terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Filme sobre Jesus do ponto de vista Islâmico

Um diretor de cinema iraniano produziu um longa metragem que conta, de um ponto de vista islâmico, a história de Jesus Cristo. Lançado nos cinemas do Irã no fim de 2007, "Jesus, o Espírito de Deus", está prestes a ser adaptado para a televisão, em uma série a ser transmitida pela emissora estatal do país.

(Fonte: Veja Online) - De acordo com Nader Talebzadeh, o cineasta, o objetivo da obra é expor as "bases comuns entre muçulmanos e cristãos", e "estabelecer um diálogo entre as duas partes".

A história de Jesus, o Espírito de Deus baseia-se nos episódios narrados no Novo Testamento da Bíblia, aceitos e recontados no Corão. De acordo com os preceitos do islamismo, no entanto, Jesus Cristo não é o filho de Deus (sua personificação na Terra), mas sim um mensageiro divino. Uma diferença crucial entre as visões cristã e muçulmana da história aparece no filme de Talebzadeh: para o Islã, Cristo não foi crucificado. Na obra do diretor, Deus salva o profeta da crucificação e o leva para o seu mesmo plano superior.

Ator iraniano Ahmad Soleimani Nia no papel do Jesus islâmico

"Está no Corão: a pessoa que foi crucificada não foi Cristo, e sim Judas", disse à agência France-Presse o cineasta. A crucificação de Judas aparece em Jesus, o Espírito de Deus. O diretor afirma que os cristãos costumam achar "fascinante quando descobrem que o Islã tem tanto conhecimento sobre Jesus". É este tipo de reação que ele espera conseguir com o filme.

Nader Talebzadeh, o diretor iraniano

Imbuído da missão, Talebzadeh chegou a ir até Malibu, na Califórnia (EUA), para entregar uma cópia do filme ao ator e diretor Mel Gibson, autor de A Paixão de Cristo – um filme "muito bem feito, mas que conta a história de forma errada", segundo o iraniano. Ele foi barrado. "Era um domingo. O segurança no portão recebeu o vídeo e prometeu entregá-lo". O iraniano ainda aguarda uma resposta de Mel Gibson.

Nota:

Parece que o objetivo da obra seria expor as "bases comuns entre muçulmanos e cristãos", e "estabelecer um diálogo entre as duas partes". Mas em questão de princípios religiosos, não há nada em comum.


É impressionante que quando elaboram uma charge sobre maomé em jornais, revistas ou até mesmo na internet, são quase que capazes de declarar uma guerra santa por ofensa ao seu profeta.

Pergunto: Não seria ofensa para os cristãos receber um filme cujo profeta maior não é reconhecido como filho de Deus e cujo simbolo máximo do cristianismo - "a cruz" - não passa de um mito?

Não vamos declarar uma "guerra santa" por causa dessas ofensas, mas creio que como cristãos convictos, poderiamos boicotar os produtores com mais essa proposta de lucratividade cinematográfica. Sabe como? Não alugando e comprando esse filme que não passa de uma farsa para o cristianismo.

Precisamos respeitar a liberdade religiosa e incentivar a paz mesmo entre culturas e práticas religiosas diferentes, mas creio que esse filme, não passará de mais uma tentativa fracassada.

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