Brasileira e autor dos livros /A História da Vida / e /Por Que Creio / (sobre criacionismo), /Nos Bastidores da Mídia / e da Série Grandes Impérios e Civilizações, composta de seis volumes. Casado com Débora Tatiane, tem duas filhas.
Editor do Blog Criacionismo
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