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sexta-feira, 25 de maio de 2007

ESTUDO - O ESPÍRITO DE PROFECIA NA IASD

INTRODUÇÃO: Oséias 12:13.

1. O profeta Oséias declara que "por meio de um profeta" e "por um profeta" Deus tirou. . . e guiou o Seu povo.
a) Não há dúvida que o texto fala de um tempo de crise na vida do povo de Deus, no qual o "Espírito de Profecia" desempenhou papel preponderante através dos profetas.
2. Como o salmista apresenta a certeza da bênção divina nos momentos difíceis? Salmos 32:8.
a) Deus não deixa a Sua igreja e o Seu povo sem dar-lhes a orientação e a direção que devem seguir em meio às crises e provações.
3. Que duas características especiais tem a igreja do povo de Deus? Apoc. 12:17; 19:10.

I – O DESAPONTAMENTO DE 1844 – Dan. 8:14; Apoc. 10:9.
1. Que maravilhosa profecia foi dada por Daniel com referência à "Purificação do Santuário", e o surgimento da Igreja Remanescente? Dan. 8:14; 9:24-27

EXPLICAÇÕES:

1) Saída do decreto (457 A.C.), assinado por Artaxerxes – Dan. 9:25; Esdras 6:14; 7:12-26.
2) Fim da Reconstrução – (Muros) (408 A.C.)
3) Batismo e unção de Jesus (27 AD) – Dan 9:25; Atos 10:38; S. Luc. 4:18; Mat. 3:16 -17 4.
4) Morte de Jesus na cruz (31 AD) e cessação do sistema de sacrifícios.
5) Apedrejamento de Estevão e rejeição do povo judeu como nação escolhida (34 AD).
6) Início da supremacia papal e do período do Tempo do Fim (538 AD).
7) Fim do período do Tempo do Fim. (1798).
8) Fim do período profético dos 2.300 anos e início do juízo (1844) Investigativo no céu. Passagem de Jesus do Lugar Santo para o Santíssimo e surgimento da Igreja Adventista do 7º Dia.
Nota: Princípio "Dia-Ano" na profecia. Um dia, quer dizer Um Ano. Ezeq. 4:6; Núm. 14:34.

3. A chave e explicação das datas e acontecimentos:

(1) "Desde a saída do decreto". Dan. 9:25, p.p. Esdras 6:14; 7:12-28, (457 AC. assinado por Artaxerxes para restaurar e reconstruir a cidade de Jerusalém).
(2) "Até o Messias" 7 semanas (49 anos) para a reconstrução de Jerusalém que foi até "408 AC" e mais 62 semanas (434 anos) que foram até o ano 27 AD, época em que Jesus foi ungido (batizado). Dan. 9:25; Atos 10:38, Luc. 4:78; Mat. 3:16-17.
(3) "Concerto por "uma semana" e a "metade da semana" (Dan. 9:26), que nos leva ao ano "31 AD", 3½ anos após o Seu batismo, quando foi crucificado, fazendo cessar o sistema de ofertas e sacrifícios de animais (Col. 2:14) e indo ao ano "34 AD" no apedrejamento de Estêvão, completando as "70 semanas" ou "490 anos" "determinadas ao povo" judeu como oportunidade para o arrependimento e aceitação do Messias. Nessa data deixaram de ser o povo peculiar de Deus, para ser uma simples nação.
(4) Dos 2.300 anos restavam agora 1810, que incluindo os períodos da apostasia, Idade Média e Reforma, ou seja os "1260 anos" da "Supremacia Papal". Dan. 7 :25; Apoc. 12:6; 13:5; Chamado o "Tempo do Fim" iniciado em "538 AD e terminado em 1798".
(5) "Até 2.300 tardes . . . o santuário será purificado". Dan. 8:14; Apoc. 14:8-13, que nos leva ao início do decreto de Artaxerxes, 457 AC à 1844 AD, ano que Cristo em vez de vir à terra como esperavam, passou do Santo para o Santíssimo, no Santuário Celestial, dando início ao "Juízo Investigativo" (Apoc. 14:7; 1 Ped. 4:17) e o surgimento da Igreja verdadeira que "guarda os mandamentos de Deus e tem o testemunho de Jesus".

4. Qual a causa da decepção de 22 de outubro de 1844?

(1) O erro estava sobre o acontecimento que teria lugar naquela data: A Volta de Jesus. O cálculo do tempo estava certo, mas o acontecimento estava errado. O ano de 1844 marcava o início do Juízo Investigativo no Céu, a passagem de Jesus do lugar Santo para o Santíssimo.
(2) O grupo era chamado de "Adventistas" porque cria no "ADVENTO" iminente de Cristo, mas não do 7º dia, que só surgiu posteriormente.
(3) Surgiram três grupos após a terrível decepção. (a) Os mileritas, que foram se extinguindo com o tempo, (b) Igreja Cristã Adventista, observadores do domingo e cria na imortalidade da alma e (c) o grupo que deu origem aos Adventistas do 7º dia.

5. Quando e como descobriram a chave do mistério?
(1) Após muita angústia, choro e oração, e estudo da Bíblia, Hirão Edson recebeu orientação divina no dia seguinte que o tempo estava certo, mas o acontecimento errado. Daí a aplicação de Apoc. 10:9.
(2) Estava lançada a semente do início do movimento da Igreja Adventista do 7º Dia, que como torrentes de água deveria essa mensagem inundar o mundo. E assim foi.

II. ELLEN GOULD HARMON ( White) e o DOM PROFÉTICO
1. Que providência tomou Deus para consolar, orientar e dirigir o Seu povo noite tempo tão difícil? Isa. 58:11; Sal. 32:8; Oséias 12:13; Apoc. 12:17; 19:10.
(1) Escolhida dois meses após a decepção (Dez. 1844) quando os crentes adventistas mais necessitavam de orientação e certeza do céu, Deus deu uma visão a essa jovem de apenas 17 anos, por nome Ellen Gould Harmon.
(2) A visão apresentava o futuro da igreja desde 22 de outubro de 1844 até a entrada dos santos na Nova Jerusalém.
(3) Deus lhe mostrou que a vinda de Jesus não estava tão perto como haviam esperado.
(4) Viu o braço direito de Jesus levantado para animar e fortalecer os novos crentes no caminho estreito que deveriam palmilhar.
(5) Foi-lhe assegurado que se mantivessem os olhos fixos em Jesus, caminhariam seguros e que Ele os guiaria à cidade de Deus.
2. Quais os traços biográficos de Ellen Harmon White?
(01) Filha de Roberto e Eunice Gould Harmon.
(02) Nasceu no dia 26 de novembro de 1827, na cidade de Gorham no Estado do Maine, nos Estados Unidos. Tinha uma irmã gêmea chamada Elizabeth e mais seis irmãos.
(03) Foi criada na cidade de Portland (Maine) após seus pais terem fixado ali sua residência.
(04) Seus pais eram fiéis membros da Igreja Metodista e ela também, sendo recebida nessa igreja como membro através do batismo.
(05) Após lerem e ouvirem as mensagens da breve Volta de Jesus (1836) aceitaram esta mensagem, por isso foram ridicularizados e se separam da Igreja Metodista (1841) tornando-se adventistas.
(06) Aos nove 9 anos, a caminho da escola sofreu um acidente, quando uma menina de 13 anos lhe atirou uma pedra, atingindo-a no nariz. Ao cair desmaiada, foi socorrida e ficou 3 semanas em estado de torpor, e mais de 2 anos sem poder respirar pelo nariz.
(07) Era de família humilde e seu pai era chapeleiro e ela trabalhava fazendo copas de chapéu e meias e ganhava 1/4 de dólar por dia para ajudar seus pais.
(08) Aos 17 anos de idade recebeu o chamado divino e teve a sua primeira visão em dezembro de 1844, dois meses após a terrível decepção.
(09) Casou-se no dia 30 de agosto de 1846 com Tiago White, professor e grande pregador. Tornou-se por três vezes, presidente da Conferência Geral.
(10) Do casamento (26-8-1847) nasceram três filhos. Um deles morreu ainda no mesmo ano que nasceu e um outro morreu aos 17 anos de idade.
(11) Ficou viúva no ano de 1881, 35 anos de vida conjugal, quando reconsagrou a sua vida a Deus junto ao ataúde do esposo para terminar a obra que o Mestre lhe confiara.
(12) Viajou por toda a América do Norte, Europa, Austrália e outras partes do mundo.
(13) Escreveu cerca de cem mil páginas, abordando temas dos mais variados – Educação, Saúde, Família, Natureza, Alimentação, Vestuário, Profecias, História, Teologia, Cristologia, Medicina, orientações a todas as áreas da igreja, sobre organização, procedimento, etc. Só em português há mais de quarenta livros traduzidos e à disposição de quem desejar. (O Grande Conflito, Patriarcas e Profetas, O Desejado de Todas as Nações, Atos dos Apóstolos, etc.)
(14) Viveu seus últimos 15 anos em Elmshaven, Santa Helena, Califórnia, (EUA) e morreu no dia 16 de julho de 1915. Setenta anos de serviço à igreja. Suas últimos palavras foram dirigidas a Seu filho, W. C. White: "Eu sei em quem tenho crido". (II Tim. l:12).

III. AUTENTICIDADE E PROVAS DO DOM PROFÉTICO DE ELLEN G. WHITE

l. Quais as provas que Ellen G. White foi realmente chamada e se tornou uma mensageira de Deus à Sua igreja?
(1) A 1ª prova: ela falou de acordo com "A Lei e os Testemunhos". Isa. 8:20. Disse ela:
"Recomendo-vos a Palavra de Deus como a regra de vossa fé e de vossa vida". Primeiros Escritos, 278.
"Presta-se pouca atenção à Bíblia e o Senhor deu uma luz menor para guiar os homens e as mulheres para a luz maior la Bíblia)". Idem.

(2) A 2ª prova: "pelos seus frutos os conhecereis". Mat. 7:20.
a) Na vida da mensageira – um minucioso estudo de sua vida nos revela que ela foi uma cristã fervorosa: dedicou a vida ao serviço de Deus sem buscar posição, honra ou vantagens pessoais; dedicou sua vida à serviço da humanidade, no lar uma esposa fiel e dedicada; mãe zelosa e extremada; vida irrepreensível, dentro e fora da igreja.
b) Na vida dos seguidores de seus conselhos – mudança nos hábitos e costumes; transformação em melhores criaturas em todos os aspectos da vida (no lar, na igreja e na sociedade; alcançado normas de vida mais elevada; tem-se tornado pessoas de bem, dignas, honradas e de confiança na igreja e no mundo.

(3) Cumprimento de suas predições.
a) Em 1848 predisse que nossas publicações chegariam a ser como torrentes de luz que rodeariam o globo. Em 1849 surgiu a primeira impressor "A Verdade Presente". Hoje no mundo há 52 casas publicadoras, publicando milhares e milhares de livros, revistas e periódicos em mais de 200 línguas diferentes e quase um milhão de colportores à serviço da propagação dessa luz. Você pode ser um deles. Cumpriu-se sua predição com toda segurança.
b) Terremoto de São Francisco, em Oakland. Em 1902 predisse que "não muito depois destes dias . . . sofrerão sob os juízos de Deus" (Terremoto) Manuscrito 114 (1902). Evang. 403.
c) Condições de guerra mundial preditas em 1890. "Perturbações, navios arremessados ao fundo do mar, esquadras afundarão, vidas sacrificadas aos milhões, incêndios, desastres, confusão e colisões, etc. (21/04/1890), pág. 242. O seu cumprimento está ainda vívido em nossas mentes.
d) As pancadas de Rochester tornar-se-iam um engano mundial. Contrafação do poder de Satanás para operar milagres em nome do poder do Espírito Santo. Primeiros Escritos, 43 (24/03/1849). Que isto se cumpriu é real em nossos dias. Dispensa qualquer comentário.

(4) Que confesse que Jesus Cristo veio em carne. l S. João 4:1 e 2. É só ler os livros O Desejado de Todas as Nações, O Maior Discurso de Cristo, que são obras-primas sobre a vida, ministério e ensinos de Cristo. O primeiro entre 10 mil volumes sobre a vida de Cristo em New York, tirou o 1º lugar. (DTN)

(5) Suas mensagens ... tendem à mais fina moralidade. Desacoroçoam todo o vício, exortam à prática de toda a virtude.

(6) "Elas (mensagens) nos conduzem à Bíblia. . . como regra de nossa fé e prática, como Palavra de Deus inspirada." (T.S. 3:237; 4:246 e 323).

(7) "Elas nos conduzem a. Cristo... como único exemplo piedoso e com apelos irresistíveis para seguirmos seus passos". Vida e Ensinos, 255-257.

CONCLUSÃO

1. Devemos agradecer a Deus pela maneira com que Ele dirigiu o Seu povo no passado através dos Seus profetas.
2. Sua igreja remanescente surgiu de uma profecia num tempo certo, num lugar certo e com uma mensagem certa dada pelo profeta Daniel.
3. Na época de decepção, de crise e dificuldades, Deus suscitou uma mensageira para orientar e consolar o Seu povo, e a Sua igreja nascente.
4. Cristo é indicado por ela como cabeça – nosso único Salvador o e seus ensinos não são para substituírem a Bíblia, mas para ajudar a compreendê-la melhor.
5. Que as promessas de II Crôn. 20:20 (ú.p.) sejam reais na vida de cada um de nós com referência ao assunto apresentado.

LEITURA AUXILIAR

Livros:
1) Crede em Seus Profetas
2) História de Nossa Igreja, 142 - 214
3) Obreiros Evangélicos, 249
4) Perguntas que Eu Faria à Irmã White
5) O Desejado de Todas as Nações, 291
6) Testemunhos para a Igreja, 22 - 24;
7) Testemunhos Seletos 2:281 - 283 e 272. 454 - 5
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quinta-feira, 17 de maio de 2007

COMO SANTIFICAR O SÁBADO

INTRODUÇÃO


1. Como memorial da criação do mundo Deus, separou o Sábado, abençoando-o, santificando-o e guardando-o. Gên. 2:1-3.
2. A observância do Sábado, além de outros propósitos, basicamente visa levar o homem a reconhecer e aceitar a Deus como Criador, Sustentador, Benfeitor e Redentor.
3. Sua instituição é inteiramente comemorativa e foi dada a toda a humanidade.
4. Philon, chama o sábado de "O Dia do Nascimento do Mundo".

I. QUAL O SIGNIFICADO DA PALAVRA SÁBADO?



1. No Hebraico - "SHABBATH", significa, desistir, cessar o labor ou a atividade, descanso (6BC, 605).
2. No Grego - "SABBATA" - significa, repouso, descanso.
3. No Latim - "SABBATUM", significa, um dia para o coração, 7º dia, descanso eterno, (EBM V. 77, 470).
4. No Aramaico - "SHABBATA", significa, cessão do trabalho.
5. No Inglês - "SABBATH", significa, descanso, repouso.
6. O termo Sábado na sua etimologia quer dizer, repouso, descanso.
7. Todos os teólogos e escritores de renome não importa a sua ideologia religiosa, são unânimes em afirmar tal conceito.
8. No início o trabalho era agradável e revigorante. Gên. 2:15. O trabalho cansativo e exaustivo veio em conseqüência do pecado. Gên. 3:17-19.
9. Não era propósito original que o dia de repouso antes do pecado fosse para descanso físico, pois era desnecessário em virtude de não haver cansaço, mas, sim, era a contemplação do Criador e de Suas obras.
10. À luz do Evangelho, o sábado é um sinal de repouso espiritual, e de libertação do pecado.
(1) Para que o Sábado (dia de descanso e repouso) alcance o verdadeiro propósito e o desígnio, é necessário saber e compreender como observar esse dia.


II. QUAL O SIGNIFICADO DA PALAVRA SANTO?



1. Das três palavras que aparecem em Gênesis 2:3 (abençoar, santificar e guardar) a segunda merece um destaque especial dentro do contexto.
2. Santificou. Ação divina de tornar algo santo. Deus além de ter abençoado e guardado o Sábado, Ele o distinguiu, tornou-o santo.
(1) A palavra quer dizer "separado para uso sagrado ou santo".
(2) O objetivo de Deus ao tornar santo o Sábado é para diferenciá-lo dos demais dias comuns da semana. Lev, 10:10; Isa. 58:12-14.
3. No ritual do antigo Santuário, por exemplo, havia orientação divina para não usar algo que não fosse separado ou santificado para os sacrifícios.
Exemplos:
(1) Fogo santo. Lev, 10:1. (Trouxeram fogo estranho. E qual foi o resultado?)
(2) Sacrifícios sem mancha. Lev. 9:2; 22:17-33.
(3) Altar Santificado. Lev. 9:15.
(4) Tudo que havia no Tabernáculo (pão, vasos, pia, etc.) deveria ser santificado para ser usado. Êxo. 40:9-1 1; Lev. 8:10 e 11.
(5) "Vestidos Santos" para o sacerdote oficiante. Êxo. 40:13; Lev, 16:4.
(6) Será bom recapitular as três divisões do santuário (o pátio, o santo e o santíssimo, e o que era feito em cada lugar).
4. É dentro desse princípio e orientação que Deus deseja que seus filhos guardem e santifiquem o sábado.
(1) O ato de santificação do Sábado consiste no fato que o dia é santo e foi separado para santos propósitos.
(2) Na santificação do Sábado todas as áreas da vida cristã estão envolvidas e o Céu visa com tal ordem tornar santa a vida.


III. COMO OBSERVAR E SANTI FICAR O SÁBADO?




1. O que marca o início e o fim do Sábado ou de qualquer outro dia? Gên. 1:5, 8 e 31; Lev. 23:32.
(1) O que quer dizer a expressão "tarde"? Deut. 16:6; Mar. 1:32 (fim do dia e início de outro dia determinado pelo pôr-do-sol).
(2) Dentro de que período no Sábado deve ser considerado santo ao Senhor? Lev. 23:32. As horas do pôr-do-sol de 6ª feira ao pôr-do-sol de Sábado são santas ao Senhor. Não pertencem ao homem e não podem ser usadas para fins comuns.
2. O que deve marcar o início desse período sagrado? Lev. 23:3 e 32.
(1) Desembaraço de todo o assunto secular.
"Antes de começar o sábado, tanto a mente como o físico devem desembaraçar-se de todos os negócios seculares." TS 3:22, 23.
(2) Deixar de lado todo trabalho secular, jornais e leituras profanas.
"Antes do pôr-do-sol ponde de parte todo trabalho secular, e fazei- desaparecer os jornais profanos." – Ibidem.
(3) Acertar toda divergência entre irmãos, membros da família.
"Nesse dia todas as divergências existentes entre irmãos, tanto na família como na igreja, deveriam ser removidas. Afaste-se da alma toda amargura, ira ou ressentimento." – Ibidem.
(4) Culto de pôr-do-sol na hora e com todos os membros da família.
"Antes do pôr-do-sol, todos os membros da família devem reunir-se para estudar a Palavra de Deus." – Ibidem.
"Cada qual (membro da família) com sua Bíblia, lendo dela um ou mais versículos." – Ibidem.
(5) Os limites do sábado devem ser observados.
"Devemos observar cuidadosamente os limites do Sábado. Lembrai-vos que cada minuto é tempo sagrado."– Ibidem.
(7) O princípio de começar e terminar o dia com o pôr-do-sol é sábio, pois, inicia-se quando a pessoa está acordada; ao passo que à meia-noite (sistema romano) a pessoa está dormindo. Os métodos divinos sempre são os melhores.
(8) O Senhor do Sábado é desonrado quando o pôr-do-sol de 6ª feira é feito quando o sol já se pôs, e a alma fica sem receber a bênção do Céu.
3. Orientações Divinas na preparação para o sábado.
(1) Quando é que se deve preparar para receber o sábado? Êxo. 16:5; Lucas 23:54-56.
(2) A 6ª feira é chamada na Bíblia o dia de preparação para o Santo Sábado.
(3) "Embora a preparação para o Sábado deva prosseguir durante toda a semana, a 6ª feira é o dia por excelência da preparação.
"O Senhor lhes ordenou que o fizesse na sexta-feira, o dia da preparação". TS 3, 21.
(4) Há orientação divina para aquilo que deve ser feito na sexta-feira? Sim. Preparo da roupa, da comida, sapatos engraxados, banho, etc. Êxodo 16:23.
"Tende o cuidado de pôr toda a roupa em ordem e deixar cozido o que houver para cozer. Escovai os sapatos e tomai vosso banho" TS. 3:22.
"Durante toda a semana, nos cumpre ter na mente o Sábado e fazer a preparação indispensável . . ." TS 3:20
(5) Antes do pôr-do-sol de 6ª feira, toda a família deve estar em ordem, banho tomado, carro lavado (se tiver), jantado, louça lavada, casa limpa e arrumada, comida do Sábado preparada, aguardando reunida a hora do início do culto para receber o Santo Sábado. É nesse sentido que a 6ª feira é chamada "Dia de Preparação".
a) Pergunta-se: Está cada família ou cada membro adventista seguindo estas orientações e praticando-as?
(6) Variedade, qualidade, quantidade, e comer comida fria no Sábado. Qual a orientação divina?
"Não devemos, no Sábado, aumentar a quantidade de alimentos ou preparar maior variedade do que noutros dias. Ao contrário, a refeição no Sábado deve ser mais simples . . ." TS. 3.23
"Embora deva agente abster-se de cozinhar aos Sábados, não é necessário ingerir a comida fria. Em dias frios, convém aquecer o alimento, preparado no dia anterior." TS. 3.24
(7) Que hora se deve levantar no Sábado? Qual a orientação divina?
"Não deveis perder as preciosas horas do Sábado, levantando-vos tarde. No Sábado a família deve levantar-se cedo . . . Isto prejudica a preparação para a Escola Sabatina". TS 3.23.
"Não sejam as preciosas horas do Sábado passadas na cama". T6. 357.
Se estes conselhos forem seguidos, erguer-se-ia sobremaneira o nível espiritual de cada família e consequentemente da Igreja, e melhoraria a pontualidade na Escola Sabatina.
(8) Conversações impróprias no Sábado maculam a alma e desonram a Deus. Isa. 58:13; LA: 525.
"Cumpre guardar palavras e pensamentos os que discutem assuntos de negócios e fazem planos no Sábado, são considerados por Deus como eles se empenhassem em mais transações de negócios". TS 2, 185.
(9) Que tipo de vestuário se deve usar no Sábado, especialmente para ir aos cultos da igreja? .
"Muitos precisam ser instruídos quanto ao modo de se apresentarem nas reuniões para o culto do Sábado. Não devem comparecer à presença divina com roupa usada no Serviço durante a semana. Todos devem ter um traje especial para assistir aos cultos de Sábado". TS 3, 22.
Na apresentação ideal de adorar ao Senhor, está Inserido também o tipo de calçado, a decência no vestuário e a ausência de pintura, etc. O uso destas coisas desaconselháveis não contribuem para a santificação do Sábado e fortalecimento da vida espiritual.
(10) Viagens aos Sábados. Qual o conselho de Deus nesse sentido?
"Temo que muitas vezes empreendamos nesse dia viagens que bem poderíamos evitar. Devemos ser mais escrupulosos quanto a viagens nesse dia . . . Quando empreendemos viagem, devemos esforçar-nos o máximo possível por evitar que o dia da chegada ao destino coincida com o Sábado." TS 3:26.
a) Há aquelas viagens à Serviço da Igreja que no possível devem ser evitadas e aquelas que são feitas como passeio, excursão, visitação às Igrejas sem caráter oficial, estas são desaconselháveis no dia de Sábado, sem falar naquelas que são feitas com fins sociais.
(11) Assistência às reuniões sociais, passeios e outras.
a) Participar de festas de aniversários, assistir casamentos, fazer visitas sociais, tomar banho de praia, piscina, assistir TV, ouvir rádio, brincar, jogar e coisas semelhantes, bem como usar as horas do sábado para namorar, não está de acordo com o espírito do Santo Dia do Senhor. Isa. 58:12-13; C.P.P.E., 627 - 528.
(12) O que fazer no Sábado.
a) Assistência às reuniões religiosas da Igreja. Test. Vol. 6:360-368; Luc. 4:16; Atos. 13:13 e 14; 17:2; 18:4 e 14.
b) Passear pela natureza com a família. Test. Para Min, 137.
c) Fazer bem ao próximo. Mat. 12:9-12; João 5:5-9; Luc, 13:15-16
d) Visitar doentes, órfãos e viúvas. Tiago 1 :27; Atos 10:38
e) Estudar a Bíblia, Espírito de Profecia e similares.



CONCLUSÃO:




1. Divinas bênçãos do Céu estão reservadas aos fiéis observadores do Sábado.
2. "Para os que guardam o Sábado, esse dia é sinal de santificação. Ezeq. 29:12.
3. "O Sábado é um elo de ouro que une a Deus a Seu povo". TS 3, 17 e 18.
4. Aqueles que forem fiéis em todos os aspectos na santificação e observância desse dia, cumprir-se-á em suas vidas a bendita promessa: "Aos que me honram, Eu honrarei", I Sam. 2:30.
5. Humanamente é impossível santificar o Santo Sábado como Cristo deseja, mas pelo Seu poder e graça isto é possível.
(1) Se assim for feito, longe do Sábado se tornar um fardo, pois, sua observância nos levará aos pés do Senhor do Sábado - Jesus Cristo – e a uma íntima e santa comunhão com Ele. Mat. 11:28-30;1 João 1:7.

Leitura Auxiliar:
1. Patriarcas e Profetas: 296, 307 2.
2. O Grande Conflito: 527, 528-9, 451, 530, 536.
3. T2 703; T6 355, 360.
4. SR 130; T6 355-6; Ed. 251.
5. T3 20, 23, 24, 26, 126, 285.
6. R1 292, 495.
7. Conselhos Sobre o Regime Alimentar: 46, 63, 136, 137.


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quinta-feira, 10 de maio de 2007

A ÉPOCA HISTÓRICA DE DANIEL

Para entender a mensagem de Daniel é importante conhecer sua época. Quando o leitor casual considera o livro de Daniel e o período do cativeiro babilônico em que foi escrito, ele pode pensar que este livro se aplica a um período muito remoto da história antiga. Mas isto não é bem verdade. Embora Daniel se achasse em Babilônia, cerca de seiscentos anos antes da era cristã, o mundo naquele tempo já era velho e podia contemplar atrás de si uma antiguidade considerável. Neste capítulo será dado um breve resumo do Antigo Oriente na era de Daniel.


I. ANTIGA MESOPOTÂMIA



No período inicial do segundo milênio A.C. a Mesopotâmia não estava unida sob um governo central. Várias cidades em épocas diversas exerceram poder considerável; entre elas encontramos Ur, Isin, Babilônia e Larsa.



A. Larsa



Aproximadamente em 1900 A.C. a cidade de Larsa veio a ser controlada por Cudor-Mabug, rei de Elão, cujos dois filhos, Warad-Sin e Rim-Sin governaram sucessivamente a cidade. O domínio elamita estendia-se nesta época por uma vasta área do sul de Babilônia, e continuou até Hamurábi finalmente conseguir o controle.



B. Babilônia



A cidade de Babilônia não era um poder preponderante na Mesopotâmia antes de 2000 A.C. Depois de várias lutas entre as cidades-estado a supremacia começou a depender de uma luta entre Larsa e Babilônia. No principio do reinado de Rim-Sin, Hamurábi já era vassalo do rei de Larsa. Porém, sacudiu de si o jugo elamita e logo depois tornou-se chefe de toda a Babilônia. Era um gênio militar notável, mas é malos conhecido pelo famoso código de leis que traz seu nome. Seu reino é fixado de 1870-1827 A.C. Hamurábi é provavelmente o Anrafel de Gên. 14, que aliado ao rei elamita Quedorlaomer atacou Sodoma e levou também a Ló como cativo. Um dos fatos que se ressalta na cidade de Babilônia era o culto ao Deus Marduque. Marduque era preeminente na Mesopotâmia por esses tempos e tornou-se logo o chefe do panteão bíblico. O nível de vida era altamente civilizado e o país prosperava. O templo se constituía o centro da vida de toda a comunidade. A cidade de Babilônia enfraqueceu e em 1.700 A.C. caiu diante dos invasores hititas. O período que se seguiu é obscuro e caótico. Mais tarde começou a ter a aparência de seu antigo poder, mas enquanto a Assíria existiu, houve uma luta constante com essa nação em disputa pela supremacia dos vales do Tigre e Eufrates.



C. Cassitas



Após a queda de Babilônia diante dos hititas, os cassitas conseguiram o domínio na Babilônia e assim permaneceram no poder cerca de 600 anos.



II. HITITAS



Os hititas habitavam na Ásia Menor. No segundo milênio antes de cristo eles tiveram considerável preeminência. Era um povo grosseiro dado à guerra. Seu rei Murshilish em 1700 A.C. levou a cabo uma invasão na cidade de Babilônia. De 1650 a 1380 atravessaram um período de obscuridade e fraqueza, após o qual, o novo império hitita se tornou um dos mais fortes do oriente. O império chegou ao fim em 1200 A.C.. Ele foi dividido em numerosas tribos que enfraquecidas habitaram varias cidades no norte da Síria e no sul da Ásia Menor.



III. EGITO



O Egito tornou-se uma nação de importância numa época muito primitiva da historia. Quando as águas do dilúvio se retiraram do norte da África e as águas do poderoso Nilo se encontravam num nível superior ao atual de cem pés, é que se encontraram os primeiros vestígios do homem primitivo nas praias do antigo rio. A cultura primitiva do Egito teve muitos contatos com a cultura da Mesopotâmia que a precedeu. Mas o Egito rapidamente desenvolveu um conjunto cultural tão brilhante que excedeu ao do oriente antigo. Houve um admirável desenvolvimento da arquitetura, escultura, pintura e ciência, governo e literatura. As pirâmides nos vêm do terceiro milênio A.C..



A. Império Antigo



Esta foi a era das pirâmides. Entre os poderosos faraós desta época estão Zozer, Snefru, Quéfren e Quéops. Foi Quéops que construiu a grande pirâmide, ao passo que a esfinge é um trabalho de Quéfren.



B. O Império Médio 2050-1780 A.C.



Este período cobre a 12a., 13ª., e 14ª. dinastia. Após um período decadente a 12ª. dinastia surgiu com reis capazes e vigorosos. A capital foi mudada de Tebas no sul do Egito para Lisht no norte. O reino de Sesóstris III (1887-1849) foi marcado por uma série de campanhas militares vitoriosas contra as regiões do sul do Egito e interior da Síria. Amenemhet III (1849-1801) foi um grande construtor. Houve extensos melhoramentos no "Fayum" e grande prosperidade no Delta. A arte, a literatura, alcançaram o mais alto desenvolvimento.



C. O Período dos Hicsos 1750-1570 A.C.



Lá pelo ano de 1750 A.C., o Egito passou a ser governado pelos reis hicsos. Os hicsos tinham vindo ao Egito da Ásia e por quase duzentos anos conservaram o governo. Quase não há informações sobre as ocorrências no Egito durante este período.



D. O Império Novo: 1580-1200 A.C.



Este é o período imperial da história egípcia. O primeiro rei desta dinastia expulsou os hicsos, Ahmose I. Hatxepsut foi a rainha egípcia mais famosa e provavelmente era a "filha de Faraó" do tempo de Moisés. Tutmés III (1501-1447) foi o faraó mais poderoso do Egito. Empreendeu uma série de campanhas militares pelas quais toda a Palestina, Síria, até o Eufrates foram submetidas ao governo egípcio. Ele é provavelmente o faraó da opressão. Amenhotep II (1447-1420) é, ao que tudo indica, o faraó do êxodo. Amenhotep III (1411-1375) e Ikhnaton (1375-1358) foram os reis do período "Amarna". O último rei estabeleceu uma nova capital em "Tell el-Amarna", onde se encontraram as famosas cartas de Amarna, que forneceram um quadro vivo das condições na Ásia ocidental daquele tempo. Os reis acima pertencem todos à 18ª. dinastia. Ramsés II (1292-1225) foi o principal monarca da 19a. dinastia. Foi um grande construtor, mas era inteiramente implacável na destruição das edificações egípcias primitivas para servir-se dos materiais para suas próprias atividades construtoras.



E. O Declínio Final



Na 20ª. dinastia (1200-1090) cortejou um período de declínio e debilidade que só terminou com o fim da independência do Egito, completamente dominado por poderes estrangeiros. Sob a 20ª. dinastia os sacerdotes de Amon em Tebas se enriqueceram extremamente e se encheram de poder, ao passo que os reis eram fracos, incapazes de manter a ordem interna e precaver-se contra a entrada de inimigos exteriores. Na 21ª. dinastia (1095-945) uma ordem de sacerdotes se estabeleceu no trono em Tebas, enquanto em Tânis governava uma categoria de reis seculares. Os líbios estavam penetrando no Delta.



A 22ª. dinastia (945-745) foi uma ordem de reis líbios. Sua residência foi em Bubastis. O fundador desta dinastia, Sisak I (945-924) atacou Judá no quinto ano de Roboão. A 23ª. dinastia foi, sem dúvida alguma, contemporânea, em parte, da 22ª. dinastia. Muito pouco se sabe deste período. O Egito estava extremamente fraco. Havia vários senhores governando independentemente no Delta. Foi neste tempo que Sô rei do Egito encorajou Oséias de Israel a rebelar-se contra a Assíria, do que resultou o fim do reino de Israel. A 24ª. dinastia consistiu num só rei, Bochorris (718-712).



A 25a. dinastia (712-663) compreendeu uma linhagem de reis etíopes de boa capacidade. Este foi o período da supremacia Assíria. Neste tempo Assaradão e Assurbanipal invadiram o Egito e o dominaram por algum tempo.



A 26ª. dinastia (663-525) reinou durante o período do renascimento egípcio. O comércio floresceu, os gregos tornaram parte preeminente no Egito como comerciantes e soldados. Houve um grande renascimento da arte e literatura. Foi Neco II (609-593) desta dinastia que matou Josias em Megido.



No ano de 525 Cambises da Pérsia conquistou o Egito e tornou-se o primeiro rei da 27ª. dinastia (525-405). Depois dos persas o Egito foi governado pelos gregos sob Alexandre e os Ptolomeus, e depois pelos romanos.



IV. ASSÍRIA



O território Assírio ocupava a parte norte da Mesopotâmia, ao passo que Babilônia se estendia ao sul. Mas como cada uma destas nações se tornou forte, elas estenderam seus domínios uma sobre a outra. Os assírios eram másculos, dados à guerra. Eles legaram à posteridade um modelo de império que todos copiaram com demasiado entusiasmo. Os reis assírios conservaram anais de seus reinos de valor inestimável ao estudante de história. Suas listas epônimas são de valor imensurável aos cronologistas.



Tiglate-pileser I (1115-1076 A.C.)



Este é o primeiro rei assírio de cujo reino temos detalhados relatórios históricos. Foi um grande guerreiro, e é o primeiro rei da Assíria do qual se sabe ter feito uma campanha no Mediterrâneo.



Assur-nasirpal II (884-859 A.C.)



Há valiosos relatórios completos disto rei e seu reino. Foi um guerreiro capaz e cruel. Efetuou campanhas extensas na área do Mediterrâneo.



Salmanasar III (859-824 A.C.)



Este rei foi contemporâneo de Acabe e Jeú de Israel. Ele provocou a derrota de um grupo de aliados ocidentais, entre eles Acabe, na batalha de Carcar, 853 A.C. Seu obelisco negro mostra Jeú de face voltada para o chão, prestando homenagem diante do rei da Assíria. Empreendeu numerosas campanhas militares até ao Mediterrâneo:



Adad-nerari III (811-783 A.C.)



Numa série de campanhas no ocidente este rei restabeleceu a sujeição dos hititas, Fenícia, Damasco e a terra de Onri. Este reino foi seguido por um período de grande fraqueza e dificuldade na Assíria.



Tiglate-Pileser III (745-727 A.C.)



Um dos maiores reis assírios. Este reino marcou o início da maior supremacia da Assíria. No tempo de Peca e Acaz ele avassalou Israel e Judá e conquistou a Babilônia.



Salmanasar V (727-722 A.C.).



Neste tempo o Egito induziu Oséias de Israel a revoltar-se contra a Assíria, como resultado, Samaria foi cercada por três anos, e o reino de Israel deixou de existir.



Sargão (722-705 A.C.)



A Assíria não se encontrava no apogeu de sua força. O rei enfrentou desapiedadamente as revoltas do oeste e deportou muitos habitantes dos estados rebeldes para a Assíria, construiu uma grande capital em Dur-Sarrukim. Batalhou algumas vezes contra os medos que começavam a se agitar, e com Merodaque-Baladã que se esforçava para estabelecer-se em Babilônia. Os reis da Assíria eram também os reis de Babilônia neste tempo.



Senaqueribe (705-681 A.C.)



Após várias revoltas este rei destruiu a cidade de Babilônia. Invadiu Judá mas caiu ao tentar escravizar Ezequias.



Assaradão (681-669 A.C.)



Reconstruiu Babilônia. Invadiu o Egito e capturou Mênfis. Teve, entretanto, um domínio precário na terra do Nilo de 675-673 A.C.. Houve ameaças contra a Assíria pelos urartes, cimérios, medos e elamitas, mas Assaradão conseguiu manter o império unido.



Assurbanipal (669-633 A.C.)



Este foi o último grande rei da Assíria. Foi um grande construtor protetor das artes e letras. Possuía uma esplêndida biblioteca. Durante seu reinado os cimérios invadiram o noroeste, enquanto os citas obrigaram os medos e persas a recuarem para o sul, pois representavam uma grande ameaça para a Assíria. Seus anais terminam abruta e misteriosamente em 636 A.C. . A Assíria achava-se diante do fim de sua carreira.



Sin-shar-ishkum (629-612 A.C.)



Este rei aliou-se ao Egito, mas não conseguiu salvar sua nação. Pereceu com Nínive, sua capital, diante dos medos e babilônios em 612.



Assur-Ubalit (612-608 A.C.)



Embora com a capital destruída, um remanescente assírio ainda opôs uma brava resistência em Harã. Parece que tiveram o apoio de Neco do Egito, mas a Assíria chegou ao fim diante das poderosas arremetidas dos exércitos neo-babilônicos.



V. NEO-BABILÔNIA



Esta é a última época áurea de Babilônia. Com a Assíria fora do caminho, a Babilônia tornou-se senhora do Leste.



Nabopolassar (626-605 A.C.)



Este rei iniciou a sua carreira como administrador no sul de Babilônia. Era um guia capaz e ambicioso que aproveitava cada oportunidade para estender seu governo às expensas do desdobramento do império assírio ao norte. Era aliado dos medos



Nabucodonosor (605-562 A.C.)



Este foi o grande rei da Neo-Babilônia. Era um eminente guerreiro e grande construtor. Foi ele quem pôs fim ao reino de Judá em 586 A.C.. Durante o seu reinado a Babilônia tornou-se uma das mais belas e mais bem fortificadas cidades do mundo antigo.



Amel-Marduque (Evil-Merodaque): 562-560 A.C.



Filho de Nabucodonosor, fraco e ineficiente.



Nergal-sharusur (Neriglissar) : 560-556 Genro de Nabucodonosor.



Labashi-Marduque (Laboroso-Arcod): 556 A.C.



Reinou apenas por alguns meses.



Nabonido (Nabonidus): 556-539 A.C.



Genro de Nabucodonosor. Seu interesse especial parece ter-se concentrado na arqueologia e nos serviços dos deuses. Ele esteve ausente da capital do seu reino durante boa parte do tempo. Nesta ausência residiu em Tema, norte da Arábia e seu filho Belsazar reinou em seu lugar, em Babilônia. Foi neste período que os medos e persas uniram os seus exércitos e forjaram o ataque diante do qual a Babilônia finalmente sucumbiu em 539.



VI. MEDO-PÉRSIA



Aproximadamente no ano 100 A.C., os medos eram um povo mal organizado que viviam do pastoreio no leste da Assíria. No oitavo século consolidaram-se no reino. Os persas estavam-lhes intimamente relacionados. Eles tinham o seu reino próprio mas no primeiro período o rei da Média era também senhor da Pérsia. Foi de Ciro em diante que os persas foram governados por um rei persa.



MÉDIA



Ciáxares (625-585 A.C.)



Durante a última parte do sétimo século A.C., Ciáxares transformou a Média num poder dominante no Leste. Atacou vigorosamente a Assíria e capturou a cidade de Assur em 615 A.C.. Neste tempo aliou-se com Nabopolassar da Babilônia. Fez extensas conquistas no nordeste e ampliou o seu domínio por toda a região ate o rio Halis, na Ásia Menor.



Astíages (585-550 A.C.)



Este é o último rei da Média de quem há valiosos relatórios. Durante o longo reinado de Nabucodonosor, a Média manteve relações amigáveis com Babilônia, mas quando Nabucodonosor morreu, Astíages começou a estender o seu reino com detrimento do seu ex-aliado. Enquanto isto, os medos e persas estavam fortemente aliados, com a Média ainda em posição dominante. Contudo, a situação modificou-se rapidamente sob o ambicioso Ciro a quem Astíages ficou sujeito. Os reis da Média rapidamente chegaram ao seu fim enquanto os reis da Pérsia continuavam a governar.



PÉRSIA



Ciro II (559-530 A.C.)



Até este tempo os reis da Pérsia eram sujeitos aos medos. Em 550 A.C. Ciro II submeteu seu tio Astíages, e desde então, os persas mantiveram a soberania sobre os medos. Em 539 A.C um exército composto de persas e medos capturou Babilônia. Deste ano em diante, Ciro foi o dominador do oriente, como capital do seu reino, escolheu Babilônia. Ciro evidencia-se por sua política bondosa e conciliatória. Foi ele quem promulgou o primeiro decreto no sentido de permitir aos exilados judeus voltarem aos seus lares, do cativeiro babilônico.



Cambises (530-522 A.C.)



Conquistou o Egito em 525 A.C. Deste tempo em diante os reis da Pérsia governaram como faraós do Egito.



Esmérdis (ou Bardiya): 522 A.C.



Impostor que usurpou o trono durante a permanência de Cambises no Egito. Foi banido por Dario I.



Dario I (522-486 A.C.)



Este rei foi forçado a sufocar várias revoltas logo que alcançou o trono. Ele preservou um relatório destas campanhas na famosa inscrição de Behistun. No terceiro ano de seu reinado emitiu um decreto reforçando o direito dos judeus continuarem o trabalho de reconstrução do seu templo em Jerusalém. Dario abafou uma revolta dos gregos étnicos na Ásia Menor e então invadiu a Europa mas foi vencido na famosa batalha de Maratona em 490 A.C.



Xerxes (486-465 A.C.)



Xerxes levou a cabo a grande invasão da Grécia na qual tomou Atenas. Após duras perdas, foi vitoriosa a sua batalha nas Termópilas mas perdeu a esquadra em Salamina. Por fim os persas foram expulsos do solo grego. Esta foi uma das maiores reviravoltas da historia.



Artaxerxes (465-423 A.C.)



A Pérsia ficou enfraquecida nestas desastrosas guerras com a Grécia. No sétimo ano do seu reino, Artaxerxes promulgou o famoso decreto permitindo aos judeus voltarem à Judéia sob a mão de Esdras. Mais tarde Neemias, o seu copeiro, foi mandado à Judá como governador com autoridade para reedificar os muros de Jerusalém.



Dario III (336-331 A.C.)



Foi o último rei da Pérsia. Organizou um imenso exército para enfrentar Alexandre, mas falhou totalmente nos esforços para salvar o reino. A derrota final lhe sobreveio na batalha de Arbelas em 331 A.C.. Esta data marca o fim da Pérsia e o começo da supremacia grega no oriente.



VII. GRÉCIA



A sorte da história grega à qual nos referimos e que nos interessa não é propriamente a época áurea, mas o último período quando a Grécia sob Alexandre conseguiu o domínio de todo o mundo oriental.



Felipe II (359-336 A.C.). Felipe era o hábil governador da Macedônia que se fez senhor de toda a Grécia. Ele estava planejando uma guerra contra a Pérsia ao sobrevir-lhe a morte.



Alexandre o Grande (336-323 A.C.)



Alexandre foi um dos maiores líderes militares da história. Em 334 iniciou a invasão da Ásia Menor. Dario III foi derrotado na batalha de Issos em 333 A.C.. Tomou Tiro depois de um cerco de dez meses e conquistou o Egito sem golpe algum. Em 331 A.C., venceu as hostes persas em Arbelas e viu-se senhor do oriente. Penetrou no coração da Ásia, e por fim voltou Babilônia onde morreu em 323 A.C. com apenas trinta e dois anos de idade. Houve grande confusão após a sua morte. Nenhuma provisão havia sido feita quanto ao seu sucessor. Como resultado houve uma série de guerras. Finalmente, em 301 A.C., o reino foi dividido entre quatro de seus generais, Ptolomeu recebeu o Egito; Seleuco, a Síria e a Mesopotâmia; Cassandro, a Macedônia e a Grécia; Lisímaco, tomou a Trácia e porções da Ásia Menor.



VIII. ROMA



Após a Grécia, Roma dominou o mundo oriental. As guerras púnicas (264-146 A.C.) marcaram um grande passo para Roma dominar o mundo.



A destruição de Cartago em 146 A.C. eliminou um dos maiores rivais de Roma. As guerras macedônicas cobriram o período que vai de 215 a 168 A.C., e o resultado foi a sujeição não só da Macedônia, mas também parte da Ásia Menor. Em 146 A.C. foi subjugada uma revolução na Grécia e Corinto; o centro da revolta foi completamente destruído.



Jerusalém caiu nas mãos romanas de Pompeu em 65 A.C.. Júlio César intensificou suas conquistas na Gália e Germânia e cruzou o canal da Mancha. Foi ditador de Roma de 48-44 A.C.. Augusto reinou de 27 A.C. até lá 14 d.C.. Isto se deu três séculos antes de Roma cair finalmente diante das arremetidas dos bárbaros do norte.



IX. ISRAEL E JUDÁ



Após os preeminentes reinados de Saul, Davi e Salomão, a monarquia hebraica se dividiu e continuou sua história sob dois reis, o de Judá e Israel. Estes reinos mantinham contatos freqüentes com as nações ao redor. Houve guerras freqüentes que resultaram, finalmente, no aniquilamento de ambos, Israel e Judá. Segue uma lista dos reis das duas nações.



REIS DE ISRAEL REIS DE JUDÁ



Jeroboão I 931-910 Roboão 931-913


Nadabe 910-909 Abias 913-911


Baasa 909-886 Asa 911-870


Ela 886-885 Josafá 873-848


Zinri 885 Jorão 853-841


Tibni 885-880 Acazias 841


Onri 885-874 Atalia 841-835


Acabe 874-853 Joás 835-796


Acazias 853-852 Amazias 796-767


Jorão 852-841 Uzias 791-740


Jeú 841-814 Jotão 750-736


Joacaz 814-798 Acaz 736-716


Jeoás 798-782 Ezequias 716-687


Jeroboão II 793-753 Manassés 696-642


Zacarias 753-752 Amon 642-640


Salum 752 Josias 640-608


Menaém 752-742 Joacaz 608


Pecaías 742-740 Joaquim 608-597


Peca 752-732 Joaquim 597


Oséias 732-723 Zedequias 597-586


X. BIBLIOGRAFIA



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Artigo - Edwin R.Thiele



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