quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Vivendo as Palavras

Não é de se estranhar que professores, pastores e outros profissionais que utilizam a palavra como ferramenta, com freqüência se perguntem por que suas mensagens nem sempre atingem o objetivo proposto.

Parece que as palavras estão se tornando espadas sem corte, incapazes de produzir as respostas desejadas.

Onde estará o problema se os métodos e os conteúdos utilizados são bíblicos e o discurso é Cristocêntrico? Por que o ensino não é eficaz se a palavra tem poder?


1) A PALAVRA TEM PODER

Sim, a palavra tem poder, e esta afirmação parece ter respaldo bíblico. "No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus" (João 1:1). Esta declaração, todavia, não afirma que a palavra pura e simples tem poder.

Diz, isto sim, que Quem está por trás da palavra confere poder à palavra. Assim, podemos afirmar: Deus tem poder e se Ele for a palavra, a palavra terá poder.

Deus é a palavra porque aquilo que Deus fala é exatamente igual àquilo que Deus é.


2) A PALAVRA HUMANA


A situação com os seres criados é bem diferente. Tudo o que falamos, tudo o que praticamos, apresenta sempre duas leituras, carrega em si uma ideologia.

Assim, nem sempre as nossas ações vão na mesma direção de nossas palavras. (Nem Sempre conhecemos as nossas próprias intenções).

“Dificilmente podemos deixar de nos comunicar, com ou sem propósitos conhecido. Desde a infância aprendemos e praticamos as técnicas verbais e não verbais de influenciar e manipular o ambiente. Estes padrões de comportamento se tornam tão entranhados, tão habituais, que muitas vezes não percebemos a insistência com que procuramos manipular. Realmente, o nosso sistema de valores pode desenvolver-se de maneira tal que não gostamos de reconhecer que somos “manipuladores”, mesmo no sentido em que usamos a palavra. O que aqui se sugere é apenas que precisamos concentrar a atenção na análise da intenção, se quisermos conferir nossa conduta pelo nosso objetivo, a fim de determinarmos se estamos nos portando de forma efetiva”. (Berlo, David – O Processo da Comunicação, 23) A Bíblia afirma que já nascemos em pecado, afirma também que enganoso é o coração do homem, e ninguém o conhece. (Jeremias 17:9)

Nós não conhecemos nosso coração, em realidade, não nos conhecemos, e isto significa que não conhecemos nossas reais intenções.


3) INEFICÁCIA DA NOSSA COMUNICAÇÃO


Pensamos muitas vezes estar agindo honestamente, quando em realidade estamos buscando inconscientemente atender a nossos obscuros e íntimos motivos egoístas. Uma vez que as palavras estão semanticamente desgastadas, nossa capacidade de expressão se torna confusa e imprecisa e como nossas reais intenções também são desconhecidas, um grave problema se levanta: a ineficácia de nossa comunicação.


Vejamos, por exemplo, a palavra amor.

Esta palavra é tanto utilizada para expressar o mais nobre dos sentimentos quanto o mais pobre deles.


Ficamos muitas vezes perdidos entre uma definição e outra. Buscamos o real sentido das palavras, mas percebemos que nos perdemos entre esses dois pontos.

Na primeira carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo faz uma intrigante afirmação.

"Ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor (caridade), nada disso me aproveitaria."

É interessante notar o impasse que o autor levanta com esta afirmação. Ele diz que ainda que demos todos os nossos bens para os pobres (isto é considerado uma atitude de amor, de caridade, compaixão), ainda que demos nosso corpo para ser queimado por uma causa ou pelo melhor dos objetivos (esta disposição de entrega também deve ser interpretada como o mais nobre ato de amor), se não tivermos amor, nada disso será de proveito. (Este verso ressalta a possibilidade de haver atos de amor, sem amor).

O que Paulo está tentando dizer é que deve ser respeitada a diferença que existe entre atos e sentimentos, porque nem sempre eles andam juntos. Podemos praticar atos que se parecem com amor e no entanto estarmos longe do verdadeiro sentido do amor. Paulo, assim, reforça a necessidade de conhecermos nossas reais intenções.


4) SER VERSUS DIZER

Deus é a palavra. A Sua palavra se materializa quando Ele ordena, foi assim na criação, Ele falou e tudo surgiu porque Sua palavra é absolutamente igual às Suas intenções. A palavra de Deus é um retrato de Seu caráter. Ele fala o que é. Ele é o que fala.

Essa é a melhor materialização de Deus que temos em nosso meio. Essa coerência entre o que se diz e o que se é pode melhor ser traduzida por VERDADE.

Quando o ser humano se separa dessa Verdade, ele também se separa do real sentido da Palavra e a sua palavra perde o conteúdo.

Exemplo - João 8

Isso está claramente demonstrado em um interessante episódio ocorrido entre Jesus e os fariseus, relatado no livro de São João, capítulo 8. Depois de trocar algumas palavras com os líderes judeus, Jesus disse: "Por que vocês não entendem a minha linguagem?" Em outras palavras Ele estava dizendo: Por que vocês não Me entendem? Por que vocês se recusam a Me aceitar? E Ele mesmo fornece a resposta: "É por que não podem ouvir a minha palavra".

Sem dúvida, eles não podiam ouvir a Sua palavra porque a verdade não pode conviver com a mentira.

Eles não podiam ter a verdade e continuar enganando-se com suas intenções distorcidas.

Cabem aqui algumas definições:


A) O QUE É MENTIRA?

Mentira é a dicotomia entre a afirmação e o fato. Ou a diferença entre aquilo que você diz e aquilo que você quer dizer.

Por exemplo:

Eu digo que vou lhe dar alguma coisa e não cumpro o que falei.

As minhas palavras foram numa direção e meus atos em outra.

Isto poderia ser representado da seguinte forma:






B) O QUE É VERDADE?

Como já foi mencionado, é a coerência que existe entre aquilo que se afirma e o fato: (palavras é ; atos é).

Na vida só há duas posturas, a da verdade e a do erro. São estas posturas que determinam o grau de pureza e integridade de nossos atos.

Exemplo: João 8 (Filhos de Abraão)

Ainda no mesmo episódio em João 8, os fariseus, buscando autenticar a nobreza de sua linhagem, disseram a Jesus: "Nós somos filhos de Abraão".

Jesus respondeu-lhes dizendo: "Se vocês fossem filhos de Abraão, vocês fariam as obras de Abraão". Em outras palavras: "deve haver coerência entre o que vocês dizem e o que são”




"Mas agora procuram matar-me a mim...




Isto Abraão não fez".

Justamente por causa dessa aparente dicotomia entre as palavras e os atos, Jesus lhes afirmou: "Vocês têm por pai o Diabo"



Para que a comunicação seja efetivada, deve haver coerência entre o que se diz e o que se quer dizer, deve-se eliminar os ruídos e tornar o discurso transparente, para que nos mostremos quem realmente somos. É deplorável a situação onde predomina o engano.

Esta é a mensagem do mandamento que afirma que não devemos tomar o nome de Deus em vão. Não podemos ser cristãos e praticar atos que comprometam nossa condição, vivendo em contradição àquilo que nos propusemos.

Como o objetivo da comunicação é produzir respostas, influenciar, uma pergunta se levanta: Que tipo de influência estamos passando àqueles a quem tentamos influenciar? Mais do que isso, a quem estamos tentando influenciar? Quais os verdadeiros objetivos de nossas intenções?

Se comunicamos aquilo que somos e sabemos que nosso coração é enganoso, estamos em realidade correndo o risco de sermos pouco eficazes.

Sobre este aspecto David Berlo (1982) afirma:

"...muitas vezes nos comunicamos com nós mesmos, isto é, nós próprios produzimos e recebemos a mesma mensagem ... Muitos produtores, professores, chefes em geral, não procuram influenciar suas aparentes audiências. Procuram obter a aprovação de seus pares, fazer com que os colegas digam: ‘Este é dos nossos; faz as coisas como nós gostamos que sejam feitas’. Alguns presidentes ou outros líderes de grupos não procuram influir no pensamento de seus grupos, mas apenas levá-los a dizer: ‘Vamos reeleger esse homem; ele sabe dirigir uma reunião’. O objetivo verdadeiro da comunicação pode não ser aquele que é percebido como tal, mesmo por quem o executa." (Berlo, David – O Processo da Comunicação, 24)


A lingüística afirma que não há discurso neutro, que todo discurso carrega uma ideologia.

O discurso duplo faz parte da natureza do ser humano. Quando não pensamos nos outros, nossa comunicação é dirigida a nós mesmos, e achamos isso natural. Esta é a essência do exercício do poder. "Paz social... é a paz privada dos dominadores" (Freire, Paulo – Pedagogia do Oprimido, Pág 75) já afirmava Paulo Freire.


É uma responsabilidade viver aquilo que se prega, pois como poderemos falar de amor se somos rudes? O problema é que as pessoas rudes são ingênuas, acreditam mais no valor de suas palavras do que no de suas obscuras intenções.


5) PALAVRAS EFICAZES

Jesus era um tremendo comunicador.

Acredito que se Jesus vivesse hoje e Se oferecesse para pregar em algum lugar,

Ele Se dirigiria ao púlpito e diria algo assim à congregação:

— Abramos nossa Bíblia no livro de Salmos e leiamos o Salmo 23.

"O Senhor é o Meu Pastor, nada me faltará ... e habitarei na casa do Senhor por longos dias."

Após haver lido o Salmo, Ele diria: — Vamos nos levantar para a oração final.

Acredito que todas as pessoas sinceras seriam convertidas com essas palavras de Jesus.

Hoje, subimos ao púlpito, lemos de Gênesis a Apocalipse e as pessoas dizem: — E daí? Eu poderia haver lido por mim mesmo em casa, tenho Bíblia.

Por que será que quando Jesus fala, Ele fala como Quem tem autoridade? Ele fala como Quem transforma, Ele fala como Quem dá vida?


CONCLUSÃO

A conclusão é que o fenômeno não está simplesmente na palavra, porque nós também temos a palavra. A palavra de Jesus é uma coisa, nossa palavra é outra.

Se dizemos que amamos, temos que demonstrar isso consciente e inconscientemente. Se afirmamos que devemos ser iguais a Cristo e evitamos qualquer coisa que possa nos incomodar, estamos esvaziando o conteúdo de nossa mensagem.

Quando o ser humano percebe que seu discurso é vazio, não lhe resta outra alternativa senão reforçar suas palavras através do aprimoramento da sua eloqüência e do exercício do poder, forçando idéias aos receptores de sua mensagem e dizendo que seu objetivo não é outro senão o bem delas. Ledo engano!

Jesus não era assim. Quando Ele dizia que amava, Seu amor era incondicional. E mesmo sabendo que muitas pessoas não iriam corresponder a esse amor, Ele comprovava a veracidade de Suas palavras não através da força nem da eloqüência ou retórica, mas através de Sua disposição de enfrentar uma cruz até mesmo por aqueles que duvidavam dEle.

Nosso caso é diferente. Como não queremos cruzes, utilizamos belas palavras e elegantes expressões. Artifício inócuo, pois reflete apenas o eco da nossa falta de coerência.

Se quisermos ter participação na verdade, ou seja, falar como quem tem autoridade, temos que buscar a coerência entre o que falamos e o que somos, para isso, temos que solicitar que Deus nos use para que através dEle possamos ser instrumentos dessa realidade.

Jamais seremos a verdade, mas podemos possuí-la.

É exatamente por esse motivo que Jesus disse: "Eu Sou o caminho, a verdade e a vida". O único que tem condição de ser o que diz, tem condição de ser a própria Verdade.

É impossível ao ser humano ter essa coerência.

O apóstolo Paulo em certa ocasião demonstrou a angústia que o ser humano passa ao descobrir essa realidade: "O bem que eu quero fazer esse não faço, mas o mal que não quero fazer, esse faço. Miserável homem que eu sou." Essa é a angústia que coloca o homem entre as intenções e os atos.

Paulo, porém, resolve esse problema quando afirma: "Já não vivo mais eu, mas Cristo vive em mim." (Romanos 7)

Ele faz esta afirmação porque estamos em algum lugar entre a verdade e a mentira. E a partir do momento em que Cristo vive em nós, a verdade assume seu lugar em nossa vida. Jesus não tem a verdade, Ele é a verdade, e na proporção que O possuirmos também possuiremos a verdade. Este é o fenômeno espiritual de sermos habitados por Jesus.

Deve haver essa coerência para que a mensagem seja mais do que simplesmente eficiente, seja eficaz. Seja mais do que a produção de belos textos, produza também os resultados esperados.

Falar sobre Cristo não significa mostrar o poder de Cristo.

Podemos falar sobre Cristo, mas se não formos usados pelo Espírito Santo, nossas palavras não passarão de meras informações, podendo até ser eficientes, mas não eficazes.

"Há uma grande diferença entre simplesmente proferir palavras e o Espírito Santo tornar tais palavras eficazes pelo Seu poder. Unicamente quando a verdade chega ao coração acompanhada pelo Espírito vivificará a consciência e transformará a vida. Uma pessoa pode ser capaz de apresentar a letra da Palavra de Deus, pode estar familiarizada com todos os Seus mandamentos e promessas; mas a menos que o Espírito Santo impressione o coração com a verdade, alma alguma cairá sobre a Rocha e se despedaçará." White, Ellen – O Desejado de Todas as Nações. Ed. Popular, 647)

Se Deus não estiver por trás da nossa palavra, nada acontecerá. Poderemos até ser científicos, acadêmicos, eficientes, mas jamais seremos eficazes.

O que confere autoridade a Jesus hoje, são os sinais dos cravos em Suas mãos, o que conferia autoridade a Jesus quando andou aqui nesta terra e fez dEle o maior dos Mestres, era a Sua disposição em morrer pelo Seu rebanho. Isto transparecia em Suas palavras, porque Ele era o que dizia. As pessoas devem ler através de nossas palavras aquilo que nós somos.


ASSUMINDO A VERDADE

Você não educa como você quer, você educa como você é.



É bom lembrar que não somos o que o nosso esforço determina porque não conhecemos nossas reais intenções, mas podemos reconhecer nossa total e absoluta dependência dAquele que é a Verdade, e a partir do momento em que essa Verdade fizer parte de nossa vida, estaremos realmente educando porque o alvo de nossa comunicação será colocado não em nós mesmos, mas naqueles que nos foram confiados. Estaremos dispostos a pagar qualquer preço pela verdadeira educação deles, mesmo que isso nos custe a negação de nosso conforto, tempo ou caprichos. Nossa missão estará cumprida à medida que negarmos o nosso eu e permitirmos que Cristo habite em nós.


Se permitirmos que Cristo dirija a nossa vida, três coisas irão acontecer: Nossas palavras serão puras, os alunos nos conhecerão verdadeiramente e por fim, assumiremos a cruz que a Verdade sempre traz consigo e que a nossa natureza insiste em evitar, mas afinal, é bom lembrar que não existe estrada para o Céu que não passe pelo Calvário.


Para isso fomos chamados.


Adaptação do artigo: Vivendo as Palavras - Professor e Pastor Valdecir Lima (Material entregue em sala de aula - 1999)


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quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Paz para um mundo melhor

Cada pessoa, homem, mulher, criança merece ser tratada com respeito e atenção. Não importa o quão nova ou velha seja, merece estar protegida de danos por aqueles que vivem com elas, que delas cuidam ou com quem entra em contato no dia-a-dia.

Participe do Dia de Prevenção Contra o Abuso e a Violência no dia 23 de Agosto na Igreja Adventista mais perto de sua casa!

[VEJA A REVISTA QUEBRANDO O SILÊNCIO 2008]
[VEJA A REVISTA QUEBRANDO O SILÊNCIO 2007]
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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Pais - Não percam seus filhos!


Muitos pais sentem que, durante os anos de adolescência, começam a perder os filhos, perto dos quais andaram tão próximos. Por vezes tornaram-se estranhos morando na mesma casa.

Os problemas variam, podendo incluir drogas, álcool, depressão e quebra na comunicação. Se você deseja se relacionar bem com o seu filho, evite perdê-lo. Como?



1 – Você poderá perdê-lo se não conhecer o mundo dele.

Conhecer o mundo dele não significa aprender a fazer coisas que eles gostam mas, sim, fazer tudo o que puder para conhecer o mundo em que ele vive. Por quê pensa assim? Por quê age assim? Por quê gosta disto ou daquilo? etc.



2 – Você poderá perdê-lo se, continuamente, perder a paciência com ele.

Se seu filho é adolescente ou jovem, ele esta passando por grandes mudanças físicas e emocionais, ele está chegando a um mundo desconhecido, o que o deixa frustrado. Se ele está experimentando mudanças, é bem provável que ele esteja se deparando com algumas lutas, problemas e dificuldades, pois neste mundo competitivo em que vivemos, ele está procurando se situar. Por isso, pais, tenham paciência com seu filho, quando ele apresentar atitudes e comportamentos diferentes.



3 – Você poderá perdê-lo se não tirar a máscara.

O que estou querendo dizer é: "Não tente ser perfeito".

Sei que você como pai ou mãe, considera importante mostrar o seu melhor para seu filho. Mas é de suma importância que seu filho saiba que você também erra.

Não incorra no erro de usar com seu filho a famosa frase: "quando eu era criança...", tentando impressioná-lo com experiências passadas. Lembre-se: as coisas mudaram e mudaram muito, e ele não pode se identificar com alguém que vive de experiências tão passadas no presente século.


Como então os pais podem salvar seu filho?


  • Sendo um modelo de marido e esposa que se amam.

Façam questão de demonstrar um ao outro na frente de seus filhos que se amam. Se existe algo que desenvolva segurança no coração do filho, é o fato dele saber que seus pais se amam.


  • Amá-los com amor incondicional.

Amor incondicional é dar-se ao seu filho, sem levar em conta sua aparência, defeitos, deficiências, e suas atitudes. Amar de forma incondicional significa que você ama seu filho, mesmo quando às vezes você não concorde e até deteste seu comportamento.


  • Amá-lo através do contato visual.

Ao conversar com seu filho pequeno, tome-o em seus braços ou se abaixe para que ele pode olhá-lo nos olhos. Esse tipo de comunicação aproxima, identifica e transmite amor.


  • Amá-lo através do toque.

Os pais devem demonstrar que apreciam seu filho abraçando-o e brincando com ele. A apreciação demonstrada pelo pai à filha, determinará como a menina se sentirá na presença dos homens: bem ou mal. Da mesma forma, se a mãe demonstra amor ao seu filho através do toque, isso com toda a certeza, vai determinar o seu comportamento com sua esposa, ao constituir uma família.


  • Amá-lo através da comunicação.

Os pais precisam constantemente comunicar amor a seus filhos. Filhos pequenos necessitam muito de abraços e beijos. Filhos adolescentes necessitam de elogios e encorajamento. Desta forma, não só recebem carinho, como também as suas necessidades emocionais são supridas.


  • Amá-lo através de uma disciplina amorosa, coerente e firme.

Conversar, aconselhar, trabalhar com o filho, e se não houver jeito, a disciplina deve ocorrer; mas não para descarregar a raiva. Ao disciplinar, faça-o com amor. Procure não disciplinar quando os ânimos estiverem exaltados.


  • Amá-lo dando de seu tempo e atenção.

Muitos pais estão ocupados demais, envolvendo-se totalmente com a realização profissional, que se esquecem que seu filho tem necessidades.

Qual foi a última vez pais, que levaram seu filho para passear? Que brincaram com ele? Que dedicaram tempo a ele?

Os filhos necessitam da atenção dos pais.

Pais lembrem-se que os filhos são "herança do Senhor". Salmos 127:3. Portanto, pais, façam tudo que for possível para salvá-los.


Pastor Helio Coutinho

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sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Testemunho - Francis Collins deixa o Ateísmo

Um cientista Americano premiado e reconhecido pelas suas marcantes descobertas sobre genes na origem das doenças descreveu o seu périplo do ateísmo para a crença Cristã perante uma platéia internacional na Inglaterra.

Professor Francis Collins: 'Mere Christianity' faz sentido

Francis Collins, premiado cientista americano e reconhecido pelas suas marcantes descobertas sobre genes na origem das doenças, e pela liderança do Projecto Genoma Humano que visa mapear todo o DNA humano, descreveu o seu périplo do ateísmo para a crença Cristã perante uma plateia internacional em Inglaterra.

“Na verdade não existe conflito entre a fé e a razão,” disse Collins ao instituto internacional de Verão da Fundação CS Lewis, a Oxbridge 2008, na Igreja de St. Aldate em Cambridge, na Quarta-feira.

“Como materialista empenhado na faculdade, eu assumia que o físico era tudo quanto existia,” contou Collins, que em 1977 aos 27 anos de idade completou uma mudança de carreira – da Química para a Medicina, e tornou-se médico. Diz ele, que isto o fez confrontar-se com a dor e a morte cara-a-cara. “Esta foi uma viragem dramática para mim. Os conceitos já não eram mais hipotéticos.”

Através de encontros com pacientes, pastores e, finalmente, tendo lido “Mere Christianity” de CS Lewis, Collins se deu conta que “nunca tinha reparado bem no que era evidente. O ateísmo não era mais do que um caminho conveniente. Tive de escolher aquilo que é realmente a verdade, só que eu pensava que a fé e a razão estavam em lados opostos.”

“Mere Christianity” teve início com uma série de sermões dados por Lewis em 1943 e o livro subseqüente, que alcançou grande êxito, causou um profundo impacto em Collins. “Logo nas primeiras páginas, todos os meus argumentos acerca da fé caíram por terra. Foi tremendo… Lewis permanece como o meu melhor docente,” disse. No período de um ano Collins tornara-se Cristão.

Fonte: Diário Cristão/Adaptado por O Verbo)

Nota: Deus tem diversas maneiras de tocar o coração de pessoas incrédulas.

Que bom que o Famoso Professor Collins descobriu que a fé não é uma teoria. Que a Fé está baseada numa pessoa - Jesus.

A mensagem de salvação que encontramos na cruz de Cristo é um protesto contra a filosofia e sabedoria humana. ( Leia I Cor 1:17 e 18)

A Cruz de Cristo combate as filosofias humanistas, que tendem a ver o homem como centro e a medida de todas as coisas. Filosofias que negam a realidade do pecado e que vêem o homem como inerentemente bom ou neutro, sendo capaz de encontrar em si mesmo solução para os seus problemas mais importantes.

Collins descobriu que a sua vida não teria sentido se a sua fé estivesse baseada em seus conhecimentos.

Deus seja louvado por essa conversão e que outros gênios de nossa geração reconheçam a soberania de Deus.

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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Um Desabafo - A Natureza Geme pelo pecado!

No Sábado dia 02 de Agosto foi um dia atípico para mim. Mesmo sabendo que todos os sábados são corridos para nós pastores, nesse dia eu sai de casa as 8h e votei as 2h da Madrugada. Batismos, apresentações de bebês, comissões, visitas e reuniões com os jovens.

Cheguei em casa com o senso do dever cumprido, porém algo estranho acontecera. Como estava sem carro nesse dia, meu amigo Ismael me ofereceu uma carona e ao olhar para o portão de entrada da minha casa, senti a falta de uma cadela da raça Samoieda que tão bondosamente vinha me recepcionar com saltos, latidas e lambidas. Logo desconfiei ao ver apenas uma cachorra chorosa no portão como se tivesse querendo comunicar algo. Assim que abri o portão ela nos dirigiu até a garagem e quando acendi a luz a minha esposa gritou: Ai amor...Mataram a Laika.

Foi muito, mas muito triste ver aquela cena. A outra cahorrinha de nome Kimi desesperada por sua companheira e minha esposa se lamentando e chorando copiosamente.

Provavelmente pelas características apresentas o tipo de veneno usado foi estriquinina (Para Ratos).

No outro dia fiquei pensando como existe gente ruim nesse mundo. Uma cadelinha querida em todo o bairro e muito dócil, cujo prazer era alegrar a vida de crianças e adultos. De tão querida, era a alegria dos alunos da escola adventista brincarem com o branquinho "ursinho polar", como era chamada. Muitas pessoas queriam comprá-las, mas o máximo que permitíamos algumas fotografias pois não estava a venda. A tristeza se espalhou pelo bairro e uma vizinha chegou a chorar de saudade.

O apóstolo Paulo expressou a dor que o pecado ocasionou nas criações de Deus: "Por que sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora". Romanos 8:22

Fiquei pensando em como reagir diante deste quadro. Então me lembrei da história de Jó. Enquanto que eu perdi um animalzinho de estimação, Jó perdeu tudo de mais preciso que possuía: Seus Filhos. Se não bastasse, a provação foi intensa pois perdeu suas riquezas e animais do campo.

Mas a reação desse homem de sacudir a poeira e olhar para cima, fez com que dissesse: "Eu sei que o meu Redentor vive".

Jó é um exemplo a seguir!

Talvez muitos de nós tenhamos perdido o que mais gostamos. Caso você querido leitor tenha perdido um pai, mãe, avós, filhos, tios, primos, amigos ou um animalzinho de estimação, lembre-se do sofrimento de Jó.

Assim como Jó, podemos nos aproximar mais ainda de Deus para buscamos forças em ocasião oportuna. O resultado dessa aproximação será semelhante a experiência que este servo de Deus obteve - Presenciar o poder de Deus mudando a sua sorte.

Para os filhos de Deus, há sempre um consolo depois da tempestade. Deus é justo e sabe até onde podemos suportar, mas depois de sermos aprovados, receberemos o seu galardão.

Por isso, não desanimem... (Viu Fábio?) Coragem!!! (Como diz meu amigo Pr. Hélio Lehr). Sabe por quê? Por que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus... Romanos 8:28

Um abraço e bom restante de semana a todos!
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