quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Eu também cansei!

Nome: Elizeu C. Lira Local: Uberlândia : MG : Brasil
Curriculum: Jornalista, ex-Redator da Casa Publicadora Brasileira, Tatuí-SP, atualmente faz pós-graduação em Ciência da Religião.



No dia 27 de julho, a Philips do Brasil publicou um anúncio nos principais jornais do país manifestando apoio ao “Cansei”. A carta da Philips foi alvo de uma saraivada de críticas, inclusive do governo. Muitos segmentos da sociedade brasileira repudiaram o movimento que, segundo os organizadores, não tinha nenhum caráter partidário ou político e “apenas” buscava canalizar o descontentamento e a indignação dos brasileiros com o clímax da violência, desgoverno e caos das instituições no Brasil.

Procurando esclarecer a opinião pública, o presidente da Philips no Brasil, Paulo Zottolo, deu uma entrevista onde afirmou: “O marasmo hoje é do cidadão brasileiro, não é do governo. Como cidadão brasileiro nós estamos [sic] aceitando uma tragédia atrás da outra e paramos de nos indignar. E por que paramos de nos indignar? Por que nós como brasileiros não ligamos para o próximo? Não é isso. É porque a sucessão de tragédias é tão grande que você passa de uma indignação para outra. Você passa do dólar na cueca para o buraco do metrô, para o acidente com o avião da Gol, para o acidente com outro avião, para uma notícia [sic] que você está voando no espaço aéreo com um buraco negro e que você pode bater com contrabandista, com bala na favela, com garoto sendo arrastado no cinto de segurança de um carro no Rio... Portanto, ‘Cansei’”.

Embora não faça parte de nenhum partido político ou mesmo agremiações não-partidárias tipo o “Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros”, este colunista quer, também, manifestar publicamente o seu descontentamento com esta avalanche de coisas erradas que estão aí causando dor, perplexidade e comoção mundial. Cansei de ver tanta gente na miséria, enquanto os bancos batem sucessivos recordes de lucros em seus relatórios. Cansei de ver crianças fazendo malabarismos nos semáforos, quase sendo atropeladas pelos carros, à cata de algumas moedas para saciar a fome. Cansei de ver adolescentes nos postos de gasolina, nas entradas e saídas das grandes cidades, vendendo o corpo e a alma por uns míseros reais – enquanto os governantes gastam milhões em campanhas que nem de longe tocam nas causas estruturais da miséria e prostituição infantil.

Eu também cansei de ver os idosos sendo maltratados e explorados em asilos e outros lugares estranhos que deveriam servir de lar e abrigo para eles. Cansei de ver os velhinhos sendo assaltados e mortos nos caixas eletrônicos – hoje mesmo, um deles foi impiedosamente executado porque, sob a ameaça do revólver, não conseguiu lembrar o número da senha bancária. Cansei de ver estradas esburacadas e pessoas mortas em acidentes, por causa da negligência e irresponsabilidade dos governantes. Cansei de ver as pessoas sofrendo e vindo a morrer sem a mínima assistência médica, nos hospitais públicos do Brasil – por sinal, o ministro da área já reconheceu a falência do SUS.

Cansei de ver líderes políticos a pairar como zumbis alucinados acima da coleção de denúncias fundadas e das “histórias pra boi dormir” engendradas por eles e seus defensores. Cansei de ver a moral dos governantes vilipendiada e a memória dos grandes estadistas e homens públicos do passado sendo jogada pelo ralo – na grande rede de esgoto que se tornou a política brasileira. Cansei de ver os iraquianos se matando como moscas, em seu próprio país. De ver as agressões ao meio ambiente perpetradas por Bush e outros líderes mundiais. Cansei de ver a escalada da violência, a insensibilidade dos governantes e o total desprezo pela vida humana. Cansei de ver a ganância dos ricos, com a sua ostentação, e a insensibilidade para com a penúria dos pobres. Cansei de ver a imoralidade tornando vis os chamados horários nobres das grandes redes de TV.

Em suma, eu cansei: Cansei de ver a verdade bíblica posta de lado e a mentira deslavada dos “descarregos” e “encostos” cada vez mais disseminada pelos vendilhões do templo. Cansei de ver o pecado exaltado e as virtudes ridicularizadas. Cansei de ver o choro, tristeza, dor e separação causados pela morte de entes queridos. Cansei dos prazeres efêmeros deste mundo. Cansei de buscar a felicidade aqui na Terra – porque, agora, reconheço e afirmo que este mundo tornou-se um lugar inadequado para os filhos de Deus. Portanto, agora descanso unicamente na promessa infalível do Senhor: “E, quando Eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (João 14:3). Cansei da Terra! Aguardo o Céu!

Fonte: (http://colunas.7comnews.com/elizeuclira_colunaeutambemcansei.php)


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quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Médicos se unem contra cigarro

Nesta quarta-feira (29), o Brasil comemora o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Mas o combate ao fumo, na realidade, acontece todos os dias. E diversos médicos se unem nessa causa. Se você quer parar de fumar, há diversos especialistas que podem te ajudar.

Na prática, qualquer pessoa com formação médica e experiência no trabalho antitabagista pode ajudar um fumante a abandonar o vício. Na realidade, os principais especialistas que se unem nessa causa são: pneumologistas, cardiologistas, psiquiatras e clínicos gerais.

Cada médico, obviamente, vai mudar um pouco o tratamento. Os pneumologistas, por exemplo, vão concentrar seu trabalho na desintoxicação do pulmão, enquanto psiquiatras preferirão usar medicamentos antidepressivos. A base do tratamento, no entanto, é a mesma, não importa o profissional. O mais importante para ajudar um fumante a largar o cigarro é o encorajamento.

Apesar do que muitos não-fumantes acreditam, largar o fumo não é uma simples questão de força de vontade. Quando o cigarro vira um vício o organismo sente a falta da nicotina, o que torna parar de fumar algo nada agradável.

Bastam algumas horas sem o cigarro para que os primeiros sintomas da síndrome de abstinência comecem a surgir. A pessoa fica ansiosa e irritada, sente fortes dores de cabeça, insônia e dificuldade de concentração, entre outros sintomas. Cada hora, cada dia sem cigarro é mais difícil, até o momento em que o organismo finalmente aprende a viver sem a nicotina.

É exatamente por ser tão difícil e desagradável, que os médicos acham necessário acompanhar os fumantes em processo de abandono do fumo. A dificuldade é que a maioria das pessoas não considera fumar uma doença e, por isso, não pensa em ir a um consultório.

Com a ajuda do médico, as chances de abandonar o cigarro de vez aumentam consideravelmente e a experiência fica bem menos desgastante. Segundo estudos da Organização Mundial de Saúde, apenas 5% dos fumantes que tentam largar o cigarro sem acompanhamento médico têm sucesso. Dentre eles, só entre 0,5% e 5% não têm recaídas. Apenas ao fazer uma consulta com um médico, as chances de sucesso sobem para 10%. Se o acompanhamento do especialista for feito, sem uso de medicamentos, elas vão para 15%. Com remédios, para 30%.

O tratamento para abandonar é cigarro é personalizado, de acordo com o comprometimento, o dia-a-dia e o nível de vício da pessoa. O médico vai estabelecendo metas realistas para que o fumante não sofra demais durante o processo.

Os benefícios de abandonar o cigarro são imensos e começam a surgir rapidamente:


* Vinte minutos depois do último cigarro: a pressão arterial começa a baixar;
* Um dia sem fumar: os níveis de monóxido de carbono nos pulmões voltam ao normal;
* Dois dias sem fumar: já não há nicotina no organismo e a língua volta a perceber melhor o sabor dos alimentos;
* Após doze semanas: os pulmões e a circulação melhoram;
* Um ano depois: o risco de infarto cai pela metade;
* Dez anos depois: o risco de câncer de pulmão cai pela metade;
* Quinze anos depois: o risco de infartos e derrames é o mesmo de uma pessoa que nunca fumou na vida.

Saiba mais
» Teste: você está pronto para parar de fumar?
» Fumo pode matar 1 bilhão até 2100, diz OMS
» Álcool e fumo são piores que LSD, diz estudo
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» Fumante gasta mais com cigarro do que com arroz e feijão, diz pesquisa
» Em SP, metade dos fumantes iniciou vício antes dos 14
» Imagens perturbadoras no cigarro dão certo
» Remédio antifumo pode combater alcoolismo


Fonte: (G1)

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segunda-feira, 27 de agosto de 2007

GRÁFICO - AS SETES TROMBETAS

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QUEM SÃO OS 144.000 SELADOS?

Quem são os 144.000? Alguns dizem que eles constituem os únicos seres humanos que serão salvos. Mas outras passagens da Bíblia afirmam que o número dos salvos será incontável.
Foram submetidas a esta coluna diversas perguntas relacionadas com os 144.000. Devido às restrições do espaço desta seção, só consideraremos alguns pontos de maior relevância. Apresentaremos, no entanto, certos princípios por meio dos quais as pessoas interessadas poderão estudar o assunto por si mesmas.

Em primeiro lugar, lembremo-nos de que lidamos com profecias que se cumprem e com profecias que ainda não se cumpriram. Neste terreno o intérprete precisa andar com cuidado. Recordamos as palavras de Tiago White: "Na exposição de profecias que ainda não se cumpriram, onde a história não está escrita, o pesquisador não deve expor suas asserções com demasiado dogmatismo, para que não se perca no campo da fantasia."
— Review and Herald, 29 de novembro de 1877.

A predição referente aos 144.000 se encontra no Apocalipse, um livro de profecia simbólica. Regras específicas se aplicam à interpretação dos símbolos da profecia. Por exemplo, no tocante ao número 144.000, existe a questão de que se deve interpretá-lo literalmente ou se é um número simbólico que representa um número muito maior em seu cumprimento. Assim, a pergunta referente a se "eles constituem os únicos seres humanos que serão salvos" pode ter uma inferência errônea, pois se o numero é simbólico, o total dos que serão salvos não precisa ser pequeno. Não há dados suficientes para dogmatismo sobre a questão de se interpretar esse número de maneira literal ou simbolicamente, mas as evidências parecem pender em direção à forma simbólica.

Façamos uma rápida análise da profecia acerca dos 144.000. Ela é apresentada em Apocalipse 7. Quatro anjos, "aos quais fora dado fazer dano à Terra e ao mar" (verso 2), recebem a ordem de adiar o dano que iriam causar, até que os servos de Deus fossem selados na fronte. O profeta ouviu então o número dos que foram selados: 144.000, compostos de filhos de Israel" (verso 4).
Depois disso, o profeta viu "grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas" (verso 9). Eles foram vistos "em pé diante do trono e diante do Cordeiro".

E claro que são apresentados aí dois grupos. Os 144.000 são representados como provenientes das 12 tribos de Israel, ao passo que a grande multidão abrange pessoas de todas as nações. Evidentemente, portanto, os 144.000 não constituem os únicos que serão salvos. Além deles, inumerável multidão encontrará a salvação.

Identifiquemos em primeiro lugar os quatro anjos. Notemos que lhes "fora dado fazer dano à Terra e ao mar". Parecem representar, portanto, as instrumentalidades divinas que trarão sobre a Terra os juízos finais de Deus. O selamento representa proteção contra o dano. Os que forem selados não serão destruídos quando os anjos finalmente soltarem os ventos.
Uma vez estudado o simbolismo, devemos perguntar: O que ou quem representam os símbolos? Os pormenores bíblicos são escassos, mas surge a ideia de que os 144.000 constituem aqueles a quem "Deus assina-la para a salvação no último período de tempo, quando Seus juízos estiverem prestes a cair. Comparando Apocalipse 7 com outras passagens, os adventistas elaboraram urna doutrina um tanto minuciosa sobre os 144.000, que a falta de espaço não nos permite reproduzir aqui. Sua interpretação estabelece tais pontos como a identidade do selo e as qualificações de caráter dos que receberão o selo.

Com frequência surge a pergunta: Os 144.000 representam somente os que estarão vivos quando Jesus vier, ou abrangem também alguns dos que morreram? Ao serem consideradas as observações de Ellen White a esse respeito, cumpre lembrar que as predições feitas por ela no início de seu ministério, de que Cristo voltaria brevemente, eram condicionais
(Mensagens Escolhidas, livro 1, págs. 66-69). Isto é confirmado por reiteradas declarações posteriores, em seu ministério, de que Cristo "já teria vindo" se houvessem sido cumpridas certas condições (ver O Desejado de Todas as Nações, ed. popular, pág. 609; O Grande Conflito, pág. 457; Testemunhos Seletos, vol. 3, págs. 72 e 297; Testimonies, vol. 8, págs. 115 e 116). Se o povo do advento houvesse prosseguido em seu entusiasmo inicial, os santos teriam entrado no reino há muito tempo (uns 100 anos atrás). Por conseguinte, as primeiras declarações de Ellen White sobre os 144.000 precisam ser interpretadas no contexto de uma expectativa precoce. A dilatação do Advento torna indefinido o ponto de tempo em que Deus começará a contar os 144.000.

Conquanto Ellen White tivesse muito que dizer sobre os 144.000, reconhecia evidentemente que nem todas as questões haviam sido elucidadas. Escrevendo em 1901, ela disse o seguinte: "Não é Sua vontade que eles [o povo de Deus] se metam em cru discussões acerca de questões que os não ajudam espiritualmente, tais como: Que pessoas vão constituir os cento e quarenta e quatro mil? Isto, aqueles que forem os eleitos de Deus hão de sem dúvida, saber em breve." — Mensagens Escolhidas, livro 1, pág. 174.

por Mário Veloso
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sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Pesquisa: metade dos fumantes começa antes dos 14

Pesquisa do Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), ligado à Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, mostra que metade dos fumantes antendidos pela instituição começaram a fumar com idades entre 6 e 14 anos.

Foram ouvidas cerca de 500 pessoas entre fevereiro de 2006 e fevereiro de 2007.

De acordo com a pesquisa, 13,46% dos fumantes se viciaram entre os 6 e os 11 anos. Outros 36,54% começaram a fumar entre os 12 e os 14 anos. Para 28,85% dos fumantes, o cigarro passou a fazer parte da rotina entre os 15 e os 20 anos de idade.

"A pesquisa foi feita com pacientes de mais de 40 anos. A grande maioria começa a fumar dos 12 aos 14 anos. Isso é conhecido, tanto que a indústria do tabaco sabe mais do que nós. Sabem tanto que investiram massivamente nos adolescentes, que são mais suscetíveis a riscos", diz Luizemir Lago, diretora do Cratod.

"Os jovens não sentem os efeitos de imediato. Quase 80% das pessoas começam a fumar antes dos 20 anos. Por isso é importante informá-los quantos aos riscos e os males que o hábito de fumar traz no futuro", completa Luizemir.

Citando dados do Instituto Nacional do Câncer, Luizemir alega que mesmo com a recente proibição das propagandas de cigarros, o problema do fumo na juventude continua. "O Brasil como um todo melhorou muito. Temos uma redução de cerca de 30% da década de 1980 para cá, mas na faixa adolescente o consumo não caiu".

A pesquisa ainda mostrou que 7,69% das pessoas começam a fumar após os 25 anos e apenas 1,92% após os 30 anos. Do total de pessoas pesquisadas pelo Cratod, 67% possuem um fumante na família.

O levantamento também mostrou que das 500 pessoas atendidas no Cratod entre fevereiro de 2006 e fevereiro de 2007, 57% eram mulheres e 43% homens. Elas alegam que a rejeição dos homens, redução da fertilidade, riscos de doenças cardiovasculares e câncer de pulmão estão entre os principais motivos para tentar abandonar o vício.

Fonte: Terra
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quinta-feira, 23 de agosto de 2007

DIA 25 DE AGOSTO - IGREJA ADVENTISTA QUEBRANDO O SILÊNCIO CONTRA O ABUSO INFANTIL

Quebrando o Silêncio é uma campanha da Igreja Adventista contra o abuso.

Trata-se de uma campanha contra o abuso infantil. O objetivo é orientar, esclarecer, tirar dúvidas e educar a igreja e a comunidade no sentido de evitar abusos contras as crianças.

DADOS ESTATÍSTICOS – VIOLÊNCIA
Só para se ter uma idéia da gravidade da questão, é bom lembrar que todos os dias mais de 18 mil crianças são espancadas no país, segundo dados da UNICEF – Fundo das Nações Unidas para a Infância. As mais afetadas são meninas entre 7 e 14 anos.

A violência infantil segundo a UNICEF estima que 70% acontece dentro núcleo familiar e com crianças com menos de 3 anos de idade. No caso de abuso sexual 90% dos abusadores são adultos do sexo masculino e 80% são pessoas conhecidas da criança, estas é a razão que ela tem medo de falar, pois eles a controlam sob ameaças ou recompensas.

Uma pesquisa nacional conduzida pelo Laboratório de Estudos da criança (Lacri), da Universidade de São Paulo, dimensionou pela primeira vez um velho problema brasileiro: o da violência praticada contra crianças no ambiente doméstico. Segundo o estudo, 60% dos brasileiros afirmam ter sido vítimas de castigos físicos na infância – de punições leves a surras que levaram a seqüelas físicas graves. São dois os argumentos mais usados pelos pais brasileiros para justificar o hábito de bater nos filhos. Primeiro é que a punição física “tem função educativa”. O segundo é que ela é uma forma de castigo “merecida” em situações nas quais a criança ultrapassa os limites estipulados em casa. Outra constatação do estudo é que esse fenômeno não está associado à pobreza, ao contrário do que se costuma afirmar – ele está presente em todas as classes sociais. Matéria da Veja de 15 de Março de 2006, escrita por Mônica Weinberg.

No Brasil, onde existe uma população de quase 67 milhões de crianças de até 14 anos, são registrados por ano 500 mil casos de violência doméstica de diferentes tipos. Em 70% dos casos os agressores são pais biológicos.


A violência contra a criança é crescente, mas nem sempre ocorre na forma de abuso sexual, tema que vem sendo amplamente discutido. Levantamento inédito do Núcleo de Atenção a Criança Vítima de Violência, da Universidade do Rio de Janeiro (UFRJ) mostra, com base de dados coletados de 1996 a Junho deste ano, que:
· 29,1% de meninos e meninas são vítimas de abuso físico.
· Violência sexual aparece em segundo lugar 28,9%
· 25,7% sofreram negligência.
· 16,3% abuso psicológico.

O QUE É O ABUSO CONTRA A CRIANÇA?

É quando um adulto fere a criança e isso não por acidente. A violência infantil pode acontecer em qualquer família de diferentes classes sociais: tanto nos paises de primeiro mundo como nos paises subdesenvolvidos, dentro ou fora das igrejas.

A violência infantil pode ser causada por ações ou por omissões, produzindo danos físicos e psíquicos.

HÁ 4 TIPOS DE ABUSO
· Físico
· Emocional
· Negligência
· Sexual

1. ABUSO FÍSICO
O abuso físico ocorre quando um adulto machuca uma criança ao lhe dar golpes ou surrá-la, ou qualquer outra forma que ocasione dano a sua integridade física.

Inclui Comportamento como:
· Agredir
· Sacudir ou dar palmadas
· Queimar ou escaldar
· Chutar
· Sufocar

Os sinais da violência
· Queimaduras de cigarro e hematomas em locais cobertos pela roupa.
· Síndrome da orelha de lata (orelha deformada por puxões).
· Síndrome de Munchausen (pais simulam sintomas para levar a criança ao médico).
· Síndrome do bebê sacudido (lesões e sangramentos na cabeça).
· Fraturas múltiplas e em fases de recuperação diferentes.
· Sonolência causada por drogas para dormir, dadas constantemente pelas mães.

Características de Crianças Que Sofrem Violência Física
· Contusões inexplicadas no rosto
· Marcas que revelam a forma de um objeto, como a fivela de um cinto.
· A criança sofre muitos acidentes em casa e parece guardar segredo sobre o que ocorreu. Lacerações inexplicadas no rosto, na boca, gengiva, nos olhos, braços e pernas
· Queimaduras de cigarro
· Queimaduras nos pés, mãos e nádegas, dando a impressão de imersão em água quente Esfoladura causada por corda no pescoço, punhos ou tornozelos
· Medo do pai ou responsável
· Dificuldade para caminhar, pular; articulações doloridas
· Desatenção, isolamento

2. ABUSO EMOCIONAL
O abuso emocional é quando um adulto fala palavras que fazem com que a criança se sinta mal. O abuso emocional afeta profundamente a auto-estima da criança, submetendo-a a agressão verbal ou crueldade emocional. Nem sempre envolve feridas visíveis.

Pode incluir situações como:
· Insulto
· Crítica
· Ameaça
· Humilhação
· Menosprezo
· Descrédito
· Zombaria
· Confinamento estrito, como num guarda-roupa
· Educação inadequada
· Disciplina exagerada
· Permissão consciente para ingerir álcool ou drogas
· Ridículo

Características de Crianças Que Sofrem Abuso Emocional
· Atraso no desenvolvimento físico
· Depressão, reações impróprias
· Desordens da fala, gagueira
· Crueldade para com outras crianças ou bichos de estimação Baixa auto-estima
· Negação própria
· Dificuldade de concentração
· Dificuldade para relacionar-se com outras crianças ou adultos
· Comportamento extremamente anti-social. Ex.: atear fogo

3. ABUSO DA NEGLIGÊNCIA
A negligência ocorre quando um adulto prejudica a criança ao impedi-la de ter alimento, cuidados e abrigo.

A negligência consiste em maus tratos ou negligência que prejudique a saúde, o bem-estar ou a segurança de uma criança.

Pode incluir negligência física, emocional ou educacional através de atos como:
· Abandono
· Recusa em buscar tratamento para uma doença
· Supervisão inadequada
· Riscos à saúde dentro de casa
· Indiferença para com a necessidade que a criança tem de contato, elogio e estímulo intelectual
· Nutrição emocional inadequada
· Recusa em procurar escola para a criança.

Características de Crianças Que Sofrem Negligência
· Abaixo do peso, faminta, pálida
· Olhar distante; olhos fundos, olheiras
· Falta de higiene no corpo e nas roupas; mau cheiro
· Roupas e sapatos em mau estado ou que não servemNecessidades não atendidas na área da saúde
· A criança pede, furta ou estoca alimentoA criança relata que é deixada sozinha em casa por longos períodos de tempo
· Fadiga, desatenção, preocupação
· A criança busca de afeição ou atenção de maneira inapropriada
· A criança assume responsabilidades de adulto

OBS: Negligência Física (É considerada abuso somente quando for evitável; caso contrário, é um problema global)

4. ABUSO SEXUAL
O abuso sexual é quando um adulto toca as partes íntimas do corpo da criança ou pede que ela lhe toque essas partes. Pode também acontecer que um adulto tente tirar as roupas, tocar ou beijar de forma que leve a criança a ficar assustada. Todos gostam de receber abraços ou de serem tocados por pessoas a quem amam, mas alguns tipos de toque não são bons para a criança.

Comportamentos como incesto, molestamento, estupro, contato oral-genital, anal e carícia nos seios e genitais. Além do contato sexual, a violência pode incluir outros comportamentos abusivos como estimular verbalmente de modo impróprio uma criança ou adolescente, fotografar uma criança ou adolescente de modo pornográfico ou mostrar-lhe esse tipo de fotos, expor uma criança ou adolescente à pornografia ou atividade sexual de adultos

Características de Crianças Que Sofrem Violência Sexual
· Dificuldade para andar ou sentar-se
· Falta de controle dos intestinosCorrimento sanguinolento em meninas que não menstruam ou no ânus de meninos
· Doença venérea
· Queixa de dor, prurido ou inchaço na área genital
· Conhecimento de comportamento sexual incompatível com a idadeFalta de auto-estima; depressão
· A criança conta que foi sexualmente abusada
· Tem medo do pai e reluta em ir para casa
· Menciona segredos; diz que tem um segredo que não pode contar

Por que é importante falar sobre o abuso sexual sofrido?
Um dos aspectos mais difíceis de se lidar em casos de violência sexual contra crianças e adolescentes é o pacto de silêncio que se forma em torno do acontecimento. A criança se cala porque tem medo; medo de não ser acreditada, das ameaças contra ela e sua família, de ser culpada pelo abuso. O silêncio da criança é a maior arma que o agressor tem para garantir a continuidade do ato abusivo e a sua não responsabilização pelo ocorrido.

Contar a alguém de confiança o que está acontecendo é a única maneira que a criança/adolescente tem para que realmente se rompa o ciclo da violência, uma vez que essa pessoa pode dar conhecimento do fato aos órgãos do Sistema de Garantia de Direitos, além de poder encaminhar a vítima para um acompanhamento psicológico, já que a maioria delas precisa de algum tipo de apoio especializado.

É importante salientar que o rompimento do pacto de silêncio proporciona um ganho imensurável na história de vida da criança, além da quebra da impunidade tão pretendida por todos os participantes da rede de proteção à infância.

POR QUE OS PAIS AGRIDEM SEUS FILHOS?

Imaturidade
Pais muito jovens e inseguros freqüentemente não entendem o comportamento e as necessidades da criança. Às vezes, as necessidades dos pais interferem na orientação dos filhos.

Expectativas fora da realidade
Os pais esperam que os filhos se comportem como “adultos” em todos os estágios do desenvolvimento ou então os pais desconhecem o desenvolvimento infantil “normal” e esperam demais.

Falta De Conhecimento Da Paternidade
Os pais desconhecem os vários estágios do desenvolvimento da criança – como criar um filho. Os pais não têm “modelos” de relacionamento familiar bem-sucedido a partir dos quais aprender lições.

Isolamento Social
Não há amigos ou familiares para ajudar a enfrentar as pesadas demandas relacionadas com os filhos. Os pais podem sentir-se sobrecarregados além de sua capacidade de conviver com a situação.

Necessidades emocionais não supridas
Os pais que não se relacionam bem com outros adultos podem esperar que seus filhos tomem conta deles e que lhes satisfaçam a necessidade de amor, proteção e auto-estima.

Crises frequentes
Problemas financeiros, jurídicos, no trabalho, uma doença grave, etc., podem levar um pai ou responsável a “descontar” tudo na criança.

Experiências desagradáveis na infância
Muitos adultos violentos foram maltratados na infância e têm uma pobre auto-imagem, não sabendo como cuidar devidamente dos filhos.

Problemas Com Álcool Ou Drogas
Esses problemas limitam a capacidade paterna de lidar apropriadamente com os filhos. Os pais sob a influência de uma substância tóxica não são racionais no seu trato com as crianças. A violência no lar freqüentemente ocorre quando o pai está embriagado.

PARA PREVENIR

· A partir de um ano e meio, a criança comece a receber noções sobre o seu corpo;
· A partir dos 3 anos, os pais expliquem de forma mais específica, quais são os órgãos sexuais e ensinem aos filhos a reagir a qualquer tentativa de abuso;
· Sempre, ouça o que a criança tem a dizer, por mais absurdo que seja. Mantenha um diálogo aberto e franco com seus filhos, com as crianças;
· No caso da criança dizer que está sofrendo abuso, não fazer drama ou escândalo, não duvidar;
· Reassegurar a criança que não é culpa dela, nem é errado ela dizer isso a você e procurar resolver a situação o mais rápido possível;
· Investir na auto-estima das crianças (elogios, afirmação do seu valor, dar atenção, respeitar, etc..);
· Prestar atenção no comportamento de adultos que a rodeiam.


FONTES:
http://www.quebrandoosilencio.com.br/ (QUEBRANDO O SILÊNCIO – EU QUERO PAZ)
http://www.observatoriodainfancia.com.br/ (OBSERVATÓRIO DA INFÂNCIA) – ANTIGO SITE ABRAPIA (ABRAPIA – Associação Brasileira de Multidisciplinar de Proteção à Infância)
http://www.unicef.org.br/ (FUNDO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A INFÂNCIA)
http://www.mds.gov.br/ (MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE A FOME)
http://www.usp.br/ip/laboratorios/lacri/ (LABORATÓRIO DE ESTUDOS DA CRIANÇA)
http://www.naobataeduque.org.br/ (NÃO BATA, EDUQUE)
http://www.wcf.org.br/ (INSTITUTO WCF BRASIL)
http://www.cecria.org.br/ (CENTRO DE REFERÊNCIA, ESTUDOS, AÇÕES SOBRE CRIANÇAS E ADOLESCENTES)
http://www.censura.com.br/ (CAMPANHA NACIONAL DE COMBATE A PEDOFILIA NA INTERNET)
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quarta-feira, 22 de agosto de 2007

CONHEÇA A BÍBLIA JASPE

Jaspe é um programa de computador, totalmente OPEN SOURCE e sob a licença GNU GENERAL PUBLIC LICENSE, com o objetivo de tornar mais fácil a leitura e o estudo da Bíblia através do uso do computador.

O programa tem suporte a mais de uma língua (a versão 1.0 inicialmente contém suporte ao Português-Br, Inglês-US e Espanhol-Es).

É fácil de usar e as buscas são rápidas. O sistema de procura de palavras-chaves e versículos usufrui o já consagrado banco de dados HSQLDB.

Jaspe é capaz de ler dados em diferentes versões da Bíblia, o que permite um estudo aprofundado das várias traduções. Inicialmente a versão 1.0 contém 5 versões disponíveis para download:

Versão em Português (João Ferreira de Almeida)
Versão em Inglês (King James)
Versão em Espanhol
Versão em Francês
Versão em Italiano
Versão em Alemão
Versão em Espanhol

É possível alternar a aparência da aplicação em tempo de execução (Look & Feel). Você pode visualizar suas janelas tanto em modo Windows como em modo Metal (tema default do Java), e para este último, Jaspe aceita ainda diferentes temas cunfiguráveis.

Jaspe é executado sob um ambiente criado pela Java Virtual Machine (Máquina Virtual Java), da SUN Microsystems. O seu código foi inteiramente produzido em Java (100% Java). Por isso, tornando-o capaz de ser executado em qualquer sistema operacional, desde que este, logicamente, contenha a Máquina Virtual Java previamente instalada (leia o documento "Como instalar" para detalhes sobre como instalar a Máquina Virtual).


DOWNLOADS

Jaspe 1.2 - BR - Release 2

Inclui todos os arquivos necessários para o Jaspe ser executado mais o banco de dados referentes à Bíblia versão João Ferreira de Almeida (português).

DOWNLOAD - versão BR.
Jaspe 1.2 - versão somente desktop - Release 2
Contém apenas os arquivos necessários para o Jaspe ser executado. Essa versão de download não contém os banco de dados de nenhuma bíblia. Se você deseja realizar uma atualização do Jaspe e economizar tempo sem precisar baixar os banco de dados, então baixe esta versão.

DOWNLOAD - versão somente desktop.
Banco de dados
Os arquivos listados aqui podem ser baixados separadamente. Cada arquivo é uma bíblia no formato do banco de dados lido pelo Jaspe. Para instalar, faça o download de qualquer um dos links abaixo. O arquivo estará em formato zip. Descompacte-o dentro da pasta "/paths/data", onde é a pasta no qual está instalado o programa Jaspe. Por exemplo, se o Jaspe estiver instalado dentro de "C:\Jaspe", então, descompacte os arquivos dentro de "C:\Jaspe", então, descompate os arquivos dentro de "C:\Jaspe\paths\data". Feito isso, o Jaspe irá reconhecê-los, sem precisar de maiores configurações.
DOWNLOAD banco de dados versão em Português (João Ferreira de Almeida).
DOWNLOAD banco de dados versão em Inglês (King James).
DOWNLOAD banco de dados versão em Espanhol.
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sexta-feira, 17 de agosto de 2007

ACIDENTE DA TAM - QUEM SABE DEUS?

Hoje, um mês após a tragédia, as causas que levaram o Airbus A320 da TAM a provocar o maior acidente da aviação nacional ainda não foram esclarecidas. Representantes de cinco religiões tentam, à luz de suas doutrinas, explicar o motivo e as conseqüências de uma tragédia como esta.

O avião com 187 pessoas a bordo pousa, mas não perde velocidade. Em poucos segundos, atravessa a pista principal do Aeroporto de Congonhas, passa por cima de uma avenida e bate contra um prédio na Zona Sul de São Paulo, atingindo outras 12 pessoas.

Em um momento de grande comoção nacional, muitos procuram explicações, além das práticas, para tentar entender o que causa um acidente dessas proporções.

Islâmicos

Para o xeque Jihad Hassan, vice-presidente da Assembléia Mundial da Juventude Islâmica (Wamy), “tudo que nos acontece, de bom ou de ruim, é um teste para nós. Se você é uma pessoa rica, a riqueza é um teste”.

Segundo Jihad Hassan, o teste ocorreria para “ver se nos mantemos fiéis a Deus”. “O Alcorão diz que apareceu a corrupção na terra e nos mares por conta daquilo que a mão do ser humano praticou. Tudo que acontece de ruim na vida é porque permitimos que aconteça.”

Pelo raciocínio do xeque, a sociedade brasileira permitiu que a tragédia com o vôo JJ 3054 da TAM ocorresse já que foi omissa ao mau trabalho de administradores e governantes. “É um castigo para a sociedade, porque ela deixou isso acontecer e não cobrou (dos responsáveis).”

Ele explica também que, individualmente, para cada uma das vítimas a morte pode ter uma faceta. “Para alguns pode ser um castigo, para outros, pode ser uma forma de Deus purificá-los.”

Para o xeque, o acidente pode ser um sinal preocupante. “Segundo o profeta Mohamed, um dos sinais do fim do mundo é a banalização da vida e da morte. As pessoas não se comovem mais com uma ou duas mortes, só vão se comover com um número grande”.

Católicos

Arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer acredita que a fé ajuda a encontrar respostas “na medida em que se entende e sente de que Deus é fiel”.

“A fé em Deus ajuda a encontrar respostas onde talvez humanamente não achemos respostas. Primeiramente, a firme convicção de que Deus não é culpado disso. Deus não quer isso, Deus não quer a tragédia e o sofrimento para nós”, diz.

Segundo o arcebispo, de toda essa tragédia pode nascer algo bom. “Pode nascer, como nós vimos, iniciativas de solidariedade. E a busca de pessoas de buscar uma nova consciência da realidade. O trágico pode ter também algum fruto bom”. Além disso, ainda de acordo com Scherer, a vida dessas pessoas não estaria perdida porque, para os católicos, há a vida eterna, onde Deus reserva algo melhor.

Mesmo assim, o arcebispo ressalta: “nem por isso o trágico é bem vindo”.

Evangélicos

Há semelhança entre a explicação do arcebispo de São Paulo e a do reverendo Elias de Andrade Pinto, pastor da Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo. Para o evagélico, existem fatos que são da vontade de Deus e outros que são resultados das ações humanas. “Falha da condição humana, descuido, junção de condições desfavoráveis à segurança. Tudo isso somado formou a situação para o acidente. Certamente não foi a vontade de Deus”, afirma o reverendo.

Apesar de não considerar a tragédia uma vontade divina, o pastor acredita que, por outro lado, ela coloca em evidência uma certa intervenção divina quando se percebe que o estrago causado no acidente poderia ter sido ainda maior.

“Reflexões foram feitas por especialistas que nos chamaram a atenção. Se o avião estivesse mais veloz teria atingido o prédio atrás do da TAM, matando mais pessoas. Se tivesse caído alguns metros mais à esquerda poderia ter atingido o prédio de Congonhas. E se tivesse menos velocidade poderia ter caído no meio da avenida (Washington Luis)”, argumenta.

O acidente, de acordo com o religioso, colocou em cheque a falta de segurança no transporte aéreo nacional. “É preciso que sejam tomadas medidas para que seja novamente possível voar nos céus brasileiros”, diz.

O reverendo conta ainda que o acidente com o Airbus da TAM tocou de forma profunda a comunidade porque no avião também estavam evangélicos.

“Primeiro de tudo é uma tragédia que causou uma dor profunda em todos nós. Nós nos sentimos também tocados pelos efeitos da dor que as famílias sentiram. Poderia ser qualquer um de nós. Aliás, foi. Uma das aeromoças era luterana, o deputado do PSDB era luterano. Um dos passageiros era da Assembléia de Deus”.

Espíritas

“O Evangelho diz que não cai uma folha seca de uma árvore sem a intervenção divina”, afirma Pedro Camilo de Figueirêdo Neto, coordenador do departamento doutrinário do Núcleo Espírita Telles de Menezes.

Para ele, na maioria das vezes,as grandes catástrofes e tragédias carregam sempre uma marca muito forte que se explica pelo princípio da reencarnação. “Não é propriamente um castigo de Deus, mas a necessidade resgatar e solucionar coletivamente alguns problemas do passado”, conta. E acrescenta: “isso não significa que todas elas erraram juntas em outras existências, mas que cometeram erros semelhantes”.

Pedro Camilo acredita que entre os sinais que mostram esse “destino” das pessoas envolvidas na tragédia estão os passageiros que deveriam estar no avião, mas cancelaram o vôo ou, ao contrário, não estavam, mas adiantaram a passagem e acabaram entrando na aeronave.

O espírita diz, porém, que não se pode esquecer que existem falhas humanas que provocaram o acidente e que elas precisam ser investigadas e devidamente punidas. Mas até essas falhas seriam necessárias para o cumprimento da “lei divina”. “É preciso ver o sofrimento não como um castigo divino, mas como um fato natural que surge da necessidade do aprendizado. A dor funciona como catalisadora do processo evolutivo do espírito.”

Judeus

Da linha considerada “mais liberal” dentro do judaísmo, o rabino Michel Schlesinger, da Congregação Israelita Paulista, acredita que tragédias como essa nos colocam frente a frente com a “ignorância que temos sobre os caminhos de Deus”. “A verdade é que a gente não tem essa capacidade de entender o porquê. Eu não acho que Ele fez, que Ele causou, mas Ele poderia ter evitado. Eu acho que um Deus que operou e opera tantos milagres poderia ter feito mais um. O porque Ele não fez, eu não sei, não entendo.”

Entretanto, apesar do choque pela percepção dessa ignorância humana, a tragédia seria também responsável por despertar a capacidade que temos de nos solidarizar. “Seriam as duas faces da tragédia. É nos tempos de tragédia que o homem tem a capacidade de evidenciar todo o apoio espiritual, físico, e demonstrar sua insatisfação para evitar que fatos assim voltem a se repetir.”

O rabino afirma aos parentes que ficaram e sofrem pelas mortes que o amor dessas pessoas que deixaram o plano vai persistir. “A gente acredita em vida após a morte e acha que ela (a morte) é uma vírgula, uma vírgula difícil, dolorida, mas é uma vírgula, e não um ponto final. Esperamos que essas pessoas consigam aos poucos descobrir uma nova forma de conviver com seus parentes porque o amor resiste à morte.”

Fonte: G1
_______

É difícil concordar com algumas declarações mencionadas por líderes que professam crenças diferentes com respeito à manifestação de Deus frente às catástrofes e o sofrimento humano, embora tenhamos um profundo respeito independentemente da religião dos representantes eclesiásticos.


Mas não pude deixar de mencionar a minha opinião.


Desde os tempos mais remotos muitos conceitos tentam explicar "os porquês da vida".

O conceito histórico chamado de "Fatalismo" afirma que não existe outra possibilidade. Os adeptos do "Determinismo Histórico" alegam haver leis dentro da história que influencia todos os acontecimentos. Exemplo disso são os Gregos que durante séculos influenciaram o mundo com a idéia de que a histórica é cíclica e repetitiva. Já os filósofos do Iluminismo tentam explicar todas as coisas através da dialética: "Tese, Antítese e Síntese".


Há também o "Determinismo Científico" que prescreve as mudanças baseadas nos fatores biológicos, psicológicos, físicos, sociais e múltiplos envolvendo todos os fatores.


Porém geração vai, geração vem e o homem se esforça para buscar na razão "os porquês da vida". Mas percebo que quando as maiores desgraças acontecem a religião sempre é lembrada como na entrevista aos mais diversos líderes religiosos frente ao acidente aéreo em Congonhas, uma vez que os mais sábios, ou eu pelo menos os que pensam ser, não conseguiram até agora interpretar absolutamente nada quanto a causa desse acidente.


Para se ter uma luz maior sobre os "porquês da vida" se faz necessário discernimento espiritual por que fomos criados de Deus espiritual. Em Ezequiel 18:23 e 32 afirma que Deus não tem prazer na morte, mesmo que essa pessoa seja ímpia.


Eu tenho percebido em muitos funerais ou situações que envolvem morte, a seguinte frase: "Deus quis assim". Na verdade Deus nunca desejou que a morte passasse a fazer parte da rotina dos moradores deste mundo. Antes criou Adão e Eva para morarem eternamente no paraíso chamado Éden, mas estes fizeram "escolhas erradas" e conseqüentemente eles e toda a sua descendência, conheceriam a morte. Satanás sim é o grande arquiteto do mal.

No livro Eventos Finais, página 208 encontramos a seguinte declaração: "É o poder de Satanás que está em atividade no mar e na terra, causando calamidades e aflições, e arrebatando multidões para manter domínio sobre a sua presa".


Mas por que Deus permite calamidades?


"Deus tem um propósito ao permitir que ocorram essas calamidades. Elas constituem um de seus meios para chamar homens e mulheres à razão". Idem, 26


Embora essa condição não tenha sido o plano original de Deus, hoje servem para alertar homens e mulheres que quanto mais alienados estiverem de Deus, mais perto estarão da morte.


Bill Gates afirmou que a razão da vida é a redenção humana. Eu creio nisso também! Mesmo que muitos familiares sintam agora a ausência de algum ente querido, talvez a morte seja a única forma de Deus permitir que vivam.


Parece um paradoxo, mas é isso mesmo que você leu! Para muitos viverem eternamente não poderiam viver mais nem um segundo nesse mundo de pecado. Caso os dias fosse prolongados perderiam a salvação. É possível que alguns dos que morreram pudessem estar vivendo em seus melhores momentos com Deus e garantindo conseqüentemente a vida eterna. Porém se fossem preservados, poderiam viver alienados de Deus e perderem o céu. É nesse contexto que o aposto Paulo diz que o morrer para Cristo pode ser lucro.


Mesmo que seja difícil olhar por esse ângulo, Deus sabe o que é melhor para os seus filhinhos. Assim como ele foi até as últimas conseqüências na cruz do calvário, não seria agora que desistiria de seus amados. Nosso pai continua a assistir e interagindo com tudo o que acontece nesta terra.


Eu não culparia a Deus por esse acidente. Diria que vários fatores poderiam ser analisados, mas que as escolhas humanas estariam intimamente relacionadas com este evento catastrófico.


• Quem sabe a escolha da TAM em permitir que o avião voasse sem um dos reversos funcionando.
• Quem sabe a falta de ranhuras na pista.
• Quem sabe uma pista muito curta para pousos problemáticos.
• Quem sabe a negligência do governo em não regulamentar medidas mais seguras nos aeroportos brasileiros.
• Quem sabe erros humanos.

Quem sabe?

Eu porém nunca diria: Quem sabe tenha sido Deus...
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terça-feira, 14 de agosto de 2007

REFLEXÃO - A MÁQUINA DE ESCREVER

DICA: SUBSTITUA A CONSOANTE "X" PELA VOGAL "E" NAS PALAVRAS INCORRETAS

Apxsar dx minha máquina dx xscrxvxr sxr um modxlo antigo, funciona bxm, com xxcxção dx uma txcla.

Há 42 txclas qux funcionam bxm, mxnos uma, x isso faz uma grandx difxrxnça.

Às vxzxs, mx parxcx qux mxu grupo x como a minha máquina dx xscrxvxr, qux nxm todos os mxmbros xstão dxsxmpxnhando suas funçõxs como dxviam, qux txm um mxmbro achando qux sua ausxncia não fará falta...

Vocx dirá: "Afinal, sou apxnas uma pxça sxm xxprxssão x, por isso, não farxi difxrxnça x falta a comunidadx."

Xntrxtanto, para uma organização podxr progrxdir xficixntxmxntx, prxcisa da participação ativa x consxcutiva dx todos os sxus intxgrantxs.
Na próxima vxz qux vocx pxnsar qux não prxcisam dx vocx, lxmbrx-sx da minha vxlha máquina dx xscrxvxr x diga a si mxsmo:

"Xu sou uma pxça muito importantx do grupo x os mxus amigos prxcisam dx mim.”

Pronto, Agora consertei a minha máquina de escrever. Você entendeu o que eu queria te dizer?

Percebeu a sua imensa participação na vida daqueles ao seu redor... Percebeu que assim como existem pessoas que são importantes para nós,
também, somos importantes para alguém...

Assim é no trabalho assumido pelos líderes na causa de Deus. Uma vez que o compromisso e a participação ativa deixa de ser uma prioridade, o trabalho se torna incompleto e perde a sua beleza.

Todos são importantes para Deus. Um só dom deixado de lado fará uma tremanda falta na execução dos trabalhos diversos que a igreja precisa desempenhar.

Lembre-se de que somos parte do Universo e como tal, somos uma peça que não podemos faltar no quebra-cabeça da vida espiritual.

Todos são importantes aos olhos de Deus.

Pense Nisso!
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sexta-feira, 10 de agosto de 2007

COCA-COLA LIGHT - A VIDA É VOCÊ QUEM FAZ?



Levar a vida de forma leve, sabendo rir de si até mesmo nas situações mais embaraçosas, como o zíper que ficou aberto na foto com os colegas do trabalho ou a alça do sutiã que se soltou no momento do banho de piscina. Esse é o comportamento que a Coca-Cola light quer inspirar nas pessoas com o comercial “Galeria”, que estreou nesta segunda-feira, 9 de julho.

Exibido tanto em canais de TV aberta e como por assinatura, o filme marca uma nova fase da campanha “A vida é você quem faz”, lançada em 2005 e também integrada pelos comercias “Aplauso” e “Levante a mão”.

Na primeira fase da campanha “A vida é você quem faz”, o aplauso foi a metáfora para identificar pessoas que tomaram atitudes para mudar a direção de suas vidas. Em “Levante a mão”, a marca instigou as pessoas a assumirem atitudes livres de qualquer preconceito. Em “Galeria”, o tom continua descontraído, com roteiro enfatizando que as pessoas apreciem mais os momentos e consigam rir até mesmo de situações embaraçosas.

A assinatura “Viver mais leve” sintetiza o conceito de Coca-Cola Light.

Desenvolvido pela agência Santo, da Argentina, com adaptação da McCann Erickson para o Brasil, “Galeria” é ambientado em uma exposição de fotos de situações cotidianas, vivenciadas por pessoas comuns, na faixa etária em torno de 30 anos. O filme mostra como pequenas gafes ou exposições de imagens indesejadas de si mesmo podem ser encaradas com bom humor e sem traumas. A trilha sonora enfatiza no refrão o conceito que permeia a campanha: “Olha só como eu saí. Até eu ri de mim”.

“A sólida base de consumidores de Coca-Cola light é formada por fãs da marca que não a trocam por nenhum outro refrigerante, e por isso tornaram Coca-Cola light líder entre as versões de baixas calorias. O novo filme, que tem um tom vibrante, de encorajamento, fala de forma muito direta a essas pessoas. Representa uma continuação no conceito da campanha ‘A vida é você quem faz’, ampliando a conexão da marca com seus consumidores”, explica Ricardo Fort, diretor de marketing da Coca-Cola, em comunicado à imprensa.

“Por ter um grupo muito leal de consumidores, a marca aprendeu a conhecê-los melhor, desenvolvendo uma linha de comunicação bastante focada, que estabelece forte afinidade. Prova disso são as pesquisas encomendadas pela marca, que revelam elevados índices de identificação dos consumidores com os contextos e situações apresentados nas peças da campanha”, destaca Fort.

Dona de uma base fiel de aproximadamente 30 milhões de consumidores, Coca-Cola Light é líder de mercado entre os refrigerantes de baixas calorias. Com mais de 30 milhões de embalagens comercializadas por mês, possui 2,9% de participação no mercado total de refrigerantes, de acordo com leitura de maio do Instituto ACNielsen. Se forem considerados exclusivamente os refrigerantes de baixas calorias, Coca-Cola light detém 27% do volume de mercado, segundo o mesmo instituto

Em se tratando da proposta “A VIDA É VOCÊ QUEM FAZ”, parece um slogan perfeito para aqueles que tem uma vida sem graça. (mas só parece...) A sugestão é ter uma “VIDA MAIS LEVE”, como Coca-Cola Light. Uma vida sem nenhuma preocupação, parecendo ser tudo normal, mesmo que o seio de uma mulher fique de fora ao cair a alça de proteção. Esse é o mesmo pensamento do músico Zéca Pagodinho: “Deixa a vida me levar...”, ou dos Epicúrios: “Comamos e bebamos por que amanhã morreremos”.

Estamos entrando mais do que nunca na era escancarada da doutrina hedonista. O hedonismo [Do grego hēdonē "prazer"], é uma teoria ou doutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer individual e imediato o supremo bem da vida humana. Surgiu na Grécia, na época pós-socrática, e um dos maiores defensores da doutrina foi Aristipo de Cirene. O hedonismo moderno procura fundamentar-se numa concepção mais ampla de prazer entendida como felicidade para o maior número de pessoas.

É a tendência a buscar o prazer imediato, individual, como única e possível forma de vida moral, evitando tudo o que possa ser desagradável. Doutrina que considera que o prazer individual e imediato é o único bem possível, princípio e fim da vida moral. A teoria do bom e do útil, identifica no hedonismo que toda a bem-aventurança humana se resolve no prazer.

Pergunto: Onde se destaca Deus na felicidade humana nesse contexto?

Numa perspectiva cristã, a busca da felicidade não está na busca dos prazeres temporais. Confira o entendimento do apóstolo Paulo sobre esse assunto que ele entendia ser a idolatria do corpo:

Colossenses 3:5 - "Exterminai, pois, as vossas inclinações [carnais]; a prostituição, a impureza, a paixão, a vil concupiscência, e a avareza que é idolatria. "

O segredo da felicidade não é viver para si e sim para Deus. Como disse o apóstolo Pedro: "Para que, no tempo que ainda vos resta na carne não continueis a viver para as concupiscências dos homens, mas para a vontade de Deus". 1 Pedro 4:2

Infelizmente a proposta da Coca-Cola é sutil e enganosa pois sugere uma vida alienada aos verdadeiros princípios de felicidade incitando a todos a buscarem os prazeres até mesmo nos erros comuns da vida como se não fosse necessário fazer aquilo que é certo. Libertinagem... Hedonismo puro...

Uma das verdades básicas da Bíblia é a de que Deus tem um propósito para a sua vida. "Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus". 1 Coríntios 10:31

E você, pensa assim?
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A eternização da miséria

Um conhecido meu, que pediu para não ser identificado, substituiu o computador Pentium II por um Pentium IV. Ficou na dúvida: que fazer com o aparelho velho, que no mercado só vale uns R$ 200,00? Não seria melhor doar para quem precisa?


Foi o que fez o meu amigo no final do ano passado. Resolveu doar o Pentium II, com DVD recorder, placa de som, placa de rede, placa de imagem, monitor LG e impressora à jato de tinta HP à filha da mulher que faz faxina em sua casa, uma garota de uns 8 anos de idade e com problemas sérios de saúde (utiliza uma sonda no abdômen, para alimentação). Seria esse o presente de Natal para a família que limpa sua casa.


Como a faxineira é muito pobre, meu amigo providenciou o transporte da aparelhagem até o barraco dela, que fica numa das cidades-satélites de Brasília, a uns 20 km de distância de onde mora. Gastou gasolina do próprio bolso e os pneus do próprio carro para, pessoalmente, instalar o computador na casa da família pobre.


Porém, lá chegando, deparou-se com uma situação surrealista: a dona da casa não permitiu a instalação do computador. Por quê? A menina da faxineira está inscrita num programa do governo do DF que diariamente doa pães e leite a famílias que passam necessidade. O medo da mãe é que algum burocrata do governo passe pela casa, veja o computador e corte o fornecimento do pão e do leite. Temendo tal retaliação, o computador foi escondido dentro de um armário.


É o fim da picada. O que o computador tem a ver com o programa "social" do governo? Não é um simples aparelho que vai tirar a família da miséria, assim de uma hora para outra. Com o computador ligado ou desligado, as necessidades da família de quatro pessoas (sendo uma, a avó, cega) vão continuar a ser as mesmas. Porém, a médio e longo prazo, a habilidade que a menina poderia adquirir com a utilização do computador, e o conhecimento decorrente do uso dessa maravilhosa máquina, poderiam traçar um destino melhor para a família, pois a menina teria muito melhores condições de fazer, mais adiante, uma faculdade e conseguir um bom emprego, ajudando toda a família a sair da miséria.


O que se vê nesses programas do governo que Jarbas Passarinho chamou de "marsupiais" (bolsa pra isso, bolsa pra aquilo) é a eternização da miséria das famílias carentes. Através de uma doação que é um pouco mais do que uma simples esmola, o governo cria um círculo vicioso que nunca tem fim, pois o que tira um indivíduo da miséria e lhe dá segurança e dignidade é um emprego. Nem sequer um trabalho o governo exige dessas famílias em troca do pão e do leite que doa, como a pintura de faixas de pedestres, serviços de capina e tapa-buracos no asfalto, só para citar algumas das prementes necessidades de qualquer município. Tudo o que vem de graça não é valorizado. O único beneficiado com esses ditos "programas sociais" é o governante que, em troca de um pouco de comida ou de um cartão magnético, vai pedir votos mais adiante para se reeleger - uma forma moderna de voto de cabresto.


Já dizia Luiz Gonzaga que "a esmola vicia o cidadão". Em "Vozes da Seca", de Luiz Gonzaga e Zé Dantas, há a seguinte estrofe:


"Seu doutor, os nordestinos têm muita gratidão/ pelo auxílio dos sulistas nessa seca do sertão/ mas doutor, uma esmola pra um homem que é são/ ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão/ dê auxílio ao nosso povo/ encha os rios de barragem/ dê comida a preço bom/ não esqueça a açudagem/ livre assim nós da esmola/ que no fim dessa estiagem/ lhe pagamo inté os juros/ sem gastar nossa coragem".


O computador, até hoje, continua desligado na casa da menina. Louca para ligar o aparelho, ela não entende porque deva ser prejudicada em troca de um pão e de um litro de leite. A pobreza da família, esta, ao contrário, está cada vez mais "ligada", muito longe de acabar. Triste país, o Brasil!

Por Félix Maier - Mídia Sem Máscara
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quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Familiares e amigos das vítimas do acidente com o Airbus da TAM receberam Bíblias pela SBB

O trágico acidente aéreo ocorrido em Congonhas, na capital paulista, comoveu a sociedade brasileira e despertou, inclusive, a atenção da comunidade internacional. Para trazer uma palavra de consolo e solidariedade aos familiares e amigos das vítimas e das pessoas diretamente atingidas pelo acidente, a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) promoveu a distribuição de material bíblico.

A primeira ação foi realizada no hotel Blue Tree Convetion Ibirapuera. Ali, as pessoas que aguardavam o reconhecimento de entes queridos receberam Bíblias na Linguagem de Hoje e as porções Deus Fala à Família e Deus é Nosso Refúgio e Nossa Força. A SBB enviou ainda 224 kits de literatura cristã para a TAM, para integrarem o Programa de Assistência às Vítimas e Familiares do acidente da aeronave.

Para realizar estas ações, a SBB contou com a parceria de instituições igualmente mobilizadas, como a Associação Cristã em Diadema (ACD), a Desperta Débora e Missão Desafio Jovem Jesus Libera, que distribuiu o material da SBB no local do acidente, em dias alternados. Também foram entregues Bíblias para integrantes do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, da Defesa Civil e outras pessoas que acompanhavam o trabalho junto aos escombros. Um dado interessante é que muitos clientes da SBB, por iniciativa própria, procuraram a organização para adquirir material bíblico para a mesma finalidade, ou seja, doar para familiares das vítimas do acidente.

A iniciativa integra o Programa Ação Social em Situações de Emergências da SBB, que tem o objetivo de oferecer assistência espiritual e social a segmentos da população em situação de risco social. As ações são implementadas por meio de parcerias com organizações governamentais e não-governamentais, que possibilitam distribuir materiais bíblicos a essa população e, inclusive, doar Escrituras a comunidades atingidas por calamidades.

Entidade sem fins lucrativos, de natureza religiosa, social e cultura, a Sociedade Bíblica do Brasil tem como finalidade traduzir, produzir e distribuir a Bíblia, um bem de valor inestimável, que deve ser disponibilizado a todas as pessoas. Por seu caráter social, desenvolve programas com o objetivo de promover o desenvolvimento espiritual, ético e social da população brasileira. Além do Ação Social em Situações de Emergência, mantém outras iniciativas como os programas Luz na Amazônia, Inclusão do Deficiente Visual, Ação Especial pela Paz e Ação Social nos Hospitais, entre outros.

Fundada em 1948, a SBB construiu sua trajetória com base na missão de "difundir a Bíblia e a sua mensagem a todas as pessoas e a todos os grupos sociais, como instrumento de transformação espiritual, de fortalecimento de valores éticos e morais e desenvolvimento cultural e social”.

Fonte: SBB
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GRÁFICO: AS SETES IGREJAS DO APOCALIPSE


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