quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

SBT Realidade destaca estilo de vida Adventista

A produção do Programa SBT Realidade, da jornalista Ana Paula Padrão (foto), entrou em contato com a Agência de Comunicação da Associação Paulista Sul procurando personagens que de Loma Linda - Califórnia (USA), pois a cidade apresenta alto índice de longevidade e maioria dos habitantes são adventistas do sétimo dia.


Foi informado o contato do pastor Leonard Westphal e família, que mora em Loma Linda há mais de 20 anos. Ana Paula esteve em Loma Linda, entrevistou médicos e moradores da cidade, para saber as razões da longevidade dos habitantes. E esta matéria foi exibida no dia 23, às 23h30 no SBT.



Entre os destaques, a jornalista falou sobre a alimentação natural, abstinência de álcool, fumo e carnes, a prática de exercícios físicos, a boa literatura produzida pela igreja e o hábito de leitura motivados pela religião, além da importância da fé e do apoio dos irmãos como suporte emocional em todas as fases da vida.


CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR A REPORTAGEM
Leia Mais

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Filme sobre Jesus do ponto de vista Islâmico

Um diretor de cinema iraniano produziu um longa metragem que conta, de um ponto de vista islâmico, a história de Jesus Cristo. Lançado nos cinemas do Irã no fim de 2007, "Jesus, o Espírito de Deus", está prestes a ser adaptado para a televisão, em uma série a ser transmitida pela emissora estatal do país.

(Fonte: Veja Online) - De acordo com Nader Talebzadeh, o cineasta, o objetivo da obra é expor as "bases comuns entre muçulmanos e cristãos", e "estabelecer um diálogo entre as duas partes".

A história de Jesus, o Espírito de Deus baseia-se nos episódios narrados no Novo Testamento da Bíblia, aceitos e recontados no Corão. De acordo com os preceitos do islamismo, no entanto, Jesus Cristo não é o filho de Deus (sua personificação na Terra), mas sim um mensageiro divino. Uma diferença crucial entre as visões cristã e muçulmana da história aparece no filme de Talebzadeh: para o Islã, Cristo não foi crucificado. Na obra do diretor, Deus salva o profeta da crucificação e o leva para o seu mesmo plano superior.

Ator iraniano Ahmad Soleimani Nia no papel do Jesus islâmico

"Está no Corão: a pessoa que foi crucificada não foi Cristo, e sim Judas", disse à agência France-Presse o cineasta. A crucificação de Judas aparece em Jesus, o Espírito de Deus. O diretor afirma que os cristãos costumam achar "fascinante quando descobrem que o Islã tem tanto conhecimento sobre Jesus". É este tipo de reação que ele espera conseguir com o filme.

Nader Talebzadeh, o diretor iraniano

Imbuído da missão, Talebzadeh chegou a ir até Malibu, na Califórnia (EUA), para entregar uma cópia do filme ao ator e diretor Mel Gibson, autor de A Paixão de Cristo – um filme "muito bem feito, mas que conta a história de forma errada", segundo o iraniano. Ele foi barrado. "Era um domingo. O segurança no portão recebeu o vídeo e prometeu entregá-lo". O iraniano ainda aguarda uma resposta de Mel Gibson.

Nota:

Parece que o objetivo da obra seria expor as "bases comuns entre muçulmanos e cristãos", e "estabelecer um diálogo entre as duas partes". Mas em questão de princípios religiosos, não há nada em comum.


É impressionante que quando elaboram uma charge sobre maomé em jornais, revistas ou até mesmo na internet, são quase que capazes de declarar uma guerra santa por ofensa ao seu profeta.

Pergunto: Não seria ofensa para os cristãos receber um filme cujo profeta maior não é reconhecido como filho de Deus e cujo simbolo máximo do cristianismo - "a cruz" - não passa de um mito?

Não vamos declarar uma "guerra santa" por causa dessas ofensas, mas creio que como cristãos convictos, poderiamos boicotar os produtores com mais essa proposta de lucratividade cinematográfica. Sabe como? Não alugando e comprando esse filme que não passa de uma farsa para o cristianismo.

Precisamos respeitar a liberdade religiosa e incentivar a paz mesmo entre culturas e práticas religiosas diferentes, mas creio que esse filme, não passará de mais uma tentativa fracassada.

Leia Mais

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

CRONOLOGIA DO VELHO TESTAMENTO


CLIQUE PARA AMPLIAR

Leia Mais

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Calamidades naturais: atos de Deus ou de Satanás?

Nos últimos anos, nosso planeta tem sofrido um crescente número de calamidades naturais – terremotos, furacões, secas, inundações e uma devastadora tsunami. Alguns desses acontecimentos, embora menos dramáticos como o aquecimento global e o correspondente derretimento de geleiras e calotas polares, também têm levantado em muitas mentes questões relacionadas às suas causas. São esses eventos o resultado de leis naturais ainda pouco entendidas? É sua causa real a exploração humana de nosso habitat natural? Pessoas de muitas correntes religiosas têm-se perguntado se essas catástrofes não seriam punições de uma divindade ofendida. Cristãos crentes na Bíblia têm indagado sobre o papel desempenhado por Deus e Satanás como os atores finais de um drama cósmico. Estariam essas calamidades apontando para um evento culminante na história humana?

Ao tentarmos compreender o papel de Deus nas calamidades naturais, devemos nos precaver contra a armadilha forjada por Satanás, no sentido de que os desastres dos últimos dias provêm de um Deus insultado e irado. É exatamente assim que Satanás tem pintado a Deus desde o Éden, e antes mesmo. Milhões de pessoas hoje, em nosso planeta, assim o crêem. Entretanto, de acordo com a Bíblia, estamos nas últimas horas do Conflito Cósmico, o Grande Conflito, que contaminou o Universo desde que “houve peleja no céu” (Apocalipse 12:7).*



Olhando a profecia bíblica



Lemos em Apocalipse que nos tempos finais da história, Deus estará, mediante Seus anjos, “retendo os quatro ventos da Terra para que nenhum vento soprasse sobre a Terra, nem sobre o mar, nem sobre árvore alguma” (Apocalipse 7:1). Isso soa mui ameaçador. Antes do fim dos tempos, nosso planeta será palco de todo o tipo de calamidade em terra, no mar e na vegetação. Mas ainda não vimos nada semelhante ao que acontecerá quando os ventos da destruição forem libertos das forças retentivas dos quatro anjos, que recebem ordens do próprio Senhor!1



Por que os ventos ainda estão sendo retidos? O povo de Deus, como um todo, ainda não recebeu o “selo” da aprovação de Deus “escrito em sua fronte” (Apocalipse 14:1). O selo aprobatório de Deus será posto naqueles que possam representá-Lo corretamente perante o mundo; naqueles que dizem a verdade a Seu respeito e testemunham de Seu poder – exatamente em oposição ao secular desafio de Satanás. Essas são as pessoas que estão prontas a permanecer firmes através das conturbações dos últimos dias, conforme descrito nos versos finais de Apocalipse 6.



E o que dizer desses ventos? Eles representam as obras de Satanás, prestes a serem liberadas da mão restritiva de Deus. Tudo isso pode ser melhor entendido à luz do Conflito Cósmico. É uma repetição do exposto no livro de Jó, porém em escala mais colossal: fogo do céu queimando o gado e os servos de Jó, assaltantes perambulando e matando a esmo, um forte vento destruindo a casa e matando seus filhos (Ver Jó, capítulos 1 e 2). A maldade satânica é inacreditável! E é ainda hoje a mesma que nos dias de Jó.



O papel de Satanás



A premeditada estratégia de Satanás sempre tem sido confundir, enganar e destruir a paz deste mundo. Ele é “homicida desde o princípio” (João 8:44). Por quê? Para abalar a fé e a esperança de bilhões de pessoas na verdade de que um Ser mais poderoso, fiel e veraz dirige o Universo!



Mas onde está Deus? Deus, no âmbito dos propósitos do Grande Conflito, permite essa multiplicação do engano e do sofrimento abrangendo não apenas um homem chamado Jó, mas todo o planeta hoje. Tudo o que finalmente Jó soube que jazia por trás das catástrofes que ele e sua família sofreram – incluindo fogo do céu e ventos devastadores – foi-lhe contado depois pelo próprio Deus. Mas antes as coisas não estavam claras. Só depois Jó soube que Deus estava sendo desafiado por Satanás, o qual estava furioso por Jó ter sido tão abençoado com uma grande família e notável prosperidade. Ele acusou a Deus de discriminar as pessoas. A razão pela qual Jó era tão reto e obediente em sua adoração, era o fato de Deus ter construído “uma cerca” em torno dele, para suborná-lo à obediência (Jó 1:8-12, 2:3-7).



Surgem, então, teólogos amadores para explicar a Jó porque ele tinha sido vítima dessas horríveis calamidades (Jó 2:11-13). Lemos nos capítulos seguintes do livro as várias razões que muitos hoje ainda usam para explicar as inesperadas calamidades. Ou Jó estava escondendo, no fundo, o segredo de seus procedimentos e Deus o estava punindo, ou Deus responde apenas ao justo e ignora aqueles que sofrem calamidades, porque Ele é um Deus justo, ou ainda, Deus é tão justo que somente pode derramar Sua ira sobre o pecado, e finalmente que Jó estava recebendo um castigo menor do que ele merecia.



Quantos ecos das vozes desses três “amigos” de Jó ouvimos hoje na Internet, em artigos de jornais e revistas, e em muitos púlpitos.



O apóstolo Paulo afirmou claramente que Satanás é “o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência” (Efésios 2:2).2 Ele é mais do que um mito! Ele é o grande opositor de Deus, fazendo tudo o que pode para aviltar, desmoralizar e destruir homens e mulheres. E por razões que só Deus conhece, Ele gradualmente retirará o poder restritivo que tem exercido sobre os planos assassinos de Satanás.3



A visão de Cristo sobre o futuro



Sem dúvida, nosso planeta sempre teve terremotos, tornados, enchentes, furacões, tufões e fomes. Alguns desses piores eventos registraram-se há muitos anos, com conseqüências muito mais danosas do que as que experimentamos em anos mais recentes, muito embora nessas mesmas áreas tenhamos hoje uma população bem maior.



Nos últimos dias do ministério de Jesus, Seus discípulos Lhe indagaram a respeito dos sinais do fim e de Seu prometido retorno. Dentre outros sinais, Jesus lhes falou: “Ouvireis falar de guerras e rumores de guerra; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém tudo isso é o princípio das dores” (Mateus 24:6-8).



Em outras palavras, o mundo sempre terá guerras, terremotos, pestes e calamidades. Há, entretanto, sinais específicos que Cristo delineou nos capítulos 24 e 25 de Mateus, como a pregação do Evangelho a todo o mundo, e então Ele voltará (Mateus 24:14). Cristo comparou os últimos dias de nosso planeta aos últimos dias antes de Noé entrar na arca (Mateus 24:37-39). E comparou a demora em Sua vinda à demora do aparecimento da noiva nas bodas (Mateus 25:5).



Detectando a diferença



Ao refletimos sobre as calamidades dos últimos anos, notamos uma diferença com as do passado. Graficamente teríamos uma curva exponencial crescente indicando um aumento da freqüência e das intensidades, em destacado contraste com a previsão que resultaria de um crescimento linear.



Poderia alguém negar que furacões, enchentes, fomes, pestes, falências, degradação moral, esgotamento dos mananciais, escalada do consumo de energia e outros eventos reais também estejam aumentando com impressionante velocidade?4 A maioria das pessoas convive com o sentimento de que tudo está “fora dos eixos”, em comparação com a vida que tínhamos há poucas décadas. Parece não haver como retrocedermos no tempo. É como uma escada rolante que parece acelerar-se a cada dia. E todos sentem que não têm como saltar fora dela. Esse sentimento aumenta quando ouvimos a notícia da última catástrofe sendo divulgada pelos meios de comunicação globais, e chegando até nós.5



Uma perspectiva adventista



Durante mais de 150 anos, os adventistas do sétimo dia têm estado a proclamar ao mundo que a história da humanidade está inexoravelmente caminhando para o seu clímax, como predito pelo próprio Deus nas Escrituras. Ficamos contentes ao observar que milhões de cristãos também começaram a fixar sua atenção e esperança na breve volta de Jesus. Além disso, existem hoje dezenas de sites na Internet dedicados aos acontecimentos finais. A série de best-sellers “Deixados Para Trás” e os filmes correspondentes, ampliam em muito o senso de que algo surpreendente está para acontecer.



Entretanto, com base em nossa compreensão da profecia bíblica, não cremos que os cristãos serão arrebatados secretamente, ou que Israel é uma peça-chave nos acontecimentos dos últimos dias. Nem divisamos o Armagedon como uma batalha a ser travada pelos exércitos modernos na Planície de Esdraelon.



Os otimistas estão certos. O mundo não terminará em lamúrias ou numa estrepitosa explosão. As potências nucleares mundiais não incendiarão a Terra. Não seremos afogados ou asfixiados em nosso próprio lixo, nem envolvidos numa mortandade em massa.



E os pessimistas também estão certos. Este mundo poderá conseguir logo todas as vacinas necessárias para atender a todos os desafios sanitários que enfrentamos hoje, mas não haverá vacina contra a avassaladora tsunami do lixo moral que permeia a vida moderna, especialmente no “esclarecido” mundo ocidental. Todos os dispositivos de posicionamento global (GPS) e veículos modernos não conseguirão atingir e eliminar o crescente ódio que grassa entre as comunidades e entre as nações.



Conclusão



Está além da capacidade do homem compreender a interação exata dos fatores humanos naturais e sobrenaturais, causadores das crescentes calamidades experimentadas pelo nosso planeta. Para o que crê na Bíblia, entretanto, algumas coisas são certas: Satanás procura destruir tantas pessoas quantas puder, por qualquer meio que possa utilizar. No final, a verdade triunfará; Deus e Seus fiéis serão vindicados e Ele fará novas todas as coisas. Vivemos nos últimos dias da história da terra. Cada dia é precioso e não se repetirá.



“Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento. Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas. Visto que todas essas coisas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade, esperando e apressando a vinda do dia de Deus, por causa do qual os céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão” (II Pedro 3:9-12).



Estamos nós prontos?



Herbert G. Douglass (Ph.D. pela Pacific School of Theology) foi professor, diretor de faculdade e editor. Tem 16 livros de sua autoria, incluindo Mensageira do Senhor. (Pacific Press, 1998) e God at Risk (Amazing Facts, 2004). Seu e-mail é herbdouglass@sbcglobal.net



REFERÊNCIAS



(*) A não ser quando indicado o contrário, todas as citações bíblicas feitas no original em inglês deste artigo são da Nova Versão Internacional, e na tradução em Português são da 2º Edição da Tradução Revista e Atualizada de João Ferreira de Almeida.


1. O comentário de Ellen G. White é significativo: “Anjos estão circundando o mundo, rebatendo as alegações de Satanás quanto à sua supremacia, feitas por causa da imensa multidão de seus adeptos. Não ouvimos as vozes, nem vemos com a visão humana a obra desses anjos, porém suas mãos se entrelaçam ao redor do mundo, e em vigília constante retêm os exércitos de Satanás até que se cumpra o selamento do povo de Deus”. (Seventh Day Adventist Bible Commentary [Washington, D.C.: Review and Herald Publ. Assn., 1980], vol. 7, p. 967).


2. “Satanás está trabalhamdo na atmosfera; envenena-a, e aí dependemos de Deus quanto à vida —nossa vida presente e eterna. E estando na posição em que nos encontramos, importa estarmos inteiramente alerta, totalmente devotados, de todo convertidos e consagrados a Deus. Mas parece que nos achamos como paralisados. Deus do Céu, desperta-nos!” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas [São Paulo, Brasil: Casa Publicadora Brasileira, 1967], Vol.2, p. 51).


3. “Satanás também opera por meio dos elementos a fim de enceleirar sua messe de almas desprevenidas. Estudou os segredos dos laboratórios da Natureza, e emprega todo o seu poder para dirigir os elementos tanto quanto o permite Deus...[Satanás]trará moléstias e desgraças até que cidades populosas se reduzam à ruína e desolação. Mesmo agora está ele em atividade. Nos acidentes e calamidades no mar e em terra, nos grandes incêndios, nos violentos furacões e terríveis saraivadas, nas tempestades, inundações, ciclones, ressacas e terremotos, em toda parte e sob milhares de formas, Satanás está exercendo o seu poder. Destrói a seara que está a amadurar, e seguem-se fome, angústia. Comunica ao ar infecção mortal, e milhares perecem pela pestilência. Estas visitações devem tornar-se mais e mais freqüentes e desastrosas. A destruição será tanto sobre o homem como sobre os animais.” (Ellen G. White, O Grande Conflito [São Paulo, Brasil: Casa Publicadora Brasileira, 1988], pp. 589, 590).


4. “Foi-me mostrado que o Espírito do Senhor está-Se retirando da Terra. O poder mantenedor de Deus logo será recusado a todos os que continuam desrespeitando os Seus mandamentos... A iniqüidade está-se tornando uma coisa tão comum que não ofende mais as suscetibilidades como em tempos passados.” (Ellen G. White, Eventos Finais [São Paulo, Brasil: Casa Publicadora Brasileira, 2001[, p.25).


5. “Quando a mão protetora de Deus for retirada, o destruidor começará o seu trabalho.” (ibid., p. 111).

Leia Mais

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

TRÊS PALAVRAS SAGRADAS

As três palavras são de origem hebraica e muito significativas porque são dirigidas a Deus , Selá, Aleluia e Amém.

Elas quase sempre se encontram transliteradas e não traduzidas, isto é, mantidas com a mesma pronúncia que têm no original. Elas serão estudadas na sua etimologia e em seu sentido atual.

1ª) Selá

Em breve esta palavra tornar-se-á desconhecida pelas novas gerações, levando-se em consideração, que a nossa Sociedade Bíblica já decidiu que não deverá aparecer mais em novas publicações da Bíblia.

Até hoje sua etimologia, mas especialmente seu real significado são incertos para os estudiosos.

Os comentaristas apresentam as seguintes sugestões para o seu significado:

a) Um sinal litúrgico (elevar), talvez para que fossem elevadas a voz ou as mãos em atitude de oração.
b) Deriva-se de uma raiz aramaica , sl = prostrar-se. Seria um sinal indicativo para que nesse ponto o adorador se prostrasse.
c) Uma orientação musical dada aos cantores ou à orquestra para *elevar*, isto é, cantar ou tocar mais forte, ou um acompanhamento mais alto. Esta explicação é a mais generalizada e mais aceita por todos.
d) O original hebraico selah significa *descanso de um suspender ou erguer*, podendo significar o suspender de uma balança para pesar.
e) Na Septuaginta, ou a tradução dos setenta, do hebraico para o grego, selah foi traduzida por diapsalma , diapsalma, que significa intervalo, interlúdio, mudança de tom.
O Dicionário Enciclopédico da Bíblia, Editora Vozes afirma ao estudar esta palavra: *Duvida-se, porém, se os próprios tradutores da versão dos LXX conhecessem bem o sentido de selah*.
f) Em outras traduções gregas como a de Áquila, selah foi traduzida por , aéi, sempre; enquanto Teodocio traduz por , eís télos = no fim; parecendo indicar uma bênção litúrgica semelhante a Amém e Aleluia.
g) Selá é uma pausa para que o nosso pensamento seja elevado a Deus. É um suspiro pausado de alegria, quando alguém que amamos chega inesperadamente a nossa frente ou a nossa casa. Seria uma espécie de interjeição de alegria ou satisfação.
h) Sela é o expressar harmonioso de todas as fibras de um coração que ansiasse pelo auxílio de Deus e de repente sentisse a doce serenidade da presença divina, como se conclui do Salmo 67:1.

A palavra é usada 74 vezes, sendo 71 nos Salmos e três vezes no livro de Habacuque , 3:3, 9, 13.
No Salmo 143:6 está: *A ti levanto as mãos; a minha alma anseia por ti, como terra sedenta , Selah*. A palavra aqui significa fazer uma pausa e elevar a alma e não simplesmente a voz.
C.H. Spurgeon em seu livro Tesouro de Davi, comentando este versículo afirma:
*Minha alma qual terra sedenta tem sede de ti*. Como a terra ressequida e rachada pela seca, abrindo a boca em súplicas silenciosas, o salmista também sentia a alma quebrantada pela saudade. Tinha sede do Senhor. Selá.*

Habacuque, o professor hebreu, avaliando as calamidades que vieram sobre seu pais e os subsequentes castigos que adviriam aos caldeus, argumentou com Deus com todo o entusiasmo e impetuosidade de seu espírito, culminando com sua sublime e poética prece, na qual aparece três vezes a palavra *Selá*.

2ª) Aleluia

A palavra hebraica é composta da forma imperativa do verbo , louvar, e do substantivo *Javé* ou Jeová*. Por tanto o significado lógico da palavra em hebraico e mantido em Português é - louvai a Jeová ou a Deus.

A palavra pode ser estudada no Velho e Novo Testamentos.

a) No Velho Testamento, onde é muito mais usada, especialmente no livro de Salmos, havendo alguns até conhecidos pelo nome de *aleluiáticos*.
Em 15 Salmos a expressão aleluia aparece tanto no início no fim (Sal. 106, 113, 135; 146-150); em outros apenas no início (Sal. 112); e ainda em alguns, somente no fim (Sal. 104, 105; 115-117).
A nota tônica dos Salmos era esta: louvai a Deus, desde que Davi e outros autores dos Salmos viam em todas as circunstâncias vida, favoráveis ou desfavoráveis motivos para louvar a Deus.
b) No Novo Testamento
Nesta parte da Bíblia ela aparece apenas 4vezes em Apoc. 19, versos 1, 3, 4 e 6. Nestes versos ela indica o canto de júbilo dos Salvos no Céu, pelo privilégio da salvação.
Esta palavra na realidade, é a mais sintética de todas as doxologias conhecidas.

3ª) Amém

É uma palavra mais rica de significados no original. Vem do verbo hebraico amén, que significa: amparar, suportar, confiar, ser verdadeiro, o que permanece firme, verídico, seguro, eterno.

Sendo uma palavra tão rica em significações ela é usada:

a) Para confirmação de um compromisso que se toma, como pode ser visto em I Reis 1:36 e Jer. 11: 5; ou para a pessoa declarar que aceita a maldição ou castigo caso não cumpra o compromisso. Um exemplo frisante se encontra em Deut. 27:15-26, onde os doze versículos culminam com um enfático *amém*.
b) Como fórmula de apoio a um desejo ou uma esperança, a exemplo da oração de Davi. I Crôn. 16:36.
c) Como um título para Cristo em Apoc. 3:14. Esta é a única vez no Novo Testamento que Amém é usada como um nome próprio. Ele é aqui chamado , o Deus do Amém, porque ele é a autenticação e a segurança pessoais da verdade de Deus entre os homens.

Os comentaristas vêem nesta expressão uma influência de Isaías 65:16 que chama a Deus, como o Deus que dirá Amém. Nesta passagem de Isaías Deus é chamado duas vezes de Eloim Amém = Deus do Amém, cuja expressão também pode ser traduzida como o Deus da verdade, isto é, o Deus que garante o que promete com a verdade de suas palavras.

A identificação de Deus que diz Amém, em Isaías 65:15, com Cristo, o Amém de Apoc. 3:14 é uma prova irrecusável da divindade do nosso Salvador.

Cristo ao declarar-se como o Amém, deseja transmitir-nos a idéia de que Ele é a verdade de Deus aos homens, e que podemos crer em suas promessas. Ele é a segurança e o testemunho fiel e veraz da revelação divina.

Os salmos se dividem em 5 livros terminados assim:

a) O primeiro em 41:13 (Amém e amém!)
b) O segundo em 72:19 (Amém e amém!)
c) O terceiro em 89:52 (Amém e amém!)
d) O quarto em 106:48 (Amém! Aleluia!)
e) O quinto evidentemente em 150:6 (Aleluia!)

Os três primeiros livros terminam com um duplo amém; o quarto, com amém e aleluia; enquanto o quinto, apenas com a palavra aleluia.

No final dos quatro primeiros livros o amém termina uma doxologia. O salmista o usa como o reconhecimento de que as declarações feitas são seguras e válidas.

Na liturgia do povo judeu a palavra era empregada no sentido de que quem a proferia cria na mensagem e aceitava o que estava sendo exposto.

Os filhos de Israel usavam amém no final da oração como uma palavra que resumia a prece, indicando que eles a aprovavam e a tornavam sua.

Sempre pensamos no amém como uma palavra usada para concluir uma frase ou oração, mas na
Bíblia, muitas vezes, ela é usada no início de uma frase para indicar que o que se segue é importante. Se o seu uso indica a importância da declaração seguinte, a sua repetição no início da sentença denota que o que será dito é muito importante e solene. Por isso Jesus começou muitas das suas afirmações desta maneira, sendo relatadas 25 no evangelho de João. Elas são traduzidas por: verdadeiramente; em verdade, em verdade ou outras expressões eqüivalentes. Confira S. João 1:51; 3:3.

Os evangelhos sinóticos empregam a expressão *amém* 49 vezes, sendo 30 em Mateus, 13 em Marcos e 6 em Lucas. João no evangelho a usa sempre repetida 25 vezes. Nos demais livros neotestamentários ela é empregada 70 vezes.

Nossos pastores deviam ensinar seus membros a usarem o amém com propriedade, com contrição e com o verdadeiro espírito de adoração.

O amém pode ser pronunciado no momento impróprio, como aconteceu em determinada igreja, onde alguém orava mais ou menos assim:
*Graças te damos pela vida. Dá-nos força para vencer o mal. Tu sabes Senhor que o diabo está irado contra nós*. Neste momento alguém (pode ser até muito sincero) proferiu um eloqüente amém, mas totalmente inadequado.

Observando a nossa igreja constatamos que bons costumes desaparecem, enquanto costumes reprováveis surgem e proliferam. Dentre os salutares costumes esquecidos, em algumas igrejas, encontra-se o de não pronunciar o amém durante a oração e no seu final.

Bom seria que em nossas igrejas ao o pregador fazer um apelo para a vida de santificação, ou no final de uma oração os crentes respondessem com um sincero amém, querendo assim dizer: Faço minhas as palavras do pastor, aceito o que ele disse.

Em conclusão a estas três palavras sagradas declaramos:
Se realmente, alguém pudesse alcançar a inteira significação de um profundo e reverente *Amém*, de um glorioso *Aleluia* e de um ansioso espírito de *Selá*, os céus e a terra ressoariam com glória Amém.

Pedro Apolinário (Textos Difíceis)
Leia Mais

Seguidores