quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Como Está Seu Título de Cidadania?

A “Folha de S. Paulo” deste sábado passado, 20 de setembro de 2008, trouxe mais uma vasta reportagem sobre mais uma daquelas modernas “corrida do ouro”: A busca desesperada de milhares de brasileiros por um título de cidadania italiana. A fila está parada há 1 ano e meio e já contabiliza 380 mil pessoas à espera do reconhecimento da cidadania – passaporte para a entrada e circulação livre em toda União Européia – que, em muitos casos, demora quatro, cinco anos. “Mas há quem aguarde pelo direito há mais de dez anos”, informa o jornal.

As leis italianas facultam que “Todo brasileiro descendente de homem italiano (pai, avô, etc.) ou que tenha nascido depois de 1948, se o ascendente é mulher italiana, pode requerer a cidadania. O direito permite à pessoa, por exemplo, morar legalmente na Europa”.

As dificuldades são muitas para se conseguir o ambicionado título de cidadania: “Para quem quer obter a cidadania italiana, a saga na volta às origens começa em descobrir exatamente onde o parente nasceu. Muitas das histórias contadas pelos avós não batem com a origem verdadeira ou o nome foi trocado. Outra falha é que, em 90% das fichas abertas, falta algum documento. ‘Se chegar com os documentos corretos, não vejo porque em algumas semanas [não] finalizar o processo”, disse a adida consular Marina Rusca’.”

Uma cidadania superior

Ao ler a referida reportagem, imediatamente me veio à mente um outro título de cidadania infinitamente superior: a Celestial. É interessante destacar: Nunca ouvi sequer falar – muito menos li a este respeito e tenho certeza de que os leitores também – de que houvesse fila de espera para se obter a cidadania do Butão, Serra Leoa, Colômbia, Mianmar, etc.

Nunca li, também, de que as pessoas pegassem senhas e tenham que brigar umas com as outras em frente da Embaixada do Chade (salve-me Santo Google da Wikipédia!!! deve ser assim que se escreve...), do Azerbaijão, Haiti e outros “primos” pobres. Por que isso? Por que filas quilométricas e espera de anos para se obter a cidadania italiana e nada disso para esses e outros países menos exóticos? Simplesmente porque as pessoas vêem vantagens – financeiras, culturais, sociais, lingüísticas, etc. – no caso da Itália, e de quebra em toda a União Européia, e pouquíssimos, se é que existem, vêem alguma vantagem em obter a cidadania desses outros países.

Pois é exatamente aí que entram as maiores contradições, paradoxos (perdoem-me os puristas do Jornalismo que acham que é “pecado” usar adjetivos...) e/ou incoerências do ser humano: Quantas dessas pessoas, outras e nós mesmos estamos buscando com tanta ânsia e empenho a Cidadania Celestial? Outra perguntinha: Por acaso este título de cidadania italiana e todos os outros terrenos são superiores, em algum aspecto sequer, ao título de cidadania celestial? Dá sequer para comparar?

Olha, eu conheço um cidadão, que é por sinal o meu grande herói (depois de Jesus, é claro!!!) e meu escritor favorito, que teve apenas vislumbres do que será o Céu e deixou-nos registrado o seu fiel testemunho a esse respeito: “... mas, como está escrito:

Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam” (I Coríntios 2:9).
Sei que, primariamente, o texto se refere à salvação – a obra maravilhosa de Deus, por nós e para nós, na Pessoa de Cristo – mas, sei, também, que com certeza ele está diretamente relacionado com tudo aquilo de belo e indescritível, pelos referenciais humanos, que Deus tem preparado para todos aqueles que aceitam a Cidadania Celestial.

Visões do Céu

Aqui e acolá, espalhadas pela Bíblia, nós encontramos algumas pistas ou pequenos indicativos da grandiosidade desta Pátria além:

Fim das trevas e escuridão, símbolo do pecado:

“Nunca mais te servirá o Sol para luz do dia, nem com o seu resplendor a Lua te alumiará; mas o Senhor será a tua luz perpétua, e o teu Deus, a tua glória. Nunca mais se porá o teu Sol, nem a tua Lua minguará, porque o Senhor será a tua luz perpétua, e os dias do teu luto findarão” (Isaías 60:19-20).
Fim da injustiça, pecado, e das lutas e conflitos agrários:

“Todos os do teu povo serão justos, para sempre herdarão a terra; serão renovos por Mim plantados, obras das Minhas mãos, para que Eu seja glorificado” (Isaías 60:21).

Fim das injustiças sociais e da exploração do homem pelo homem:

“Eles edificarão casas e nelas habitarão; plantarão vinhas e comerão o seu fruto. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; [...] os Meus eleitos desfrutarão de todo as obras das suas próprias mãos” (Isaías 65:21-22).

Fim das hostilidades entre homem e Natureza, volta do perfeito equilíbrio ecológico que havia no Éden:
“O lobo e o cordeiro pastarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; pó será a comida da serpente. Não se fará mal nem dano algum em todo o Meu santo monte, diz o Senhor” (Isaías 65:25).
Fim de toda tristeza e clamor:

“E exultarei por causa de Jerusalém e me alegrarei no Meu povo, e nunca mais se ouvirá nela nem voz de choro nem de clamor” (Isaías 65:19).
Eliminação da morte e qualquer forma de sofrimento:

“E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Apocalipse 21:4).
Alegria perene, sem fim:

“Em lugar da vossa vergonha, tereis dupla honra; em lugar da afronta, exultareis na vossa herança; por isso, na vossa terra possuíreis o dobro e tereis perpétua alegria” (Isaías 61:7).
Cura completa das memórias e traumas do pecado:

“Pois eis que Eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas” (Isaías 65:17).
Eu quero o Céu!

O músico e compositor Jader Santos devia estar vivendo um momento muito especial em sua vida, sublime inspiração, quando compôs a música e escreveu a letra deste hino tão sublime:

“Tenho ouvido de uma terra linda, encantada. /De um lugar onde a felicidade é total. / Os meus olhos já divisam não tão distante. / Meus ouvidos já escutam sons divinais” (Hino 570, Hinário Adventista do Sétimo Dia).

Olha, as maravilhas desta “terra linda, encantada” são infinitamente superiores às belezas naturais e arquitetônicas da Itália e de qualquer país ou cidade deste mundo – aquelas que nós ansiamos tanto por conhecer.

Se você tem alguma dúvida sobre a superioridade deste título de Cidadania Celestial – de que ele é infinitamente superior a qualquer um aqui da Terra – pergunte a Abraão. A Bíblia afirma:

“Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia. Pela fé, peregrinou na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa; porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador” (Hebreus 11:8-10).
Pergunte para Paulo, que ele, em meio às dificuldades e sacrifícios indescritíveis pela pregação do Evangelho, dirá:

“Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas” (II Coríntios 4:17-18).
Pergunte para Moisés, acerca de quem a Bíblia diz:

“Pela fé, Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó [não foi pouca coisa, como as “bugigangas” e empregos ou funções que temos que, às vezes, abrir mão para ser fiéis a Deus], preferindo se maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado; porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão” (Hebreus 11:24-26).

Pergunte para ele se valeu a pena; ou melhor: Pergunte para si mesmo onde estão todos aqueles imponentes faraós que antecederam e que sucederam o tempo que Moisés passou no Egito? Onde, em especial, está aquele faraó que tentou impedir os planos de Deus no tempo do Êxodo?

Concluindo: Onde está Moisés? Você sabe? Vou lhe dar uma pista: Na última vez em que ele foi visto por olhos humanos, ele estava numa missão muito importante, junto com Elias, num certo monte da Palestina (leia Mateus 17:1-4).

Pedro, afoito como sempre, quis até fazer uma tenda para Moisés e outra para Elias (verso 4). Com certeza, no lugar onde está Moisés jamais sentiu falta das coisas e agruras deste mundo – das pessoas, sim – e, portanto, ele nos dirá, em uníssono com Elias, Enoque e aqueles que subiram ao Céu com Jesus, como primícias da ressurreição: “Vale a pena ser fiel! Adquira já o seu Título de Cidadania Celestial e jamais o perca de vista! Mantenha o foco em Jesus e no Céu!”


PR. ELIZEU LIRA

Pastor em Uberlândia. Atualmente faz pós-graduação em Ciência da Religião e prepara-se para iniciar o Mestrado em Educação.

É o diretor geral do site IASD em Foco

1 comentários:

  1. Pastor eu tenho 17 anos sou adventista mais tenho dentro de mim talvez um pecado eu gosto de escutar músicas romanticas e como na nossa igreja são poucas as musicas eu escuto algumas do mundo. Pastor foi passado na igreja que vc pode escutar algumas clássicas como a de Roberto Carlos mais mesmo depois de escutar isso gostaria de saber se é pecado ou não?
    meu email é jeje-18@hotmail.com me ajude.

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