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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Inimigos do Crescimento da Igreja

James Meeks, fundador e pastor da Igreja Batista Salem em Chicago, desenvolveu a sua igreja de 200 pessoas para uma congregação de 22 mil. Segundo ele: "Todos podem ter uma igreja que cresça". Eis alguns inimigos do crescimento na sua opinião:


1. Falta de Fé.
Os líderes não devem somente crer que a igreja crescerá; devem esperar que cresça e agir como tal.

2. Falta de Conhecimento.

Essa é a lição de Oséias. O que você não conhece pode matá-lo!

3. Esperar Deus Tratá-lo Diferente das Outras Pessoas.
Todas as leis de crescimento se aplicam igualmente para todos. Ele pode operar grandemente através de você como através de outra pessoa.

4. Pensar que o Crescimento Não É um Objetivo.
O crescimento sempre é um objetivo no Novo Testamento. Não tenha medo de contar o número de pessoas; Deus também faz isso.

5. Um Pastor Inseguro.
A velocidade do líder sugere a agilidade da equipe. Não lidere de forma ambígua.

6. Falha em Alcançar Pequenas Vitórias.
Use cada vitória para alcançar a próxima.

7. Falha em Apelar para o Envolvimento.
Não somente diga às pessoas sobre o que estará acontecendo após o sermão; as convide para participar!

8. Falta de Jejum e Oração.
"Se tivesse um cheque de $5 milhões de dólares preso no teto, você ficaria sem almoçar até alcançá-lo, não é verdade?" ilustra Meeks. Algumas coisas não são possíveis sem jejum e oração.

9. Falha em Começar.
Não espere que outra pessoa realize. Faça a sua melhor pesquisa, ore e pratique.

10. A Razão Errada.
Pergunte à sua equipe: "Por que vocês querem crescer?" Converse sobre as respostas e chegue ao consenso bíblico.



PR. MARCELO DIAS

Professor no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Pastor do distrito do Parque dos Trabalhadores da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Estudou teologia no Brasil e Administração nos EUA. Completou o MBA na Califórnia e cursa o Mestrado em Teologia em São Paulo. É casado com Ana Cláudia V. Mainer.

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Comentário - Lição da Escola Sabatina (4º Trimestre de 2008 - Lição 6)

EXPIAÇÃO ANUNCIADA

Pr. João Antonio Alves
Professor de Teologia do IAENE

Verso para memorizar: “Mas Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados” (Is 53:5).

Pensamento-chave: Mostrar como, séculos antes da cruz, Deus anunciou de diferentes maneiras Seu plano de salvação.

Como vimos em lições anteriores, a decisão de Adão e Eva em não atender a ordem de Deus com relação à árvore da ciência do bem e do mal resultou na ruptura da relação, o medo de se encontrar com o Senhor (“Tive medo e me escondi” – Gn 3:10), entre outras conseqüências. Ellen White expressa vividamente a situação: “...o pensamento de seu pecado o encheu de terror. ... Experimentavam uma intuição de pecado, um terror pelo futuro, uma nudez de alma.” E, quando ouviram a voz do Senhor, “fugiram aterrorizados, e procuraram esconder-se nos mais profundos recessos do jardim” (Patriarcas e Profetas, p. 49, 51). É possível que intuíssem a execução do decreto de morte que pesava sobre eles (“No dia em que dela comeres, certamente morrerás” – Gn 2:17), daí a profundidade de seu terror. Iria Deus executar a sentença naquele encontro? Não lhes seria dada uma segunda chance?

Na verdade, o Criador não estava ali para “passar a mão sobre a cabeça”, ignorar o pecado, como se nada houvesse acontecido. Mas, apesar das conseqüências que deveriam ser anunciadas, Deus era portador de boas-novas. Como é destacado na lição, “o primeiro missionário na história cósmica não foi uma criatura, mas o próprio Criador!” Deus ali estava para lhes anunciar que, embora fossem merecedores da morte eterna, havia uma solução para o problema do pecado. Este não seria ignorado, mas o pecador teria uma saída, e a vida eterna ainda era possível. Essa mensagem de salvação deveria ser mantida viva na mente de Seu povo, até que Cristo viesse e concretizasse o plano. Deus utilizou diferentes meios para preservar a promessa entre Seu povo. Um deles foi reafirmar a variados personagens o Seu plano. Isto é o que veremos nesta semana.

1. Uma promessa para Adão e Eva

“Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3:15).

O Novo Testamento interpreta esta passagem, atribuindo-lhe um significado messiânico. Isto pode ser visto na referência de Paulo a Deus “esmagando a Satanás” (Rm 16:20), como também ao dizer que Cristo, “por Sua morte”, destruiria o diabo (Hb 2:14). De forma ainda mais explícita, Apocalipse 12 se refere à “antiga serpente”, interpretada aqui como um símbolo do “diabo e Satanás” (v. 9), no contexto de sua guerra contra Miguel, aqui entendido como Jesus. Antigos autores cristãos, como Justino (ca. 160 d.C.) e Irineu (ca. 180 d.C.), interpretaram Gênesis 3:15 como um Protoevangelho, a primeira profecia messiânica do Antigo Testamento.

Não repetiremos aqui os argumentos apresentados na lição, mas recomendamos que sejam estudados com atenção. Queremos destacar alguns aspectos adicionais no episódio, particularmente os que se referem à promessa e seus resultados na vida de Adão e Eva. A situação de culpa é suficientemente clara, e a punição – dores de parto, distorção do desejo no relacionamento homem x mulher, maldição sobre a terra, produção de espinhos, trabalho penoso para conseguir o sustento diário e, finalmente, a morte – ainda assim é menor do que o que foi prometido, ou seja, a morte imediata. O fato de eles serem punidos não deveria impressionar a ninguém, e sim o fato de continuarem vivos. A sentença veio como uma vida separada do ambiente amigável do Éden, uma vida em conflito, cheia de dor, etc., ma,s ainda assim, era vida, e não a morte que fora indicada (Gn 2:17). O homem escolheu o caminho da morte, mas Deus insistiu em lhe oferecer a vida. O santo casal foi amaldiçoado, mas, ao mesmo tempo, foi protegido pela promessa – a de um Libertador. Assim, ambos poderiam se livrar da morte, abandonando o caminho da morte e voltando a viver em harmonia com o objetivo original de Deus.

Entenderam eles o significado das palavras de Deus? A morte era inevitável – ao fim, deveriam voltar ao pó. Esta era a realidade da qual não podiam fugir. Mas as palavras do Legislador provocaram uma consciência apenas de morte, como se este fosse o futuro inescapável? Em realidade, não. Adão tornou-se o homem da esperança. Esta esperança se expressa no nome dado a sua mulher. Observe que, até este momento da narrativa, a mulher não havia recebido um nome (em 2:23 há uma designação genérica). Mas agora, após a promessa do v. 15, “deu o homem o nome de Eva a sua mulher, por ser a mãe de todos os seres humanos” (Gn 3:20). O nome Eva – hebraico Hawwah – é uma forma semítica arcaica da palavra “vida” (M. Veloso, O homem, pessoa vivente, p. 97). O significado do nome transcende o simples ato de denominar alguém e expressa a confiança na promessa de Deus, da vitória do descendente da mulher sobre Satanás, o que resultaria finalmente na recuperação da vida. A partir da promessa, o homem viveria em esperança. Esperança que se fundamenta na promessa de Deus. A promessa os vincula ao passado, à sua vida original, à experiência do jardim, particularmente à vida de comunhão com o Criador. Desconhecer a promessa é seguir o próprio destino, é tentar construir com as próprias mãos um lugar substituto para o Éden perdido, é desprezar a oferta divina de restauração; enfim, é rejeitar o único Substituto que pode tornar acessível o futuro.

Para reflexão: Qual é o fundamento de sua esperança? Seu esforço pessoal, seu planejamento? Os planos humanos quase sempre frustram seus idealizadores. Mas a promessa de Deus ainda pertence a quem confiar em Sua provisão. Quem assim o fizer, jamais será desapontado.

2. “Abraão viu Meu dia”

“Abraão alegrou-se por ver o Meu dia, viu-o e regozijou-se” (Jo 8:56).

Como Abraão viu Jesus? Afinal, Jesus era ainda muito jovem. Portanto, esta era uma impossibilidade, raciocinaram os ouvintes. Aqui temos uma mudança de perspectiva: Jesus lhes falara que Abraão vira o Seu dia, e eles perguntam se Ele vira a Abraão. Com isto pretendiam mostrar a superioridade de Abraão sobre Jesus. E que dia é este mencionado por Jesus? A partir do episódio narrado em Gênesis 22, é possível obter uma compreensão acerca do que Abraão viu. Quem é pai (ou mãe) pode imaginar o dramático da cena: Abraão e Isaque em viagem para oferecer um holocausto (v. 3), o que implicava em um sacrifício. Entretanto, o relato diz que eles levaram a lenha para o holocausto, o fogo e o cutelo (v. 6), mas faltava o cordeiro (v. 7). Esta referência implica que o cordeiro era um animal costumeiramente oferecido em holocausto. O coração de Abraão chorava ao ouvir a pergunta filho: “Onde está o cordeiro?” Mas o outrora descrente Abraão se havia entregado completamente nas mãos de Deus. Este era um assunto que ele não podia resolver. Não era possível encontrar uma alternativa (caso do nascimento de Ismael). Tampouco era possível mentir (como no Egito, ao dizer que Sara era sua irmã). Ele podia, sim, ignorar e desobedecer a Deus. Mas ele escolheu o caminho da fé. Confiou inteiramente na misericórdia divina ao se dispor a entregar o filho da promessa. Ainda assim, seu coração estava profundamente angustiado.

Foi neste estado de ânimo que Deus Se revelou, ou, como disse Paulo, o evangelho foi antecipadamente anunciado a Abraão (Gl 3:8). O que era impossível a Abraão, Deus proveu. Deus é provedor. Provê às necessidades mais profundas do ser humano. Se Ele já nos deu Cristo (Jo 3:16), podemos ter a certeza de que tudo o mais Ele nos dará. Não nos dá o que queremos, mas o de que necessitamos. No cordeiro que o Senhor proveu, Abraão viu o mistério do evangelho, da expiação substituinte, do animal sacrifical, símbolo de Jesus, que morreria em lugar do pecador. Foi assim que Abraão viu o dia de Cristo. Como expressou Ellen White, “Abraão desejara grandemente ver o prometido Salvador. ... E viu a Cristo. Foi-lhe concedida uma luz sobrenatural, e ele reconheceu o divino caráter de Cristo. Viu o Seu dia e alegrou-se. Foi-lhe dada uma visão do divino sacrifício pelo pecado” (O Desejado de Todas as Nações, p. 453).

Abraão esteve disposto a sacrificar o que de mais precioso possuía, ou seja, seu filho, o filho da promessa. Isto ele fez porque teve fé. Não foi um ato de loucura, e sim de fé. Pela fé, o que você está disposto a sacrificar pelo Senhor? Abraão confiava em Deus e acreditava que Ele poderia trazer seu filho de entre os mortos. Você crê que Deus pode dar a sua vida um significado que transcende tudo o que você experimentou até agora? Se sim, entregue a Deus aquilo que impede que você desfrute uma experiência plena com o Salvador. Como disse Jon Paulien, “a melhor evidência de que uma pessoa aceitou ou não a Cristo não é o que diz com a boca, mas sim com sua conduta” (Juan, 188).

Segundo Ellen White, “Satanás estava a postos para sugerir que ele [Abraão] devia estar enganado, pois que a lei divina ordena: ´Não matarás´, e Deus não exigiria o que uma vez proibira” (Patriarcas e Profetas, p. 146). Acrescenta ainda que “perto estava Satanás para insinuar dúvidas e incredulidade...” (Patriarcas e Profetas, p. 147). Qual é sua reação pessoal quando Deus lhe pede alguma coisa que ultrapassa a lógica humana?

3. Moisés e a revelação da salvação

Deus tirou Israel do Egito com mão forte, braço estendido, operando maravilhas. Conduziu-o por meio do mar, como em terra seca, proveu-lhes do pão do céu, a água não faltou, e tantas maravilhas quantas forem possíveis conceber. Mas isto não foi suficiente para aquele povo. Na ausência de Moisés, fabricaram um ídolo, como conheceram no Egito, um bezerro de ouro, e entregaram-se à idolatria, esquecendo-se do pacto que pouco tempo antes tinham feito com o Senhor. Rebelião! O resultado deveria ser a morte de todo o povo. Mas exatamente aqui entendemos o papel simbólico desempenhado por Moisés: intercessor em favor do pecador. Neste sentido, Moisés atuou como um tipo de Cristo, o verdadeiro e único intercessor/mediador entre Deus e o homem pecador.

Moisés ofereceu a própria vida em favor do povo. Mas o sacrifício de Moisés não podia servir de expiação para o povo por um pecado que o próprio Moisés não havia cometido. A resposta de Deus é muito clara: “Riscarei do Meu livro todo aquele que pecar contra Mim” (Êx 32:33). É uma prerrogativa do Criador perdoar e expiar pecados.

Moisés não buscou justificativas para o pecado do povo. Ele confessou o pecado. Desde o Éden, é comum o pecador procurar justificativas para suas decisões que contrariam a vontade de Deus. Mas a verdadeira atitude, a única que pode encontrar a solução almejada, passa pela confissão completa e específica de todo pecado. Moisés não tentou aliviar a extensão do pecado do povo: “O povo cometeu grande pecado” (Êx 32:31). Posteriormente, ele acrescenta “a iniqüidade, a transgressão e o pecado” (Êx 34:7). Se tamanho era o pecado do povo, então, a morte era inevitável, certo? Errado! Moisés discerniu nas palavras do Criador que a graça divina ainda estava disponível.

Em que Moisés confiava para falar assim ao Senhor? No conhecimento que tinha de Deus. Moisés era homem poderoso em fé. Observe que Deus é descrito como sendo “compassivo, clemente e longânimo, e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa...” (Êx 34:6,7). Se, na experiência de Abraão, Deus é provedor, neste caso Ele é o Deus que perdoa. Por isso, Moisés clama: “Perdoa a nossa iniqüidade e o nosso pecado” (Êx 34:9). E Deus perdoa.

Podemos resumir com duas palavras a lição contida neste episódio: intercessão e perdão. O pecador não pode salvar a si mesmo. Seu pecado o condena. Diante de um Deus santo, o único resultado seguro é a morte. Daí a necessidade de alguém que atue como mediador, que pleiteie diante do Soberano do Universo em favor do condenado. Este Alguém é Cristo. Como está escrito, Ele vive “sempre para interceder” por aqueles que se chegam a Deus (Hb 7:25). É com base nesta intercessão, conduzida por Ele no santuário celestial, que o perdão alcança o pecador arrependido.

Além das duas palavras-chave do parágrafo anterior, devemos destacar ainda que a idolatria, não importando a forma como se manifesta na vida de alguém, inevitavelmente provoca a Deus em Sua santidade e exige a punição. O que se deve pensar no presente é como abandonar a idolatria em todas as suas formas e restabelecer a aliança com o Senhor, mediante o sangue da cruz e a intercessão de nosso Sumo Sacerdote.

Existe algum ídolo acariciado em seu coração, que necessita ser abandonado? Faça isto agora.

4. O Servo do Senhor

Alguns autores consideram o texto de Isaías 52:13–53:12 como o mais importante do Antigo Testamento. Independentemente de tal apreço, é o mais citado/aludido no Novo Testamento, visto ser uma das mais completas descrições da obra redentora do Messias. Com isto se anunciava, sem margem para dúvidas, que a única solução para o problema introduzido pelo pecado seria a obra do Servo do Senhor.

Isaías 53 fala de rejeição: o Servo foi rejeitado enquanto viveu (53:1-3). E o clímax da rejeição ocorreu na morte do Servo (53:4-9). Por que morreu? Que significado tem Sua morte? Ele morreu em nosso lugar, como nosso substituto. Sua obra foi realizada em nosso favor. Ele não morreu por Seus pecados, visto que não pecou, e sim por causa dos nossos. Teologicamente, trata-se de morte expiatória e expiação vicária.

A morte do Servo foi iniciativa divina, evidência de Sua graça, livremente concedida ao pecador.

O v. 7 declara que o Servo foi como um cordeiro levado ao matadouro. O cordeiro era o animal por excelência do sistema sacrifical. Mas ali estava o verdadeiro , “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29). Ao ser sacrificado como cordeiro, o Messias cumpriu com todo o simbolismo dos sacrifícios levíticos, tornando-os desnecessários.

Mas o Servo não permaneceria morto. Voltaria a viver. Seria exaltado (52:13). E ficaria satisfeito ao ver que não morrera em vão. Muitos seriam justificados em virtude de Seu sacrifício expiatório.

Esta descrição profética da morte sacrifical de Cristo foi oferecida por Isaías como a única forma eficaz de expiação do pecado. Cristo Se tornou o que nós somos para que fôssemos restaurados à comunhão com Deus.

Pense na grandeza da obra de Cristo realizada na cruz do Calvário em seu favor. A obra foi definitiva. Não é necessário repetir-se. Que resposta você tem dado a esta manifestação da graça infinita? Foi por você. Aceite a oferta! O caminho da salvação está aberto. O Messias espera por você.

“Este capítulo [Isaías 53] deve ser estudado. Ele apresenta Cristo como Cordeiro de Deus. Os que são contaminados pelo orgulho, que estão cheios de vaidade, devem considerar este quadro de seu Redentor, e humilhar-se até o pó. Todo o capítulo deve ser decorado. Sua influência subjugará e humilhará o coração poluído pelo pecado e enaltecido pela exaltação própria” (Comentários de Ellen G. White, SDA Bible Commentary, v. 4, p. 1.147).

5. Anunciado em Daniel

A expiação também foi anunciada em Daniel. Qual era a situação? A data indicada no capítulo 9 é o primeiro ano de Dario, o Medo, ou seja, 539 a.C. Fazia muitos anos que o povo de Deus estava no cativeiro, enquanto a cidade e o templo estavam desolados. Estudando a profecia de Jeremias, Daniel entendeu que o período do cativeiro deveria estar perto do fim, mas não sabia como harmonizar tal informação com a profecia das 2.300 tardes e manhãs que, segundo o anjo, “se refere a dias ainda mui distantes” (Dn 8:26). Em angústia mental, desejando ver o retorno de seu povo para Jerusalém, “levando ainda o fardo pelo bem de Israel” (Patriarcas e Profetas, p. 533), Daniel fez uma confissão completa de pecados.

Deve ser observado que Daniel se identificou com o povo em seus pecados, ainda que ele mesmo recebesse uma boa avaliação de seus inimigos (Dn 6:4, 5), e lhe fosse assegurado que ele era “mui amado” pelo Céu (9:23; 10:11, 19). Esta é uma lição que necessitamos aprender com Daniel: todos devemos continuamente buscar a graça divina para nossos problemas espirituais, confessando nossos pecados, e ter a certeza de que somos “mui amados”.Merece ser destacado neste estudo que a oração de Daniel inclui vários termos gerais para “pecado” (a lista é parcial):

1. “temos pecado” (v. 5) – ḥāṭā˒ – significado básico é “errar o alvo” – Falando eticamente, pecar é errar o alvo que Deus tem para os seres humanos de uma vida santa. Israel, como nação, não tinha alcançado o desígnio de Deus de que fosse um povo santo.

2. “cometido iniqüidade” (v. 5) – ˓āwâ – parece derivar de uma raiz que significa “curvar” ou “torcer”. Parece enfatizar o fato de que o pecado é alguma coisa “torcida” ou “pervertida” ou que aquele que peca tem mudado de direção, afastando-se do caminho estreito e direto, e assim entorta os seus caminhos. Palavras que expressam justiça no Antigo Testamento geralmente têm o significado primário de “retidão” (straightness); assim, fazer tortuosos os caminhos de alguém é pecado. Esta mudança de direção, apartando-se do caminho prescrito por Deus, é condenada, porque é deliberada.

3. “fomos rebeldes” (v. 5) – rāša˓ – o hebraico pode descrever alguém que é culpado de crimes contra a humanidade ou contra Deus. O crime de Israel foi o da rebelião (mārad) contra seu Deus.

4. “apartando-nos dos Teus mandamentos” (v. 5) – Esta parece ser uma descrição da natureza da rebelião de Israel contra Deus, que teria deixado de lado e se recusado a obedecer às leis e mandamentos de Jeová. O termo para “lei” aqui é mišpāṭ, definida como “declarações autoritativas concernentes à espécie de comportamento que é aceitável e a espécie que não é” (Goldingay, Daniel,245).

5. “transgressões” – (v.7) ma’al – infidelidade a Javé no culto ou na vida.

Diante de tanto pecado, o que faria Deus? Deus perdoa. Esta é a maravilha do amor divino. Não importa qual seja o pecado, “se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1:9).

Mas como Deus faz isto? Através do sacrifício expiatório de Cristo. Gabriel foi enviado do Céu com uma mensagem para Daniel. A mensagem centraliza-se em Cristo e na obra que Ele realizaria. Isto não pode ser passado por alto. A ênfase é posta na pessoa de Jesus. Observe o que envolvia a obra do Messias:

1. Ele faria uma grande expiação: “Para expiar a iniqüidade” Dn 9:24c.
2. Esta expiação traria a justiça eterna: “Para trazer a justiça eterna” - Dn 9:24d.
3. O santuário celestial seria ungido para o início de Sua obra sumo-sacerdotal: “Para ungir o Santo dos Santos” - 9:24f.
4. Data para a vinda do Messias: “Até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas” (Dn 9:25), que nos leva até o ano 27 d.C., quando Jesus foi ungido em Seu batismo.
5. Seria morto: “Será morto o Ungido” (Dn 9:26a). Ano 31 d.C.
6. Seria rejeitado em Sua morte: “E já não estará” (Dn 9:26b)
7. Faria a grande oferta final do velho concerto a Israel: “Ele fará firme aliança com muitos por uma semana” (Dn 9:27a)
8. O Messias traria o sistema sacrifical a um fim: “Na metade da semana fará cessar o sacrifício” (Dn 9:27b); “E o véu do santuário rasgou-se de alto a baixo” (Mt 27:51). A partir da morte do Messias, os sacrifícios no templo perderam seu significado.

A morte do Messias é o foco da profecia. Esta é a maneira mediante a qual o Senhor oferece a solução para o problema do pecado. Não importa a extensão do pecado. Confessá-lo e confiar na graça perdoadora de Deus, isto é o que necessitamos fazer.
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Pensamentos do Espírito de Profecia (8)


A ESPOSA DO PASTOR


O pastor é pago por seu trabalho e isso é justo. E se o Senhor dá à esposa da mesma maneira que ao marido, o encargo da obra, e ela dedica seu tempo e energias a visitar as famílias e expor-lhes as Escrituras, embora não lhe hajam sido impostas as mãos da ordenação, ela está realizando uma obra que pertence ao ramo do ministério. Deveria então seu trabalho ser reputado por nada?
E não pagar a suas esposas, as quais partilham de seus esforços, não é segundo o mandamento de Deus, e, caso seja seguido em nossas associações, é capaz de desanimar a nossas irmãs de se habilitarem para a obra em que se devem empenhar. Deus é um Deus de justiça, e se os pastores recebem pagamento por seu trabalho, as esposas, que se consagram à obra com igual desprendimento, devem ser pagas além do salário que os maridos recebem, mesmo que elas não o solicitem.
Obreiros Evangélicos, Pág. 453


DANIEL SILVEIRA

Ancião da Igreja Adventista de Osório-RS. Pai do Ex-pastor Silvio Silveira (Falecido) e casado com Areli Silveira.
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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A Única Saída nos Últimos Dias para o Cristão Verdadeiro

"À lei e ao testemunho! se eles não falarem segundo esta Palavra, não haverá manhã para eles." Isa. 8:20.

Vamos aprender como salvaguardar nossa vida nestes tempos de crise e enganos.

Não há outro caminho a não ser confiar plenamente na Bíblia – esta é nossa única salvaguarda! Satanás sabe muito bem disso, e fará tudo que puder para que eu e você não estudemos a Palavra de Deus e conheçamos seus enganos nos últimos dias, pois será impossível distinguir o certo do errado sem as Escrituras Sagradas.

É bom sabermos desde agora que, uma vez decididos a guardar os mandamentos de Deus, seremos perseguidos e provados. Hoje ainda temos algumas facilidades para guardarmos o sábado, mas a cada dia será mais difícil.

Aqueles que não conseguem ser fiéis hoje, nas pequenas questões do dia sagrado, serão os primeiros a se afastarem do povo de Deus. Por isso, cada vez que você falta uma aula por causa do sábado, perde uma prova, perde um emprego ou uma promoção, você está fortalecendo sua fé para a prova final, onde muitos terão que escolher entre ser fiel a Deus ou perder a liberdade ou a própria vida.

Os discípulos passaram três anos e meio com Jesus e ouviam dEle constantemente sobre a natureza de Seu reino, que não seria terreno, mas espiritual e vindouro. Mesmo assim quando Jesus morreu, o conhecimento teórico de nada adiantou, e eles sofreram como se nunca houvessem ouvido falar acerca da morte de Jesus. Fugiram amedrontados e a fé vacilou por um momento!

Hoje estamos vivendo os diais finais que antecedem a volta do Messias. Temos conhecimento teórico dos sinais e profecias, mas sem um relacionamento pessoal com Jesus corremos o risco de morte eterna!

Você já deve ter conhecido algum ex-adventista. Alguém que conhece a Bíblia, as profecias de Daniel e Apocalipse e até o Manual da Igreja, mas hoje está fora da igreja. Sabe por que isso acontece? Porque conhecimento teórico sem relacionamento com Deus é inútil! Muitos hoje têm relacionamento com os membros da igreja, com os líderes da igreja e com a instituição igreja, mas não conhecem o dono da igreja: Jesus. Basta um desentendimento com um irmão e pronto: saem da igreja! Somente o estudo da Bíblia e o conhecimento pessoal de Cristo poderão nos salvar em dias de provações!

Conhecer a Bíblia é importante

“Existem hoje milhares de pessoas que professam ser religiosas, e no entanto não podem dar outra razão para os pontos de sua fé, a não ser o haverem sido assim instruídas por seus dirigentes espirituais”. GC, 596.

Os adventistas do sétimo dia são conhecidos no meio cristão como “o povo da Bíblia”. Nossos antecessores na igreja deixaram essa imagem por saberem defender a fé com habilidade no manuseio das Escrituras.

Você sabe defender na Bíblia a sua fé? Conseguiria explicar a origem do sábado, como guardá-lo, quando começa e termina usando somente sua Bíblia? E sobre a imortalidade condicional da alma? Vamos mais além – as 2300 tardes e manhãs? Você pode pensar que estou forçando demais, mas quantos problemas difíceis de matemática, física, química aprendemos a resolver na escola sobre assuntos terrenos e não queremos nos esforçar para aprender acerca das coisas espirituais de conseqüências eternas?

Satanás não quer que você se aprofunde ou pesquise mais a Bíblia! Ele deseja que você simplesmente aceite o que os professores e líderes ensinam, sabe por quê? Porque assim você não consegue explicar para mais ninguém!

Deus não perdoará aqueles que tiveram oportunidade e condições de estudarem a Bíblia e não o fizeram, e pela ignorância foram enganados.

“A ignorância não é desculpa para o erro ou pecado, quando há toda a oportunidade de conhecer a vontade de Deus.” GC, 597.

Assim muitos se perderão achando que, fazendo o que acham certos na vida cristã, se enveredaram por caminhos errados! Examine a Bíblia por você mesmo! Essa é a sua salvaguarda!

Como Estudar a Bíblia

“O primeiro e mais elevado dever de todo ser racional é aprender das Escrituras o que é a verdade, e então andar na luz, animando outros a lhe seguirem o exemplo”. GC, 598.

1. Estude a Bíblia diariamente: crie o hábito de começar o dia estudando a Palavra de Deus.

2. Comece pelos evangelhos que são mais fáceis de entender. Outra opção é ler um capítulo do antigo e um capítulo do novo testamento.

3. Depois de ler, medite e procure entender o que leu. Compare com outras passagens bíblicas, e se necessário, busque ajuda.

4. A Bíblia deve ser interpretada de forma literal e no seu claro sentido, a menos que seja empregado um símbolo ou figura.

5. Nunca estude sem orar primeiro! Estudar a Bíblia sem orar é como navegar sem remar, achando que os ventos e correntes o levarão a um lugar seguro!

6. Use seu raciocínio e intelecto com toda sua capacidade, mas tenha a humildade e submissão de uma criança.

7. Cuidado! Não passe por cima de verdades que você não deseja praticar! É por isso que há dezenas de interpretações de um só texto!

8. Memorize passagens! Elas te ajudarão em tempos de provas e tentações! Esse era um dos segredos de Jesus.

Auxílio dos Anjos

Eu tenho agora algumas surpresas para vocês! Você vai ficar impressionado com o que os anjos poderão fazer para aqueles que estudarem a Bíblia de forma correta.

“Faz parte da atividade dos anjos celestiais preparar o coração para de tal maneira compreender a Palavra de Deus que fiquemos encantados com sua beleza, admoestados por suas advertências, ou animados e fortalecidos por suas promessas.” GC, 600.

Os anjos preparam nosso espírito para estudarmos a Bíblia. Da próxima vez que for estudá-la, ore a Deus pedindo este auxílio.

Mas não pára por aí: “Anjos, porém, acham-se em redor dos que estão desejosos de serem ensinados nas coisas divinas; e no tempo de grande necessidade lhes trarão à lembrança as mesmas verdades de que necessitam.” GC, 600.

Que maravilha! Os anjos nos ajudarão a lembrar dos textos bíblicos nos momentos cruciais da nossa jornada cristã!

A Pedra de Toque

Deus não deixará que nenhuma pessoa sincera, que buscou o conhecimento e a prática da verdade, pereça. Todos terão a oportunidade de fazer sua escolha: ou obedecer a Deus ou aos homens.

O que separará o trigo do joio nos momentos finais será o sábado. O sábado será a pedra de toque! Este é o mandamento que Satanás fez o mundo cristão em sua maioria deitar por terra.

Os Estados Unidos, usando sua influência política e econômica, se unirá com todos os cristãos, católicos, espíritas e protestantes, para impor a guarda do domingo.

“A igreja apelará para o braço forte do poder civil, e nesta obra unir-se-ão católicos e protestantes. Ao tornar-se o movimento em prol da imposição do domingo mais audaz e decidido, invocar-se-á a lei contra os observadores dos mandamentos. Serão ameaçados com multas e prisão.” GC, 607.

Neste dia se cumprirá o que a Bíblia diz em II Tim. 3:12: "Todos os que piamente quiserem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições."

Os fiéis vão ser provados e ficarão por vezes perplexos e desanimados e questionando se estão realmente corretos. A oposição à lei de Deus será tão forte que o erro parecerá o certo. Mas pela Palavra e pelo Espírito Santo saberão que estão corretos.

O Último Convite

Com grande poder o evangelho será pregado, semelhante ao dia do Pentecostes.

“Operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e maravilhas seguirão aos crentes. Satanás também opera com prodígios de mentira, fazendo mesmo descer fogo do céu, à vista dos homens. Assim os habitantes da Terra serão levados a decidir-se.” GC, 612.

É assim que todos os habitantes da terra receberão o último convite de Jesus para serem salvos.

Que maravilha poder receber de Jesus todas estas informações! Ele nos ama tanto que nos contou Seus segredos!

Vamos aproveitar o tempo estudando Sua Palavra em oração, e a cada profecia cumprida, nos alegrar, pois o tempo da salvação estará cada vez mais próximo. Ore ao Senhor para que sua mente seja iluminada com as preciosas verdades da Bíblia.

PR. YURI RAVEM
Mestre em teologia e pastor da Igreja Adventista em Pelotas - RS Casado com Andressa, mestre em educação.
Editor Associado do Blog Nisto Cremos e Editor do Blog Igreja Adventista de Pelotas
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quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Deus Escolhe uma Pessoa em Particular e nos Dirige até que a Encontremos?

“Deus já tem uma pessoa escolhida para mim; não preciso me preocupar. A pessoa com quem me casarei será com certeza a ideal, escolhida por Deus.”

Já pensou? Se Deus realmente tivesse uma única pessoa para casar conosco, a primeira pessoa pela qual nos apaixonássemos poderia ser considerada a pessoa certa. Além disso, ninguém precisaria seguir orientações divinas quanto à escolha de um cônjuge que lhe trouxesse felicidade.

Tenho percebido essa posição entre cristãos sinceros e até já ouvi isso ser defendido em público. Porém, esse conceito vem de uma má compreensão teológica. Sendo assim, a resposta correta outra vez é não.

Alguns teólogos cristãos que acreditam na predestinação acabam aplicando esse princípio em todas as questões da vida, inclusive na do casamento.

Há livros sobre o ponto de vista bíblico e religioso que reforçam a idéia de que Deus tem “uma” pessoa “escolhida” para você. Mas a posição bíblica e de todos os que crêem no livre arbítrio é que Deus deixa você livre para escolher sua companhia para a vida. E se liberdade exige responsabilidade, nesse caso ela é muito maior, porque temos que escolher, e se não der certo, a responsabilidade é nossa. Não é a “cruz que Deus me deu para levar”, como alguns dizem.

Você que ainda não se casou, lembre-se disto. Não fique aí sentado esperando que Deus traga a pessoa e coloque-a na sua frente. Isso não vai acontecer. Penso que Deus tem algo a ver com um bom casamento, com a formação de um bom lar.

Mas, qual exatamente é a relação entre Deus e a formação de um lar, já que ele não manda alguém pelo correio? O que fazer? Devemos falar com Ele, mas falar o quê? As pessoas geralmente costumam pedir para que Ele envie a “pessoa” certa. Será isso que devemos pedir? E se houver algum engano ou precipitação, e fizermos um casamento errado, quem seria o culpado?

Parece complicado, mas é bem simples. Devemos pedir sabedoria, muita sabedoria para escolher certo, e não que Ele ponha a pessoa certa na nossa frente.

Mas, o que dizer da experiência de Isaque, relatada na Bíblia, em Gênesis 24? Não é este um exemplo seguro? O servo de Abraão pediu um sinal, e o sinal apareceu, mostrando a pessoa certa.

Realmente é uma experiência bonita. Mas, depois você vê que o casamento de Isaque foi um casamento um tanto curioso. A própria esposa de Isaque, não foi das mais leais. Conhecemos a história.

Eu entendo esse episódio da seguinte forma: Primeiro, Isaque não teve participação na escolha da esposa. O pai era o responsável. No contexto histórico da época, o indivíduo que se casava não tinha a mínima liberdade de decisão. Tanto é que um servo do pai foi escolher a pessoa.

Por ser assim, a única maneira de haver condições para uma boa escolha, por parte deste servo que não sabia o que fazer, não sabia como escolher, e foi buscar uma pessoa em um lugar diferente, distante, e de uma cultura desconhecida, era pedir que Deus o ajudasse a encontrar a pessoa certa. Creio que esse tipo de pedido podemos fazer, não para encontrar a pessoa certa, mas para ter sabedoria capaz de reconhecer a pessoa certa.

Acredito que exista mais de uma pessoa certa, e o que nos cabe é escolher alguém utilizando os critérios dados por Deus. Se Deus escolhesse por nós, não precisaríamos de todas as orientações publicadas por escritores cristãos, nem das fornecidas por líderes religiosos, nem das sugestões sobre como encontrar um cônjuge que traga e promova felicidade no lar; elas seriam desnecessárias porque não precisaríamos fazer uso desses conhecimentos.

De qualquer forma, devemos pedir a Deus sabedoria para escolher acertadamente. E agora você pergunta: “Eu gostaria de casar com a pessoa que seja da vontade de Deus, mas como é que vou saber qual é a vontade de Deus?”

A Bíblia fala alguma coisa sobre isso, dá algumas instruções quanto à vontade de Deus, mas não diz o nome da pessoa. A vontade de Deus é que você case com uma pessoa compatível com você em crenças e ideais, que promova sua felicidade e aumente a própria felicidade através de você.

Você pode ter três pessoas em mente que parecem exatamente pessoas ideais, e não saber qual das três escolher. Muitas vezes acontece isso, outras vezes falta alguém, não há nenhuma pessoa em vista. Como saber a vontade de Deus?

A experiente escritora Ellen White, em um de seus livros, apresenta cinco itens pelos quais se pode saber a vontade de Deus, ou seja, formas pelas quais Deus nos revela a Sua vontade. Elas podem ser úteis a você:

1. Através de Sua Palavra. Alguns princípios básicos nos possibilitam saber qual é a vontade dEle, de modo geral, Pela Palavra de Deus. Você não vai encontrar na Bíblia o nome da pessoa, nem o bairro em que mora. Mas todos aqueles que fizerem uso da Bíblia saberão quais as qualidades que se deve buscar na pessoa com quem se pretende casar. Leia Provérbios 12.

Algumas das boas características que devem existir na pessoa ideal, e também em você, por motivo óbvio, estão relatadas nesse capítulo.

Por exemplo: bondade (v2), honestidade (v3), sinceridade (v5) proferir palavras bondosas e corretas (v6), ser compreensivo (v8), humilde e trabalhador (v.9), falar a verdade (v. 17-19), entre outras.

Em Provérbios 31:10 a 31 aparecem as características da esposa ideal. Pegue a sua Bíblia e confira. Vale a pena! Leia também II Coríntios 6:14, também outros versos que já conheça, e note os conselhos de Deus: “...Não se juntem com os descrentes para trabalhar com eles... Como é que o certo e o errado podem ser companheiros?... Como podem viver juntas a luz e a escuridão?... Como podem Cristo e o Diabo estar de acordo?... O que é que um cristão e um descrente têm em comum?...”

2. Através das impressões do Espírito Santo, pela oração. Se orarmos, vamos começar a desenvolver certas convicções a respeito do assunto. Ellen White diz que se alguém ora duas vezes antes de pretender casar-se, deve orar quatro ao planejar dar esse importante passo. Orando, o Espírito de Deus há de mostrar Sua vontade e dar certas convicções a respeito do assunto.

3. Conselhos de amigos cristãos. Isso é interessante! Até eu me surpreendi quando li isso pela primeira vez. A idéia é esta: Deus se revela através dos conselhos de amigos cristãos.

Essa é uma das razões para que a Igreja, como comunidade cristã, seja considerada a família de Deus na Terra. As pessoas fiéis podem ajudar os amigos. Deus dá sabedoria a essas pessoas, para servirem em determinadas coisas.

Às vezes estamos tão envolvidos emocionalmente que não sabemos qual é a decisão mais acertada. Se conversarmos com um e outro que está mais distante e tem uma perspectiva melhor e maior do assunto, podemos ouvir: “Sabe, parece que aquela pessoa, pelo que percebo, combina mais com você.” Quando isso ocorre, Deus está revelando Sua vontade.

No livro “Só Para Jovens”, a autora sugere que os jovens procurem conselhos dos pais cristãos. Estes são os amigos cristãos: os pais, professores, pessoas da Igreja, colegas, companheiros que sejam tementes a Deus. Deus revela Sua vontade através dessas pessoas.

4. Através das Circunstâncias. Curioso isso também, mas Deus revela a Sua vontade através das circunstâncias. Ele abre certas portas, fecha outras, e você vai percebendo que a vontade de Deus está se dirigindo nesse sentido.

Se todos estes itens concordarem entre si, vá em frente, seguro de que é a vontade de Deus.

5. Querer fazer a vontade de Deus, seja ela qual for. Eu considero como o principal item, porque é uma condição sem a qual os demais não podem funcionar. Deus não nos revela a Sua vontade apenas para satisfazer nossa curiosidade, ainda mais se não estamos dispostos a obedecê-la.

Quando pedimos a Deus que faça ou que nos mostre qual é a Sua vontade, Ele só pode atender se estivermos dispostos a cumpri-la, seja qual for.

Ah, por que o processo de sortear o nome da pessoa, ou lançar sorte para saber como devemos agir, não funciona? É simples: tem gente que nunca sabe o que fazer; se compram este ou aquele carro, esta ou aquela casa; se casam com esta ou aquela pessoa... e, como que fugindo da responsabilidade de decidir, usam o sistema de sorteio. Isso não dá certo porque Deus tem um outro esquema de trabalho, bem diferente de jogo ou de sorte.

Ellen White, numa inspirada carta de 19 de Fevereiro de 1900, a chamada carta 19, já comentou sobre isso. Alguns membros da Igreja estavam querendo eleger os seus lideres por sorteio.

Se Deus revelasse Sua vontade através de sorteios, seria fácil resolver os problemas da escolha de lideres da Igreja Cristã. Poderíamos colocar os nomes dos candidatos dentro de um chapéu, e pronto. Estaria resolvido o problema.

Mas Ellen White disse que “Não é assim que Deus trabalha.” Sabe o que mais? “Satanás atua e revela a vontade dele em vez da vontade de Deus.” Podemos tirar justamente o papelzinho errado.

Se usarmos as dicas do sistema divino seremos bem sucedidos na escolha do companheiro para a vida sem esperar que Deus determine a pessoa exata.

PR. JOSÉ CARLOS EBLING
Doutor em Educação Religiosa e Aconselhamento Matrimonial pela Andrews University. Professor universitário e conselheiro matrimonial no UNASP - campus Engenheiro Coelho, SP. Autor dos livros : Namoro No Escuro, Mosaico Do Amor, Amigos Para Sempre, Sentido Único, Saúde No Relacionamento Familiar, Depressão : Você Não Está Sozinho, Perdas e Danos. Casado com Nair Ebling Coordenadora da Extensão Universitária do Unasp - Campus II e autora de diversos livros Didáticos publicados pela CPB.
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terça-feira, 28 de outubro de 2008

O Homem que Deus não pode salvar

O título de nosso assunto é: O Homem que Deus Não Pode Salvar. Parece estranho esse pensamento! Não é Deus Onipotente? Não é Ele Todo-Poderoso? Não diz a Bíblia que para Ele tudo é possível? Como poderia Ele não salvar a alguém?

Há três teorias sobre o assunto:

Os calvinistas afirmam que Deus pode salvar a todos, mas destinou muitos para a salvação e muitos para a perdição, independente de qualquer poder ou influência.

Os universalistas afirmam que não só Deus pode salvar, como de fato salvará a todos os homens e mulheres, no fim de todas as coisas.

Os agnósticos, entretanto, afirmam que Deus não pode salvar a ninguém, porque Ele Se encontra muito longe de nós.

O que a Bíblia diz sobre isso? De fato, a Bíblia sustenta que Deus é Onipotente. Para Deus todas as coisas são possíveis. Ele tudo pode:

– Ele criou todo o Universo.
– Ele mantém todo o Universo.
– Ele já salvou a muitos dos piores criminosos deste mundo.

Portanto, para Deus, tudo é possível.


I – MAS HÁ UM HOMEM QUE DEUS NÃO PODE SALVAR

Você sabe qual é esse homem? O homem que Deus não pode salvar é o homem satisfeito consigo mesmo.

E temos aqui na Bíblia a prova dessa afirmação:

Luc. 18:9-12 – "Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. "

O fariseu estava satisfeito com a sua vida. Compareceu diante de Deus para mencionar os seus méritos, para gabar-se de quão bom ele era.

"Não sou como os demais homens." Quantos hoje nos seus dias pensam como este fariseu: "Não sou um homem mau, não mato, não roubo, não faço mal ao próximo." Como o fariseu de outrora, cantam um hino de louvor a si mesmos. Nada pedem a Deus, eles já são bons, Deus tem o dever de aceitá-los.

Há outras declarações do fariseu, que podemos ouvir hoje dentro da própria igreja cristã: Verso 12 – "Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho." Em linguagem moderna: "Fui batizado, pertenço à igreja, freqüento os cultos, tomo parte nas atividades da igreja, contribuo para a causa do evangelho. Faço tudo isso. Graças a Deus que eu não sou como os outros tão negligentes nessas coisas tão importantes da vida cristã."

É possível fazer estas coisas, boas sim, necessárias, próprias de um cristão sincero – é possível fazê-las por mera formalidade e apresentá-las a Deus como prova de bondade e merecimento.

Perto do fariseu estava o publicano. Os publicanos homens desprezados pelos judeus porque eram coletores de impostos para os romanos. Esse homem não via nada de bom em si mesmo. Se fazia boas obras, não ousou mencioná-las a Deus; que eram as suas boas obras para comprar os bens do Céu? Viu que suas obras não podiam comprar o favor do Céu. O publicano sentiu sua pobreza, o seu pauperismo espiritual. Sentia nada ter para o recomendar a Deus. Se alguma coisa pudesse ganhar, seria imerecido, seria tudo baseado na misericórdia divina.

Ele, o publicano desprezado, olhou para si mesmo, vendo a sua profunda necessidade, e apresentou-se diante de Deus com apenas um argumento – o argumento da sua própria necessidade: "Ó Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador." (Luc. 18:13).

Como Jesus terminou a Sua história? Ele disse que o fariseu voltou vazio, enquanto que este publicano foi justificado.

Realmente, o fariseu representa o homem que Deus não pode salvar porque ele está satisfeito consigo mesmo, cheio de justiça própria, não sente a sua necessidade.


II – QUAIS OS CARACTERÍSTICOS?

Quais são os característicos do homem satisfeito consigo mesmo, o qual Deus não pode salvar?

1) O homem satisfeito consigo mesmo é o homem que não se arrepende.

Lemos estas palavras de Jesus em Luc. 5:31-32 – "Respondeu-lhes Jesus: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento."

Levi Mateus dera um grande banquete em sua casa, e convidou a Jesus e aos seus amigos que também eram publicanos como ele era, e havia sido distinguido por Jesus.

Entretanto, os fariseus começaram a murmurar e acusar os discípulos de Jesus, dizendo que comiam e bebiam com os publicanos e pecadores. Foi aí que Jesus, não podendo deixar passar essa oportunidade para lhes dar mais uma lição, defendendo os publicanos, justificando sua atitude para com eles, e ao mesmo tempo ensinando e advertindo por que muitos jamais se salvarão.

"Os sãos não precisam de médico", ou seja, os que se consideram sãos, os que a si mesmos se julgam bons, justos – estes não precisam de Sua ajuda, ou melhor: é impossível ajudá-los. Apenas os doentes, os que reconhecem, os que reconhecem a sua enfermidade é que precisam do Médico dos médicos.

E Ele acrescenta: "Não vim chamar justos, e sim, pecadores ao arrependimento", porque os justos não precisam de arrependimento, os que se julgam justos, eles não se arrependem; na realidade, eles não podem se arrepender enquanto estão nessa condição de justiça própria.

O 1º característico – falta de arrependimento – porque não há reconhecimento do pecado.

E Cristo contou noutra passagem a necessidade de arrependimento: Luc. 13:4, 5 – "Ou cuidais que aqueles dezoito sobre os quais desabou a torre de Siloé e os matou eram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém? Não eram, eu vo-lo afirmo; mas, se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis."

Os judeus diziam que aqueles homens que foram acidentados pela torre de Siloé eram grandes pecadores e culpados diante de Deus e que era por isso que eles foram castigados. Mas Jesus corrigiu esse conceito e ensinou que não há salvação sem arrependimento: "Se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis."

E não basta apenas confessar o pecado, externamente, sem reconhecê-lo. Há no Antigo Testamento dois exemplos marcantes que ilustram esta verdade: 1) Lemos em 1Sam. 15:24, que Saul proferiu estas palavras: "Pequei, pois transgredi o mandamento do Senhor!" 2) e também lemos acerca de Davi que ele disse em 2Sam. 12:13: "Pequei contra o Senhor!"

Ambos confessaram as mesmas palavras. Saul pecou porque não matou. Davi pecou porque matou. Um foi aceito, o outro foi rejeitado. Um foi destronado e se perdeu; o outro, Davi, continuou no trono e se salvou. Por quê? A diferença está no fato de que Davi se arrependeu, Saul não. Saul era um homem satisfeito consigo mesmo: achava que não necessitava de arrependimento. Davi, porém, experimentou um profundo arrependimento.

2) 2º característico: O homem satisfeito consigo mesmo não crê em Jesus.

Gên. 4:3-5 nos apresenta a triste história de Caim e Abel. De acordo com o plano divino, os dois irmãos deveriam trazer ofertas de animais. Devia haver derramamento de sangue. Isso representava o sangue de Jesus, o Cordeiro de Deus.

Abel mostrou sua fé no vindouro Messias, quando apresentou sua oferta de animal, imolando o cordeiro, derramando o sangue, e crendo que Deus haveria de prover o sangue que purifica de todo pecado.

Caim, porém, ao trazer os seus frutos, revelou em sua oferta, que não possuía fé para crer em Jesus, o Messias vindouro. Ele estava satisfeito consigo mesmo e com suas realizações.

E não basta, aparentar ser um seguidor de Cristo. É preciso crer nEle de fato.

No Novo Testamento, temos outros dois exemplos: Pedro, que negou a Jesus. (Luc. 22:62) e Judas, que O traiu. (Mat. 27:35). Judas representa o homem que Deus não pode salvar: ele não crê em Jesus Cristo. Judas não se submeteu a Cristo, porque não acreditava nEle como seu Salvador pessoal. Ele O seguia como um dos Doze discípulos, a fim de conseguir vantagens temporais. Nunca quis se arrepender; nunca aceitou a Jesus, não cria nÊle. Também estava satisfeito consigo mesmo: para que deveria ele crer em Jesus?

Entretanto, Pedro representa ao homem que Deus pode salvar completamente, embora tenha cometido graves e hediondos pecados, em muitas vezes e de muitas maneiras. Pedro nunca estava satisfeito, ele sempre ansiava por Jesus e cria nÊle como o seu Salvador. Ele disse, apesar de errar muitas vezes: "Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna; e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus." (João 6:68-69).

Aqui está o segredo: Não importa a nossa vida passada, não importa quão pecadores nós fomos um dia, não importa se nos tornamos grandes pecadores. O que importa é a nossa fé para crer que Jesus Cristo é o nosso poderoso Redentor, que derramou o Seu sangue para nos purificar, e que Ele nos libertará dos nossos pecados, aqui e agora, se tão somente nós o aceitarmos como o nosso suficiente Salvador.

3) 3º característico: O homem satisfeito consigo mesmo não tem amor pela verdade.

O apóstolo Paulo fala desta classe de pessoas desse modo, em 2Tess. 2:10 – "e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos." Por que perecem? Porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos.

Os ímpios não só rejeitam a verdade, como também não acolhem o amor pela verdade para serem salvos. Eles não podem ser salvos enquanto não amarem a verdade. Mas se estão satisfeitos consigo mesmos, eles não crerão na verdade, eles não amarão a verdade e não serão salvos, Deus não pode salvá-los por isso.

Tal atitude não se relaciona à verdade no sentido geral, mas se refere à verdade salvadora do Evangelho, que eles não amam tanto a ponto de buscarem a salvação com todo o seu empenho e serem beneficiados.

O cristão nunca está satisfeito consigo mesmo. Por isso, ele crê em Deus e na Sua verdade, e ele a aprecia mais e mais, a ponto de sempre buscar a verdade, conhecer a verdade e praticá-la em sua vida. Ele vê que a verdade do Evangelho é poderosa para salvá-lo, e ele a ama.

Os ímpios estão satisfeitos consigo mesmos. Portanto, não acolheram o amor da verdade para serem salvos.

– Eles poderiam ser salvos pela verdade do Evangelho, porque o Evangelho tem poder para salvar.
– Eles poderiam se regozijar pela verdade, e pelos excelentes resultados do Evangelho em sua vida.
– Eles poderiam crer na verdade, porque essa possibilidade existe para todos os seres humanos.

No entanto, os ímpios têm outra atitude:

– Eles crêem na mentira.
– Eles amam a apreciam o erro.
– Eles se regozijam na injustiça.
– Eles se permitem iludir pelos enganos de Satanás.
– Eles não têm nenhum amor pela verdade salvadora do Evangelho, porque estão satisfeitos consigo mesmos e desse modo não podem ser salvos, a menos que mudem sua atitude.


III – COMO PODE O HOMEM DESPERTAR?

Como podemos ver nossa condição espiritual? Como podemos sentir nossa necessidade de Deus?

Ninguém por si reconhece os seus erros e pecados. "Enganoso é o coração ...", diz a Bíblia.

Como é que fala uma pessoa satisfeita consigo mesma? Apoc. 3:17 – "Dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu." O diagnóstico divino é: "Nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu."

Como pode ser mudada essa atitude de justiça própria e auto-satisfação? Apoc. 3:18-19 – "Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas. Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te. "

Jesus Cristo dá esse conselho. Necessitamos de:

1. Ouro refinado – a fé que opera por amor.
2. Vestiduras brancas – a justiça de Cristo.
3. Colírio – a graça do Espírito Santo.

E no verso 19 temos a certeza do amor de JC, e o apelo ao arrependimento. O verso 20 apresenta o quadro de JC à porta do nosso coração esperando que Lhe demos entrada.

Como reconhecer nossa necessidade? Necessitamos do colírio do Espírito Santo e:

– Ele nos revelará a verdade.
– Ele nos convencerá do pecado, da justiça e do juízo.
– Ele nos mostrará a Jesus.

"O desconhecimento dEle é que dá aos homens uma tão alta idéia de sua própria justiça. Ao contemplarmos Sua pureza e excelência, veremos nossa pobreza e defeitos, como realmente são.." – Parábolas de Jesus, página 159.

"Quanto mais nos achegarmos a Jesus e mais claramente discernirmos a pureza de Seu caráter, tanto mais claramente discerniremos a extraordinária malignidade do pecado, e tanto menos teremos a tendência de nos exaltar." – Parábolas de Jesus, página 160.

Paulo disse em 1Tim. 1:15 – "Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal."

Conta-se que Lady Hamilton muitas vezes visitava as prisões a fim de animar e ajudar os reclusos. Um dia ela encontrou um homem que estava completamente arrasado, cheio de pessimismo e sinistros pensamentos. Ela procurou consolá-lo, mas ele respondeu:

– Sou um grande pecador.
– Louvado seja Deus – a Lady respondeu.

Então o prisioneiro acrescentou:

– Sou o mais ímpio de todos os pecadores.
– Louvado seja o Senhor – disse outra vez Lady Hamilton.

Não compreendendo o que ela queria dizer, o prisioneiro disse:

– Por que diz a senhora assim, visto que professa ser cristã?

Então ela tomou a Bíblia e calmamente leu para ele este verso: "Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal."

Entreguemo-nos inteiramente a Jesus, contemplemos o Seu maravilhoso caráter, toda a Sua perfeição. E teremos um vislumbre de nossa necessidade.

"Fiel é a palavra" de que realmente Jesus Cristo veio salvar pessoas tão pecadoras como nós somos. "Se, pois, zeloso e arrepende-te. Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo." (Apo. 3:19-20).

Se você não está satisfeito consigo mesmo, se pelo Espírito Santo você sente o seu pecado, você pode ser completamente salvo. Entregue-se agora mesmo a Jesus, que disse: "O que vem a Mim, de modo nenhum o lançarei fora" (João 6:37). Portanto, vamos a Ele.


PR. ROBERTO BIAGINI
Teólogo, Mestre em Teologia. Realizou vários cursos de Extensão Teológica da Andrews University e do Centro de Educação Contínua da DSA. Trabalhou como distrital de várias igrejas do centro, norte e sul do país. É casado com a Profª. Silvane Luckow Biagini, e tem dois filhos, Ângela e Roberto.
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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Aprenda a calcular o índice de massa corporal (IMC)


A obesidade é uma preocupação rotineira na vida de muitas pessoas. Alguns se preocupam apenas no que diz respeito a estética do corpo, outros apresentam o desejo de manter um corpo saudável evitando doenças e desfrutando de uma boa qualidade de vida.

O primeiro passo para saber se uma pessoa está acima ou abaixo do peso ideal é aplicar o teste do cálculo do IMC (Índice de Massa Corporal) e descobrir se o peso corresponde aos parâmetros para a sua estatura. Esse teste é adotado pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Para calcular o IMC requer a aplicação de uma fórmula que leva em conta seu peso e altura. Basta dividir o peso pela altura ao quadrado (kg/cm 2).


Antes de tudo, é preciso salientar que o Índice de Massa Corporal é apenar um indicador. Há alguns problemas em usar o IMC para determinar se uma pessoa está acima ou abaixo do peso. Por exemplo: Pessoas musculosas poderão apresentar um Índice de Massa Corporal alto e mesmo assim não serem consideradas gordas. Também não se aplica o teste para crianças.

O Índice de Massa Corporal, apesar de conter alguns pontos fracos, é um método fácil no qual qualquer um pode obter uma indicação, com um bom grau de acuidade, se está abaixo do peso normal, acima do peso ideal, ou obeso. Porém, segundo os especialistas, o método mais preciso é a medição do percentual de gordura corporal.

Segue abaixo uma tabela pré-formulada para aqueles que não querem fazer o cálculo, sugerindo apenas pesos e alturas aproximados. O ideal mesmo é usar a fórmula já sugerida.

Um outro gráfica abaixo, apresenta detalhadamente o valor do IMC e sua classificação:


A melhor maneira para não ter surpresas desagradáveis é a prevenção. Alimentação saudável, exercício físico regular e um check-up esporadicamente são imprescindíveis.

Você já descobriu o seu IMC? Ainda não? Aproveite as dicas mencionadas e descubra o indicativo da sua massa corporal e cuide melhor de sua saúde.


PR. FÁBIO DOS SANTOS
Teólogo, Pastor Local da Igreja Adventista em Osório - RS, casado com Margarete Elisia dos Santos, professora da Escola Adventista nesta cidade. Filho de Adventistas (Nildo F. dos Santos - "Obreiro da CPB" e Lucila G. dos Santos - "Colportora da APC").
Webmaster e Editor geral do Blog Nisto Cremos
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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Os Desejos dos Brasileiros

Tatiane confessa que está precisando muito de dinheiro. “Mas daria tudo que tivesse para ter meu irmão de volta”, revela a jovem de 23 anos, moradora de Iguatu (CE). Ela e o irmão eram muito apegados, desde crianças, mas se distanciaram quando Tatiane se casou. Só se reaproximaram três anos depois, após a separação dela.

“Eu criava minha filha, hoje com 6 anos, sozinha. E ele era o meu apoio. Gostaria de ter dito a ele o quanto o amava.” O irmão de Tatiane, Fernando, morreu num acidente de moto há dois anos, deixando uma filha recém- nascida. “Só depois do acidente percebi o quanto ele era importante para mim.” [1]

Assim como Tatiane, 45% dos brasileiros gostariam de ter dito “eu te amo” mais vezes a alguém. Esta descoberta foi feita pela revista Seleções ao receber as respostas de 5.587 pessoas de todo o país numa pesquisa em que foi perguntado o que elas gostariam de mudar se houvesse essa possibilidade.

“Os dados revelam um panorama dos anseios dos brasileiros e do que nós acreditamos que pode nos trazer mais felicidade. E uma constatação: se você deseja uma mudança, não está nem de longe sozinho 96%* de nós também querem mudar algo, seja a aparência física, o emprego, ou mesmo a freqüência com que faz sexo”, afirma Dirley Fernandes. [2]


Coisas surpreendentes


Há vários resultados surpreendentes nesta pesquisa; por exemplo, o percentual das pessoas que gostariam de ter mais amigos (32%) supera e muito aquelas que gostariam de ser mais bonitas (19%) ou ter mais relações sexuais (18%). O que demonstra a carência das pessoas em ter relacionamentos sólidos que lhes assegurem companheirismo e partilha.

Outra informação surpreendente: “Em tempos de Big Brother e outros reality shows, um dado da pesquisa causa surpresa. Apenas uma em cada dez pessoas declarou que gostaria de ser famosa – percentual menor do que aqueles que gostariam de ter uma religião ou uma fé maior (17%)”.

Isso demonstra, como dizia Santo Agostinho, que há um vazio dentro de cada ser humano que só pode ser preenchido com Deus. É a fome de Deus que todos sentimos e que muitos, no entanto, tentam sufocar com dinheiro, fama, poder e prazeres deste mundo de pecado.

Todas as tentativas humanas para saciar esta necessidade, aplacar essa sede, demonstram-se vãs e infrutíferas. Como disse Jesus à samaritana: “Aquele que beber desta água [o que o mundo oferece e a única coisa que ele tem para dar] tornará a ter sede” (João 4:13). Sem chance!

Antes que a mulher, e nós por extensão, perdesse a esperança de mudança e de um futuro promissor, entra em campo a adversativa divina (“mas’, “porém”, etc.) nas palavras dAquele que é a Água da Vida: “... aquele, porém, que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que Eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (João 4:14).

E aí, que tal saciar a sua sede – de alegria, mudança, prazer, conhecimento, amizade, dignidade, respeito, satisfação, auto-estima, realização pessoal e salvação – na pessoa de Jesus?

A samaritana fez isso e, confirmando o final feliz de uma longa e extenuante procura, abandonou o cântaro junto ao poço – não precisava mais dele. E você? O que está lhe prendendo ainda à velha vida de fracasso, tristeza e desilusão?


Referências


1. Seleções, 4 de agosto de 2008, pág. 121.
2. Idem, pág. 123.



PR. ELIZEU LIRA

Pastor em Uberlândia. Atualmente faz pós-graduação em Ciência da Religião e prepara-se para iniciar o Mestrado em Educação.

É o diretor geral do site IASD em Foco
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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

"Ateus missionários" fazem campanha

Alguns ônibus de Londres poderão levar, a partir de janeiro, pôsteres com um slogan pouco comum: "Provavelmente, Deus não existe." A campanha ateísta é da British Humanist Association (BHA, na sigla em inglês) e tem o apoio do acadêmico britânico Richard Dawkins, autor do livro Deus, um Delírio e conhecido pelos seus documentários questionando o papel das religiões. O objetivo da BHA com a campanha é "promover o ateísmo na Grã-Bretanha, encorajar mais ateístas a assumirem publicamente a sua posição e elevar o astral das pessoas a caminho do trabalho".

Com o dinheiro levantado em doações, o grupo quer colocar pôsteres em dois grupos de 30 ônibus por quatro semanas.

O slogan completo diz: "There's probably no God. Now stop worrying and enjoy your life" ("Provavelmente, Deus não existe. Agora, pare de se preocupar e curta a vida", em tradução livre).

"Nós vemos tantos pôsteres divulgando a salvação através de Jesus ou nos ameaçando com condenação eterna, que eu tenho certeza que essa campanha será vista como um sopro de ar fresco", disse Hanne Stinson, presidente da BHA. "Se fizer com que as pessoas sorriam, além de pensar, melhor", concluiu.

Como os organizadores conseguiram arrecadar mais do que planejavam, eles pretendem colocar os pôsteres também do lado de dentro dos ônibus.

A BHA também estuda a possibilidade de estender a campanha para outras cidades, incluindo Birmingham e Manchester, na Inglaterra, e Edimburgo, na Escócia.

"A religião está acostumada a usufruir de benefícios tributários, respeito não merecido, o direito de não ser ofendida e o direito de fazer lavagem cerebral nas crianças", disse Dawkins. "Mesmo nos ônibus, ninguém pensa duas vezes quando vê um slogan religioso. Esta campanha fará com que as pessoas pensem - e pensar é um anátema perante a religião", completou.

Mas Stephen Green, da organização Christian Voice (Voz Cristã, em uma tradução livre), disse que "ficará surpreso se uma campanha como essa não atrair pichação". "As pessoas não gostam de receber sermão. Às vezes, é bom para elas, mas, ainda assim, elas não gostam", afirmou.

No entanto, a Igreja Metodista agradeceu Dawkins por incentivar um "interesse constante em Deus". "Esta campanha será uma coisa boa se fizer com que as pessoas pensem nas questões mais profundas na vida", disse Jenny Ellis, reverenda metodista. "O Cristianismo é para pessoas que não têm medo de pensar sobre a vida e seu significado", completou a religiosa.

(G1 Notícias)

Nota: Dawkins precisa decidir se, afinal, Deus é um delírio ou se Ele provavelmente não existe. De qualquer forma, esse pessoal confirma o que nega: as profecias bíblicas. "Contudo quando vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?" (Lucas 18:8).



MICHELSON BORGES
É jornalista, mestrando em Teologia pelo Unasp e membro da Sociedade Criacionista Brasileira . É editor na Casa Publicadora Brasileira e autor dos livros /A História da Vida / e /Por Que Creio / (sobre criacionismo), /Nos Bastidores da Mídia / e da Série Grandes Impérios e Civilizações, composta de seis volumes. Casado com Débora Tatiane, tem duas filhas.
Editor do Blog Criacionismo
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Ellen G. White sobre as Pessoas das Classes Elevadas

O convite do evangelho deve ser feito aos ricos e pobres, aos elevados e aos humildes e precisamos imaginar meios para levar a verdade a novos lugares, e a todas as classes de pessoas. -- Medicina e Salvação, pág. 312.

Aqueles que pertencem às camadas sociais mais elevadas devem ser procurados com terna afeição e respeito fraternal. Homens de negócios, em altas posições de confiança, homens de faculdades inventivas e intuição científica, homens talentosos, mestres do evangelho, cuja atenção não foi dirigida para as verdades especiais deste tempo - esses devem ser os primeiros a ouvir o convite. A eles deve ser feito o convite. -- Parábolas de Jesus, pág. 230.

Enquanto ajudava os pobres, Jesus estudava também os meios de atingir os ricos. Procurava travar relações com o rico e culto fariseu, o nobre judeu e a autoridade romana. Aceitava-lhes os convites, assistia a suas festas, tornava-Se familiar com os interesses e ocupações deles. -- A Ciência do Bom Viver, pág. 24.

Muito se diz quanto ao nosso dever para com os pobres negligenciados; não se deveria dar alguma atenção aos negligenciados ricos? Muitos consideram essa classe um caso perdido, e pouco fazem para abrir os olhos daqueles que, cegos e ofuscados pelo falso brilho da glória terrena, perderam o cálculo da eternidade. Milhares de ricos têm baixado ao túmulo inadvertidos. Mas, por mais indiferentes que pareçam, muitos entre eles são almas oprimidas. "O que amar o dinheiro nunca se fartará de dinheiro; e quem amar a abundância nunca se fartará da renda." Ecl. 5:10. Aquele que diz ao ouro fino: "Tu és a minha confiança; ... assim negaria a Deus, que está em cima". Jó 31:24 e 28. "Nenhum deles, de modo algum, pode remir a seu irmão ou dar a Deus o resgate dele (pois a redenção da sua alma é caríssima, e seus recursos se esgotariam antes)." Sal. 49:7 e 8. -- A Ciência do Bom Viver, pág. 210.

Muito falamos e escrevemos acerca dos pobres negligenciados; não se deveria dar alguma atenção aos negligenciados ricos? Muitos consideram essa classe como sem esperança, e pouco fazem para abrir os olhos dos que, cegados e deslumbrados pelo poder de Satanás, perderam de vista a eternidade. Milhares de ricos baixaram à sepultura sem serem advertidos porque foram julgados pelas aparências, e passados por alto como casos desesperados. Mas, por mais indiferentes que pareçam, foi-me mostrado que a maioria dessa classe é de almas opressas. Milhares de ricos acham-se famintos quanto ao alimento espiritual. Muitos que ocupam cargos oficiais, sentem a própria necessidade de alguma coisa que não possuem. Poucos entre eles vão à igreja, porque acham que não recebem nenhum benefício. O ensino que ouvem não toca a alma. Não faremos nós esforço pessoal em seu favor? -- Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 386 e 387.

Não se tem feito o esforço devido para atingir as classes mais altas. Ao passo que nos cumpre pregar o evangelho aos pobres, devemos apresentá-lo também, em seu mais atrativo aspecto aos que são dotados de capacidade e de talento, e fazer esforços muito mais sábios e decididos, no temor de Deus, do que têm sido feitos até aqui, a fim de conquistá-los à verdade. ... Uma razão por que não se têm feito até aqui esforços em benefício das classes mais altas como vos tenho apresentado, é a falta de fé e verdadeiro ânimo em Deus. -- Manuscrito 14, 1887.



PR. MARCELO DIAS

Professor no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Pastor do distrito do Parque dos Trabalhadores da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Estudou teologia no Brasil e Administração nos EUA. Completou o MBA na Califórnia e cursa o Mestrado em Teologia em São Paulo. É casado com Ana Cláudia V. Mainer.
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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Série Conhecimento em Vídeo



O segundo tema da série em vídeo "Conhecimento" já está disponível no endereço http://videosnistocremos.blogspot.com/

O segundo tema fala sobre a História de Terror iniciada neste planeta.



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terça-feira, 21 de outubro de 2008

Lista de 36 Ministérios Sugestivos

Um conceito interessante para o envolvimento dos membros segundo os seus dons, está relacionado aos ministérios. Visitando o site de uma igreja recentemente extraí uma lista sugestiva de alguns ministérios que poderiam ser implementados dependendo do contexto e necessidades:

  1. Idosos ativos e amigos - membros e amigos que tem 55 anos ou mais. Encontram-se regularmente para estudar a Bíblia e socializar.
  2. Adote um estudante - pessoas com a missão de tornar a educação possível a estudantes, principalmente aqueles que estão longe de casa porque eles pertencem a Deus e tem uma família espiritual que se importa com eles.
  3. Câncer - apóia membros e amigos que são sobreviventes ou estão presentemente enfrentando o câncer. O ministério planeja e conduz seminários para explorar e informar os membros nesse sentido.
  4. Desenvolvimento Profissional - provê informação, treinamento e contatos para que os membros desempregados possam ser inseridos no mercado de trabalho.
  5. Igreja na Sociedade - busca meios e oportunidades de educar, informar e capacitar a congregação e a comunidade para compreender, identificar e advogar a justiça social no mundo.
  6. Escola Sabatina - reúne-se aos sábados pela manhã para estudar a Bíblia em classes para as diferentes idades.
  7. Aconselhamento Matrimonial - profissionais da área de aconselhamento que possam voluntariar-se para trabalhar com indivíduos, famílias ou grupos.
  8. Contra a Violência Doméstica - provê apoio cristão para pessoas envolvidas em relacionamentos abusivos fisica e emocionalmente.
  9. Dramatização - nutre as habilidades de expressão presentes nas crianças e jovens para que comuniquem-se através de encenações.
  10. Estudantes da Bíblia - promove a compreensão das escrituras através de pesquisas, grupos de estudos aprofundados e seminários.
  11. Recuperação do Álcool, do Fumo e das Drogas - encontros semanais para pessoas que estão no processo de recuperação, bem como para familiares e amigos.
  12. Estrada de Emaús - provê companhia, parceiros de oração, ajudantes e amigos para pessoas passando por grief, por meses após o falecimento de um querido.
  13. Guia artístico e literário - informa a família espiritual sobre eventos culturais e artísticos na comunidade apropriados para os membros.
  14. Distribuição de alimentos - provê alimento enlatado e fresco mensalmente para pessoas que necessitam.
  15. Desbravadores e Aventureiros - envolvem crianças e adolescentes em uma série de atividades.
  16. Recepção - cumprimenta visitantes e membros na chegada para os cultos.
  17. Saúde - oferece visitação, oração intercessória e orientação para aqueles que estão lutando contra uma enfermidade.
  18. Bem-Estar - dedica-se à prevenção e informação a respeito de questões de saúde, bem como promover um estilo de vida saudável.
  19. Contra a AIDS - oferece conforto através do apoio, educação e treinamento para pessoas, famílias e amigos impactados pelo HIV e AIDS.
  20. Hospitalidade - promove a hospitalidade entre as famílias da igreja e recepciona os visitantes para o almoço, etc.
  21. Segurança Interna - provê segurança para os membros, as crianças da igreja e os carros estacionados.
  22. Tecnologia de informação - provê serviços de informática para a comunidade e membros.
  23. Aconselhamento legal - ministério de advogados cristãos voluntários que possam orientar a comunidade e a igreja.
  24. Casais - provê atividades e materiais para que os casais possam construir e manter o seu lar.
  25. Aulas de Reforço - envolve jovens e adultos que possam dar aulas de reforço de qualquer matéria.
  26. Mídia - provê serviços relacionados a áudio-visual, impressão, fotografia e telecomunicação para a igreja e comunidade: gravação de áudio, gravação de vídeo, fotografia, publicações, venda e e duplicação de CDs e DVDs,
  27. Grupo de Homens - encontros para trarar assuntos concernentes aos homens e seu relacionamento com Cristo.
  28. Música - membros com dons musicais que possam dirigir grupos musicais, treinar membros e participar na igreja.
  29. Novidade de Vida - encoraja novos membros a começar uma nova jornada providenciando materiais, oração intercessória e estudos bíblicos.
  30. Prisão - visita presos semanalmente, provendo materiais, oração e estudos bíblicos.
  31. Libras - treinamento para intérpretes que possam auxiliar nos cultos e na comunicação com surdos.
  32. Sozinhos - preocupa-se com assuntos relacionados a solteiros, divorciados, viúvos e pais solteiros, e realiza atividades e seminários voltados para esse grupo.
  33. Mulher - provê uma atmosfera para mulheres exercitarem a sua confiança e explorarem maneiras de se fortalecerem em face de dificuldades.
  34. Fidelidade - orientação para novos membros, supervisão do orçamento da igreja e serminários sobre administração doméstica para os membros.
  35. Computação - aulas de informática para comunidade e membros.
  36. Jovens - alimenta jovens, entre 18 e 35 anos, espiritualmente e trata de assuntos relevantes para eles.

PR. MARCELO DIAS

Professor no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Pastor do distrito do Parque dos Trabalhadores da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Estudou teologia no Brasil e Administração nos EUA. Completou o MBA na Califórnia e cursa o Mestrado em Teologia em São Paulo. É casado com Ana Cláudia V. Mainer.
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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Pr. Élbio Menezes - Estudos em Profecias (4)


Gn 4.7


O texto que estudaremos neste momento está registrado em Gênesis 4.7, que apresenta o seguinte quadro:

“Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à sua porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo.”

Esta profecia foi feita a Caim, o filho mais velho do mundo, o primeiro filho de Adão e Eva.

Adão e Eva não tiveram filhos enquanto estavam no Jardim do Éden, mas tiveram vários filhos após serem expulsos do Paraíso.

A profecia foi feita novamente pelo próprio Deus. Ele estava mostrando o futuro escuro que Caim teria, e ao mesmo tempo, mostrava uma forma de ser um vencedor sobre o que o incomodava no momento.

O que estava acontecendo com Caim no momento que lhe é dado esta orientação?

A história Bíblica nos ajuda a entender. Adão e Eva pecaram e Deus mostrou um plano para levá-los de volta para o Jardim do Éden.

O plano era simples:

Em primeiro lugar Deus iria pôr um sentimento de repulsa ao pecado nos homens que permitissem.

“Porei inimizade entre ti e a mulher.” Gn 3.15

Deus iria colocar de forma sobrenatural uma aversão contra toda a sorte de mal que Satanás tentaria levar o homem a praticar.

Em segundo lugar o plano foi tornado visível ao homem. De que forma? Toda a vez que o homem pecasse, a consciência moral e ética seria despertada pela ação de Deus, então o pecador arrependido deveria matar um cordeiro.

Com esta atitude o homem estava dizendo que aborrecia o mal que havia praticado e que aceitava o plano de Deus para resgatá-lo ao Jardim que haviam perdido o direito de lá estar.

Como agiu Abel a esta ordem de Deus?

“Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste. Agradou-se o Senhor de Abel e de sua oferta.” Gn 4.5

Este era o plano. Um cordeiro deveria ser morto. Abel entendeu e o aceitou, mas Caim não aceitou e estabeleceu o seu próprio programa.

Ele fez tudo ao contrário do que Deus havia orientado. O que ele fez?

“Aconteceu que no fim de uns tempos trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao Senhor.” Gn 4.3

Amigo, Deus tinha dado uma orientação e a Igreja de Deus aqui na Terra já se dividiu. Uma parte dela simbolizada por Caim, fez o que achava ser o melhor. Ele usou a lógica e deu do melhor que ele tinha, já que ele era agricultor.

Abel, apenas obedeceu na integra o que Deus havia dito.

Mas qual foi a reação de Deus diante das duas ofertas apresentadas?

“... Agradou-se o Senhor de Abel e da sua oferta; ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou.”Gn 4.4-5

Caim agora sente o desagrado de Deus sobre a sua maneira de ir até a Sua presença. Deus não aceitou a oferta de Caim. Isto ficou claro na mente de Caim.

Amigo, não basta ir até a presença de Deus para adorá-lo do jeito humano de fazer as coisas. Nós temos que ir diante de Deus como Ele determinou. Deus tem que ser a autoridade final sobre todo e qualquer assunto. Não é lógico um ser humano querer saber mais do que Deus. Deus é Deus e homem é homem. Nunca o homem vai saber das coisas como Deus.

Abel entendeu este conceito, mas Caim não. Ele achou que sabia neste assunto mais do que Deus.

Com o passar dos dias Caim foi ficando aborrecido com a reação de Deus. O seu rosto demonstrava que ele não estava feliz com o que Deus tinha feito com ele e com a sua oferta – Gn 4.6.

“O anjo inquiriu quanto a razão de sua ira, e informou-o de que se ele fizesse bem e seguisse as direções que Deus tinha dado, Ele o aceitaria e estimaria a sua oferta. Mas se não se submetesse humildemente aos planos de Deus, crendo e obedecendo , Ele não podia aceitar a sua oferta.” H.R. p. 53

Este anjo vindo da parte de Deus afirma em primeiro lugar que se Caim fosse obediente e levasse a oferta que Deus havia pedido, a sua oferta seria aceita.

Deus não tinha determinado que aceitaria de um e rejeitaria de outro. Deus não predestina um para ser o seu filhinho querido e o outro rejeitado. Deus não seria amor se agisse desta forma. Ele não rejeitou a oferta de Caim por decisão própria. Ele rejeitou a oferta de Caim, porque Caim O havia rejeitado em primeiro lugar.

Caim é que escolheu rejeitar a Deus, mas a garantia é dada que se ele agisse corretamente Deus aceitaria a sua oferta.

Após o anjo fazer esta explicação é feita a profecia que estamos estudando.

“Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à sua porta; e o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo.” Gn 4.7

A profecia indicava se Caim continuasse a proceder mal ou seja; se não seguisse a orientação divina, o pecado estaria a porta de sua vida para atacá-lo.

O pecado é como um animal selvagem que está prestes a atacar a sua presa. Neste caso o pecado atacou na pessoa que estava mais próxima de Caim, o seu próprio irmão.

Esta profecia demorou pouco tempo para ser cumprida. Caim não corrigiu a sua postura e o pecado acabou dominando a sua vida. Ele não conseguiu dominar esta revolta contra Deus, e o pecado o dominou por completo. A revolta contra Deus, foi demonstrada num dos filhos de Deus e por conseqüência irmão de Caim.

Esta é a estratégia de Satanás. Como ele não consegue atacar a Deus ele ataca os filhos de Deus.

O pecado o achou num passeio inocente quando os dois irmãos passeavam pelo campo – Gn 4.8

O cumprimento desta profecia aconteceu quando Caim matou o seu irmão Abel. Este pecado o acompanhou por toda a sua vida, pois ele andou como fugitivo pelo resto de sua vida, em conseqüência do que havia feito – Gn 4.14

Amigo, quanta tristeza pode causar uma pessoa ao assumir uma postura de rebelião contra Deus.

Você não pode brincar com o pecado. Se brincar ele estará à porta e no tempo certo vem o ataque e sempre será fatal.

O ato de Caim manchou a terra com o sangue do justo Abel. A profecia do anjo estava cumprida.

Lembre-se: Crede no Senhor vosso Deus e estareis seguros, crede nos seus profetas e prosperareis.


PR. ÉLBIO MENEZES

Natural de Miraguaí-RS, casado com Marta Peixoto Menezes, pai de dois filhos, Caroline e Wesley. Trabalhou no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Norte do Paraná. Está no ministério adventista por 28 anos e nestes anos foi distrital, departamental, secretário e é presidente de campo por 14 anos. Concluiu seu mestrado em teologia pelo UNASP em 2008.
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