sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Sem Crise no Crescimento da Igreja

O The New York Times do dia 13 de dezembro trouxe uma reportagem, de James Estrin, sobre os efeitos da crise nas igrejas, apresentando três exemplos.

O repentino crescimento no número de adoradores na pequena Shelter Rock Church em Nova Iorque forçou o pastor a implementar uma sala com circuito interno de TV e cem cadeiras extras, e que não estão dando conta da demanda.

Em Seattle, a Mars Hill Church, uma das que mais cresce nos Estados Unidos, chegou a 7 mil membros recentemente. Na Life Christian Church em Nova Jersey, os pedidos de oração dobraram -- quase todos relacionados a empregos.
Assim como muitas igrejas evangélicas, essas três têm visto um crescimento contínuo na última década. Mas desde setembro, os pastores têm notado um despertar de interesse pelas igrejas, confirmando a conhecida máxima: momentos de crise são propícios para as igrejas.

"É um momento excelente, uma grande oportunidade evangelística", disse o Rev. A. R. Bernard da Christian Cultural Center, a maior congregação evangélica de Nova Iorque.

Por todo o país, as igrejas estão apresentando programas com conselhos financeiros práticos. Os pastores têm mudado a temática dos sermões. As Testemunhas de Jeová, que vinham fazendo o seu trabalho de porta em porta à noite, voltaram para as horas do dia. Pastores estão abrindo grupos de oração pelas cidades.

Um estudo no ano passado entitulado "Orando por Recessão" feito por David Beckworth, professor de economia na Universidade do Texas, procurou estabelecer tendências de crescimento entre igrejas evangélicas e tradicionais.

O Pastor Don MacKintosh, um evangelista adventista do sétimo dia da Califórnia entrou em contato com o Dr. Beckworth recentemente: "Precisamos aproveitar esse momento, todos os reavivamentos cristãos na história deste país vieram em períodos de temor".

A noção do momento histórico é reforçado especialmente por aqueles que relembraram dos 150 anos do Fulton Street Prayer Revival. Durante o pânico de 1857, um grupo de financistas reuniu-se ao meio-dia para um culto de oração no distrito financeiro de Manhattan.

Para alguns, a resposta é óbvia: "Temos o melhor produto da Terra." Mas para o Dr. Beckworth, os evangélicos, de forma geral, tendem a ser mais pobres do que membros de outras igrejas e, portanto, dependem mais das suas igrejas em tempos de crise, tanto para o apoio material, como espiritual.


PR. MARCELO DIAS

Professor no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Pastor do distrito do Parque dos Trabalhadores da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Estudou teologia no Brasil e Administração nos EUA. Completou o MBA na Califórnia e cursa o Mestrado em Teologia em São Paulo. É casado com Ana Cláudia V. Mainer.

2 comentários:

  1. que pena que muitos só lembre de CRISTO
    em momentos de crise,qual sera o verdadeiro
    interesse destes crentes? DEUS o sabe...

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  2. Na verdade, nos últimos trinta anos , as crises tem sido mais frequentes e não só a financeira, mas crise na moral familiar, na política e no meio ambinte; então a mensagem constante a ser pregada(penso) é que Jesus está voltando e a vida deve estar santificada.

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