domingo, 9 de março de 2008

Adventistas com freqüência permanecem adventistas, diz pesquisa sobre Igrejas

Em torno de 60 por cento dos americanos criados no que é definido como "família adventista" de Igrejas, um grupamento de protestantes dominados pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, permanecem nessa família como adultos, diz uma pesquisa marcante divulgada em 25 de fevereiro.

Com base em entrevistas com mais de 35.000 americanos, com idades de 18 anos ou mais velhos, a Pesquisa do Panorama Religioso nos EUA, compilado pela instituição 'Pew Forum on Religion & Public Life', descobriu que a filiação religiosa nos EUA é ao mesmo tempo "bastante diversificada e extremamente fluída". Contudo, "todas as famílias denominacionais protestantes perdem um considerável número de adeptos de infância para as fileiras dos não-afiliados", relataram os pesquisadores.

Para propósitos do estudo, foi dito que "uma 'família denominacional' é um conjunto de denominações religiosas e congregações relacionadas com uma origem histórica comum". Juntamente com a Igreja Adventista do Sétimo Dia, a "família adventista" listada pela pesquisa incluía várias outras Igrejas que se desenvolveram a partir de divisões do movimento milerita. Os adventistas do sétimo dia, contudo, compreendem a esmagadora maioria desse grupamento; o monante de um milhão de membros nos Estados Unidos ultrapassa por várias vezes o total combinado de membros dos demais grupos dessa categoria.

Ao mesmo, o percentual daqueles que dizem que não são afiliados com qualquer grupo ou tradição religiosa em particular subiu para 16,1 por cento dos americanos, um aumento líquido de 8,8 pontos, segundo a pesquisa.

"Consideráveis números daqueles criados em todas as religiões--do catolicismo ao protestantismo para o judaísmo--são atualmente desassociados com relação a qualquer denominação em particular", declarou o documento. O número de "não-afiliados" é quase igual aos 18,1 por cento de americanos que alegam ser membros de Igrejas protestantes tradicionais.

Adicionalmente, o relatório indicou que "o grupo que experimentou a maior perda líquida foi a Igreja Católica. Ao todo, 31,4 por cento dos adultos dizem que foram criados como católicos. Hoje, contudo, somente 23,9 por cento dos adultos se identificam com a Igreja Católica, uma perda líquida de 7,5 pontos percentuais.

A entidade sem fins lucrativos "Pew Forum on Religion & Public Life" "busca promover um entendimento mais profundo de questões na intersecção de religião e assuntos públicos", segundo o website do grupo, www.pewforum.org.

De acordo com uma comunicação do grupo à imprensa, "a pesquisa descobriu que o movimento constante caracteriza o cenário religioso americano, com os principais grupos religiosos simultaneamente ganhando e perdendo adeptos. Os que estão crescendo como resultado de mudança religiosa estão simplesmente ganhando novos membros a um índice maior do que suas perdas. Por outro lado, os que estão tendo declínio de números devido a mudança religiosa, simplesmente não estão atraindo novos membros em número suficiente para compensar o número de adeptos que estão deixando essas comunidades de fé em particular".

A educação adventista -- que se crê ser um dos maiores sistemas de escolas paroquiais do mundo -- desempenha uma parte em ajudar os jovens a permaneceram na fé, disse Debra Brill, vice-presidente para ministérios da Divisão Norte-Americana da IASD.

"Os adventistas dão historicamente prioridade à qualidade de formação religiosa para as crianças num currículo sistêmico que cobre desde o nascimento até a educação superior", declara Brill. "A tradição fomenta uma cultura que envolve muitos pais e filhos numa filiação vitalícia com a Igreja Adventista do Sétimo Dia".

Monte Sahlin, especialista em crescimento da Igreja e diretor de pesquisa para a Associação de Ohio, encontrou dados positivos no estudo da Pew, bem como alguns pontos de preocupação.

"Este estudo mostra que a IASD compartilha 0,4 da população e o último estudo de monta desse tipo [da Pesquisa de Identificação Religiosa Americana, de 2001] descobriu que então tinha 0,3 por cento. Ao longo dos últimos sete anos, a Igreja Adventista nos EUA aumentou sua parcela da população em somente um terço", observou Sahlin.

Contudo, ele acrescentou, o "potencial de dados negativos é a clara evidência de um problema de apostasias. O estudo de 2001 descobriu que 73 por cento dos que são criados na Igreja Adventista permaneciam, e isso declinou para 60 por cento. A tendência das novas gerações de adventistas de não se ligar à denominação está acelerando".

O que fazer? "A coisa mais importante que podemos aprender desse tipo de estudo é o ambiente religioso mutante dentro do qual precisamos realizar a missão que Deus nos designou", disse Sahlin.

"Os segmentos de maior crescimento são formados por aqueles que optam por nenhuma religião e os que se unem a congregações não-filiadas a qualquer denominação", ele acrescentou. "Há pouco evangelismo real ocorrendo, em termos de se ganhar porções significativas de descrentes e/ou não-filiados para corporações de fé de base protestante bíblica. "Precisamos levar a sério o trabalho de missões numa América secular, pós-denominacional e parar de ficarmos nas mesmas iniciativas vez após vez".

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