sexta-feira, 23 de março de 2007

VEGETAIS SÃO VERDADEIROS ESCUDOS PARA A SAÚDE DO ORGANISMO

Quando estão famintas, as pessoas comem de tudo, dos tradicionais pratos feitos aos lanches rápidos. Ao saciar a fome, a grande maioria dos seres humanos se sente satisfeita, porém não tem noção de que comer muito não é sinal de comer bem. Segundo nutricionistas, médicos e pesquisadores, as refeições com salgadinhos, pastéis, entre outras opções de um cardápio rápido, geralmente não contêm os nutrientes necessários para satisfazer e manter as células do organismo protegidas de reações oxidantes e, conseqüentemente, de certas doenças. Este processo é chamado por alguns pesquisadores de fome oculta, já que as células precisam se alimentar para cumprir funções específicas dentro do corpo. Para corrigir este mau hábito, os vegetais e seus nutrientes são verdadeiros escudos do organismo.

“Todas as células têm de se proteger, por isso, é importante variar bastante a alimentação vegetal no cardápio diário”, enfatiza a professora associada do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP), Rebeca Carlota de Angelis, autora do livro Importância de Alimentos Vegetais na Proteção da Saúde(editora Atheneu). Segundo a professora, quando uma pessoa não apresenta defesa suficiente e ainda tem risco genético para diabetes, doenças cardiovasculares, doenças degenerativas e certos tipos degenerativas e certos tipos de câncer, a membrana celular corre risco de sofrer duras agressões oxidativas. “Se as células estiverem mau alimentadas, esta situação pode se agravar ainda mais com as agressões ambientais, como a radiação”, informa. Rebeca acrescenta que, com o passar do tempo, a oxidação poderá entrar em um processo degenerativo em cascata e caminhar para a superoxidação.

Segundo a professora, o LDL-colesterol é um dos primeiros elementos a oxidar. Por causa do excesso de gordura, o LDL alterado pode provocar lesões nos vasos e aumentar as chances de obstruções com efeitos adversos, entre eles as doenças cardiovasculares. “Cerca de 30% dos casos de doenças cardiovasculares no mundo se devem ao LDL oxidado”, ressalta. Além disso, estudos epidemiológicos comprovam a incidência de algumas patologias com certo elo a este prejuízo. “O câncer de mama, por exemplo, está muito ligado ao consumo de gordura: já o câncer de cólon está relacionado à falta de alimentos vegetais na dieta. A boa defesa vai impedir que as reações celulares oxidativas ocorram”, explica Rebeca.

A professora alerta que alimento não é remédio, mas um componente preventivo de doenças. “As pessoas comem de maneira errada. Por isso, não adianta esperar ter um problema para tomar cuidado”, destaca. A pesquisadora diz que, se uma pessoa tiver o hábito, desde criança, de consumir pouca quantidade de açúcar, doces e gorduras, poderá não chegar a desenvolver um quadro de diabetes tipo 2. “Mas, se fizer o contrário, mesmo que não tenha antecedentes familiares, o indivíduo pode estimular este tipo de diabetes. Neste caso o pâncreas se cansa de fabricar insulina, que se torna pouco eficaz, levando a pessoa à patologia de modo assustador e a tratamento para o resto da vida”, alerta.

A osteoporose, doença caracterizada pelo enfraquecimento dos ossos e que ocorre com mais freqüência nas mulheres após a menopausa, devido à perda do hormônio estrogênio, também pode ser evitada com a alimentação, de acordo com Rebeca. “Com as alterações hormonais, as mulheres recorrem a reposição hormonal, porém, o estrogênio tomado por muito tempo se torna cancerígeno. Por isso vem sendo muito utilizados neste tratamento os fitoestrógenos presentes na soja, mas encontrados também no feijão, na lentilha, no grão-de-bico e na ervilha”, comenta. Estas substâncias contêm isoflavona, de composição estrutural quase parecida com o estrogênio, que vão entrar nos receptores locais e diminuir os efeitos da menopausa.

O feijão, segundo a professora, também é um grande protetor de câncer de cólon, pois dispõe de muita fibra, que aumenta o trânsito intestinal e ajuda a expelir as substâncias cancerígenas do organismo. Além disso a leguminosa contribui para a produção de gases, devido a ausência de oligossacarídeos, que são reabsorvidos pelo sangue e se dirigem ao fígado de onde se transformam em precursores de substâncias que reduzem a síntese do novo colesterol hepático. Outro alimento importante que não deve faltar na alimentação é o tomate, que contém vitaminas caratenóides, precusores de vitamina A, que evitam o processo cancerígeno. Entre estes caratenóides está o licopeno, poderoso antioxidante que protege as células das agressões dos radicais livres e ajuda a evitar o câncer de próstata.

Os azeites de oliva e de canola também tem ação oxidante, pois contêm ácidos graxos monoinsaturados, grandes protetores de doenças cardiovasculares, que diminuem a oxidação do LDL e aumentam a liberação do HDL. “Na presença do azeite, o licopeno do tomate aumenta sua biodisponibilidade”, enfatiza Rebeca. De acordo com a professora, também é possível manter o nível saudável de HDL tomando um cálice de vinho tinto ou consumindo uvas vermelhas, graças à ação dos polifenóis existentes, principalmente na casca da fruta. Assim como a uva, o brócolis também é uma fonte de polifenol, inclusive da isoflavona. “Embora ainda não tenha sido comprovado o benefício, o consumo de berinjela batida com suco de laranja, rica em vitamina C, ajuda a proteger o organismo da elevação do LDL-colesterol”, diz.

Além disso o caroteno presente na cenoura é um grande precursor de vitamina A e o potássio existente na banana é ótimo para refazer o equilíbrio hidroeletrolítico do organismo, principalmente dos atletas. Por ser rica em amido, que não é absorvido tão rapidamente, a batata pode aumentar o nível glicêmico do organismo. “O ideal é optar pela mandioquinha, um carboidrato complexo e que contêm mais fibras. Quanto menor o índice glicêmico, menor será a velocidade de abasorção de tecido adiposo”, explica a professora. Rebeca afirma que é fundamental variar a alimentação, com folhas, frutas, vegetais e carnes de preferência sem gordura.

“Não consigo excluir algum alimento da dieta. Não adianta os pais esperarem o filho ficar adulto para criar hábito saudável. Quando a criança desmamar, a mãe pode introduzir um alimento vegetal diferente de cada vez, a cada 2 dias”, orienta.

Já os adultos devem conseguir consumir grande e variada quantidade de vegetais durante as refeições, e os idosos devem seguir a mesma recomendação, porém, com quantidade menor de calorias, devido às mudanças de metabolismo.
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quinta-feira, 15 de março de 2007

VIDA E INTIMIDADE DE ELLEN WHITE


INFÂNCIA DE ELLEN G. WHITE

Seus Primeiros Anos

Ellen G. White era uma menina disposta e cheia de vida e muito inteligente até quando sofreu um acidente que mudou o rumo de sua vida. Depois do acidente tornou-se uma menina tímida, melancólica e esquivava-se das pessoas. Assim foi a infância da mensageira de Deus para o último remanescente.

Familiares de EGW e aspecto físico

“Nasci em Gorham, Estado do Maine, a 26 de novembro de 1827. Meus pais, Roberto e Eunice Harmon, residiram por muitos anos nesse Estado. Já em sua infância tornaram-se membros fervorosos e dedicados da Igreja Metodista Episcopal. Desempenharam naquela igreja papel saliente, e trabalharam, durante um período de quarenta anos, pela conversão de pecadores e em prol da causa de Deus. Durante esse tempo tiveram a alegria de ver seus filhos, em número de oito, convertidos e reunidos no aprisco de Cristo.” Vida e Ensino, 13.

“Segundo os Dados Biográficos Informativos da Associação Geral, linha 21, Ellen Gold White tinha, em 1909, cento e cinquenta e cinco centímetros de altura (cinco pés e duas polegadas) e de peso 63 quilos e meio (140 libras), com ‘tez ligeiramente morena’, ‘olhos cinzentos’, ‘cabelos grisalho’.” EGW Mensageira da Igreja Remanescente, 297.

Mudanças na Alto Estima - Acidente

“Em menina possuia disposição alegre e radiante, e prometia ter desenvolvimento intelectual acima do comum. Os pais mantinham grandes esperanças quanto a seu futuro. Sua instrução estava em franco progresso, quando com a idade de nove anos, lhe sobreveio um acidente que a devia afetar por toda a vida.” Fundadores da Mensagem, 142,143.

“Sendo eu ainda criança, meus pais se mudaram de Gorhan para Portland (Maine). Ali, na idade de nove anos sofri um acidente que me iria afetar a vida inteira. Em companhia de minha irmã gêmea e de uma de nossas colegas, atravessava eu uma praça na cidade de Portland, quando uma menina de treze anos aproximadamente, zangando-se por qualquer futilidade, atirou uma pedra que me atingiu o nariz. Fiquei aturdida com o golpe e caí ao chão, desmaiada.” Vida e Ensino, 13.

“Certo dia foi-lhe a curiosidade despertada ao ouvir uma visita dizer: ‘Que pena! Eu não a conhecera.’ Diante disso, a menina pediu um espelho e ai descobriu que tinha as faces desfiguradas pelo terrível infortúnio. O pai estava em Georgia, por ocasião do acidente, e ao voltar não reconheceu a filha, devido o nariz quebrado. O reconhecimento de sua deformidade tornou-a preocupada consigo mesma e tímida, levando-a a se esquivar do convívio com outros. Essa menina, que sempre tivera disposição otimista e alegre, tornou-se melancólica, e passava o tempo sozinha, esquivando-se timidamente ao olhar dos mais afortundados.” Fundadores da Mensagem, 143.

Acidente Afetou Sua Educação Escolar

“Eu recobrava forças muito vagarosamente. Quando pude tomar parte nos brinquedos com minhas amiguinhas, fui obrigada a aprender a amarga lição de que nossa aparência pessoal muitas vezes estabelece a diferença no tratamento que recebemos dos companheiros.” Vida e Ensino, 14.

“Minha saúde parecia irremediavelmente prejudicada. Durante dois anos não pude respirar pelo nariz, e pouco pude frequentar a escola. Afigurava-se-me impossível estudar e reter de memória o que aprendi. A mesma menina que fora a causa de minha infelicidade, foi por nossa professora nomeade monitora, e competia-lhe ajudar-me na escrita e noutras matérias. Ela se mostrava sempre sinceramente entristecida pelo grande mal que me causara, posto que eu tivesse cuidado em não lhe lembrar isso. Era meiga e paciente comigo, e mostrava-se triste e pensativa quando me via lutando com sérias disvantagens para instruirr-me.”

“Minhas professoras aconselharam-me a abandonar a escola. Foi a mais forte luta da minha juventude renunciar a toda esperança de instruir-me.” Perguntas que eu faria a irmã White, 9.

“Nessa ocasião, sentindo necessidade de se instruir, a fim de poder prestar melhor serviço a Deus, envidou a Srta Harmon mais um denotado esforço para obter preparo ginasial, matriculando-se num seminário para moças. Tornou-se, logo, evidente que precisava abandonar os estudos ou teria de pagar caro pelo esforço. Tristemente renunciou a esse esforço final de obter educação.” (Ocasião da campal metodista em 1841), Fundadores da Mensagem, 145.


Trabalho em Casa

“Nosso pai era chapeleiro, e a tarefa que me tocava era fazer as copas dos chapéus, sendo a parte mais fácil do trabalho. Também fazia meias a vinte e cinco cents o par. Meu coração estava tão enfraquecido que, para fazer esse trabalho, eu era obrigada a recostar-me na cama;” Perguntas que eu faria a Irmã White, 9.

Diante deste trágico acidente, aquela menina começou a dedicar seu coração a Deus. Da mesma f orma que Moisés passou pelo deserto para estar preparado a conduzir o povo de Deus a Terra Prometida, Ellen G. White passou pelo deserto do sofrimento para comunicar mensagens de Deus ao Remanescente Fiel.

Despertamento da religiosidade

“Comecei nesta ocasião a orar ao Senhor, com o fito de preparar-me para a morte. Quando amigos cristãos visitavam a família, perguntavam a minha mãe se ela me havia falado a respeito de morrer. Entreouvi isso, o que me agitou. Desejei tornar-me cristã, e orei fervorosamente pelo perdão de meus pecados. Senti a paz de Espírito que disso provinha, e amava a todos, sentindo-me desejosa de que todos estivessem com seus pecados perdoados e amassem a Jesus como eu o fazia.” Vida e Ensino,14.

“Naquele período de grande prova, em que densas trevas lhe ensombravam a vida, perdeu todo o desejo de viver. Procurava os lugares solitários, onde pudesse meditar sobre sua aflição. Preferia a morte à vida que tinha diante de si,. Parecia-lhe ser a sorte tão dura que não suportaria. E como sempre alimentara espírito religioso, ao passar o tempo na solidão, era levado para mais perto de Deus, desenvolvendo uma esperiência cristã mais profunda.” Fundadores da Mensagem, 143.

“Enquanto permanecia curvada junto ao altar da oração em companhia de outros que buscavam ao Senhor, toda a linguagem do meu coração era: ‘Auxilia-me Jesus; salva-me, eu pereço! não cessarei de rogar enquanto minha oração não for ouvida e perdoados os meus pecados’. Como nunca dantes sentia minha condição necessitada e desamparada. ...
Uma das mães em Israel aproximou-se de mim e disse: ‘Querida filha, achaste a Jesus?’ Eu estava para responder ‘Sim’, quando ela exclamou: ‘Verdadeiramente O achaste; Sua paz está contigo, eu a vejo em teu semblante!” Vida e Ensino, 18 e 19. (Este ocorrido foi na campal metodista em Buxton, Maine, 1841)

“Agora confiava todas as minhas tristezas e perplexidade a minha mãe. Ela me manifestava muita ternura e me animava, sugerindo-me que fosse aconselhar-me com o Pastor Stockman, que então pregava em Portland a doutrina do advento. Eu tinha grande confiança nele, pois era um dedicado servo de Cristo. Ouvindo minha história, pôs-me afetuosamente a mão sobre a cabaça, dizendo com lágrimas nos olhos: ‘Ellen, tu és tão criança! Tua experiência é muitíssimo singular, numa idade tenra como a tua. Jesus te deve estar preparando para algum trabalho especial.’”. Vida e Ensino, 28.

QUALIDADES PESSOAIS

Relacionameto Em Família

Muitos pensam em Ellen G. White uma mulher austera, que não sorri; afastada de todos e só vista a escrever ou pregar e em viagens pelas igrejas. Ela era como nós. É verdade que ela viajava muito, mas, amava seu lar, sempre se preocupava com a educação dos filhos e o cuidado deles.
Uma Senhora de Bom Relacionamento

“Se estivéssemos em visita a esta família em seu lar no ano de 1859, pois temos o diário daquele ano da Sra White, ... Observamos que a Sra White é uma mãe atenta, dona-de-casa cuidadosa, prestimosa vizinha, sempre pronta a receber e hospedar. É uma senhora que age por convicção, contudo possui maneiras e voz afáveis. Está interesada em conhecer os acontecimentos do dia e as novidades locais. Mostra-se alegre, não contrária a uma boa risadea. Não há em sua vida lugar para uma religião que faça baixar a cabeça. A gente sente-se perfeitamente bem em sua presença. Mostra-se sempre amiga, se bem que discreta.” EGW, Mensageira da Igreja Remanescente, 298-299.

“Referências acidentais que aparecem nos relatos indicam que o lar dos Whites era um animado e feliz, se bem que agitado de atividades.” EGW, Mensageira da Igreja Remanescente, 311.

Amava Sua Família

“Sinto-me tão grata e feliz por estar de novo com minha família, na companhia de meu esposo e filhos que não pude dormir.” Perguntas que eu faria a Irmã White, 61.

“Deixamos Henrique com a família do rmão Howland, em quem depositamos toda confiança. ... Foi-me penoso a separação de meu filho. Dia e noite eu me lembrava do rostinho triste com que ficou na ocasião em que o deixei;” Vida e Ensino, 121.

“Tenho sentido muitas saudades do lar nesta viagem. Temo que não tenha sido voluntária em sacrificar a companhia do marido e dos filhos a fim de fazer o bem a outras pessoas.” EGW, Mensageira da Igreja Remanescente. (viagem para Otsego, 7 de janeiro de 1859)

Cuidava de Seus Filhos

“Quinta-feira, 6 de janeiro de 1859. - Fiz um boné e uma camiseta para o Edson. A noite sinto-me extenuada. ...
8 de fevereiro - Corto e faço algumas toucas para a mamãe. ...
Sexta-feira, 4 de março. - Fiz dois gorros para meus filhos. ...
11 de abril. - Dediquei a maior parte do dia fazendo um jardim para meus filhos. ...” Perguntas que eu faria a Irmã White, 43.

“Sexta-feira, 20 de maio. - Para cada um, - Joaozinho e Willie, corteis um par de calças, de um pano de três jardas. Aumentei consideravelmente a de Willie. ...” Perguntas que eu faria a Irmã White, 44.

“Preparei para ti [Edson] um vestuário confortável para o inverno, que te envio pelo Pastor Loughborough. Espero que a roupa te dê tanto prazer como o que tive em fazê-lo para ti.” Perguntas que eu faria a Irmã White, 44.

Educava Seus Filhos

“Caros filhos. Estou muito desejosa que vocês desenvolvam um bom caráter. Conheçam suas próprias faltas, e o que torna vocês desagradáveis e depois infelizes, e então removam a causa. Vocês podem ser felizes se assim o decidirem.” Perguntas que faria a Irmã White, 60.

“Não se esqueçam, caros filhos, de que é mais fácil seguir o mau caminho do que fazer o bem. Porque Satanás e seus anjos estão constantemente tentando fazer o mal. Há, porém, Aquele que prometeu ouvir o necessitado quando ele clamar. Dirijam-se a Deus quando tentados a falar ou agir incorretamente. Peçam-Lhe, em fé, força e Ele lhes dará. Ele dirá a seus anjos: Há um menino necessitado tentando resistir ao poder de Satanás, e veio a Mim em busca de auxílio. Ajuda-Lo-ei. Vá e coloque-se junto a esse menino que estra procurando fazer o que é direito, quando os anjos maus tentarem desencaminhá-lo guie-o gentilmente no caminho certo e contenha os poderes do maligno.” Pergunta que eu faria a Irmã White, 61

“Nunca permiti que meus filhos pensassem que me podiam atormentar na infância. Nunca me permiti proferir uma palavra áspera. ... Quando meu espírito se agitava, ou quando me sentia como provocada, eu dizia: ‘Filho, deixemos isto por agora; não vamos dizer mais nada a este respeito por enquanto. Antes de vocês irem para a cama, haveremos de falar tudo direito.’ Tendo todo este tempo para refletir, à noite eles já estavam calmos, e eu os podia dirigir muito bem.” EGW, Mensageira da Igreja Remanescente, 315.

A irmã White mantinha o espírito de Dorcas e sempre que podia ajudava os mais necessitados; Era hospitaleira, amava a natureza e sempre que podia mantinha contato com pais e alunos nos piqueniques.

Seu Espírito de Dorcas

“Quinta-feira. - Dei a mãe de Agnes um vestido de meio uso. Eles são pobres. O esposo e pai esta doente. Sua colheita não foi boa.” Perguntas que eu faria a Irmã White, 51.

“Terça-feira, 8 de março. - O irmão John Andrews veio para fazer-nos uma visita a tardizinha. Reuni umas poucas coisas para ele levar para casa. Enviei a Angelina um vestido novo de algodão, nove Shillings e um resistente par de sapatos.” Perguntas que eu faria a Irmã White, 51.

“‘Trazíamos paara casa os doentes que haviam sido abandonados à morte pelos médicos. Quando não sabíamos que fazer por eles, orávamos a Deus mais fervorosamente, e Ele sempre dava Sua benção. ...’”EGW, Mensageira da Igreja Remanescente, 321 (MS 49, 1908)

“‘Como ilustração, encontramos nos diários de 1868 que o Pastor e a Sra. White, enquanto residiam em greenville, Michigan, ouviram falar de certa irmã que , fazendo uma viagem de negócio, viu-se detida por grave enfermidade no hotel de Greenville. Eles foram em sua procura e levaram-na para casa, onde ficou até que tiveram a satisfação de enviá-la ao Instituto de Saúde em Battle Creek. Levaram as crianças dessa aflita mulher para case deles. Passaram-se cincop meses até que a mãe pudesse reassumir seu trabalho e o cuidado da família.’” EGW, Mensageira da Igreja Remanescente, 322.

“‘Compramos lenha de nossos irmãos agricultores, e procuramos dar emprego a seus filhos e filhas, mas necessitamos de amplo fundo de caridade de onde tirar para preservar famílias de morrerem de fome. ... reparti minhas provisões domésticas com famílias assim, indo por vezes a mais de dezesseis Kilômetros para socorrer suas necessidades.’” EGW, Mensageira da Igreja Remanesente, 324-325. (Carta 89, 1894).

“Segunda-feira, 6 de junho. - Fui a reunião de manhã. Foi a melhor reunião de todas. Para o jantar tivemos trinta e cinco pessoas.” Perguntas que eu faria a irmã White, 44. (diário de 1859).

“Segunda-feira, 10 de outubro. - Fui obrigada a recolher-me para escrever. A casa está cheia de hóspedes, mas não tive tempo para conversar.” Perguntas que eu faria a Irmã White, 44. (ano de 1859)

“[Greenville, Michigan]. Domingo, 5 de abril de 1868. - O irmão Fargo jantou conosco, também o irmão e a irmã Noyce. Nossa mesa acha-se sempre repleta. Não a teria de outro modo.” Perguntas que eu faria a Irmã White, 45.

Amante da Natureza

“Amo as colinas e as montanhas e os prados cobertos de virentes ciprestes. Amo os regatos, as correntes perenes de água, velozes, que se precipitam murmurantes sobre as Rochas através dos vales, juntos às encostas das montanhas, como se estivessem o cantar um hino de louvor a Deus. ...” EGW, Mensageira da Igreja Remanescente, 302.

“Segunda-feira, 20 de abril. - Concluimos a aradura. Muitos canteiros para plantar minhas flores vindas de Batlle Creek. Semeei ervilhas de excelente qualidade. Estive ocupada no lar e fora o dia inteiro, e me cansava o tempo todo.” Perguntas que eu faria a Irmã White, 45. (ano 1868)

“Aos setenta e cinco anos tomou um dia para andar de carruagem pelas montanhas ‘a fim de apanhar amoras’ para conservar. ‘Nossas carruagens ficaram debaixo de uma árvore’, explicou ela ‘e eu apanhei uns trinta litros as vezes sentada na carruagem e outras de pé nela’.” EGW, Mensageira da Igreja Remanescente, 318. (carta 121,1903)

“‘Dias atras, a irmã Hall, Sara e eu fomos dar um longo passeio no Parque Rock Creek. Este é um belíssimo lugar. Raramente viajei em melhores estradas. É um parque nacional. Aí faz o presidente seus passeios. As estradas para carros são iguais, sim, bem iguais ao que vi na Dinamarca ou na Suiça. Em nosso passeio encontramos o presidente. Ele cumprimentou-nos ao passarmos por ele.’” EGW, Mensageira da Igreja Remanescente, (Carta 357, 1864. Este é o Presidente Theodoro Roosevelt)

Espírito Recreativo

“Frequentemente a Sra. White era convidada para piquiniques de escolas primárias da igreja. Tinha prazer em tomar parte nestes entretenimentos, onde pais, professores e estudantes se reuniam num dia de recreação.” EGW, Mensageira da Igreja Remanescente, 303.

Bom Relacionamento Com a Vizinhança

‘“Antes de se estabelecer nosso sanatório aí, meu marido e eu íamos de casa em casa fazendo tratamentos. Com a benção de Deus, salvamos a vida de muitos que estavam sofrendo.’” EGW, Mensageira da Igreja Adventista, 321. (Carta 45, 1903)

“O verdadeiro cristianismo, ela compreendia, refletia-se no lar e nas terras. Ela gostava que os vizinhos a visitassem, e, por sua vez, ia frequentemente visitá-los.”’ EGW, Mensageira da Igreja Remanescente, 326.


A MENSAGEIRA


Sua Postura em Relação a Igreja

A Igreja Adventista existe e tem avançado em meioi as densas trevas atuais, graça a Palavra de Deus e suas mensagens por meio de Sua serva Ellen G. White. Não é sua pretensão ser profetisa e nem líder da igreja. Por meio de visões e sonhos Deus comunicou verdades a sua igreja por meio dessa frágil mulher que se tornou uma grande heroína na causa de Deus.
Receosa Diante da Missão

‘“Quando esta obra me foi confiada pela primeira vez, roguei ao Senhor que tranferisse esta carga para algum outro. A obra era tão grande, vasta e profunda que receei não poder realizá-la. Mas pelo Espírito Santo o Senhor me capacitou a executar a obra que me dera para fazer.’” EGW, Mensageira da Igreja Remanescente, 384. (Review and Herald, 26 de julho de 1906)

Pretensão de Profetisa

“Ter a pretensão de ser uma profetisa é algo que jamais fiz. Se outros assim me chamam, não entro em controvérsia alguma com eles. Minha obra, porém, tem abrangido tantos aspectos que não posso denominar-me outra coisa a não ser uma mensageira, enviada a dar a mensagem do Senhor a Seu povo, e assumir trabalho em qualquer setor que Ele determinar.” EGW, Mensageiro da Igreja Remanescente,383.

Ser Líder da Igreja Adventista

‘“Ninguém jamais ouviu de mim a posição de líder da denominação, tenho uma obra de grande responsabilidade a realizar - comunicar pela pena e pela voz as instruções que me são dadas, grandes e pequenas, e algumas delas foram traduzidas em vários idiomas. Esta é minha obra - abrir as Escrituras a outros, como Deus mas abriu a mim.’” EGW, Mensageira da Igreja Remanescente, 384.

Submissão a Organização

‘“Não tive nenhum raio de luz que Ele [O Senhor] me desse, para vir a este país [Áutrália]. Vim,submetendo-me a voz da associação Geral que sempre sustentei ter autoridade.’” EGW, Mensageira da Igreja Remanescente, 384. (Carta 124, 1896)

Sua Postura em Visão

Seu Estado Diante das Visões
“J.N. Lougghborough, que declarou ter visto Ellen Harmon em visão quase cinquenta vezes, e haver conversado com os que presenciaram suas primeiras visões, descreve-as como segue: Ao ser tomada em visão dava três brados, pronunciando a palavra ‘glória!’ O primeiro brado parecia vir da parte superior da sala, o segundo, de mais longe, e o terceiro assemelhava-se a uma voz distante. A esse brado, descia o Espírito Santo sobre todos os que estavam na sala. Depois do terceiro brado, durante um ou dois minutos, ela perdia completamente as forças. Quando ao entrar em visão estava em pé, ia gradualmente pendendo para o soalho, como se mãos invisíveis ali a houvessem gentilmente colocado. A ação do coração e o pulso eram naturais, mas não respirava . Mantinha os olhos abertos como se olhasse a distância. Após os primeiros momentos de fraquesa, sobrevinha-lhe um poder sobrenatural. Costumava, às vezes, mover-se graciosamente de uma parte para outra no aposento, mas em qualquer posição em que seu braço estivesse era impossível homens fortes moverem-no um centímetro que fosse. Médicos examinaram-na, segundo nos diz o Pastor Loughborough, sem acharem a mínima respiração.” Fundadores da Mensagem, 150,151.

“Uma de suas visões mais espetaculares ocorreu em Boston, quando ela esteve quase duas horas em visão. Parte do tempo andou na sala, de uma parte para outra falando em voz alta e clara. Seus oponentes procuraram cantar, gritar e ler a Bíblia em voz alta, numa tentativa de silencia-la e cansá-la, mas finalmente tiveram de calar-se. Nessa visão, ela segurou numa das mãos uma Bíblia grande de família, aberta acima da cabeça, e virou as folhas com a outra mão, repetindo corretamente certos textos e apontanto para os mesmos embora tivesse os olhos voltados para cima.” Fundadores da Mensagem, 151.

“Certa ocasião, em Portland, teve uma visão na qual, com o braço estendido, segurou na mão esquerda uma Bíblia de família que pesava mais de oito quilos, enquanto andava numa sala de um lado para outro, tecendo comentários sobre a preciosidade da Palavra de Deus. Testemunhas declaram que em sua força natural a Srta. Harmon, que pesava apenas trinta e sete quilos, não seria capaz de levantar tal Bíblia, mas nessa visão ela a manteve com a mesma facilidade com que alguém sustentaria um Testamento de bolso.” Fundadores da Mensagem, 151.

Escrever o Grande Conflito

“Em várias ocasiões a Sra. White fora tomada em visão enquanto discursava perante auditórios. A visão do ‘grande conflito’ foi-lhe dado num domingo à tarde, em 1858, num culto de funeral, enquanto proferia algumas palavras de conforto aos enlutados. Dez anos depois, na igreja de Battle Creek, enquanto fervorosamente falava a congregação num culto de sexta-feira à tarde, foi repentinamente tomada em visão, e nesse estado ficou por vinte minutos.” EGW, Mensageira da Igreja Remanescente,343.

“Em março de 1858, enquanto a Sra. White estava em visão em Lovetts Crove, Ohio, muitas cenas do grande conflito entre Cristo e Satanás passaram diante dela, sendo-lhe ordenada que as escrevesse. ...
Em Jackson, Michigan, enquanto ela estava conversando, pareceu-lhe a língua crescer e ficar dormente, e não mais poder pronunciar uma palavra sequer. Estranha sensação atacou-lhe o coração, passou-lhe pela cabeça e desceu-lhe pelo lado direito. Era esse o terceiro ataque de paralisia que ela sofria, e esperou depor a vida dessa vez. Os irmãos oraram em seu favor, e então começou a ter uma sensação de formigamento nas pernas, podendo logo usá-las um pouco. Depois disto passou algumas semanas sem poder sentir a pressão da mão ou a água mais gelada que lhe derramassem na cabeça.
Assim mesmo sentindo o chamado do dever, pegou o papel e a pena e sob as maiores dificuldades começou a escrever The grerat Controversy Between christ and Satan - (O Conflito dos Séculos Entre Cristo e Satanás). A príncipio só podia escrever uma página por dia, sendo pois compelida a descansar três dias. Contudo sua mente não parecia anuviada, e ela continuou a escrever. No tempo em que as duzentas e dezenoves páginas ficaram prontas, a enfermidade já a abandonara por completo. Esse volume foi publicado sob o título de Espiritual Gifts, e constitui agora a última parte de Primeiros Escritos.” Fundadores da Mensagem, 167-168.
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quarta-feira, 7 de março de 2007

COMO OBTER DECISÕES

Perguntas para determinar obstáculos:

1. "Está tudo bem claro para você'?"
2. "Considera que haverá problemas se for adiante?"
3. "O que você tem em mente?"
4. "Quando pensa em se batizar, o que vem em sua mente?"

Ajudando superar obstáculos:

1. Quando alguém tem um problema, é muito eficaz dizer: "Está bem, você tem um problema, mas Deus tem a solução. Eu tenho orado por suas dificuldades e o Senhor me impressionou a ler com você estes versos." (ver objeções)
2. Ore com e pela pessoa. Ensine‑a a orar.
3. Encoraje‑a a exercitar a fé. Isso vem pelo "ouvir” - estudar e seguir ‑ a Palavra de Deus. (Rom 10:17)
4. A entrega total remove todos os obstáculos do caminho. "Nosso Pai celeste tem mil maneiras de nos prover as necessidades, das quais nada sabemos. Os que aceitam como princípio dar lugar supremo ao serviço de Deus, verão desvanecidas as perplexidades e terão caminho plano diante de si." CBV, 481.


CHAMADOS SUGESTIVOS:

- "Dentro de dois sábados teremos uma cerimônia batismal. Você gostaria que incluíssemos seu nome na relação das pessoas que irão se batizar?"
- "No dia ... (mencionar a data) teremos batismo. Gostaria de seguir o exemplo de Cristo, batizando‑se por imersão?"
- "Já estudamos as doutrinas fundamentais da Bíblia, inclusive o batismo por imersão. Você gostaria que incluíssemos seu nome junto as pessoas que irão se batizar no dia... (data)?

- Caso a pessoa realmente não queira batizar-se agora, dizer: “É muito cedo para você. Que tal para o próximo batismo (mencionar a data)?"

SINAIS DE DECISÃO:

1 . "Espero que meu marido esteja de acordo ao me tomar adventista."
2. "Fico imaginando se perderia o emprego caso pedisse o sábado livre."
3. "Separei o dízimo para lhe entregar."
4. "Eu preciso parar de fumar?"
5. "O que eu vou fazer sábado o dia inteiro?"

APELOS:

Os apelos devem ser específicos e feitos desde o primeiro estudo. Aqui estão três passos que têm sido usados com sucesso na obtenção de decisões:
1. "Você crê que o que aprendeu neste estudo é a verdade de Deus?”
2. "Você tem planos de seguir a Jesus colocando em prática estes Seus ensinamentos?”
3. “Vamos orar e pedir a Deus a Sua graça para fazer isso agora.”

IMPORTANTE:

Oração de confirmação após a decisão.
Assistência antes, durante e depois do Batismo.
Providenciar carro para buscar e levar seus candidatos.

NÃO SE ESQUEÇA:

1. Incentive a pessoa não apenas a receber as verdades em sua mente, mas também a praticá‑las. Andar na luz é um pré‑requisito para receber mais luz.
2. Após alguns estudos, convide‑a para assistir as reuniões de pequenos grupos e, depois, aos cultos na igreja.
3. Ajude‑a a fazer novos amigos entre os membros da igreja. Convide-a para um almoço no sábado.
4. Não baseie os apelos para a decisão em doutrinas abstratas, mas em aplicações práticas dos ensinos de Jesus no dia a dia.

Fundamental para o Candidato:
1. Que conheça a verdade.
2. Que pratique a verdade.
3. Que tenha freqüentado a igreja.
4. Que conheça a data do batismo.
5. Que tenha consciência do chamado

OBJEÇÕES:

Perder o emprego ou negócios:
Sl 37:3-5,25; Mt 6:33; Mt 16:25, 26;
Isa 41:10; 43:1-3; Mc 8:35-38
“Se Deus cuidou de você enquanto era desobediente, será que o abandonará agora que você decidiu obedecê-Lo?”
Tradição – Mc 7:13; Ap 14:8; 18:2 e 4
Pôr-do-sol: Gen. 1:5,31; 2:1-3; Mc 1:32; Lv 23:32
Pagar o preço – Mt 16:24-27; Tg 1:12; Mt 7:13,14; Jo 6:60,66-68
Sou muito pecador – I Tm 1:15; Hb 7:25; Is 1:18; I Co 10:13
Já fiz muita coisa errada – Jo 6:37; Ro 10:13
Difícil, Impossível – I Co 10:13; Tg 1:12; Ro8:18, 31,35,37-39; Mt 7:13-14; Jo 6:66-68
Família contra – Mt 10:36,37; 12:50; Jo 14:27
Esperando outros da família - Eze 114:14, 16, 18, 20; 18:26; Rm 14:12;
Desculpa de Ignorância – Jo 15:22
Esperando ser tocado – Is 48:18;
I Jo 2:3; Mt 15:19; Ez 11:19; Sl 119:11.
Não compreendo algumas coisas – Jo 13:7; At 1:7; Hb 11:1,6
Sou muito jovem –Ecl 12:1; 11:9 e 10
Zombaria e pressões do mundo – Tg 4:4; Lc 9:26; Mt 16:26; Jo 16:33; Mt 13:22; Jo 1:10; 15:18, 19; 18:36
Batismo – Ro 6:4; At 22:16; Mc 16:16; At 2:38; Jo 3:5; At 8:26-40
Muito cedo p/ batizar – At 8:26-40
Rebatismo – At 19:1-5; Prov 28:9
Adornos – I Tim 2:9; I Pe 3:3-4
Ex 33:5-6; Deut 22:5
Fiel no pouco – Mt 15:21
Bebida Alcoólica – Prov 20:1; 23:29-32; Dn 1:8; Efes 5:18
Contradição? – II Pe 3:16; Deut.29:29;Ecl 12:13
Espiritismo – Isa 8:19,20; Deut 18:9-14
Carnes imundas – II Cor 6:17, 18; 7:1; Isa 66:17
Veracidade da Bíblia – II Tim 3:16
Isso é legalismo – Jo:14:15; 15:14
Lei X Fé – Rm 3:28,31; 7:12, 25,22; Tg 2:17
Fé e Graça no VT – Gn 15:6
Jesus e os mandamentos – Jo 12:48-50; 14:15; 15:10; Mt 5:17,18; Ap 1:10; Mt 12:8; 19:17-19; I Jo 2:4
Lei no NT – Rm 2:12-16; 7:7, 12; 3:20; Tg 2:10,11; I Jo 5:3;15:10; Ap 12:17; 14:10; Jo 14:15; 8:29; Mat 5:17-19; I Jo 2:4,5; 3:4; 5:3; I Co 7:18,19
Mudariam a Lei – Dan 7:25
Quebrar UM mandamento – Tg 2:10
Multidão: Mat 27:20-22; Ap 20:7-8
Intercessor: I Tim 2:5; Jo 14:13
Verdade: Jo 17:17
Vergonha: Mc 8:38
DOM DE LÍNGUAS:
At 2:1-13; I Co 14:19; 27, 28; 33; 23; 40; 22; Hc 2:20; Mt 7:21-23; I Jo 2:4; I Co 14:40
Cheios do Espirito Santo mas NÃO FALARAM LINGUAS:
1.João Batista – Lc 1:15;
2.Maria – Lc 1:35;
3.Izabel – Lc 1:41;
4.Zacarias – Lc 1:67;
5.Jesus Cristo – Lc 3:22;
6.Os Sete Diáconos –At 6:1-7
7.Estêvão – At 6:5; 7:55;
8.Samaritanos – At 8:15-17
OBRA DO ESPÍRITO SANTO: Jo 16:8,14; Jo 16:13; At 1:8;Ro.12:3-8; Gal 5:22-24

APELOS BÍBLICOS:

II Cor 6:2 – “Hoje é dia da salvação...”
Atos 22:16 – “Por que te demoras...”
Prov. 23:26 – “Dá-me teu coração...”
Josué 24:14-15 –“Eu e a minha, casa...”
I Reis 18:21 –“Até quando coxeareis...”
Apoc 3:20 - "Eis que, estou. à porta...”
Amós 8: 11 – “tereis fome de ouvir...”
Mat 7:21 – “Nem todo o que me diz:...”
Jo 10:27‑28 “ouvem ...e a guardam!”
Hebreus.3‑7,8,13 – “Hoje, se ouvirdes”
Isa 55:6 - "Buscai o Senhor enquanto...”
Apoc 18:4 – “Sai dela, povo meu...”
Mar 16:16 –“Aquele que crer e for batizado....”
Atos 2:38 – “Arrependei-vos, e cada....”

PALAVRAS DE ORIENTAÇÃO E CONSOLO
Amigos falham - Sl. 26 e 35; Lc 17
Aflição –Mt:11.28-30; Jo14:1‑4; 16:33
Alegria – Fl 4; Sl. 9 7, 99; Lc 1. 46-56
Ansioso e Impaciente: Sal 37:3‑5; Mat 6:25-34; Fil.4.6-7; Tia5.7‑11; I Pe 5:6‑7.
Agradecido pelas bênçãos de Deus: Salmo 98; 100; 103; I Tess 5.16‑18.
Angustiado e sofrendo: Mat 5.4; Rom 8.31‑39; 2Cor 1.3‑6; Tg 1.2‑4; Apo 2.10.
Baixa auto-estima, Carência de afeto: Isa 49:15; Jo 3:16; Jer 29:13; 31:3.
Cansado e desanimado: Sal 34.l5‑22, Isa 40.25‑31; Mat 11.28‑30; Heb 12.1‑3; Ef 3:20; Mt. 5.4; I Jo. 3. 1‑3
Confuso espiritualmente: Ecl 12:13; Sl 119:105; Deut 29:29
Convivendo com aflitos e em conflitos: I Cor 13:4-7; Ro 15:1
Com raiva: Mat 5.44‑48; Rom 12.17‑21; I Cor 13; Col 3.12‑17; Tiago 1.19‑20.
Com inveja: Sal 49.16‑20; Tia 3.13‑18.
Desgraça total: Jó 1.13‑22; Isa 55.8‑9; Romanos 8.28; Mat 11:28-30; Sal 46
Dúvidas - Jo. 7.17; Lc. 11.1‑3
Doente: Sal 41.1‑3; 68.19‑20; 103.l‑5; Isa 54.10; Rom 5.1‑5; Tg 5.14‑15; Mat 26.39; Ro 5, 3‑5; Terminal: Sal 23; Rom 8:18‑30; 2Cor 5.1‑10.
Em perigo – Mt. 11:25‑30; Lc. 8. 22‑25; II Tim. 3
Enlutados: Jo 11.25‑26; 11: 33-36; 11:41-44; 3:16; 14:1-3; Ez 18:4; Sl 46.1; I Cor 15.50‑58; I Tes 4:15-17; Ap21:3-4;
Fracasso: Sl 37:5; Is 26:3; Gal 6:7
Medo: Sal 4.8; Isa 41.13; Luc 8.22‑25; João 14.27; 16.33; Hb. 13.5
Testemunhar: Is 55.10‑11; Jer.1.4‑9; Mat. 5.11‑12; 10.16‑20; Ro 10.8‑15.
Preocupado com dinheiro: Ecl 5:10; Mat 6.19‑21; I Tim 6.6‑10; Heb13.5‑6; Tg 1:2-4; Ro 8:28,29
Precisando de orientação: Salmo 16; 25.4-10; 32.8; 119.105; Isaías 30.21.
Pensando que Deus lhe abandonou: Sal 22.1-11; Is 49.14‑16; Heb 10.19‑25. Fl. 4: 6‑9; 1 Pe. 5.7 Mt 6. 25‑34
Procurando o caminho do céu: Jo 3.16; 14.5‑6; Rm 6.20‑23; 10.9‑13; Ef 2.8‑9.
Precisando paz - Sl. 1.1‑4; Ro. 5.1‑5 Heb. 12.1-11; Tg. 5.11‑15; Lc. 11, 1-3
Querendo saber como orar. Mat 6.5‑15; 7.7‑11; Mar 14.36; João 15.7; Filip 4.6‑7; ITes 5.17; I João 5.14‑15.
Se sentindo culpado: Sal 32; 51; 130; Is 1.18; Luc 15; Jo 6.37; I Jo 1.8‑2.2.
Sem desejo de participar dos cultos: Sal 26.8; 133.1; Ef 3.16‑17; Heb10.23‑25.
Sem querer viver: Ef 3:20; Isa 49:25-31; Fil 4:13; Mat 11:28-30; Sal 46
Solitário: Salmo 10.12‑14; 25.16‑18; 68.4‑6; Mat28.20; João: 14.18‑19;­ I Pe 5.7.
Tentação – Mt, 6.24; Lc 21:36; Rm 12.1‑2; 13.13; I Cor 10.12‑13; Heb. 2.17-18; 4.14‑16; Tg 1.12‑15; 4:7
Tomando decisões: Provérbios 3.5‑6; 16.3; I Coríntios 10.31; Gál 6.10; Tiago 1.5‑8.
Triste - Sl.51; 16:20; Mt.6, 19‑34; Fil 4:11
Viajem ‑ Sl. 120; 46.1‑3; 91.1‑6, 14‑16
PROMESSAS:
Fil 4:19 - Meu Deus suprirá todas as vossas...
Mt 7:7 - Pedí, e dar-se-vos-á; buscai, e...
Tg 4:8 - Chegai-vos para Deus, e ele se...
Mat. 11:28 - Vinde a mim, todos os que...
Jo 8:12 - quem me segue de modo algum...
Jo 14:13,14 - e tudo quanto pedirdes em...
Ef 3:20 - Ora, àquele que é poderoso para...
Jo 14:1-3 - Não se turbe o vosso coração...
Mat 28:20 - eis que eu estou convosco...
Judas 24 - para vos guardar de tropeçar...
Tg 5:16 - A súplica de um justo pode muito...
Ap 21:3,4 - Ele enxugará de seus olhos...
Jo 15:7 - pedi o que quiserdes, e vos será...
I Pe 5:6 - Humilhai-vos, pois, debaixo da...
Mc 11:24 - o que pedirdes em oração, crede...
Ro 8:32 - Aquele que nem mesmo a seu...
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domingo, 4 de março de 2007

Princípios Ontem e Hoje

Fazer algo movido por um princípio é mais do que cumprir um dever pelo dever.
É uma escolha moral diante de Deus

É tarefa da Igreja preparar um povo para a segunda vinda de Cristo, baseada em princípios sólidos e bíblicos. Esse é um grande desafio, visto que os princípios da sociedade secular têm como fonte originadora as idéias e experiências humanas. Em geral, esses princípios são contrários aos de Cristo. Paulo traçou uma linha de separação entre os "rudimentos do mundo" e a crença em Cristo (Col. 2:20). Aqui Paulo escreve contra qualquer filosofia de vida baseada apenas em idéias e experiências humanas. Ele não condena a filosofia, mas os ensinos centralizados no homem e não em Cristo. Mesmo quando a sociedade secular reconhece a importância dos princípios, a sua fonte não é a mesma dos princípios cristãos.

Entre as propostas vigentes mais populares sobre a origem dos princípios, estão as idéias de Emmanuel Kant. Basicamente, ele propôs uma deontologia (estudo dos deveres), para regular a existência humana em comunidade. Propôs que as ações resultantes dos desejos não podem ser livres; que a liberdade somente pode ser encontrada na ação racional. Essa ação racional não pode basear-se nos desejos de uma só pessoa, mas deve estar de acordo com uma lei universal. Kant também disse que nossas ações possuem valor ou dignidade moral somente quando cumprimos o dever por causa do seu benefício intrínseco.

Os escritos de Kant registram a proposta do princípio universal da razão: o indivíduo só deve agir na linha daquilo que virá. A lei moral produz inevitavelmente em nós um sentimento de reverência ou temor. Mas, deveria ser esse sentimento a base para a obediência aos princípios? Essa lei universal de Kant tem sua eficácia desmentida pelo mundo violento e sem respeito ao próximo em que vivemos. Parece que o homem necessita de algo mais que ele mesmo e sua razão, para estabelecer e viver princípios.

Nos dias de Israel, Deus proveu importantes princípios de vida para o Seu povo, que lhe assegurariam um bom relacionamento com Ele e com o próximo. Em Deuteronômio 4:44-28:68, está registrado o segundo discurso de Moisés. Ali se destacam os seguintes princípios para uma vida santa:


Os Dez Mandamentos
Amar a Deus
Leis referentes ao culto
Leis governamentais e nacionais
Leis para o relacionamento humano
Conseqüência da obediência e da desobediência


Com o passar do tempo, Deus foi ampliando a instrução sobre os princípios. Em todos os tempos, Ele tem proposto a Seu povo princípios e ideais. Nos escritos de Ellen White, os princípios da vida cristã têm origem em Deus e usualmente aparecem ligados a Seu reino. Os ideais estão vinculados ao ministério da Igreja, especialmente no contexto de desafiar os jovens a progredir na vida.


Definição

Segundo os dicionários e o parecer de estudiosos, podemos definir princípio de muitas formas:
· Uma regra de ação ou conduta aceita ou professada.

Uma lei fundamental, um axioma ou doutrina.

Uma base, pessoal ou específica, de conduta ou administração; adesão aos princípios de alguém.
Um sentido de direção dos requisitos e obrigações de uma conduta correta.

Uma qualidade essencial; determinada característica de algo.

Agência originadora ou atuante: Deus, que permite o crescimento no princípio da vida.

Sem dúvida, vários desses conceitos se aplicam ao ser e fazer do ministro adventista e às igrejas onde ele serve.

Se um princípio é visto como conduta professada, lei fundamental ou como sentido de direção, todas essas acepções podem ser ligadas ao caráter moral de Deus. Fazer algo ajustado a um princípio é mais que simplesmente cumprir um dever pelo dever; é uma escolha ou manifestação moral diante de um Deus moral. Não é difícil que nossa deontologia chegue a ser o que exigimos dos outros. Mas o Deus da Bíblia busca reproduzir Seu caráter em Seus filhos e nunca lhes apresenta um dever sem lhes dar tempo para cumpri-lo. Geralmente Deus trabalha a longo prazo. Salomão nos ensina que os princípios de Deus para o viver correto trazem felicidade duradoura porque nos guiam numa conduta a longo prazo, apesar dos nossos mutáveis sentimentos (Prov. 10:2)

Os altos e baixos da vida cristã fazem os princípios imprescindíveis. Estamos sugerindo ver a vida através de princípios e causas? Não; mas também não podemos viver só por impulsos, idéias da moda, tendências da maioria, etc. Os espíritos mais livres pertencem a homens e mulheres que conscientemente são orientados a construir sua vida diária ao redor de princípios e leis da palavra de Deus. Por que a desobediência é má? Porque Deus a vê assim. Sem princípios imutáveis de uma lei maior, contaremos apenas com a mutabilidade da moda, ou de uma invenção passageira qualquer. Os princípios são indicativos divinos de caráter moral que iluminam nossas escolhas diárias.


Identificando princípios

Considerando a relevância da Bíblia, como podemos identificar seus princípios e como eles nos afetam positivamente? Um exemplo que pode ajudar é encontrado em II Cor. 12:9 e 10. Ali Paulo fala de um "mensageiro de Satanás, um espinho na carne" que o atormentava (v. 7). Há muita especulação sobre o que era esse "espinho": dor de cabeça, de ouvido, problemas de visão, malária, epilepsia, problemas de fala, hipocondria, infecção dental e até piolhos. Seja o que for, Paulo não apreciava. Pediu três vezes a sua remoção (v. 8). O "espinho" o mantinha humilde fazendo-o sentir-se frágil. Em lugar de removê-lo, Deus lhe deu graça para suportá-lo. Usou o espinho o para mostrar Seu poder.

A resposta divina vai além do problema específico. O Senhor não disse. "Meu poder se aperfeiçoa em teu espinho", mas "Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza". Assim, já não era importante para Paulo a identificação do problema. A promessa de Deus se aplica a qualquer coisa que nos faça sentir fracos, humildes e dependentes dEle.

Também está implícito, na experiência de Paulo, o que toda pessoa precisa fazer. O apóstolo diz alegrar-se nos insultos, perseguições, necessidades e fraquezas. Nenhum desses itens é igual ao seu "espinho", mas todos eles possuem certos pontos semelhantes quanto às conseqüências. Paulo sabia que a graça de Deus era suficiente para suportar tudo. Qualquer que seja nosso problema ou espinho pessoal, podemos descansar na graça e no poder de Cristo.

Do ponto de vista metodológico, identificar os princípios gerais na Bíblia depende de fazer as perguntas certas. Há três perguntas que devem ser feitas ao texto bíblico:

· Estabelece o autor um princípio geral? Em I Cor. 8:9, Paulo facilita nosso trabalho, declarando explicitamente o princípio: nossa liberdade não deve ser um tropeço para os fracos na fé. Mas nem sempre a identificação do princípio é facilitada. Em Efésios 6:5, Paulo recomenda obediência aos senhores terrestres. Como não há mais escravidão, a ordem parece não ter aplicação direta em nossos dias, Aliás, esse é um dos três exemplos que Paulo dá na carta aos Efésios. Os outros são os conselhos sobre obediência aos pais (Efé. 6: 1) e a submissão das esposas aos maridos (Efé. 5:22 ). Cada um desses ilustra o princípio geral que é submeter-se um ao outro, em reverência a Cristo (Efé. 5:21).

· Por que razão foi dada à instrução em apreço? Quer seja estabelecido ou não um princípio geral, usualmente podemos encontrar algum se observarmos não só o mandamento em si mas a razão pela qual foi dado. Os mandamentos nunca são estabelecidos ao léu. Na carta aos gálatas, Paulo instrui especificamente contra a circuncisão (Gál. 5:2 e 3). Mas apesar da proibição, muitos continuavam praticando-a. Eram desobedientes? A única maneira de responder é observar por que Paulo fez a advertência.

A passagem não fala somente de uma circuncisão carnal ou física. Em Cristo, isso não tem valor (v. 6). Paulo não condena o ato físico, mas as razões da circuncisão em uma pessoa, ou seja, uma tentativa de justificação própria (v. 4) .O princípio geral é que não podemos ganhar o favor divino mediante esforços próprios, mas podemos recebê-lo pela fé. Então, quais serão os níveis de aplicação?

1. Os gálatas não deveriam procurar ser circuncidados. Por quê?

2. Porque ninguém pode, ser justificado ou perdoado pela obediência da lei. Por quê?

3. Porque não podemos ser aceitos por Deus com base em nossos méritos. Somente pela fé.

O princípio geral está no segundo nível. Mesmo assim era mais específico para a cultura judaica. Encontramos o princípio mais amplo no nível 3. Esse princípio é suficientemente amplo para aplicar à situação que encaramos hoje.

· Revela o contexto mais amplo um princípio geral? Nessa busca de princípios, é importante considerar o contexto imediato como o mais amplo. Em I Cor. 8, o princípio está no contexto imediato (v. 9). Em Efésios, foi necessário buscar nos três parágrafos precedentes o texto alusivo à escravidão.

Que exemplos de princípios bíblicos podemos citar do Antigo Testamento? No contexto dos grandes princípios divinos enunciados por Moisés em seu segundo discurso, os seguintes tópicos parecem ter especial utilidade para o ministério adventista de hoje.

Princípios relacionados ao culto. Em Núm. 29:1, aprendemos que as santas reuniões implicavam a suspensão de trabalhos pesados. A Festa das Trombetas demonstrava três grandes princípios para o culto de hoje. Qual era a prática e qual o princípio?

· A prática de o povo reunir-se para celebrar e adorar. O princípio aqui é que existe um benefício extra na adoração coletiva.”

· A prática de suspender a rotina diária, não fazendo trabalhos pesados. O princípio é que adorar requer tempo, e separar esse tempo ajuda a ajustar nossas atitudes posteriores e projetar as futuras”.

· A prática de sacrificar animais e oferecer ofertas queimadas. O princípio é a mostra de nossa dedicação a Deus, quando lhe damos algo de valor. A melhor dádiva somos nós mesmos.
Embora não pratiquemos sacrifícios de animais no culto, os princípios que os motivavam - perdão dos pecados e gratidão a Deus - ainda se aplicam.

Princípios referentes às relações humanas. O capítulo 21 de Êxodo exemplifica que essas leis foram dadas porque tudo o que fazemos tem conseqüências. Ao nos relacionarmos com outras pessoas, deveríamos manter os princípios dessas leis em mente, agindo de modo responsável e de maneira justa com amigos e inimigos. Salomão ensinou que "responder antes de ouvir é estultícia e vergonha" (Prov. 18:13). O princípio aqui presente é o dever de sempre se buscar informação adicional. A outra alternativa é preconceito ou julgar antes de se obter os fatos.
Sobre a honestidade, em Miquéias. 7: 1-4, se adverte que o modelo de honestidade provém de Deus e não da sociedade. Somos honestos porque Deus é verdade.

Princípios referentes a Deus e Seus mandamentos. De Levítico 8:8 se entende que Deus tinha um propósito específico ao usar um método de direção, que era ensinar à nação os princípios de segui-lo. Em Josué 20:6 observamos que os levitas estavam a cargo das cidades de refúgio. Eles deviam assegurar-se de que os princípios divinos de justiça e equidade seriam mantidos (Núm. 35:6, 11-28).

Em Josué 24:31-33, aprendemos que o pacto com Deus requer renúncia aos princípios e práticas da cultura que nos rodeia e que são hostis aos planos do Senhor. Baseados em levítico 27:3-34, podemos inferir, quanto à devolução do dízimo, que muitos dos princípios relacionados aos sacrifícios e aos dízimos eram orientados pelo fomento de atitudes internas e ações externas. Deus ama ao doador alegre, agradecido (11 Cor. 9:7). A discussão atual sobre o dízimo e sobre o que é a "casa do tesouro" deveria considerar que o propósito final da benevolência sistemática é a santificação da vida do indivíduo que dizima e oferta.

Podemos citar dois princípios bíblicos do Novo Testamento. Um refere-se ao primeiro concílio da Igreja cristã. O segundo envolve a reverência no culto e o respeito pela esposa. Em Atos 15:1-4, Paulo e Barnabé comparecem ao Concílio de Jerusalém para explicar suas ações. O argumento de alguns fariseus é evidenciado no verso 5. Por que deveriam os gentios ser circuncidados? Porque Moisés assim o ensinou. Os fariseus não citavam um princípio ou razão. Simplesmente lembraram a Paulo e a Barnabé que sua função era apenas obedecer sem fazer perguntas.

Se Moisés o fez, então não deveria haver discussão. Na última parte de Atos 15, encontramos que o Concílio, após debater, colocou a circuncisão numa categoria opcional para o cristianismo. Teriam reclamado os tradicionalistas, dizendo que a medida feria a singularidade do movimento? Teriam sugerido que a Igreja estava se comprometendo com o mundo?

Passados dois mil anos, vemos o acerto daquela decisão. Em lugar de perder a singularidade, os crentes buscaram algo mais perdurável, não uma circuncisão externa da carne, mas do coração e de uma vida transformada. O princípio permaneceu inalterado, porém os tempos tinham mudado, os assuntos também mudaram; portanto, a Igreja e sua maneira de conduzir-se frente ao princípio teve de mudar.

O segundo exemplo encontra-se em I Cor. 11:2-16. Essa seção fala sobre as atitudes próprias no culto. Mesmo quando contém indicações específicas de Paulo com uma base moral não permanente ou cultural, os princípios por trás da prática ainda são válidos: respeito pela esposa e reverência no culto.

Vivendo os princípios

Os princípios divinos identificados na Bíblia devem ser vividos e empregados a fim de preparar um povo para encontrar-se com Deus. Devem ser ensinados princípios bíblicos e não meras aplicações. A questão não é poder, ou não, fazer isto ou aquilo. O importante é o que está por trás da nossa fé. Apenas os seres racionais lutam, vivem os princípios e fazem escolhas. As leis de Deus estão resumidas no amor a Deus e ao próximo. Governam esses dois princípios nossos pensamentos, decisões e ações? Fazemos ou deixamos de fazer algo, não por estarmos diante de autoridades, ameaças, circunstâncias, conveniências, mas diante de Deus e Seus princípios.
Diante de Deus, fazemos tudo voluntariamente, por escolha própria. Como tudo o que fazemos tem suas conseqüências, os princípios nos ajudam a fazer a melhor escolha. Dar "receitas" para viver não é apropriado porque os princípios implicam escolhas próprias, dentro do contexto do bem e do mal.

Talvez a experiência da Igreja primitiva (Atos 15) seja a que melhor ilustre a diferença entre princípios e aplicações. A aplicação é sempre um assunto aberto a discussão, devido a fatores culturais, temporais e circunstanciais. Dois mil anos atrás, muitos tradicionalistas confundiram aplicação com princípios. Tentaram colocar a aplicação dentro do círculo interno, junto com os princípios, crendo que cada mudança implica compromisso e que põe em perigo a singularidade da Igreja. Mas a prática pode mudar sem destruir o princípio. Nossa singularidade adventista deve estar fundamentada em princípios que não mudam; e não sobre aplicações que podem mudar com a cultura, o tempo e a situação.

Se formos honestos com nós mesmos, devemos reconhecer, temos feito o mesmo com Ellen White, investigando seus escritos em busca de aplicações em lugar de princípios. Somos tentados a generalizar conselhos que ela deu para situações específicas, aplicando-os indiscriminadamente. Isso não é ser justo com ela.

Se nossa preocupação é saber quais os princípios por trás da evangelização, Paulo nos ajuda a conhecê-los em I Cor. 9:2:

Devemos encontrar um ponto em comum com os que pretendemos evangelizar.

Devemos evitar a atitude de "sabe tudo”.

Devemos fazer com que a pessoa se sinta aceita

Devemos ser sensíveis as necessidades e preocupações da pessoa.

Devemos estar atentos às oportunidades para falar de Cristo.

Se nossa preocupação é a benevolência sistemática, o mesmo apóstolo nos convida a considerar II Cor. 8:10 em diante. Ali somos desafiados a agir conforme o que foi planejado. Quatro princípios orientam o ato de dar:

Disposição para dar de todo o coração é mais importante que a quantidade.

Esforço para cumprir as responsabilidades financeiras.

Dar aos necessitados poderia ser uma ação com um retorno da mesma natureza e sob as mesmas condições.

Dar como resposta a Cristo. A maneira como damos reflete nossa devoção a Ele.

É importante dialogar com outros colegas sobre como melhor preparar o povo de Deus para a segunda vinda de Cristo, usando princípios bíblicos. I Reis mostra que Roboão pediu conselho, mas depois de recebê-lo não avaliou cuidadosamente. Se tivesse feito isso, veria que o conselho dos anciãos era mais sábio que o de seus amigos.

Para avaliar qualquer conselho, pergunte se é realista, realizável e consistente com os princípios bíblicos. Deus nos chama a trabalhar por princípios sólidos. Como resultado, o Espírito Santo impressionará muitos a aceitarem os princípios divinos.

JUAN MILLANAO O.D.Min., professor no Seminário Adventista Latino-americano de Teologia, Engenheiro Coelho, SP
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