sábado, 15 de agosto de 2015

Argumentos que o criacionista NÃO deve usar

“Darwin se converteu antes de morrer.” Muitos usam essa história, entretanto, provavelmente ela não seja verdadeira, e não há corroboração daqueles que eram próximos a ele – nem mesmo de sua mulher Emma, que era contrária à idéia evolucionária. E também o fato de alguém abandonar uma filosofia não serve para desprovar tal filosofia. Muitos abandonam o cristianismo, mas isso não invalida sua exatidão.

“Os computadores da Nasa, ao calcular as posições dos planetas, descobriram o dia perdido de Josué e mais 40 minutos do relógio de Acaz.” Essa história é uma fabricação. A mesma história apareceu num livro não muito confiável chamado The Harmony of Science and Scripture (1936), por Harry Rimmer. Atribuir tal feito a um computador da Nasa está além da sua capacidade. Nenhuma autoridade da Nasa jamais confirmou essa história. Ela é mais uma lenda urbana. (O que aconteceu nesses dois casos foi que Deus provavelmente retardou o movimento de rotação da terra. O ponto de referência do escritor é a Terra, por isso que ele diz que o Sol “parou”.)

“Mamutes foram congelados vivos no Dilúvio.” Isso contradiz a formação geológica em que os mamutes são descobertos. Provavelmente eles pereceram no fim da Idade do Gelo, possivelmente numa catastrófica tempestade de gelo/neve. Comida parcialmente digerida no estômago não é prova de um rápido congelamento. Um mastodonte com conteúdo estomacal parcialmente preservado foi descoberto no oeste dos EUA, onde o solo não estava congelado.

“A Segunda Lei da Termodinâmica começou na Queda.” A lei afirma que a entropia aumenta com o tempo. Entretanto, a entropia (desordem) nem sempre é ruim. Digestão e fricção são formas de entropia. Se a Segunta Lei não estivesse em efeito na criação, Adão e Eva teriam resvalado ao caminhar sobre o Jardim do Éden. Respiração também é uma forma de entropia, até mesmo o desenvolvimento de um embrião em um adulto aumenta a desordem do Universo, mostrando que a Segunda Lei da Termodinâmica não é sempre uma maldição. Provavelmente, Deus recuou alguns dos seus poderes de manutenção e sustentação na Queda; assim, o efeito degenerativo da Segunda Lei não foi mais balanceado.

“Se nós evoluímos do macaco, os macacos não deveriam existir hoje.” O evolucionista certamente responderia que ele não acredita que o homem evoluiu do macaco, mas que ambos evoluíram de um ancestral comum. Muitos evolucionistas acreditam que um pequeno grupo de criaturas se afastou do grupo principal e tornou-se isolado, o que os levou a formar uma nova espécie.

“As mulheres tem uma costela a mais que o homem.” Na verdade, isso é uma falácia. Ambos têm 12 pares de costelas. A remoção da costela de Adão não iria afetar a instrução genética passada para os filhos. Se eu perder um braço, meu filho não nascerá sem braço. Adão também não teria uma deficiência permanente, porque o osso da costela pode crescer novamente, se a membrana que o envolve permanecer intacta.

“Archaeopteryx é uma fraude.” O Archaeopteryx era genuíno. Era um pássaro verdadeiro, não um elo perdido entre dinossauros e pássaros.

“Não há mutações benéficas.” Há, na verdade, mutações benéficas que conferem vantagem em algumas situações. Mas até agora nunca foi descoberta uma mutação que aumentasse a informação genética, mesmo quando ela raramente confere alguma vantagem.

“Nenhuma nova espécie tem sido produzida.” Formação de novas espécies tem sido observada. Especiação rápida é, na verdade, uma parte importante do modelo criacionista. Mas essa especiação acontece somente dentro de um tipo ou família e não envolve nova informação genética.

“O eixo de inclinação da Terra era vertical antes do Dilúvio.” Não há base para essa afirmação. Estações são mencionadas em Gênesis 1:14, o que sugere que o eixo da Terra já estava inclinado desde a Criação.

“Darwin mencionou o aspecto absurdo da evolução do olho em Origem das Espécies.” Isso é uma citação fora de contexto. Darwin estava falando que embora parecesse absurdo (e que isso o deixava desconfortável), era possível imaginar que o olho fosse construído passo a passo.

“A frase ‘falsamente chamada ciência’ em 1 Timóteo 6:20 refere-se à evolução.” É necessário compreender o contexto histórico e lingüístico do Novo Testamento. A palavra “ciência” é gnosis em grego, e nesse contexto se refere a uma elite esotérica cuja ciência ou conhecimento era a chave para as religiões de mistério. Mais tarde isso se desenvolveu na heresia do gnosticismo. Uma tradução mais atual dessa frase seria: “falsamente chamado de conhecimento”.

“Geocentrismo (a idéia clássica de que a Terra é um ponto de referência absoluto) é ensinado pelas Escrituras e o heliocentrismo é antibíblico.” Passagens bíblicas como “o nascer e o pôr-do-sol” devem ser entendidas como alguém que toma a Terra como ponto de referência, o qual é um dos muitos pontos de referência fisicamente válidos. [Mesmo os astrônomos de hoje usam a expressão “pôr-do-sol”.]

“Einstein, apesar da grande pressão que sofria, acreditava em um Criador.” Não, Einstein não acreditava nisso. Suas idéias de Deus eram evolucionárias e panteístas.

“Evolução é só uma teoria.” Quando as pessoas usam esse “argumento”, querem dizer que pelo fato de tal coisa ser uma teoria, ela não deve ser enfatizada dogmaticamente. Mas os cientistas usam a palavra “teoria” como uma explicação substanciada dos dados. Isso inclui a Teoria da Relatividade de Einstein e a Teoria da Gravitação Universal de Newton. É melhor dizer que a evolução de partículas para o homem é uma hipótese ou conjectura não substanciada.

“Os criacionistas acreditam em microevolução mas não em macroevolução.” Esses termos que focalizam em pequenas versus grandes mudanças distraem nossa atenção do importante e crucial assunto da informação. Isto é, a evolução de partículas para o ser humano requer mudanças que aumentem a informação genética, mas observamos apenas seleção e perda de informação.

(Fonte: Answers In Genesis; tradução e resumo: Tony Pasquel)

MICHELSON BORGESÉ jornalista, mestrando em Teologia pelo Unasp e membro da Sociedade Criacionista Brasileira . É editor na Casa Publicadora Brasileira e autor dos livros /A História da Vida / e /Por Que Creio / (sobre criacionismo), /Nos Bastidores da Mídia / e da Série Grandes Impérios e Civilizações, composta de seis volumes. Casado com Débora Tatiane, tem duas filhas.
Editor do Blog Criacionismo

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