sábado, 11 de outubro de 2008

Dom de Línguas

A manifestação do dom em Atos 2.

A chave para se saber que tipo de línguas foi falado nessa ocasião está em 2:8: “E como os ouvimos falar cada um em nossa própria língua materna?”

O que é “língua materna”? E aquela que aprendemos com nossa mãe, é a língua de nossa nação, e não os sons sem sentido que se ouvem em diversas igrejas cristãs da atualidade.

E para que não haja dúvidas sobre quais línguas foram faladas, Lucas as menciona em Atos 2:9-11. Veja que em 1 Coríntios 12:7 é dito que um dom é dado “visando a um fim proveitoso’ Ora, se todos numa reunião falam a língua do país, qual seria o “fim proveitoso” de se falarem outras línguas (maternas ou não maternas)?

Não seria mais “proveitoso” se o pregador falasse no próprio idioma ou na língua dos ouvintes? Vê-se que o dom de línguas, dado aos apóstolos no dia de Pentecostes, foi a possibilidade de eles pregarem o evangelho em línguas estrangeiras (“maternas”) para os estrangeiros que estavam naquela ocasião em Jerusalém.

E “língua materna” deve ser o padrão para toda manifestação genuína do dom de línguas.

A manifestação do dom em Atos 10.

Línguas foram faladas pelos da casa do centurião Cornélio (10:44, 46). Em 10:46 é dito que, ao falarem em línguas, eles estavam “engrandecendo a Deus’ Ora, se Pedro disse isso, é porque ele e aqueles que o acompanhavam entenderam o que foi falado.

Se fossem línguas não maternas, como saberiam que eles estavam “engrandecendo a Deus”? Aqui também vemos como o dom de línguas tem que ver com a pregação do evangelho, pois sendo Cornélio um militar e sempre transferido de um lugar a outro, o falar em outras línguas (maternas — veja o padrão e modelo em Atos 2:8) seria de muita utilidade na pregação do evangelho aonde ele e os de sua casa fossem.

A manifestação do dom em Atos 19:1-7

Ocorreu com 12 irmãos da cidade de Éfeso. Novamente vemos a relação de línguas (maternas) com a pregação do evangelho. Ë sabido que Éfeso era uma grande cidade, visitada por gente de todos os lugares. Assim, o falar em outras línguas (maternas) seria de muita utilidade na pregação àqueles que passassem pela cidade e entrassem em contato com os cristãos dessa localidade.

A manifestação do dom em 1 Coríntios 14

Não sabemos ao certo como foi a manifestação de línguas na cidade de Corinto. A Bíblia nos oferece elementos para pensarmos em pelo menos dois tipos de línguas: 1) línguas maternas — só para ostentação, sem nenhuma interpretação, e isso não edificava a igreja (ver 14:5, 11, 13), e 2) línguas não maternas (ou extáticas), como acontece entre os pentecostais de hoje. Isso trazia confusão aos ouvintes (ver 14:7-10).

O conselho de Paulo quanto ao dom de línguas é falar só o que possa ser traduzido ou interpretado e compreendido (ver 14:5, 13, 19).

E o “falar em mistério” de 14:2? Mistério é para quem não conhece a língua (materna) falada, não para Deus que conhece todas as línguas do mundo. Se alguém estiver numa congregação onde ninguém conheça a língua e não haja nenhum intérprete, a pessoa pode falar “em espírito’: ou seja, apenas em pensamento (14:28) a Deus, e não à congregação, que não será edificada.

Em 1 Coríntios 14:27, estão as três regras paulinas para se falar em línguas: 1) falar dois ou quando muito três; 2) falar de forma sucessiva (um de cada vez); e, 3) haja quem interprete.A pergunta é: São essas três regras seguidas pelos modernos faladores de línguas?

A resposta é “não!’: pois falam mais de dois ou três (às vezes fala toda a congregação), não falam de forma sucessiva, isto é, um de cada vez, mas todos juntos, e não há pessoas interpretando no momento em que as línguas estão sendo faladas. E isso gera confusão — algo que desagrada a Deus, pois Ele não é Deus “de confusão e sim de paz.

Como em todas as igrejas dos santos” (I Coríntios 14:33), tudo deve ser feito “com decência e ordem” (14:40).

Autor: Ozeas Caldas Moura, Editor na CPB

Fonte: Revista Adventista, setembro de 2007.

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