quinta-feira, 15 de março de 2007

VIDA E INTIMIDADE DE ELLEN WHITE


INFÂNCIA DE ELLEN G. WHITE

Seus Primeiros Anos

Ellen G. White era uma menina disposta e cheia de vida e muito inteligente até quando sofreu um acidente que mudou o rumo de sua vida. Depois do acidente tornou-se uma menina tímida, melancólica e esquivava-se das pessoas. Assim foi a infância da mensageira de Deus para o último remanescente.

Familiares de EGW e aspecto físico

“Nasci em Gorham, Estado do Maine, a 26 de novembro de 1827. Meus pais, Roberto e Eunice Harmon, residiram por muitos anos nesse Estado. Já em sua infância tornaram-se membros fervorosos e dedicados da Igreja Metodista Episcopal. Desempenharam naquela igreja papel saliente, e trabalharam, durante um período de quarenta anos, pela conversão de pecadores e em prol da causa de Deus. Durante esse tempo tiveram a alegria de ver seus filhos, em número de oito, convertidos e reunidos no aprisco de Cristo.” Vida e Ensino, 13.

“Segundo os Dados Biográficos Informativos da Associação Geral, linha 21, Ellen Gold White tinha, em 1909, cento e cinquenta e cinco centímetros de altura (cinco pés e duas polegadas) e de peso 63 quilos e meio (140 libras), com ‘tez ligeiramente morena’, ‘olhos cinzentos’, ‘cabelos grisalho’.” EGW Mensageira da Igreja Remanescente, 297.

Mudanças na Alto Estima - Acidente

“Em menina possuia disposição alegre e radiante, e prometia ter desenvolvimento intelectual acima do comum. Os pais mantinham grandes esperanças quanto a seu futuro. Sua instrução estava em franco progresso, quando com a idade de nove anos, lhe sobreveio um acidente que a devia afetar por toda a vida.” Fundadores da Mensagem, 142,143.

“Sendo eu ainda criança, meus pais se mudaram de Gorhan para Portland (Maine). Ali, na idade de nove anos sofri um acidente que me iria afetar a vida inteira. Em companhia de minha irmã gêmea e de uma de nossas colegas, atravessava eu uma praça na cidade de Portland, quando uma menina de treze anos aproximadamente, zangando-se por qualquer futilidade, atirou uma pedra que me atingiu o nariz. Fiquei aturdida com o golpe e caí ao chão, desmaiada.” Vida e Ensino, 13.

“Certo dia foi-lhe a curiosidade despertada ao ouvir uma visita dizer: ‘Que pena! Eu não a conhecera.’ Diante disso, a menina pediu um espelho e ai descobriu que tinha as faces desfiguradas pelo terrível infortúnio. O pai estava em Georgia, por ocasião do acidente, e ao voltar não reconheceu a filha, devido o nariz quebrado. O reconhecimento de sua deformidade tornou-a preocupada consigo mesma e tímida, levando-a a se esquivar do convívio com outros. Essa menina, que sempre tivera disposição otimista e alegre, tornou-se melancólica, e passava o tempo sozinha, esquivando-se timidamente ao olhar dos mais afortundados.” Fundadores da Mensagem, 143.

Acidente Afetou Sua Educação Escolar

“Eu recobrava forças muito vagarosamente. Quando pude tomar parte nos brinquedos com minhas amiguinhas, fui obrigada a aprender a amarga lição de que nossa aparência pessoal muitas vezes estabelece a diferença no tratamento que recebemos dos companheiros.” Vida e Ensino, 14.

“Minha saúde parecia irremediavelmente prejudicada. Durante dois anos não pude respirar pelo nariz, e pouco pude frequentar a escola. Afigurava-se-me impossível estudar e reter de memória o que aprendi. A mesma menina que fora a causa de minha infelicidade, foi por nossa professora nomeade monitora, e competia-lhe ajudar-me na escrita e noutras matérias. Ela se mostrava sempre sinceramente entristecida pelo grande mal que me causara, posto que eu tivesse cuidado em não lhe lembrar isso. Era meiga e paciente comigo, e mostrava-se triste e pensativa quando me via lutando com sérias disvantagens para instruirr-me.”

“Minhas professoras aconselharam-me a abandonar a escola. Foi a mais forte luta da minha juventude renunciar a toda esperança de instruir-me.” Perguntas que eu faria a irmã White, 9.

“Nessa ocasião, sentindo necessidade de se instruir, a fim de poder prestar melhor serviço a Deus, envidou a Srta Harmon mais um denotado esforço para obter preparo ginasial, matriculando-se num seminário para moças. Tornou-se, logo, evidente que precisava abandonar os estudos ou teria de pagar caro pelo esforço. Tristemente renunciou a esse esforço final de obter educação.” (Ocasião da campal metodista em 1841), Fundadores da Mensagem, 145.


Trabalho em Casa

“Nosso pai era chapeleiro, e a tarefa que me tocava era fazer as copas dos chapéus, sendo a parte mais fácil do trabalho. Também fazia meias a vinte e cinco cents o par. Meu coração estava tão enfraquecido que, para fazer esse trabalho, eu era obrigada a recostar-me na cama;” Perguntas que eu faria a Irmã White, 9.

Diante deste trágico acidente, aquela menina começou a dedicar seu coração a Deus. Da mesma f orma que Moisés passou pelo deserto para estar preparado a conduzir o povo de Deus a Terra Prometida, Ellen G. White passou pelo deserto do sofrimento para comunicar mensagens de Deus ao Remanescente Fiel.

Despertamento da religiosidade

“Comecei nesta ocasião a orar ao Senhor, com o fito de preparar-me para a morte. Quando amigos cristãos visitavam a família, perguntavam a minha mãe se ela me havia falado a respeito de morrer. Entreouvi isso, o que me agitou. Desejei tornar-me cristã, e orei fervorosamente pelo perdão de meus pecados. Senti a paz de Espírito que disso provinha, e amava a todos, sentindo-me desejosa de que todos estivessem com seus pecados perdoados e amassem a Jesus como eu o fazia.” Vida e Ensino,14.

“Naquele período de grande prova, em que densas trevas lhe ensombravam a vida, perdeu todo o desejo de viver. Procurava os lugares solitários, onde pudesse meditar sobre sua aflição. Preferia a morte à vida que tinha diante de si,. Parecia-lhe ser a sorte tão dura que não suportaria. E como sempre alimentara espírito religioso, ao passar o tempo na solidão, era levado para mais perto de Deus, desenvolvendo uma esperiência cristã mais profunda.” Fundadores da Mensagem, 143.

“Enquanto permanecia curvada junto ao altar da oração em companhia de outros que buscavam ao Senhor, toda a linguagem do meu coração era: ‘Auxilia-me Jesus; salva-me, eu pereço! não cessarei de rogar enquanto minha oração não for ouvida e perdoados os meus pecados’. Como nunca dantes sentia minha condição necessitada e desamparada. ...
Uma das mães em Israel aproximou-se de mim e disse: ‘Querida filha, achaste a Jesus?’ Eu estava para responder ‘Sim’, quando ela exclamou: ‘Verdadeiramente O achaste; Sua paz está contigo, eu a vejo em teu semblante!” Vida e Ensino, 18 e 19. (Este ocorrido foi na campal metodista em Buxton, Maine, 1841)

“Agora confiava todas as minhas tristezas e perplexidade a minha mãe. Ela me manifestava muita ternura e me animava, sugerindo-me que fosse aconselhar-me com o Pastor Stockman, que então pregava em Portland a doutrina do advento. Eu tinha grande confiança nele, pois era um dedicado servo de Cristo. Ouvindo minha história, pôs-me afetuosamente a mão sobre a cabaça, dizendo com lágrimas nos olhos: ‘Ellen, tu és tão criança! Tua experiência é muitíssimo singular, numa idade tenra como a tua. Jesus te deve estar preparando para algum trabalho especial.’”. Vida e Ensino, 28.

QUALIDADES PESSOAIS

Relacionameto Em Família

Muitos pensam em Ellen G. White uma mulher austera, que não sorri; afastada de todos e só vista a escrever ou pregar e em viagens pelas igrejas. Ela era como nós. É verdade que ela viajava muito, mas, amava seu lar, sempre se preocupava com a educação dos filhos e o cuidado deles.
Uma Senhora de Bom Relacionamento

“Se estivéssemos em visita a esta família em seu lar no ano de 1859, pois temos o diário daquele ano da Sra White, ... Observamos que a Sra White é uma mãe atenta, dona-de-casa cuidadosa, prestimosa vizinha, sempre pronta a receber e hospedar. É uma senhora que age por convicção, contudo possui maneiras e voz afáveis. Está interesada em conhecer os acontecimentos do dia e as novidades locais. Mostra-se alegre, não contrária a uma boa risadea. Não há em sua vida lugar para uma religião que faça baixar a cabeça. A gente sente-se perfeitamente bem em sua presença. Mostra-se sempre amiga, se bem que discreta.” EGW, Mensageira da Igreja Remanescente, 298-299.

“Referências acidentais que aparecem nos relatos indicam que o lar dos Whites era um animado e feliz, se bem que agitado de atividades.” EGW, Mensageira da Igreja Remanescente, 311.

Amava Sua Família

“Sinto-me tão grata e feliz por estar de novo com minha família, na companhia de meu esposo e filhos que não pude dormir.” Perguntas que eu faria a Irmã White, 61.

“Deixamos Henrique com a família do rmão Howland, em quem depositamos toda confiança. ... Foi-me penoso a separação de meu filho. Dia e noite eu me lembrava do rostinho triste com que ficou na ocasião em que o deixei;” Vida e Ensino, 121.

“Tenho sentido muitas saudades do lar nesta viagem. Temo que não tenha sido voluntária em sacrificar a companhia do marido e dos filhos a fim de fazer o bem a outras pessoas.” EGW, Mensageira da Igreja Remanescente. (viagem para Otsego, 7 de janeiro de 1859)

Cuidava de Seus Filhos

“Quinta-feira, 6 de janeiro de 1859. - Fiz um boné e uma camiseta para o Edson. A noite sinto-me extenuada. ...
8 de fevereiro - Corto e faço algumas toucas para a mamãe. ...
Sexta-feira, 4 de março. - Fiz dois gorros para meus filhos. ...
11 de abril. - Dediquei a maior parte do dia fazendo um jardim para meus filhos. ...” Perguntas que eu faria a Irmã White, 43.

“Sexta-feira, 20 de maio. - Para cada um, - Joaozinho e Willie, corteis um par de calças, de um pano de três jardas. Aumentei consideravelmente a de Willie. ...” Perguntas que eu faria a Irmã White, 44.

“Preparei para ti [Edson] um vestuário confortável para o inverno, que te envio pelo Pastor Loughborough. Espero que a roupa te dê tanto prazer como o que tive em fazê-lo para ti.” Perguntas que eu faria a Irmã White, 44.

Educava Seus Filhos

“Caros filhos. Estou muito desejosa que vocês desenvolvam um bom caráter. Conheçam suas próprias faltas, e o que torna vocês desagradáveis e depois infelizes, e então removam a causa. Vocês podem ser felizes se assim o decidirem.” Perguntas que faria a Irmã White, 60.

“Não se esqueçam, caros filhos, de que é mais fácil seguir o mau caminho do que fazer o bem. Porque Satanás e seus anjos estão constantemente tentando fazer o mal. Há, porém, Aquele que prometeu ouvir o necessitado quando ele clamar. Dirijam-se a Deus quando tentados a falar ou agir incorretamente. Peçam-Lhe, em fé, força e Ele lhes dará. Ele dirá a seus anjos: Há um menino necessitado tentando resistir ao poder de Satanás, e veio a Mim em busca de auxílio. Ajuda-Lo-ei. Vá e coloque-se junto a esse menino que estra procurando fazer o que é direito, quando os anjos maus tentarem desencaminhá-lo guie-o gentilmente no caminho certo e contenha os poderes do maligno.” Pergunta que eu faria a Irmã White, 61

“Nunca permiti que meus filhos pensassem que me podiam atormentar na infância. Nunca me permiti proferir uma palavra áspera. ... Quando meu espírito se agitava, ou quando me sentia como provocada, eu dizia: ‘Filho, deixemos isto por agora; não vamos dizer mais nada a este respeito por enquanto. Antes de vocês irem para a cama, haveremos de falar tudo direito.’ Tendo todo este tempo para refletir, à noite eles já estavam calmos, e eu os podia dirigir muito bem.” EGW, Mensageira da Igreja Remanescente, 315.

A irmã White mantinha o espírito de Dorcas e sempre que podia ajudava os mais necessitados; Era hospitaleira, amava a natureza e sempre que podia mantinha contato com pais e alunos nos piqueniques.

Seu Espírito de Dorcas

“Quinta-feira. - Dei a mãe de Agnes um vestido de meio uso. Eles são pobres. O esposo e pai esta doente. Sua colheita não foi boa.” Perguntas que eu faria a Irmã White, 51.

“Terça-feira, 8 de março. - O irmão John Andrews veio para fazer-nos uma visita a tardizinha. Reuni umas poucas coisas para ele levar para casa. Enviei a Angelina um vestido novo de algodão, nove Shillings e um resistente par de sapatos.” Perguntas que eu faria a Irmã White, 51.

“‘Trazíamos paara casa os doentes que haviam sido abandonados à morte pelos médicos. Quando não sabíamos que fazer por eles, orávamos a Deus mais fervorosamente, e Ele sempre dava Sua benção. ...’”EGW, Mensageira da Igreja Remanescente, 321 (MS 49, 1908)

“‘Como ilustração, encontramos nos diários de 1868 que o Pastor e a Sra. White, enquanto residiam em greenville, Michigan, ouviram falar de certa irmã que , fazendo uma viagem de negócio, viu-se detida por grave enfermidade no hotel de Greenville. Eles foram em sua procura e levaram-na para casa, onde ficou até que tiveram a satisfação de enviá-la ao Instituto de Saúde em Battle Creek. Levaram as crianças dessa aflita mulher para case deles. Passaram-se cincop meses até que a mãe pudesse reassumir seu trabalho e o cuidado da família.’” EGW, Mensageira da Igreja Remanescente, 322.

“‘Compramos lenha de nossos irmãos agricultores, e procuramos dar emprego a seus filhos e filhas, mas necessitamos de amplo fundo de caridade de onde tirar para preservar famílias de morrerem de fome. ... reparti minhas provisões domésticas com famílias assim, indo por vezes a mais de dezesseis Kilômetros para socorrer suas necessidades.’” EGW, Mensageira da Igreja Remanesente, 324-325. (Carta 89, 1894).

“Segunda-feira, 6 de junho. - Fui a reunião de manhã. Foi a melhor reunião de todas. Para o jantar tivemos trinta e cinco pessoas.” Perguntas que eu faria a irmã White, 44. (diário de 1859).

“Segunda-feira, 10 de outubro. - Fui obrigada a recolher-me para escrever. A casa está cheia de hóspedes, mas não tive tempo para conversar.” Perguntas que eu faria a Irmã White, 44. (ano de 1859)

“[Greenville, Michigan]. Domingo, 5 de abril de 1868. - O irmão Fargo jantou conosco, também o irmão e a irmã Noyce. Nossa mesa acha-se sempre repleta. Não a teria de outro modo.” Perguntas que eu faria a Irmã White, 45.

Amante da Natureza

“Amo as colinas e as montanhas e os prados cobertos de virentes ciprestes. Amo os regatos, as correntes perenes de água, velozes, que se precipitam murmurantes sobre as Rochas através dos vales, juntos às encostas das montanhas, como se estivessem o cantar um hino de louvor a Deus. ...” EGW, Mensageira da Igreja Remanescente, 302.

“Segunda-feira, 20 de abril. - Concluimos a aradura. Muitos canteiros para plantar minhas flores vindas de Batlle Creek. Semeei ervilhas de excelente qualidade. Estive ocupada no lar e fora o dia inteiro, e me cansava o tempo todo.” Perguntas que eu faria a Irmã White, 45. (ano 1868)

“Aos setenta e cinco anos tomou um dia para andar de carruagem pelas montanhas ‘a fim de apanhar amoras’ para conservar. ‘Nossas carruagens ficaram debaixo de uma árvore’, explicou ela ‘e eu apanhei uns trinta litros as vezes sentada na carruagem e outras de pé nela’.” EGW, Mensageira da Igreja Remanescente, 318. (carta 121,1903)

“‘Dias atras, a irmã Hall, Sara e eu fomos dar um longo passeio no Parque Rock Creek. Este é um belíssimo lugar. Raramente viajei em melhores estradas. É um parque nacional. Aí faz o presidente seus passeios. As estradas para carros são iguais, sim, bem iguais ao que vi na Dinamarca ou na Suiça. Em nosso passeio encontramos o presidente. Ele cumprimentou-nos ao passarmos por ele.’” EGW, Mensageira da Igreja Remanescente, (Carta 357, 1864. Este é o Presidente Theodoro Roosevelt)

Espírito Recreativo

“Frequentemente a Sra. White era convidada para piquiniques de escolas primárias da igreja. Tinha prazer em tomar parte nestes entretenimentos, onde pais, professores e estudantes se reuniam num dia de recreação.” EGW, Mensageira da Igreja Remanescente, 303.

Bom Relacionamento Com a Vizinhança

‘“Antes de se estabelecer nosso sanatório aí, meu marido e eu íamos de casa em casa fazendo tratamentos. Com a benção de Deus, salvamos a vida de muitos que estavam sofrendo.’” EGW, Mensageira da Igreja Adventista, 321. (Carta 45, 1903)

“O verdadeiro cristianismo, ela compreendia, refletia-se no lar e nas terras. Ela gostava que os vizinhos a visitassem, e, por sua vez, ia frequentemente visitá-los.”’ EGW, Mensageira da Igreja Remanescente, 326.


A MENSAGEIRA


Sua Postura em Relação a Igreja

A Igreja Adventista existe e tem avançado em meioi as densas trevas atuais, graça a Palavra de Deus e suas mensagens por meio de Sua serva Ellen G. White. Não é sua pretensão ser profetisa e nem líder da igreja. Por meio de visões e sonhos Deus comunicou verdades a sua igreja por meio dessa frágil mulher que se tornou uma grande heroína na causa de Deus.
Receosa Diante da Missão

‘“Quando esta obra me foi confiada pela primeira vez, roguei ao Senhor que tranferisse esta carga para algum outro. A obra era tão grande, vasta e profunda que receei não poder realizá-la. Mas pelo Espírito Santo o Senhor me capacitou a executar a obra que me dera para fazer.’” EGW, Mensageira da Igreja Remanescente, 384. (Review and Herald, 26 de julho de 1906)

Pretensão de Profetisa

“Ter a pretensão de ser uma profetisa é algo que jamais fiz. Se outros assim me chamam, não entro em controvérsia alguma com eles. Minha obra, porém, tem abrangido tantos aspectos que não posso denominar-me outra coisa a não ser uma mensageira, enviada a dar a mensagem do Senhor a Seu povo, e assumir trabalho em qualquer setor que Ele determinar.” EGW, Mensageiro da Igreja Remanescente,383.

Ser Líder da Igreja Adventista

‘“Ninguém jamais ouviu de mim a posição de líder da denominação, tenho uma obra de grande responsabilidade a realizar - comunicar pela pena e pela voz as instruções que me são dadas, grandes e pequenas, e algumas delas foram traduzidas em vários idiomas. Esta é minha obra - abrir as Escrituras a outros, como Deus mas abriu a mim.’” EGW, Mensageira da Igreja Remanescente, 384.

Submissão a Organização

‘“Não tive nenhum raio de luz que Ele [O Senhor] me desse, para vir a este país [Áutrália]. Vim,submetendo-me a voz da associação Geral que sempre sustentei ter autoridade.’” EGW, Mensageira da Igreja Remanescente, 384. (Carta 124, 1896)

Sua Postura em Visão

Seu Estado Diante das Visões
“J.N. Lougghborough, que declarou ter visto Ellen Harmon em visão quase cinquenta vezes, e haver conversado com os que presenciaram suas primeiras visões, descreve-as como segue: Ao ser tomada em visão dava três brados, pronunciando a palavra ‘glória!’ O primeiro brado parecia vir da parte superior da sala, o segundo, de mais longe, e o terceiro assemelhava-se a uma voz distante. A esse brado, descia o Espírito Santo sobre todos os que estavam na sala. Depois do terceiro brado, durante um ou dois minutos, ela perdia completamente as forças. Quando ao entrar em visão estava em pé, ia gradualmente pendendo para o soalho, como se mãos invisíveis ali a houvessem gentilmente colocado. A ação do coração e o pulso eram naturais, mas não respirava . Mantinha os olhos abertos como se olhasse a distância. Após os primeiros momentos de fraquesa, sobrevinha-lhe um poder sobrenatural. Costumava, às vezes, mover-se graciosamente de uma parte para outra no aposento, mas em qualquer posição em que seu braço estivesse era impossível homens fortes moverem-no um centímetro que fosse. Médicos examinaram-na, segundo nos diz o Pastor Loughborough, sem acharem a mínima respiração.” Fundadores da Mensagem, 150,151.

“Uma de suas visões mais espetaculares ocorreu em Boston, quando ela esteve quase duas horas em visão. Parte do tempo andou na sala, de uma parte para outra falando em voz alta e clara. Seus oponentes procuraram cantar, gritar e ler a Bíblia em voz alta, numa tentativa de silencia-la e cansá-la, mas finalmente tiveram de calar-se. Nessa visão, ela segurou numa das mãos uma Bíblia grande de família, aberta acima da cabeça, e virou as folhas com a outra mão, repetindo corretamente certos textos e apontanto para os mesmos embora tivesse os olhos voltados para cima.” Fundadores da Mensagem, 151.

“Certa ocasião, em Portland, teve uma visão na qual, com o braço estendido, segurou na mão esquerda uma Bíblia de família que pesava mais de oito quilos, enquanto andava numa sala de um lado para outro, tecendo comentários sobre a preciosidade da Palavra de Deus. Testemunhas declaram que em sua força natural a Srta. Harmon, que pesava apenas trinta e sete quilos, não seria capaz de levantar tal Bíblia, mas nessa visão ela a manteve com a mesma facilidade com que alguém sustentaria um Testamento de bolso.” Fundadores da Mensagem, 151.

Escrever o Grande Conflito

“Em várias ocasiões a Sra. White fora tomada em visão enquanto discursava perante auditórios. A visão do ‘grande conflito’ foi-lhe dado num domingo à tarde, em 1858, num culto de funeral, enquanto proferia algumas palavras de conforto aos enlutados. Dez anos depois, na igreja de Battle Creek, enquanto fervorosamente falava a congregação num culto de sexta-feira à tarde, foi repentinamente tomada em visão, e nesse estado ficou por vinte minutos.” EGW, Mensageira da Igreja Remanescente,343.

“Em março de 1858, enquanto a Sra. White estava em visão em Lovetts Crove, Ohio, muitas cenas do grande conflito entre Cristo e Satanás passaram diante dela, sendo-lhe ordenada que as escrevesse. ...
Em Jackson, Michigan, enquanto ela estava conversando, pareceu-lhe a língua crescer e ficar dormente, e não mais poder pronunciar uma palavra sequer. Estranha sensação atacou-lhe o coração, passou-lhe pela cabeça e desceu-lhe pelo lado direito. Era esse o terceiro ataque de paralisia que ela sofria, e esperou depor a vida dessa vez. Os irmãos oraram em seu favor, e então começou a ter uma sensação de formigamento nas pernas, podendo logo usá-las um pouco. Depois disto passou algumas semanas sem poder sentir a pressão da mão ou a água mais gelada que lhe derramassem na cabeça.
Assim mesmo sentindo o chamado do dever, pegou o papel e a pena e sob as maiores dificuldades começou a escrever The grerat Controversy Between christ and Satan - (O Conflito dos Séculos Entre Cristo e Satanás). A príncipio só podia escrever uma página por dia, sendo pois compelida a descansar três dias. Contudo sua mente não parecia anuviada, e ela continuou a escrever. No tempo em que as duzentas e dezenoves páginas ficaram prontas, a enfermidade já a abandonara por completo. Esse volume foi publicado sob o título de Espiritual Gifts, e constitui agora a última parte de Primeiros Escritos.” Fundadores da Mensagem, 167-168.

2 comentários:

  1. Exemplo de humildade dessa serva do Senhor, que possemos aprender cada vez mais esses belos ensinamentos e conciliar a Palavra maior: a Biblia.

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