quinta-feira, 29 de novembro de 2007

DEUS MATA PESSOAS?

Será que Deus mata pessoas? No sentido de assassinar? É lógico que não. Ele proíbe tal ato no sexto mandamento (Ex. 20:13). E no sentido de uma execução judicial? Sim. Mas mesmo em tal caso, *o Juiz de toda a Terra* (Gên. 18:25) sofre profundamente. *Dize-lhes: 'Tão certo como Eu vivo, diz o Senhor Deus, não tenho prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu caminho e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que haveis de morrer...?*' Ez. 33:11.

Alguns cristãos sinceros argumentam que a execução de pecadores impenitentes por parte de Deus é contrária à Sua natureza de amor. Esse tipo de argumento pretende exaltar o caráter amorável de Deus, mas, na realidade, o deprecia. O amor de Deus é santo, não indulgente ou sentimental. O salmista diz: *Justiça e direito são o fundamento do Teu trono; graça e verdade Te precedem* Sl. 89:14. Amor e justiça são dois lados da mesma moeda e precisam ser colocados no devido equilíbrio. Que tipo de segurança teríamos no governo civil se o governo não pudesse punir os infratores da lei? Ou se o governo deixasse que os criminosos destruíssem a si mesmos? Deus não é menos justo e ordeiro do que o ser humano!

A opinião de que Deus não executará o impenitente O destitui da soberania em Seu Universo. Seria verdadeira justiça permitir que um pecador se auto-destruísse fisicamente? Considere um exemplo extremo: O ditador Adolf Hitler morreu com sangue de milhões de pessoas inocentes em suas mãos. Será que o universo dos leais e redimidos ficaria verdadeiramente satisfeito se no juízo Deus dissesse a Hitler: *Você, Hitler, é um homem ímpio e perdido. Eu o sentencio a morrer da maneira que você desejar, pode ser por suicídio ou que você seja ferido por alguém que esteja perto de você e também esteja condenado. Eu não vou tocá-lo, pois Eu sou amor?* Que pensariam as vítimas deste criminoso? Veria o Universo qualquer justiça em tal sentença.

Conquanto a destruição dos ímpios seja mencionada como o *estranho ato* de Deus (Is. 28:21, ARC), a verdadeira justiça requer punição e execução apropriadas. *[Deus] recompensará cada um segundo as suas obras.* Rm. 2:6. Tormento infindável não é justiça. Mas a justiça requer castigo adequado pêlos pecados e crimes que o impenitente tenha cometido.
Amor e justiça são dois aspectos do caráter divino. É o santo amor que finalmente torna o Universo seguro.

Os anjos não vêem injustiça no fato de Deus punir diretamente os ímpios. As sete últimas pragas são descritas como *a ira de Deus* (Ap. 15:1). Depois de derramar a terceira praga (água se transformando em sangue), diz o anjo a Deus: *Justo és Tu, ó Senhor, que és, e que eras, e santo és, porque julgaste estas coisas. Visto como derramaram o sangue dos santos e dos profetas, também Tu lhes deste sangue a beber; porque disto são merecedores.* Em resposta a estas palavras o profeta ouve outra voz dizer: *Na verdade, ó Senhor Deus todo-poderoso, verdadeiros e justos são os Teus juízos* (Ap. 16:5-7).

Deus é frequentemente comparado com um pai. Um pai amoroso e justo às vezes castiga o filho desobediente. Não é errado um pai exercer juízo diretamente. Espera-se que o faça. No caso do pecado, dois princípios lutam pela soberania: o princípio do amor altruísta e o princípio do egoísmo egocentrismo. Eles não podem coexistir. A divindade determinou
juízo sobre o pecado: separação e morte eterna. Rm. 6:23.

Unicamente Deus, a Fonte de vida, tem o direito e autoridade de privar um ser vivente de sua vida. Aos que escolheram permanecer rebeldes e impenitentes. Ele terá que punir de acordo com seus atos e privá-los da própria vida. Isto é simples justiça e misericórdia. Tais pessoas prefeririam morrer a ter que viver na santa atmosfera da Nova Terra - a qual eles rejeitaram enquanto estiveram neste planeta. Por isso a advertência de Cristo:

*Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.* (Mt. 10:28, cf. Hb. 10:30 e 31).


Frank B. Holbrook, jubilado, foi diretor
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segunda-feira, 19 de novembro de 2007

O DOM DE LÍNGUAS NO NOVO TESTAMENTO

(Atos 2)

Contexto histórico

· Grande multidão se dirigiu para o pentecostes. 15 regiões do mundo ? (Atos 2:9-10)
· Muitos daqueles judeus não eram versados na língua aramaica, o idioma corrente da Judéia, nos dias dos apóstolos
· Era uma explêndida oportunidade para falar sobre Cristo, mas haveria necessidade de todos compreenderem o que os apóstolos queriam dizer.

1) Motivos ou propósitos dos dons de línguas no pentecostes.

Mostrar a todos a nova era inaugural da igreja, a dispensação do Espírito Santo (João 14:15, 16, 26)
Capacitar os apóstolos a pregarem o evangelho aos que não entendiam. Cumprindo a profecia de Marcos 16:15-17
Convencer os judeus e gentios que a mensagem dos apóstolos era autentica, eram verdadeiros missionários de Deus.
Sinal sobrenatural que o Cristo que prometera a presença do Espírito Santo sobre nós era verdadeiro.

Atos 2:
3 E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles.
4 Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem.
5 Ora, estavam habitando em Jerusalém judeus, homens piedosos, vindos de todas as nações debaixo do céu.
6 Quando, pois, se fez ouvir aquela voz, afluiu a multidão, que se possuiu de perplexidade, porquanto cada um os ouvia falar na sua própria língua.
8 E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna?
11 tanto judeus como prosélitos, cretenses e arábios. Como os ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus?

2) Quais as provas que as línguas faladas pelos apóstolos foram línguas idiomas, ou línguas das nações?

Conforme o texto
· ?Cada um ouvia falar em sua própria língua? ou idioma. (vs 6)
· A língua em que tinha nascido. (vs 8)
· A língua de cada um. (vs 11)
A palavra grega usada no original para língua é (glôssa) que significa linguagem idiomática.
CONCLUÍMOS que de acordo com os textos mencionados acima, não houve manifestação de línguas estáticas, inarticulada ou ininteligível, mas sim línguas de idiomas, onde todos entendiam

3) Quais foram os resultados e as utilidades da manifestação do dom de língua no pentecoste?

Houve cerca de três mil conversos. (atos 2: 37-41)
Aqueles novos conversos podiam agora levar as boas novas a sua terra natal.


(Atos 10:43-48)

Contexto

· A ordem de Cristo é que o evangelho da salvação fosse pregado a todos os povos inclusive os gentios. (Mat 28:19; Atos 1:8)
· Os apóstolos não estavam evangelizando os gentios por acharem que estes eram indignos da salvação. Então Deus abriu o caminho para evangelização dos gentios através de três milagres:
a. Enviou um anjo ao gentio Cornélio, ordenado-lhe que chamasse a Pedro para dele ouvir a mensagem da salvação (Atos 10:1-8)
b. Deu uma visão a Pedro, na qual lhe mostrou que nenhum povo considerasse imundo ou rejeitado para o evangelho (Atos 10:9-34)
c. Convencidos por estes dois milagres anteriores, isto é o aviso do anjo e a visão que Pedro recebera. Pedro lhes pregou as boas novas. Como Cornélio e os de sua casa creram, o Espírito santo, o mesmo Espírito, operou um terceiro milagre, dotando-os com o dom línguas que Pedro recebera no Pentecostes. (Línguas idiomáticas ? grego ?glôssa?) ? Referência (Atos 10:44-48).

Atos 10:
44 ¶ Ainda Pedro falava estas coisas quando caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra.
45 E os fiéis que eram da circuncisão, que vieram com Pedro, admiraram-se, porque também sobre os gentios foi derramado o dom do Espírito Santo;
46 pois os ouviam falando em línguas e engrandecendo a Deus. Então, perguntou Pedro:
47 Porventura, pode alguém recusar a água, para que não sejam batizados estes que, assim como nós, receberam o Espírito Santo?
48 E ordenou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Então, lhe pediram que permanecesse com eles por alguns dias.

1) Que propósitos o dom de línguas, como ?dom-sinal? atingiu na casa de Cornélio?

Sinal para convencer os judeus de que os gentios também eram aceitos por Deus e que a conversão de Cornélio e os de sua casa era genuína.
Com esta manifestação o caminho da evangelização gentílica abriram-se para sempre e creram que os apóstolos eram verdadeiros

2) Que prova temos que o dom de línguas em Atos 10, foi o mesmo do pentecostes em Atos 2, ou seja, idioma das nações?

Várias vezes Pedro nos informa de maneira clara que os gentios falaram a mesma espécie de línguas dadas no Pentecostes. (Atos 10:47; 11:17; 15:8)
O dom de línguas dado a Cornélio foi mais uma vez um idioma conhecido, reconhecidos e compreendidos pelos ouvintes, pois caso não entendessem, não teriam afirmado que Cornélio e sua casa estavam glorificando a Deus (Atos 10:46)

3) E qual a utilidade de Cornélio falar outros idiomas?

Como um centurião da corte, (em nossos dias um oficial do exercito), ao ser transferido para outros paises, poderia falar do evangelho a outros povos sem a barreira do idioma.


(Atos 19:1-7)


Atos 19:
1 Aconteceu que, estando Apolo em Corinto, Paulo, tendo passado pelas regiões mais altas, chegou a Éfeso e, achando ali alguns discípulos,
2 perguntou-lhes: Recebestes, porventura, o Espírito Santo quando crestes? Ao que lhe responderam: Pelo contrário, nem mesmo ouvimos que existe o Espírito Santo.
3 Então, Paulo perguntou: Em que, pois, fostes batizados? Responderam: No batismo de João.
4 Disse-lhes Paulo: João realizou batismo de arrependimento, dizendo ao povo que cresse naquele que vinha depois dele, a saber, em Jesus.
5 Eles, tendo ouvido isto, foram batizados em o nome do Senhor Jesus.
6 E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e tanto falavam em línguas como profetizavam.
7 Eram, ao todo, uns doze homens.

Contexto

· Quando Paulo chegou em Éfeso, encontrou por volta de doze homens eram discípulos de João batista.
· Esses homens não haviam sido batizados no batismos cristão, mas só no batismo de João batista.
· Eles apenas creram que Cristo havia de vir e foram batizados no batismo do arrependimento (Lucas 3:7-9), mas falavam crer no Espírito. Logo após serem batizados, o Espírito Santo veio sobre ele e profetizaram e falaram em línguas. (Atos 19:6)

1) Quais os propósitos do dom de línguas concedidos aos cristão de Éfeso?

Convencer os próprios novos crentes através do ?dom sinal?, que o novo passo que haviam acabado de dar, era concreto ou tinha aprovação divina, e da necessidade do Espírito Santo para suas vidas.
Autenticar a conversão de a Cristo por parte daqueles discípulos de João batista, diante de Paulo e dos demais apóstolos.

2) Que prova temos que o dom de línguas foi no idioma da nação?

As palavras narradas usadas aqui são as mesmas palavras usadas em atos 2 e atos 10 no original. (glôssa- Grego)

3) Propósitos evangelísticos dom de línguas aos cristãos de Éfeso:

Éfeso , capital da Ásia Menor, era uma grande cidade portuária, com um grande centro comercial, considerada como porto de entrada na Ásia Menor.
Seus cais eram cheio de navios e ruas repletas de pessoas de todos os países. Portanto era um campo promissor para a expansão do cristianismo.
Assim sendo, o espírito santo capacitou os crentes em Éfeso a falarem as línguas das nações, a fim de torná-los aptos a proclamarem o evangelho aos habitantes e visitantes estrangeiros daquela cidade cosmopolita, visitada por povos de diferentes idiomas.


(O Dom de Línguas em Coríntios)

Contexto Histórico

· Culturamente Corinto era uma cidade Multinacional, devido à sua importância comercial. Havia romanos, gregos, egípcios, sírios, Judeus e povos de muitos outros países e território vivendo ali. Portanto Corinto era um grande centro político e comercial, lugar de reuniões de todas as camadas sociais da época.
· Com o seu movimentado porto marítimo, era parada quase que obrigatória dos que seguiam do Ocidente para o Oriente e vice-versa. Assim a cidade fervilhava de forasteiros, comerciantes, soldados e marinheiros.
· Nesta cidade culta e cosmopolitana, estava situada uma poderosa e influente igreja cristã, dotada de dons espirituais. (I Cor 1:7)
· Deus concedeu o dom de línguas aos cristãos de Coríntios afim de que eles pudessem anunciar o evangelho aos estrangeiros que por ali passavam.

1 Coríntios 12:
7 A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso.
8 Porque a um é dada, mediante o Espírito, a palavra da sabedoria; e a outro, segundo o mesmo Espírito, a palavra do conhecimento;
9 a outro, no mesmo Espírito, a fé; e a outro, no mesmo Espírito, dons de curar;
10 a outro, operações de milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a um, variedade de línguas; e a outro, capacidade para interpretá-las.
11 Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente.

1 Coríntios 12:28 -30 A uns estabeleceu Deus na igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. Porventura são todos apóstolos? Ou todos profetas?São todos Mestres? Ou operadores de milagres? Têm todos dons de curar? Falam todos em outras línguas? Interpretam-nas todos? Entretanto, procurai com zelo os melhores dons.


(I Corintios 13:1)


FALAR EM LÍNGUA E A LÍNGUA DOS ANJOS (1 CORÍNTIOS 13:1)

1 Coríntios 13:1 Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.

· Devemos reconhecer que Paulo falou hipoteticamente em 1 Coríntios 13:1 como indica a clausula condicional grega.
· Paulo usa a partícula condicional (ean), traduzida para o português como (se), seguida do subjuntivo (lalo). Este tipo de cláusula condicional da língua grega nunca expressa a realidade.
· Paulo diz através de hipérboles que todas as possibilidades lingüísticas, incluindo a fala dos anjos, se estivessem à sua disposição e ainda lhe faltasse amor, para nada valeria.
· ?A conclusão é que Paulo não fala na língua dos anjos?

1 Coríntios 13:8 O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará;


(I Coríntios 14:2)

O FALAR EM LÍNGUAS E FALAR EM MISTÉRIOS (1 CORÍNTIOS 14:2)


RA
1 Coríntios 14:2 Pois quem fala em outra língua não fala a homens, senão a Deus, visto que ninguém o entende, e em espírito fala mistérios.

RC
1 Coríntios 14:2 Porque o que fala língua estranha não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala de mistérios.

1) Línguas estranhas ? O que são?

a. A palavra estranha não aprece no original Grego. É por isso que em algumas traduções esta palavra aparece em letras diferentes (ou itálicos) na bíblia. É um acréscimo daquilo que o tradutor achou que seria.
b. Paulo não diz que a língua era desconhecida, logo, então, as línguas referidas eram idiomas estrangeiros em uso por nações, mas desconhecidas aos membros da igreja de Corinto.
c. É erro deduzir que a frase ?línguas estranhas?, seria uma língua especial que estaria nascendo em Primeiro como já vimos este termo não aparece no original, e segundo uma vez que o dom já havia sido chamado de ?variedades de línguas? (I Coríntios 12:10)

2) Falam de Mistérios ? Significado bíblico desta expressão.

PONTO IMPORTANTE: Não são as línguas que são misteriosas, mas sim, elas falam de mistérios.
Sendo que a bíblia deve ser a sua própria intérprete (I Pedro 1:21), o que ela diz serem estes mistérios? São os segredos ou verdades dom plano da salvação, os quais estavam ocultos, e com Cristo, foram sendo esclarecidos e revelados.

EXEMPLOS:

1 coríntios 2:7 mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou desde a eternidade para a nossa glória;...
12 Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente.
13 Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais.

· Paulo usa o termo ?mistério? para resumir todo o plano da salvação que antes estava oculto, mas com o Espírito de Deus este mistério seria revelado.

I coríntios 4:1 Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus.

· A pregação cristã dos apóstolos é apresentada como um mistério.

Efésios 6:

18 com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos
19 e também por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra, para, com intrepidez, fazer conhecido o mistério do evangelho,

· Paulo pede oração aos Efésios para que ele fosse capaz de tornar conhecido o mistério do evangelho com coragem.

· Outros e exemplos; Rom 16:25; Efésios 1:9; Mateus 13:11...

3) Ninguém no mundo entende, unicamente Deus?

· Esta é uma frase mal compreendida pela maioria dos carismáticos e onde eles se ancoram, afirmando que é só Deus que entende o dom de línguas deles também.
· Com isto, porém, eles estão criando uma arma contra eles próprios, pelos seguintes motivos:

a. Se ninguém entende senão unicamente deus, para que então os esforços de tantos pentecostais querendo provar que ali e acolá, a língua que falam foi entendida?

b. Se ninguém entende, mas ninguém mesmo, além de Deus, como podem eles harmonizar isto com seu argumento de que o dom de línguas é a capacidade de falar a ?língua? dos anjos, se única e exclusivamente Deus é quem entende, então os anjos também não compreendem.

4) O verdadeiro sentido da frase ?ninguém entende?

a. É engano interpretar a clausula ?ninguém entende? , em um sentido geral, pois fazer assim, seria contradizer Atos 2: 5-12, onde refere-se que cada um entendia em sua própria língua.

b. Esse ninguém entende não poderia ser todos os seres do universo, por que ninguém era capaz de falar para todo mundo ao mesmo tempo. E de fato Paulo não estava querendo dizer isso. Ele se referia à igreja de Corinto, ou seja, na igreja de Corinto, ninguém entende.

c. Era o falar em línguas sem tradução que preocupava Paulo, pois já que não era conhecida, não edificava. (I coríntios 4:12-13)

d. O próprio Paulo interpretou de maneira bem clara esse verso um pouco mais adiante, através dos versos 26-28:
26 Que fazer, pois, irmãos? Quando vos reunis, um tem salmo, outro, doutrina, este traz revelação, aquele, outra língua, e ainda outro, interpretação. Seja tudo feito para edificação.
27 No caso de alguém falar em outra língua, que não sejam mais do que dois ou quando muito três, e isto sucessivamente, e haja quem interprete.
28 Mas, não havendo intérprete, fique calado na igreja, falando consigo mesmo e com Deus.

e. Com base nesses verso, podemos agora interpretar corretamente I Coríntios 14:2, da seguinte maneira:

Por que quem fala língua desconhecida (dos presente e não do intérprete) não fala (ou não deve pôr a falar) aos homens (presentes) senão a Deus (em oração); por que (sendo uma língua desconhecida dos presentes) ninguém o entende, e em espírito fala de mistérios (isto é, das coisas ocultas que Deus revelo).


LINHAS GERAIS SUGERIDAS POR PAULO AOS CORÍNTIOS


1. Apenas uma pessoa deveria falar de cada vez:

2. Teria sempre que ter um intérprete:

3. No máximo duas ou três pessoa s poderiam falar num culto

1 Coríntios 14:27 No caso de alguém falar em outra língua, que não sejam mais do que dois ou quando muito três, e isto sucessivamente, e haja quem interprete. 28 Mas, não havendo intérprete, fique calado na igreja, falando consigo mesmo e com Deus.

4. Deus não pode ser de confusão

1 Coríntios 14:33 porque Deus não é de confusão, e sim de paz. Como em todas as igrejas dos santos,

5. O apelo dirigido por Paulo, era esperar uma igreja que possuísse uma comunicação inteligente para que todos fossem edificados

1 Coríntios 14:9 Assim, vós, se, com a língua, não disserdes palavra compreensível, como se entenderá o que dizeis? Porque estareis como se falásseis ao ar.

1 Coríntios 14:19 Contudo, prefiro falar na igreja cinco palavras com o meu entendimento, para instruir outros, a falar dez mil palavras em outra língua.


6. O propósito deveria ser a edificação

1 Coríntios 14:26 Que fazer, pois, irmãos? Quando vos reunis, um tem salmo, outro, doutrina, este traz revelação, aquele, outra língua, e ainda outro, interpretação. Seja tudo feito para edificação.
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segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Jesus - Um Poço De Misericórdia

Betesda em hebraico significa, casa de misericórdia. Neste local, possui um tanque, o qual tem cinco alpendres. Neste jazia uma multidão de enfermos, cegos, mancos e ressicados esperando o movimento das águas. Em certo tempo as águas deste tanque eram agitadas, e acredita-se comumente que isso era o resultado de poder sobrenatural, e que aquele que primeiro descesse a elas depois de haverem sido movidas, ficaria curado de qualquer enfermidade que tivesse DTN 201.

A comparação é simples e pratica. Assim como em betesda se aglomerava uma multidão em prol de ajuda, a igreja também acolhe centenas de pessoas que procuram uma cura física e espiritual. Infelizmente muitos estão indo e vindo e não encontram a cura tão esperada. Isto ocorre pela insensibilidade, pela teologia egocêntrica onde o indivíduo deixa de compartilhar sentimento alheio. Voltam-se para soluções completamente isoladas como em nossas orações:meu Deus, meu Senhor, salva minha vida, abençoa os meus planos, ou em nossas canções cuida de mim, meu pastor, meu Jesus. Não que esteja errado tais afirmações, mas queremos ouvir também nosso Deus, abençoa nossos planos e assim por diante.

Isto tudo desemboca em atitudes insensíveis a ponto de não levarmos em consideração os problemas que cercam as pessoas.

Em betesda os enfermos identificavam-se apenas com suas dores, traumas e tristezas. Envoltas em si mesmas, esqueciam que ao seu redor, todos careciam de uma mesma ajuda. Fato comum entre nós cristãos. Estamos tão envolvidos com os nossos problemas que não enxergamos as enfermidades daqueles que ocupam o mesmo lugar, sábado, domingo, e quartas-feiras em nossas igrejas.

Uma Pergunta Misericordiosa

A bíblia relata a história de um homem que há 38 anos encontrava-se enfermo em betesda. Este, por sinal, é surpreendido por uma pergunta que lhe interessava: Queres ser curado? (João 5:5 e 6).

Esta pergunta parece absurda, ilógica diante desta situação. Entretanto, Jesus perguntara ao paralítico não para ter uma resposta e saber como proceder. Jesus em nenhum momento demonstrou ser desprovido de inteligência, pelo contrário aprendemos que todas as vezes que Jesus nos dirige uma pergunta, não é parta obter respostas e sim confissões.

Através de nossas perguntas, revelamos nosso interesse pelas pessoas, e em quais áreas estamos dispostos a exercer misericórdia.

Três fatores são extremamente importantes de entender, antes de se fazer qualquer pergunta:

1) Perguntar é Comprometer-Se

Comprometimento envolve sacrifício. Por esta razão, muitos não perguntam com medo das respostas que receberão, por que uma decisão deverá ser tomada: Cruzar os braços ou demonstrar ajuda em momento oportuno.

Infelizmente a maioria das pessoas, perguntam apenas por educação. Certa vez um colega encontrava-se arrependido ao perguntar para uma senhora se estava precisando de algum tipo de ajuda. Para a sua surpresa, ela lhe pediu que a levasse para o médico duas vezes por semana. Às vezes, é melhor não perguntar nada se não podemos ajudar.

Quando Jesus fez a pergunta para o paralítico se gostaria de ser curado, ele sabia que resposta oferecer. Nós temos medo por que se perguntarmos ao pobre sobre sua dificuldade teremos que lhe dar pão, ao sedento, a água; ao aflito, o consolo; ao desesperado, a esperança; ao solitário, a companhia; ao injustiçado, a solidariedade, e assim por diante. Evitamos as perguntas para evitar os compromissos.

2) Perguntas Sábias Exigem Respostas Sabias

Perguntar não só compromete, como implica sabedoria. Precisamos aprender a perguntar para soltarmos as amarras da indiferença, da distância, da mesmice e do formalismo de nossos irmãos. Sendo assim, as respostas irão além das palavras, descobrindo as emoções, os conflitos e as angústias que nossos irmãos estão vivendo. Desta forma assumiremos o nível da significação, onde nossas atitudes expressam o efeito característico de quem está cheio de misericórdia.

À medida que desenvolvemos a arte de fazer perguntas, passamos a compreender as reais necessidades das pessoas. Elas retiram as máscaras e a compreensão do problema envolvente serve para direcionarmos respostas sábias, com sensibilidade, a fim de atender as verdadeiras causas da dificuldade encontrada.

3) Perguntas Misericordiosas Exigem Respostas Transparentes

Uma das características mais marcantes do ser humano é esconder suas emoções. Muitas vezes, temos medo de demonstrá-las; especialmente quando se lida com casos que o julgamos extremamente delicados ou complicados. Porém, há necessidade de dar como resposta exatamente o que as pessoas querem ouvir: Respostas Transparentes. Explicando; quando se distorce a verdade com intuito de não magoar as pessoas, isto não ajuda em nada. Por quê? Não é preciso explicar muito para concluir que falsas respostas é o mesmo que mentira. Certamente aquilo que gerará desconfiança e afastamento.

Isso implica não só em dizer a verdade, por que em muitas vezes a verdade dói como se diz o adágio popular, mas quando se expressa à verdade com sentimentos de profundo apreço, o nível de satisfação ultrapassa as expectativas por ambas às partes.

Jesus - Um Poço De Misericórdia

O mestre nos ensina que mexer na ferida e não buscar solução é o mesmo que nada. Mas os passos que Jesus seguiu para ajudar o paralítico, é o mesmo que podemos usar para ajudar outros também. Perguntamos, e obtemos conhecimento do problema (João 5:6 e 7) e agora ajudamos a solucioná-lo. Então, lhe disse Jesus: Levanta-te, toma o teu leito e anda. (João 5:8)

O exercício da misericórdia torna a igreja sadia. Nesse sentido a igreja precisa, em primeiro lugar, ter consciência do seu papel como agência distribuidora da misericórdia de Deus; em segundo lugar, aprender a exercitar a sensibilidade para descobrir as necessidades das pessoas, e em terceiro lugar, precisa da sabedoria divina para dar respostas de acordo com as necessidades das pessoas. Confessai, pois o vossos pecados uns aos outros para serdes curados. (Tiago 5:16.)
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sexta-feira, 9 de novembro de 2007

A BÍBLIA E O CELULAR

Já imaginou o que aconteceria se tratássemos a nossa Bíblia do jeito que tratamos o nosso celular?

E se sempre carregássemos a nossa Bíblia no bolso ou na bolsa?

E se déssemos uma olhada nela várias vezes ao dia?

E se voltássemos para apanhá-la quando a esquecemos em casa, no escritório... ?

E se a usássemos para enviar mensagens aos nossos amigos?

E se a tratássemos como se não pudéssemos viver sem ela?

E se a déssemos de presente às crianças?

E se a usássemos quando viajamos?

E se lançássemos mão dela em caso de emergência?

Mais uma coisa:

Ao contrário do celular, a Bíblia não fica sem sinal. Ela "pega" em qualquer lugar.

Não é preciso se preocupar com a falta de crédito porque Jesus já pagou a conta e os créditos não têm fim.

E o melhor de tudo: não cai a ligação e a carga da bateria é para toda a vida.

" Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto"! (Is 55:6)
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